Ex-prefeito de Timon tenta disputar vaga de deputado estadual, mas Ministério Público sustenta que condenação envolvendo recursos para abastecimento de água pode torná-lo inelegível até 2031
A candidatura do ex-prefeito de Timon Luciano Ferreira de Sousa (PSD) a deputado estadual ganhou de presente na primeira semana de campanha um grande problema. O Ministério Público Eleitoral entrou com ação no TRE-MA pedindo o indeferimento do registro de sua candidatura nas eleições de 2026.
A impugnação tem como base uma condenação do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionada a recursos federais para implantação de sistemas de abastecimento de água em comunidades da zona rural de Timon.
Segundo o Ministério Público, Luciano, quando era prefeito, teria deixado de prestar contas dos recursos e abandonado a continuidade das obras. O convênio previa R$ 779,9 mil, sendo que R$ 296,3 mil foram efetivamente repassados ao município.
O caso foi parar no Tribunal de Contas da União – TCU, que em 2023, julgou irregulares as contas de Luciano e determinou o ressarcimento de R$ 111.915,86, além de aplicar multa de R$ 11.500.
Para o Ministério Público Eleitoral, as irregularidades são graves e, segundo cálculos da Procuradoria, os efeitos da inelegibilidade chegariam até 24 de outubro de 2031, o que daria um descanso de mais 5 anos para Luciano Leitoa, afastando ele da disputa das eleições deste ano.
Para Luciano Leitoa a campanha, além de fraquíssima, com pouca adesão popular, começa com uma batalha nos tribunais.
