Brasil

Espaço humor: vazam fotos da cantora Alcione nua

Do Portal Imentira

Cantora Alcione

Cantora Alcione

Um hacker menor de idade invadiu o computador da cantora Alcione e roubou fotos da artista nua.

O menor usou um computador de uma lan house em Paço de Lumiar para ter acesso ao computador da cantora, quando abriu uma das fotos, o hacker teve convulsões, vomitos e febre. Ele deu entrada na UPA Araçagi na noite desta terça-feira (15), foi medicado e passa bem.

As fotos foram publicadas em um site pornográfico dinamarquês, e há relatos de outros usuários que tiveram desmaios e vomitos com as imagens.

Depois de liberado pela equipe médica do hospital, o hacker terá de prestar depoimento na Delegacia de Investigações Criminais (DEIC).

Veja abaixo outras notas da sátira do site de humor Imentira que satiriza varias matérias:

Moto Club vai colocar Kléber Pereira em exposição para quitar dividas

Roseana inicia a nova etapa do governo itinerante

Banda baiana “Chiclete com Banana” completa 1.000 shows em São Luís e Bel Marques recebe título de cidadão ludovicense

Deputado quer contratar Robin para defendê-lo da pistolagem

Carlinhos Cachoeira pode ter financiado mala branca do Cordino

Ricardo Murad sorteará carros pipa pelo Facebook

Montadora de automóveis americana testa novo modelo de ‘Super Carro’ em Paço do Lumiar

Motorista cai em buraco gigante na Av. Daniel de La Touche e é encontrado no Japão

Sofativistas lutam pelos direitos da procrastinação

Bolsonaro quer que Mertiolate volte a arder contra a viadagem


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Brasil

Premiação de PMs: a dispensa meritória e a austeridade do comandante

Por Milton Corrêa da Costa

O comando do Batalhão de Choque, da PM do Rio de Janeiro, decidiu conceder, a seus integrantes, conforme noticiado, quinze dias de folga e o direito a um final de semana na Ilha Grande, um aprazível recanto da Costa Verde do Estado do Rio de Janeiro. A recompensa tem por objetivo premiar quem efetuar a prisão –o prêmio não é como no Velho Oeste para caçar vivo ou morto- dois ou um dos dois perigosos traficantes que, após a prisão do bandido Nem, disputam a ‘chefia’ do comércio de drogas na favela da Rocinha, na Zona sul do Rio, até então considerado o Quartel General das finanças do tráfico na cidade, o ponto mais importante do refino e venda da cocaína no Rio, hoje ocupado por contingente da Polícia Militar, inclusive tropas especiais de combate urbano, até a futura implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora.

Nenhuma novidade na anunciada premiação. Premiações, inclusive em pecúnia (dinheiro, moeda) provém da Antiguidade, onde Nabucodonosor, Rei da Babilônia (622a.C.- 562 a. C.), já recompensava, em suas conquistas, seus soldados mais guerreiros e destemidos nas ações de combate durante as guerras. Durante séculos, até os nossos dias, recompensas e promoções por merecimento a por bravura a militares (regulamentos preveem ) e diferentes premiações a civis, constituem prática comum no mundo, recomendadas, de há muito, por profissionais da área de recursos humanos. É o incentivo natural a quem desempenhe, além da normalidade, suas atividades profissionais.Tais premiações são muito comuns, com forma de incentivo e disputa sadia, nas empresas, principalmente na área de vendas, destinadas aos empregados que se destaquem pelo maior número de negociações efetuadas e metas alcançadas, que obviamente trazem maiores lucros às empresas.

Na área de segurança pública não é diferente, existindo hoje, como estratégia da política de segurança pública do Estado do Rio deJaneiro, uma recompensa periódica a profissionais das chamadas Áreas Integradas de Segurança Pública,envolvendo Unidades Operacionais da PM e Delegacias Policiais, com premiações em pecúnia pelo alcance de metas pré-estabelecidas, na redução de tipos de delitos considerados estratégicos para a melhoria de níveis de segurança.

Louve-se, portanto, a importante inciativa do Comandante doBatalhão de Choque da PM do Rio, Coronel Fábio Souza, destacando-se inclusive a austeridade de suainiciativa em custear, do próprio bolso, a prometida recompensa com a estada de policias e um acompanhante, em pousada, para o gozo de um final de semana na localidade de Angra dos Reis. Obviamente que o nobre comandante torcerá para que, além da prisão dos procurados marginais da lei, poucos sejam os policiais -melhor seria um só- que efetivamente participem da prisão dos fora-da-lei. Menos dispendioso para o seu bolso. Caso contrário, seu orçamento mensal estará comprometido.

Fica, no entanto, o lembrete de que na ânsia da obtenção do merecido prêmio não se pode exceder dos estritos limites da lei e que técnica e equilíbrio são comportamentos indispensáveis ao desempenho da complexa e difícil missão policial militar. O ‘olho por olho, dente por dente’, não se aplica ao estado democrático de direito. A cabeça dos inimigos da sociedade, como no Velho Oeste, não está neste caso a prêmio.
Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Brasil: um palco aberto de execuções sumárias em vias públicas

Por Milton Corrêa da Costa

Na cidade do Rio de Janeiro ocorreu, num período de dez dias -a mais recente se deu na noite de domingo (13/05) onde a vítima morreu com 20 tiros- a segunda execução sumária em via pública, por ação de emboscada. Ou seja, as vias públicas, em todo o país, não só no Rio, transformaram-se em palcos abertos de execuções sumárias. Mata-se seres humanos, sem dó e piedade, por qualquer motivo: seja por vingança encomendada (assasssinos de aluguel), por disputas judiciais, por latrocínio, por pertencer a uma torcida organizada de futebol do time rival, pela disputa do comércio de drogas, por disputas juciciais, na luta pelo controle territorial de milícias, pela denúncia do trabalho investigativo da imprensa, por disputa de terras, por violência sexual, por brigas dentro de boates, por uma briga de trânsito ou ao volante de um carro, alcoolizado e/ou em excesso de velocidade, pela razão que for, a céu aberto, de dia ou à noite, a qualquer hora, em qualquer lugar. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima. Ressalte-se que no Maranhão e em Barra do Pirai/RJ, recentemente, dois jornalistas foram também executados em vias públicas.

A vida humana perdeu o valor em território nacional. A crença dos assassinos é a da certeza da impunidade e da não identificação de autoria. Como a polícia ostensiva não pode ser onipresente e como a taxa de esclarecimentos de homicídios é baixíssima (falta estrutura de inteligência policial) e as leis penais são benevolentes, protegendo assassinos -o jornalista Pimenta Neves permaneceu mais de 10 anos fora do cárcere- a ameaça à vida humana é portanto real e iminente. É possível, pois, matar, ficar impune e continuar matando. Vale lembrar que alguns dos assassinos de aluguel (grupos de extermínio), que atuam nos quatro cantos do território nacional, possuem arma e carteira de policial.

Frise-se, no entanto, que 90% dos 16 milhões de armas de fogo que circulam no território nacional se encontram nas mãos da sociedade civil e que 7,6 milhões desse arsenal não tem registro. O comércio e a indústria bélica brasileira movimentam cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ressalte-se ainda que entre 1998 e 2008, segundo dados do Mapa da Violência, divulgado em fevereiro de 2011, a taxa de homicídios ficou em 26,4 por cada grupo de 100 mil habitantes. A Organização Mundial de Sáude considera taxas acima de 10 como epidêmicas.

É bom lembrar, conforme matéria de ‘O GLOBO’ , de 03/09/11, que de todos os inquéritos abertos sobre homicídios dolosos até 2007 no Estado do Rio de Janeiro, 96% já haviam sido arquivados (6.447 casos) pelo Ministério Público, por autoria desconhecida. Crimes que ficaram impunes. Por sua vez, um estudo do Movimento Viva Rio, com apoio do Ministério da Justiça, concluiu que 69,85% do armamento apreendido no Rio passam à ilegalidade no próprio estado, sendo que 15,80% vêm de outros estados e 14,09% chegam pelas rotas internacionais. Em relação à munição apreendida, 75% provém do poder público.

Voltamos a Chicágo dos anos 30, sem nenhuma dúvida, num Brasil de 50 mil homicídios/ano, até que pelo menos a prisão perpétua, para crimes covardes e hediondos, se implante no país, desde que obviamente os criminólogos humanitários permitam. Por enquanto assassinos de todo gênero não se intimidam diante da lei e o medo do crime é fato real. Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima, até juízes, como no caso da magistrada Patrícia Acioli. Triste e real premonição. A lei penal misericordiosa precisa ter fim e a lei nova precisa intimidar.Com a palavra o Congresso Nacional, que tem a relevante missão de legislar para proteger a sociedade. Os mecanismos de desestímulo e correção ao crime precisam ser revistos. A cultura do direito penal mínimo precisa acabar.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

A apologia ao uso da maconha com a logomarca da Prefeitura do Rio de Janeiro

Por Milton Corrêa da Costa

Como se não bastassem os tumultos causados com a realização das chamadas ‘Marchas da Maconha’, um blog da Coordenação de Saúde Mental, programa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio, recomenda -é inacreditável a tamanha desfaçatez- e orienta usuários de maconha ao plantio da erva para consumo próprio, além de orientar também a frequência ao culto da seita do Santo Daime, como formas de redução de danos à saúde, tudo isso com a logomarca da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, conforme matéria de destaque do Jornal ‘O DIA’/RJ, de sábado, 12/05/12.

Ou seja, apologia explícita e oficializada ao uso de droga ilícita, crime previsto no artigo 33, parágrafo segundo, da Lei 11343./06, a Lei Antidrogas, em pleno vigor em território nacional.( “CONSITUI CRIME INDUZIR, INSTIGAR OU AUXILIAR ALGUÉM AO USO INDEVIDO DE DROGAS”), lembrando que o uso e o plantio da cannabis e outras formas, também são proibidos pela citada lei.

Inacreditável e inadmissível tal prática permissa, via Internet, arquitetada através de um órgão oficial da prefeitura municipal, num total desrespeito à lei e à ordem.Uma grave e perigosa ameaça à sadia juventude, cuja prevenção ao não uso de drogas é a estratégia recomendável, não a permissividade e o incentivo ao uso. Será que a Secretaria Municipal de Educação também segue, oficialmente, tais orientações (“pedagógicas”) e recomendam para alunos da rede de ensino, envolvendo crianças e adolescentes. É preciso apurar. O que realmente estará por trás disso?

É por demais sabido, inclusive, que a maconha, tal e qual o álcool, são comprovadamente portas abertas ao consumo de drogas mais pesadas. O incrível é que a orientação e o incentivo para a prática criminosa parte de um órgão que trata de saúde mental. Um recente estudo, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) concluiu que o hábito de fumar maconha, mesmo em pouca quantidade, PODE DANIFICAR A MEMÓRIA. Quando o uso é crônico e se inicia antes dos 15 anos de idade, o risco é ainda maior, devido ao efeito tóxico e cumulativo do tetrahidrocanabinol(hoje mais potente pelas mutações genéticas), no desempenho cerebral, afirma a pesquisa.

Um outro estudo, coordenado pelo médico Killian A, Welch, da Universidade de Edimburgo, observou os efeitos do uso da maconha e sua relação com a esquizofrenia onde foram estudadas as mudanças estruturais no tálamo e na amígdala-hipocampo ao longo do tempo, em 57 pessoas, com idade entre 16 e 25 anos que estavam bem, passando por uma avaliação completa, incluindo um exame deressonância magnética. Dois anos mais tarde, cada um deles retornou para outra ressonância magnética e responderam a perguntas sobre o uso de drogas ilícitas, inclusive a maconha, bem como seu uso de álcool e tabaco no período entre os exames. Dos 57 participantes, 25 tinham usado maconha entre as duas avaliações.

Conclusão da pesquisa: “Os pesquisadores descobriram que osparticipantes que tinham usado maconha mostraram redução do seu volume talâmico que foi significativo no lado esquerdo do tálamo (F = 4,47, P = 0,04), e altamente significativos à direita (F = 7,66; P = 0,008). No entanto não se observou nenhuma perda de volume do tálamo naqueles que não fizeram uso demaconha durante o período de 2 anos.”

Em entrevista ao site Medscape Medical News, afirmou o autor da pesquisa , dr. Kilian Welch: “Já é aceito pela maioria dos psiquiatras que fumar maconha AUMENTA O RISCO DE PSICOSE no indivíduo, e mais especificamente a esquizofrenia . Este é o primeiro estudo longitudinal a mostrar que o consumo de cannabis por indivíduos com riscoaumentado de esquizofrenia resulta em desenvolvimento cerebral de maneira diferente daquela como se desenvolve se não usar a droga,” observou o Dr.Welch.

Nesse contexto de apologia oficializada ao uso de drogas, questiona-se ainda a recomendação da página em questão para frequência aos cultos da seita Santo Daime, lembrando que um dos frequentadores, o jovem Kadu, com 24 anos à época, sob o efeito de maconha, conforme comprovado em exame toxicológico, matou,em São Paulo, no ano de 2010, o criador da citada seita, o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho deste. Kadu fumava maconha desde os 15 anos de idade, tendo o uso contínuo da droga acelerado seu processo de esquizofrenia, segundo relato do próprio pai.

Aqui vale ressaltar o importante depoimento do presidente da Associação dos Dependentes Químicos em Recuperação, ao jornal ‘O DIA’, não poupando críticas ao conteúdo do blog, que estampava o conteúdo do livro “Drogas: Clinica e Cultura/Toxicomanias, Incidências Clínicas e Antropológicas”, e recomendado pela Coordenação de Saúde Mental, programa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil: “O que está por trás disso é uma política nefasta de legalização das drogas. Defendemos ajuda para quem, por algum motivo, acreditou que seria bom usar drogas, e teve suas vidas e de suas famílias destruídas, mas agora quer recomeçar tudo sem usar drogas”, afirmou.

O blog em referência, às 22h da sexta-feira 11/5, depois de questionamentos feitos pelo Jornal ‘O DIA’, com 105 mil visitações, tirou o conteúdo do livro do ar, onde num trecho (pasmem) afirmava: “Permitindo ao usuário produzir a droga que consome, estaria contribuindo com sua saúde”. Acho que tal permissividade estaria em verdade contribuindo ainda mais para a desgraça e o desrespeito familiar, onde filhos drogados cultivariam a maconha em suas residências para depois fazerem uso da droga e permanecerem em estado letárgico, amotivados para a vida saudável. Alguns viram, em realidade, ‘trapos humanos’ pelo uso e dependência de drogas e destroem famílias inteiras.

Absurdo e ousadia com todas as letras. Espera-se agora que a Polícia Civil e o Ministério Público apurem a infringência à Lei Antidrogas e possivelmente ao Estatuto da Criança e do Adolescente, observado o explícito incentivo ao uso de droga ilícita.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro.


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Brasil

Maconha: o tumulto na marcha, a esquizofrenia e os drogados sem rumo

Por Milton Corrêa da Costa

Tal e qual a marcha realizada no ano passado na capital paulista, acabou em confusão a manifestação reivindicatória sobre a descriminalização e legalização da maconha, realizada no último sábado na Zonado Sul do Rio, onde participaram cerca de duas mil pessoas. Conforme noticiado,estava previsto para as 18 horas o término do ato reivindicatório. Manifestantes tentaram ultrapassar o horário previsto para o término. A força de choque interveio para que tal determinação fosse cumprida, dispersar a manifestação e manter a ordem. Alguns manifestantes não acataram a determinação policial e se insurgiram agressivamente atirando latas de cerveja contra a tropa de choque. Resultado: tumulto, uso de armamento não letal próprio para controle de distúrbios, feridos e registro em delegacia policial. Se houve ou não uso desproporcional da força policial para repelir a agressão e fazer cumprir a ordem de dispersão, a investigação policial irá dizer.

Vale lembrar, inclusive, que a decisão do Supremo TribunalFederal (STF), de 2011, liberando as marchas reivindicatórias para legalizaçãode drogas ditas ilícitas no país, menciona a necessidade de cumprimento a preceitos da ordem pública e dos bons costumes, durante tais manifestações, sendo proibida qualquer desordem durante o evento, nem tampouco uso ou apologia à drogas.

Legalizar drogas continua sendo, no entanto, um tema discutível. É contrassenso que se edite uma norma legal para descriminalização da maconha, como quer a “corrente progressista”, para favorecer uma minoria que diz fumar a cannabis, pagar seus impostos e viver uma vida social normal. É preciso entender, entretanto, que uma lei sobre drogas deve ter, sobretudo, a finalidade maior de proteger toda a sociedade, no caso os mais jovens, não um grupo de dependentes e usuários que argumentam tratar-se de uma droga apenas recreacional. Pode ser recreacional mas como o álcool (droga lícita) ´também abre a porta para o perigo. Disso não há dúvida. Algumas pesquisas também mostram que a cannabis não é tão inofensiva e recreacional assim. Fumar maconha pode levar a uma perda de volume cerebral em indivíduos em risco de desenvolver esquizofrenia, mostra pesquisa publicada tempos atrás pela revista científica British Journal of Psychiatry.

O estudo, coordenado pelo médico Killian A. Welch, da Universidadede Edimburgo, comparou as mudanças estruturais no tálamo e na amígdala-hipocampo ao longo do tempo em 57 pessoas com idade entre 16 e 25 anosque estavam bem, mas que tinham um forte histórico familiar de esquizofrenia. Cada uma das pessoas passou por uma avaliação completa, incluindo um exame de ressonância magnética. Dois anos mais tarde, cada um deles retornou para outra ressonância magnética e responderam a perguntas sobre o uso de drogas ilícitas, inclusive a maconha, bem como seu uso de álcool e tabaco no período entre osexames. Dos 57 participantes, 25 tinham usado maconha entre as duas avaliações.

Conclusão da pesquisa: “Os pesquisadores descobriram que os participantes que tinham usado maconha mostraram redução do seu volume talâmico que foi significativo no lado esquerdo do tálamo (F = 4,47, P = 0,04), ealtamente significativos à direita (F = 7,66; P = 0,008). No entanto não se observou nenhuma perda de volume do tálamo naqueles que não fizeram uso de maconha durante o período de 2 anos.”

Em entrevista ao site Medscape Medical News, afirmou o autor da pesquisa , dr. Kilian Welch:

“Já é aceito pelamaioria dos psiquiatras que fumar maconha aumenta o risco de psicose noindivíduo, e mais especificamente a esquizofrenia .Este é o primeiro estudo longitudinal a mostrar que o consumo de cannabis por indivíduos com risco aumentado de esquizofrenia resulta em desenvolvimento cerebral de maneira diferente daquela como se desenvolve se não usar a droga,” observou o Dr.Welch.

“Estas são pessoas que estão bem, não são psicóticos, emquem o uso da droga está associado à perda de volume em uma estrutura cerebralcrítica. A explicação mais provável para isso, claramente, é que a exposição aocannabis está causando essas anormalidades de desenvolvimento do cérebro“,enfatiza o pesquisador.

“O tálamo é uma estrutura cerebral muito importante, que age como um processador de informações e como estação de retransmissão para o cérebro”, ele explica. “Dado esse papel de interligação entre as diversas regiões do cérebro, qualquer coisa que afete sua estrutura e, supõe-se consequentemente, a sua função, seria de se esperar por consequências generalizadas e potencialmente devastadoras”, completa.

Ressalte-se que, sobre a legalização de drogas, mais uma celebridade, recentemente, além do presidente norte-americano Barack Obama, que se posicionou frontalmente contra tal proposição, sob o argumento de perigo iminente à segurança e a saúde públicas, o provável futuro presidente do México, Enrique Peña Nieto, favorito nas pesquisas de intenção de votos para as eleições de 1ºde julho, ao ser indagado, dias atrás, sobre o tema disse: “Não me parece a solução para o problema. Acredito que legalizar drogas possa ser a porta de acesso ao consumo de drogas mais pesadas trazendo mais danos à sociedade”.

Assim sendo, quando o assunto é drogas, continuo acreditando que o tripé prevenção, acolhimento e tratamento terapêutico do dependente e repressão qualificada ao tráfico, seja a melhor estratégia. Basta de ‘trapos humanos’ drogados e alucinados perambulando pelas ruas sem rumo. O exemplo da Holanda não serve para o Brasil, nem para a sadia juventude brasileira.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

 


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Brasil

Defesa de Carolina Dieckmann vai acionar Google para retirar fotos que a atriz aparece nua; reveja

Do G1 RJ

O advogado da atriz Carolina Dieckmann, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou ao G1 na manhã desta terça-feira (8) que vai aguardar até o fim do dia para entrar com ação inibitória para que o Google retire do ar  buscas relacionadas às fotos em que a atriz aparece nua (veja as fotos abaixo).

Segundo Kakay, no primeiro contato feito com a empresa, a informação passada foi que eles só costumam fazer a retirada com medida judicial. “Esperamos que o Google use o bom senso e retire as buscas do site deles. Vou aguardar o contato do advogado até o final do dia. Acredito que eles retirem”, disse o advogado, ressaltando que, caso isso não aconteça, entrará com a ação.

Procurada pelo G1 nesta manhã, a assessoria do Google Brasil reiterou a informação que já havia dado na segunda-feira (7), que não se pronuncia sobre casos específicos.

Extorsão, difamação e furto. Veja abaixo as fotos de Carolina Dieckmann nua:


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Brasil

Brasil: a 2ª maior taxa de mortalidade em acidentes com motos

Por Milton Corrêa da Costa

Trafegar em ziguezague ou em velocidade incompatível entre os carros no chamado “corredor da morte”, destruindo espelhos retrovisores, transitar sem roupas apropriadas (ainda não há regulamentação nesse ponto), sem o capecete de sgurança, inclusive os garupas, mudar repentinamente de faixa de trânsito, efetuar manobras arriscadas ou transitar em excesso de velocidade, como se estivessem disputando provas de motocross ou motovelocidade, as vezes pelo simples pelo prazer de ouvir o ronco barulhento de das descargas livres. perturbando o sossego público ou ultrapassando veículos sem os cuidados indispensáveis à segurança de trânsito, são um conjunto de irregularidades e desafios ao perigo agora mensurada no país, num levantamento inédito e impressionante constante do Mapa da Violência 2012, feito pelo Instituto Sangari, numa pesquisa desenvolvida em 1 milhão de certidões de óbito, conforme matéria que acaba de ser publicada numa revista semanal de grande circulação no país.

Descobriu-se que o Brasil é hoje -caminha a passos largos para ser o primeiro do ranking- o segundo país do mundo em vítimas fatais em acidentes envolvendo motos. São 7,1 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes. Só perde para o Paraguai, com 7,5 mortes para o mesmo grupo de habitantes. Nos últimos quinze anos (pasmem),, a taxa de mortalidade sobre duas rodas aumentou 846,5%. A de carros, 58,7%. A frota de motos, na última década, cresceu 246%. A de carros, no mesmo período, 65,3%. A frota de motos chega hoje a 18,5 milhões. A de carros, 37,2 milhões.

Não precisa dizer mais nada. Ou seja, os acidentes e as mortes envolvendo motos no Brasil são consequência, além da imprudência de motociclistas e do desafio permante ao perigo, do crescimento da frota. Daqui a quatro anos a estimativa de especialistas é de que o número de motos já supere o de carros. No Hospital das Clínicas, em São Paulo,em 2010, diz o estudo, os acidentes de moto com homens lideram o ranking das internações emdecorrência de trauma. Os atropelamentos vem em segundo.

Nesse contexto de perigo mortal no trânsito vale aqui observar quatro tristes relatos da tragédia sobre duas rodas, mencionados na estarrecedora matéria jornalística, de quem conseguiu manter-se vivo após graves acidentes, mais se parecendo com relatos de vítima sde uma violenta guerra, além do relato realista de um ex- motoboy. Os nomes forem preservados, apenas citados o sexo e a idade dos declarantes. Vamos aos impressionates relatos:

1) “Há cinco anos, sofri um acidente de moto numa curvafechada. Estava sozinho, não fui fechado, mas andava a 60 KM/H, velocidade altademais. A moto caiu em cima da minha perna esquerda. Perdi metade dela. Sofri muito, claro, mas o sofrimento não foi suficiente para que minha paixão por motos esfriasse. Hoje, por algumas vezes, ainda me arrisco a dar uma voltinha pelo quarteirão. Amarro o pé da prótese na embreagem. O prazer de andar de moto é maior do que o ato da lembrança do acidente”. (sexo masculino/ 25 anos de idade)

2) “Sou alucinado por motos desde criança, Aos 12 anos, tive uma mobilete. Depois disso, troquei de moto diversas vezes. Já sofri acidentes feios. No primeiro, em 2202, quebrei a perna esquerda. Fiquei seis meses sem andar. No segundo, em novembro passado, a moto caiu em cima do meu pé direito. Tenho dois pisos no tornozelo. Nos dois acidentes, fui atropelado por carros. Hoje, só ando na estrada. Na cidade, nunca mais”. (sexo masculino / 34 anos)

3) “Sempre fui fascinada pela sensação de liberdade de uma moto. Em 2010, um carro bateu na lateral da minha moto e eu caí. A queda não foi séria -eu dirigia devagar. Mas a placa do carro rasgou meu pé até o tornozelo. O ferimento infeccionou gravemente e acabei perdendo não só o pé, mas toda a perna esquerda”. (sexo feminino / 36 anos/ mãe de duasfilha)

4) “Em 2010, fui fechado em um cruzamento por um ônibus escolar e caí da moto. Saí andando, mas ao tentartirar o capacete, percebi que havia algo de errado. Não conseguia mexer o braço direito. Na batida, sofri lesões irreversíveis nos nervos do braço e da mão. Desde então, comecei uma batalha sem fim. De lá pra cá, tenho vivido umcalvário: fui submetido a duas cirurgias e, três vezes por semana, faço sessões de fisioterapia. Hoje, já consigo mexer um pouco quatro dedos da mão e erguer obraço um pouco”. ( sexo masculino/21 anos)

5) “Fui motoboy durante treze anos.Há quatro não sou mais. Cheguei a trabalhar dezesseis horas por dia, dividia otempo entre o escritório e uma pizzaria. Gostava do que fazia. E vali a pena financeiramente. Comprei minha casa, tinha uma vida estável. Mas o que tenho visto nas rua nos últimos anos me fez abandonar a profissão. Testemunhava três acidentes por dia com motoboys, na maioria fatais. Hoje ganho menos, mas estou longe dessa loucura absurda e perigosa”. (sexo masculino/33 anos de idade).

A loucura absurda, a que se referiu o ex-motoboy, citada na pesquisa em percentuais, no que se refere as partes do corpo mais afetadas nos acidentes com motos, conforme dados da ABRACICLO ( Associação Brasileira de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e dados do Hospital das Clínicas, mostraram que a cabeça e o pescoço representaram 21,7% daslesões, 12,3% nos ombros, braço, cotovelos, antebraço, pulso e mão. No rosto a incidência foi de 10,2% das lesões…

Realmente estamos diante de números e relatos de uma verdadeira guerra e de difícil solução, onde a primeira mudança deveria iniciar-se por restabelecer cursos de formação rigorosos, onde a educação e a disciplina consciente na direção de uma moto ou de um carro, fossem os grandes diferenciais na tentativa da mudança comportamental para tornar o trânsito uma atividade mais humana e menos violenta. Educar para o trânsito é educar para a vida. Por enquanto a guerra das motos e dos carros prossegue produzindo tragédias e o Brasil prossegue, inevitávelmente, para assumir, em pouco tempo, a liderança mundial de vítimas fatais em acidentes com motos. Profundamente lamentável.

Milton Corrêa da Costa é coronelda reserva da PM do Rio de Janeiro e articulista da ABETRAN


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Brasil

A polêmica da apreensão da bicicleta elétrica no Rio e a omissão de legislar

Por Milton Corrêa da Costa

O episódio do infracionamento de um ciclista, na Zona Sul do Rio, na madrugada de sábado (28/04), que transitava por uma ciclovia conduzindo uma bicicleta elétrica que acabou sendo apreendida, nos leva a reflexões e traz à baila um tema que não pode ser mais adiado e precisa ser discutido e solucionado no que tange à edição de legislação específica de regulamentação de registro e licenciamento dos chamados ciclomotores, competência dos municipios, conforme o disposto no Artigo 129 do Código de Trânsito Brasileiro..

Em primeiro lugar ficou clara a impropriedade da escolha do local de fiscalização da Operação Lei Seca naquela madrugada, com a tenda montada sobre a pista de rolamento de uma ciclovia., fato que resultou no afastamento de dois agentes de trânsito responsáveis pela fiscalização no local. Noticia-se ainda que o veículo empregado pelo poder público na citada operação, que se encontrava estacionado em cima da ciclovia, é alugado pelo Estado, apresentando nove multas atreladas a sua placa, sendo duas delas não pagas, tendo sido informado, porém, pela asseesoria de imprensa da Secretaria de Governo, que o motorista responsável pelas infrações, cometidas em dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, foi demitido. Menos mal.

As autoridades competentes devem, portanto, estar vigilantes para que nenhum episódio, de não cumprimento da lei, por quem tem o dever de cumprí-la, enfraqueça e desmoralize a imprescindível ação fiscalizadora da Lei Seca, que diga-se de passagem tem sido atuante e permanente, desde 19 de março de 2009, quando a Secretaria de Governo do Estado deu início efetivamente ao trabalho, que vem resultando em significativos avanços, mormente com a mudança comportamental da grande maioria de motoristas, onde um pequeno precentual de motoristas abordados são hoje infracionados por beber e dirigir.

Com relação à polêmica sobre a circulação da bicicleta elétrica fica bastante claro que com a edição, em maio de 2009, da Resolução/Contran 315/09, tais tipos de veículos foram equiparados aos ciclomotores e desta forma seus condutores passaram a ter que cumprir, para circularem legalmente, os mesmos requisitos e exigências legais de quem conduz um veículo ciclomotor.

Diz o Artigo 1º da Resolução/Contran 315/09:

“Para os efeitos de equiparação ao ciclomotor, entende-se como cicloelétrico todo o veículo de duas ou três rodas, provido de motor de propulsão elétrica com potência máxima de 4 kw (quatro quilowatts) dotados ou não de pedais acionados pelo condutor, cujo peso máximo incluindo o condutor, passageiro e carga, não exceda a 140 kg (cento e quarenta quilogramas) e cuja velocidade máxima declarada pelo fabricante não ultrapasse a 50 km/h (cinquenta quilômetros por hora)”

“Parágrafo único. Inclui-se nesta definição de ciclo-elétrico a bicicleta dotada originalmente de motor elétrico, bem como aquela que tiver este dispositivo motriz agregado posteriormente à sua estrutura.”

Portanto, primeiramente, além de saber ler e escrever, possuir documento de identidade e cadastro de pessoa física, é preciso o candidato seja á habilitação seja penalmente imputável (18 anos), haja vista que a direção veicular gera três tipos de responsabilidades: penal, civil e administrativa. É requisito necessário ao condutor possuir documento de habilitação tipo ACC (Autorização para Conduzir Veículo Automotor), sendo o candidato à tal categoria submetido aos mesmos exames de seleção do candidato à obtenção da categoria A (motociclo).

O veículo, por sua vez, deverá estar registrado e licenciado pelo município, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro, em seus Artigos 24, inciso XVII e 129. Para condução de tais veículos é necessário ainda fazer uso do capacete de segurança, em razão do que dispóe o Artigo 54 do CTB, face ao que é também prescrito aos condutores de ciclomotores. Com relação às regras de circulação, tal e qual os ciclomotores, as bicicletas elétricas têm que circular, de acordo com o estabelecido no Artigo 58 do CTB, pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita. Tais veículos também precisam ter os equipamentos obrigatórios elencados na Resolução Contran 315/09 (Artigo segundo) quer sejam: espelhos retrovisores, de ambos os lados; farol dianteiro de cor branca ou amarela; lanterna, de cor vermelha, na parte traseira; velocímetro; buzina e pneus em condições mínimas de segurança.

Assim sendo a circulação de ciclomotores, com a entrada em vigor do CTB em 22 de janeiro de 1998 e desde maio de 2009, no que se refere às bicicletas elétricas, é feita irregularmente em território nacional. Em vigor há mais de 14 anos o Código de Trânsito Brasileiro a norma legal é descumprida pelas prefeituras municipais, mormente as de considerável volume de tráfego onde os acidentes com ciclomotores e bicicletas elétricas também matam e mutilam e causam tragédias.

Em localidades próximas ao aprazível litoral brasileiro, principalmente durante operíodo do Verão, há uma febre de ciclomotores e motonetas (100cc) circulando sem nenhuma fiscalização e controle. Muitos dos condutores são menores de idade, com veículos entregues pelos próprios pais, que acabam colocando em risco a vida de seus filhos, colocando também em perigo a incolumidade dos demais usuários das via pública. Se muitos municípios não dispõem de meios e recursos para registro e licenciamento de ciclomotores que deleguem tal atribuição aos estados-membros. Quanto a legislação regulamentadora é conveniente que passe, como solução mais racional e urgente, à competência da União, com a criação de um norma comum para todo território nacional, propondo-se então alteração do artigo 129 do CTB.

Portanto, o infracionamento do ciclista, no caso do inusitado episódio do Rio de Janeiro, por estar sem documento específico de habilitação, transitar sem capacete de segurança e por recusar-se ao teste do bafômetro se deu em cumprimento à legislação em vigor. O único entrave é que as multas são atreladas ao sistema pela placa do veículo e se confirmadas tais penalidades terá que existir um nova forma de emissão das notificações de penalidades correspondentes para pagamento,com a concessão, ao mesmo tempo, do direito de apresentação de recurso nas distintas instâncias.

O ideal era que todos, autoridades, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres cumprissem as normas de trânsito em vigor em território nacional, cada um com o que lhe diz respeito . Seria o renascer de um trânsito mais humano, mais responsável e menos violento. Sonhar não custa nada, Dos sonhos e fantasias nasceram as grandes transformações do mundo.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Vergonha: dos 101.936 bacharéis, apenas 25.912 foram aprovados no Exame da OAB

É vergonhoso o índice de reprovação de bacharéis de varias Universidades e Faculdades no último Exame de Ordem.

Já nesta última edição, os resultados dos bacharéis, foram um dos piores da história da seleção feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Dos quase 102 mil candidatos que fizeram o sexto Exame de Ordem Unificada, da OAB, apenas 25,9 mil candidatos foram aprovados – 25,4% do total. A OAB já havia aprovado quase 24 mil candidatos no resultado preliminar. Outros 11,1 mil participantes entraram com recursos para a análise da prova – destes, 2,2 mil foram aprovados.

A prova prático-profissional do exame foi aplicada em todo o Brasil pela Fundação Getúlio Vargas, no dia 25 de março deste ano. O teste era composto por uma peça profissional, que valia cinco pontos, e quatro questões com chamadas situações-problema nas áreas de direito administrativo, civil, constitucional, empresarial, penal ou do trabalho. Mas quem não foi aprovado nesta prova já tem outra chance.

Até o próximo domingo, 06, a OAB recebe as inscrições para o sétimo Exame de Ordem. A taxa de inscrição é de R$ 200 reais e pode ser feita no site da OAB, no www.oab.org.br.

A primeira fase está marcada para o dia, 27, deste mês, a segunda etapa ocorrerá no dia, 08, de julho.


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A truculência e o despreparo de “seguranças” que se consideram acima da lei

Por Milton Corrêa da Costa

Inconcebível, truculenta, covarde e criminosa a violenta agressão sofrida pelo cantor e músico David Alvarez, no interior da boate Fosfobox, em Copacabana, Zona Sul do Rio, na madrugada da última terça-feira. Seguranças do estabelecimento, pertencentes a uma empresa que presta serviços à citada casa noturna, são acusados de agressão à vítima provocando-lhe grave lesão no olho direito. A desproposital agressão teve por causa, segundo o cantor, o fato de ter sido flagrado fumando em área não permitida da boate. Alega que apenas pedira uma tragada a um amigo, sem faltar com repeito a ninguém, mas acabou agredido a socos, tendo ficado desacordado e ( pasmem) jogado na rua em frente à boate como se abutre fosse. O fato foi de tamanha insensatez e truculência que o próprio dono da boate, em razão do dano causado à imagem de seu estabelecimento, pretende processar a empresa contratada para garantir a segurança no local.

Por mais que a vítima tenha ou não relutado para desvencilhar-se do cigarro tal reação, por quem tinha por missão principal, no caso, proteger e garantir (intramuros) a incolumidade física das pessoas, é sobretudo descabida e vem se tornando prática constante em episódios de violência envolvendo seguranças truculentos, sisudos e arrogantes, onde em alguns casos, além de graves agressões, matam pessoas indefesas, durante as intervenções para manutenção da ordem interna. É o tribunal do poder da força em detrimento do poder da lei.

Ou seja, há verdadeiros “leões de chácara”, ‘donos do mundo”, de seus espaços e acima da lei e da ordem, totalmente despreparados para o exercício da importante função, considerando-se mesmo acima do bem e do mal. Que requisitos de curso de formação, extensão e aperfeiçoamento possuem para o desempenho da missão? São ou não são qualificados para o uso dos meios necessários de emprego da força física durante os momentos de necessária intervenção? O que prevalece? A lei do mais forte?Que preparo técnico e psicológico possuem para lidar com a vida de clientes e frequentadores de casas noturnas, especialmente jovens, muitas vezes induzidos pelo efeito do álcool e da influência do grupo? Possuem técnica específica de imobilização pessoal para dominar oponentes e repelir injusta agressão? Ou são simples grandalhões que imaginam impor o respeito e a ordem pela truculência e compleição física avantajada?

É necessário, pois, antes que outras tragédias e agressões absurdas por parte de seguranças de casas noturnas, continuem a ocorrer, que tais serviços de segurança privada sejam efetivamente fiscalizados por quem tem competência legal para tal. Boa parte de seguranças de casas noturnas e outros que exercem a função intramuros atuam na clandestinidade, sem nenhum requisito ou qualificação para o exercício da missão sendo, ao invés de garantia de proteção, uma ameaça à própria sociedade.

Com a palavra os órgãos competentes pela fiscalização, controle e monitoramento de tal atividade no país. A integridade física e a vida são os maiores bem jurídicos tutelados. Não podem estar ameaçados pelo despreparo de “leões de chácara”. O respeito e a manutenção da ordem em estabelecimentos privados e em eventos sociais, intramuros, não são sinônimo de truculência, cara feia e predomínio da lei do mais forte. O Velho Oeste é coisa do passado. Truculência não é sinônimo de autoridade e respeito. No estado democrático de direito a lei está acima de tudo e de todos. Aprenda-se.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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