Brasil

Dia do Meio Ambiente: o permanente “bullying” a um planeta de recursos finitos

Por Milton Corrêa da Costa

Hoje, 05 de junho, é o Dia Mundial do Meio Abiente, como se meio ambiente tivesse dia específico para ser lembrado. Chegamos a um ponto tal, com as notícias de constantes desastres ambientais e mudanças climáticas- no Estado do Amazonas as imagens mostraram recentemente que algums cidades ficaram submersas- que hoje ninguém precisa ser mais grande mestre em meio ambiente, em desenvolvimento sustentável ou no estudo dos seres vivos. É fácil constatar que a emissão inconsequente e progressiva de gases poluentes, do desmatamento e da poluição de rios e mares, vem tornando a Terra, com o consequente aquecimento global provocado pelo efeito estufa, um planeta em progressivo desequilíbrio ecológico, com risco iminente, daqui pra frente, da própria sobrevivência humana e do reino animal. Isso é fato real. Como também é fato real que no Brasil, ruralistas, ambientalistas e o próprio governo até hoje sequer chegaram à conclusão sobre o texto mais equilibrado do novo Código Florestal.

Os ambientalistas afirmam agora- matéria de caderno especial de um jornal de grande circulação neste 5 de junho- que o pulmão do mundo não estaria no verde das florestas, mas sobretudo nos oceanos de onde provêm boa parte do oxigênio que respiramos e absorvem o excesso do gás carbônico (CO2) que lançamos na atmosfera. Eles controlam o clima e a água do planeta Terra. Um riqueza incomensurável e um grande desafio. Sequer a maioria das espécies marinhas foi descoberta. Os oceanos são a maior fronteira da biodiversidade, afirmam. O pesquisador Eduardo Sechi, do Laboratório de Tartarugas e Mamíferos Marinhos da Furg observa que, se em 25 anos, forem mantidos os níveis atuais de pesca, é bastante provável que a população das toninhas, os mais ameaçados golfinhos do Brasil, tenha uma redução de 80%.
A matéria informa ainda que um estudo publicado pela revista americana “Science” mostra inclusive que 41% dos ecossistemas marinhos sofrem de maneira grave com a impensada ação humana. Mais ainda: de acordo com os cientistas, não existe região da Terra que não tenha sido afetada pela presença do homem, embora nas áreas próximas asos polos o impacto seja menor. Um outro estudo aponta locais onde a poluição tem diminuído a quantidade de oxigênio na água, um processo chamado de eutrofização, com cosequente morte dos seres vivos que precisam de oxigênio, como peixes e crustáceos.
Por sua vez, o norte-americano Peter May, naturalizado brasileiro, especialista em recuros naturais e coordenador da Conferência de Economia Ecológica, encontro mundial marcado para ocorrer entre 16 e 19 próximos, antes da Rio + 20, alerta: ” O princípio básico da Economia Ecológica é o fato de a natureza ter limites que precisam se contabilizados. Trata-se de uma questão óbvia: se há um planeta finito, a economis não pode atuar como se os recursos fossem infinitos”.
Ainda que por enquanto livres de tsunamis, de grandes tornados e furacões, de permanentes tremores de terra e de terremotos, tipo o que destruiu num passado recente o Haiti- a Itália foi vítima agora de um forte terremoto -o Brasil é, porém sinônimo de permanentes catástrofes ambientais, provocadas pelo excesso ou escassez de chuvas onde o cenário em algumas regiões e cidades do país é simplesmente desolador. O fenômeno La Niña vem fazendo o seu estrago e parecemos impotentes ante tamanho desequilíbrio climático. Sequer levamos, com a seriedade devida, a importância do setor de defesa civil no país. Estamos despreparados para enfrentar a força repulsiva e progressiva da natureza. A burocracia e o clientelismo na distribuição de verbas também são bastante evidentes.

A única certeza é que há hoje no Planeta Terra áreas inóspitas à sobrevivência humana e animal. Até onde irão a falta de consciência e o descaso do homem com as permanentes agressões ao meio ambiente? Até onde a natureza permanecerá em sua ação repulsiva e com que intensidade? Com a palavra os líderes mundiais e os doutos em meio ambiente que participarão da RIO + 20, da qual se espera não apenas a assinatura de protocolos de intenção mas sobre tudo que se honre os compromissos firmados. o futuro do Planeta Terra é sombrio e é preciso salvá-lo o quanto antes. Quando o assunto é meio ambiente é preciso quebrar grandes paradigmas.

Milton Corrêa da Costa pesquisa temas relacionados ao meio ambiente.


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Brasil

Drogas: a abertura legal da perigosa porta da dependência

Por Milton Corrêa da Costa

Na contramão da grande maioria dos países, a comissão de juristas brasileiros, encarregada de elaborar o anteprojeto do novoCódigo Penal acaba de aprovar a descriminalização de drogas ilícitas para uso pessoal. A quantidade apreendida tem que ser, no máximo, suficiente ao consumo médio individual por cinco dias ( ainda dão prazo), conforme definido pela autoridade administrativa de saúde. Ou seja, a legião de drogados sem rumo, vai ter que andar com a receita médica a tiracolo. Ou uma quantidade servirá para todos?

O inacreditável é que, além de poder consumir e plantar para consumo próprio a maconha, também a cocaína e o crack (a ‘droga da morte’), entre outras substâncias entorpecentes, poderão ser consumidos, desde que ( pasmem) se fume ou cheire individualmente. Quanto maior o poder destrutivo da droga, menor a quantidade diária a ser consumida, diz a comissão. Custo a acreditar em tal proposta tolerante e perigosa.

As pessoas que semeiam, cultivam ou fazem a colheita, sem autorização ou emdesacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que sirvam para matéria-prima para a preparação de drogas também poderão responder por tráficode drogas. Haverá (observem a permissividade) descriminalização, no entanto, quando o agente (da droga) “adquire, guarda, tem em depósito,transporta ou traz consigo drogas para consumo pessoal; semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de drogas para consumo pessoal”, segundo o texto aprovado. Ou seja, todo o ritual para o uso de drogas está garantido e regulamentado. Já deve ter viciado se drogando e comemorando por conta, com toda certeza.

Para determinar se a droga realmente destinava-se a consumo pessoal, o juiz deverá saber agora a natureza e a quantidade da substância apreendida, a conduta do infrator, o local e as condições em que ocorreu a apreensão, assim como as circunstâncias sociais e pessoais do consumidor de drogas . Ou seja, se for consumidor de classe média ou alta fica difícil estabelecer se estamos diante de um traficante. Se for pobre e favelado, nem tanto.

Os juristas ainda incluíram um novo artigo ao anteprojeto do Código Penal para criminalizar o uso ostensivo, mesmo que pessoal, de substância entorpecente em locais públicos, nas imediações das escolas ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença deles, como se houvesse fiscalização para tal. Tem que ser dentro de casa, no carro (quem sabe misturar com álcool pra completar o ‘barato’ da desgraça), nos banheiros dos bares, boates e restaurantes, em locais ermos ( talvez nas praias curtindo o luar), desde que tudo seja bem escondido. É o que se pode chamar de regulamentação oficial da desgraça.

De acordo com o texto, o uso compartilhado de droga vai ser penalizado. A pena pode ser de seis meses a um ano de prisão e multa. Já aquele que induzir,instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido da droga poderá ter pena de seis meses a dois anos de prisão. O interessante é que o poder público, com tal proposta, passa a ser o próprio indutor oficial do uso da droga. Ou seja, a nova Holanda é definitivamente aqui. As cenas de drogados prostrados em praças públicas, por overdose, serão mais um cartão de visita do nosso querido Brasil. A proposta permissiva, com base no discurso da chamada ‘corrente progressista, é descriminalizar e abrir legalmente a perigosa porta do proibido, protegendo o usuário e o dependente de droga, como se a violência do tráfico fosse diminuir e como se traficantes fossem depor seus arsenais de guerra.

Já que o cigarro e o álcool não são proibidos e causam desgraça, vamos fazer a desgraça completa tornando lícitas as drogas ilícitas. É isso? Trata-se de proposta de redução de danos ou medida assecuratória oficial, de manutenção do vício? A finalidade não deve ser tentar tirar o usuário ou dependente do vício? E a conta astronômica das overdoses? Quem pagará? Os ‘caretas’conservadores e não usuários, que não buscam estados alterados de consciência? Será que os impostos a serem arrecadados nas ‘farmácias oficias das drogas”, será suficiente para o acolhimento e recuperação de mais e mais jovens que ingressarão no perigoso mundo da droga? Vai poder cheirar e fumar antes de ir para o colégio ou para a universidade? Terá que ser maior de idade para consumir oficialmente? Onde os traficantes deporão voluntariamente seus arsenais? Em igrejas, em sedes de ONGs progressistas? Estarão regenerados após a descriminalização de drogas? Quem vai fiscalizar se o baseado ou o crack serão fumados individualmente? O plantio da maconha nas residências farão parte de um perfeito conluio familiar?

Nesse contexto de incertezas, vale lembrar do depoimento de uma mãe sobre um filho drogado, num comentário na Internet, sobre um recente texto de minha autoria sobre o tema Apologia às Drogas.Disse a sofrida mãe:

“Há uma semana fui obrigada a chamar a Policia Militar para internar meu filho de 20 anos devido aos problemas que estava causando, principalmente de agressões físicas ao irmão e a uma pessoa amiga que frequenta a nossa casa. Não conseguimos interná-lo porque em duas ocasiões, no Hospital Bezerra de Menezes, (São Bernardo do Campo) ele conseguiu fugir da recepção. A minha experiência serve de exemplo de que a Policia Militar receba treinamento para ajudar em casos parecidos e se necessário foracionar o SAMU para remoção até o Hospital.. Lamentavelmente temos um Brasil maravilhoso, mas os governantes estão preocupados com assuntos que pouco interessam a população, neste caso as drogas. Como acabar com elas? Completou a mãe aflita.

Estamos diante, portanto, de uma emenda seguramente pior que o soneto onde a consequência inevitável será o aumento do consumo e de drogados, amotivados, perambulando em vias públicas Permissividade com todas letras. Um verdadeiro tiro pela culatra e no escuro. Coloca-se a prevenção, o tratamento e recuperação do dependente e a repressão qualificada como estratégia de segundo plano -a finalidade precípua é proteger o uso- numa incoerente prevalência da permissividade e da tolerância no combate às drogas. Lamentável. “O uso de drogas leva adolescentes à prática de outros atos criminais”, diz o procurador da 3a Vara Criminal de Justiça do Rio de Janeiro, Márcio Mothé Fernades que passou 15 anos na Vara de Infância e Adolescência cuidando de casos de usuários de drogas. “Alguém precisa impor limite, como o tratamento compulsório. As pessoas não estão preparadas para descriminalização sem uma medida mais enérgica”, observa.

Está, pois, prestes a ser consolidada a desgraça maior. Resta agora, como mecanismo de defesa da juventude brasileira, ao Congresso Nacional e por último à Presidente Dilma Rousseff, vetar tal perigosa ameaça. Drogas não agregam valores sociais positivos. O exemplo da Holanda não nos serve. Não há nenhuma certeza de que modelos importados se adaptem ao Brasil.. Entenda-se.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro.


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Brasil

O crescimento da telefonia celular e a estatística irreal de roubo

Por Milton Corrêa da Costa

Os aparelhos celulares, desde que foi implantada no país, há mais de 15 anos, a telefonia celular, chegam agora a cerca de 253 milhões de unidades já vendidas. Somente para os Dia das Mães o comércio vendeu, em todo território nacional, 6 milhões e 300 mil aparelhos. É como se para cada 10 habitanteshouvessem , hoje, 13celulares em circulação. É a impressionante aceitação de uma espetacular invenção que criou a ‘celular- dependência’. Uma de minhas filhas, por exemplo, tem quatro aparelhos. Eu, ainda resistente à modernidade das últimas gerações de sofisticados celulares, tenho apenas um modelo antigo. Diga-se de passagem que o celular, de acesso irrestriro hoje a qualquer classe social, à exceção dos que ainda morrem pela fome, tem o estranho poder de parecer nivelar socialmente seres humanos, pobres ou ricos. Ou seja, o que era privilégio e sofisticação, no início, da classe social mais elevada pelo alto valor de compra, agora é um charme de todos, pelo fácil acesso ao crédito, podendo ser pago em suaves prestações.

Não se imagina mais um mundo sem o telefone celular – alguns imprudentes motoristas contiunuam falando ao celular ao volante- cada vez mais sofisticados como o caso dos samartphones, num mercado mundial onde são garantidos milhares de empregos na produção e na comercialização de um aparelho que revolucionou e facilitou a comunicação entre os habitantes do planeta, sem falar na contínua fonte geradora de impostos para os governos. A ‘sociedade do ter’ sonha com aparelhos celulares e com TVs mais finas -cada invenção inquieta o consumidor e o mercado- como bens móveisde suprema necessidade, ainda que a telefonia fixa e a televisão tenham sequer ainda chegado a muitas regiões do mundo.

Neste contexto, da ‘celular-dependência’, também cresceram as estatísticas do roubo aos aparelhos. Não somente o dinheiro ou outro bem faz parte hoje da cobiça de ladrões ( caso de furto) e assaltantes (caso de roubo), mas principalmente o celular. Não há, praticamente, assalto a transeuntes, roubo de veículos ou em coletivos ( ónibus) sem que não se leve também o celular da vítima. Nos casos registrados em delegacias policias no Estado do Rio de Janeiro, no primeiro trimestre de 2102, foram 1141 os celulares roubados.Um número oficial do Instituto de Segurança Pública (ISP) porém irreal, partindo-se do princípio de que em parte das ocorrências de assalto ou furto em vias públicas ou em coletivos, as vítimas, desde que os documentos e cartões não vão juntos, não prestam queixa em delegacia policial, até por tratar-se de delitos de ação instantânea e de difícil investigação para identificação de autoria. Para a polícia mais fácil é tentar identificar as quadrilhas de receptadores de aparelhos roubados onde muito do produto do roubo é posto à revenda em bancas de camelôs (não cadastrados).

Registre-se que a vítima comparece à delegacia policial quando se trata de roubo do veículo, onde o celular também foi levado ou quando na ação delituosa também o documento pessoal é levado -quando só o celular e os cartões são levados nem sempre comparecem- ou no caso em que o aparelho esteja no seguro. Algumas seguradoras fazem o seguro principalmente dos aparelhos mais caros e de última geração e empresas de telefonia celular geralmente o seguro de seus aparelhos- rádio. Ou seja, o roubo de celulares também fazem as seguradoras faturar mais. É o efeito colateral ( positivo) da violência que enriqueceu muitos empresários gerando milhares de empregos no setor de segurança privada, também milhares de empregos na segurança pública ( cresceu o efetivo policial), empregos na mídia, nas editorias de polícia -vejam a concorrência de programas televisivos específicos- e no sofisticado mercado da tecnologia eletrônica de segurança residencial , bancária e de estabelecimentos, além da criação de mecanismos de auto-proteção pessoal como no caso das blindagens de veículos e da película não refletiva para os vidros de automóveis.

Salta aos olhos, no entanto, o fato de que, por exemplo, no primeiro trimestre deste ano, 5599 veículos foram roubados ( com ameaça ou emprego de violência) no âmbito do Estado o Rio de Janeiro e 1355 ocorrências de roubos em coletivos registrados , além de 13009 casos de roubos a transeuntes, onde apenas, em contrapartida, as estatísticas oficias apontam para 1141 os casos de roubos de aparelhos celulares. Das três uma: ou as ocorrências são quantificadas pelo delito de maior gravidade ou os assaltantes, na maioria dos casos, só visam o roubo do celular ( a carteira com o dinheiro e documentos sairam de moda) e a vítima não registra ou o roubo a celular só é quantificado, para fins estatísticos, em casos específicos que envolvam somente o citado bem móvel. Confesso que não entendi.

Ressalte-se , porém, que de qualquer forma, só saberemos a estatística real (somente aproximada), de roubos e furtos de celulares, no país, através dos números das seguradoras e das empresas de telefonia celular. Pelo registro policial apenas continuaremos sabendo o que foi registrado. Mas isso é outra história que prometo ao menos tentar pesquisar.

Que o seu sofisticado celular não seja vítima da cobiça do ladrão da próxima esquina. Caso ocorra lembre-se, no entanto, que sua vida vale muito mais que um aparelho celular, ainda que a toda a sua agenda pessoal se perca naquele momento.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Se for vítima de um assalto não reaja. Conheça as dicas de segurança

Por Milton Corrêa da Costa

Em tempos de violência urbana extrema nenhum de nós ,na condição de pedestre ou conduzindo um veículo, está livre de ser vítima de um assalto. Por isso mesmo é que a atitude corajosa de um senhor de 67 anos, vigia de um posto de gasolina, aoenfrentar fisicamente três bandidos desarmados, ao ser rendido durante umassalto, no bairro do Grajaú, na Zona Norte doRio, em 11 de maio último, resultando ferido no embate corporal, precisa ser objeto de análise técnicae reflexão. Por mais que tenhamos toda aprevenção e adotemos regras básicas de segurança pessoal, nenhum de nós estará livre do elemento surpresa, tática empregada por bandidos em ações de assalto.

Vítimas de assalto, em razão do medo e do pavor de que são tomadas, do natural descontrole emocional, ou impulsionadas pela raiva contra ainjusta e agressiva ação marginal, reagem de formas diferentes, podendo, noentanto, também estar assinando o próprio atestado de óbito. Bandidos assaltamnormalmente drogados e alcoolizados, armados e descontrolados, tensos eagressivos, pois também têm medo. Precisam de uma ação rápida para obter o êxitoe abandonar o local. Em caso de sequestro relâmpago, saem rapidamente a cena do crime, levando reféns, no próprio veículo da vítima ou em veículos roubadosanteriormente.

A partir daí, a preservação de sua vida corresponderá à atitude que vocêtiver na tentativa de controlar a situação adversa, seja em assalto na viapública a pedestres ou assalto em veículo a motoristas. Entregue, sem contestar,os objetos que forem solicitados. Não tente contrariar os assaltantes retrucando suas atitudes. Mostre-se amistoso, apesar de todo o nervosismo, indicando quequer colaborar com ação para que tudo saia bem. Informe-lhes todo gesto que precisar tomar, mantendo, em caso de assalto em via pública, as mãos para cima.Se for surpreendido em assalto dentro do carro, mantenha-se imóvel com as mãossobre o volante. Cumpra, sem contestar, as determinações dos assaltantes. Lembre-se, que você foi surpreendido e o momento lhe é perigosamenteantagônico.

Se for tirar o cinto de segurança, anuncie tal atitude e peça consentimento.Tudo que for apanhar dentro do carro informe com antecedência sem tomar nenhumaatitude que possa supor uma reação. Olhe firme para o marginal sem desafiá-lo no olhar, Continue amistoso e não agressivo. Informe-lhe prontamente, casosolicitado, a senha dos cartões e colabore informando o melhor trajeto para chegar a um determinado caixa eletrônico. Tenha em mente que você está numasituação extrema de risco de vida, e vidas humanas nada valem para bandidos drogados, frios e sanguinários. Lembre-se principalmente que seus entes queridoso esperam e que tudo dependerá de seu equilíbrio, apesar de toda tensão. Ainda sim você precisará contar com a sorte.

Evite chamar a atenção do carro da polícia, caso cruze com uma patrulha, Osbandidos, por medo e assustados, poderão reagir atirando nos policiais, e vocêpoderá ficar no meio de um fogo cruzado. Pense no seu objetivo maior (apreservação da vida), ainda que se sinta agredido e humilhado nas mãos demarginais da lei. Lembre-se de que na maioria dos casos de reação as vítimasmorreram ou ficam gravemente feridas. Normalmente, se você atender as ordens deum assaltante suas chances de sobreviver com vida e sair praticamente ileso aumentarão em muito.

Jamais contrarie os assaltantes e diga-lhes que “tudo acabará bem”. Eles têm,pela intimidação das armas, o domínio momentâneo da situação. Peça-lhes, se foroportuno, calma e tranquilidade em dado momento, comunicando-lhes que tudo que for solicitado será atendido. Não tente uma fuga desesperada. Ela pode serfatal. Após ser liberado pelos marginais, procure ajuda e ligue para a polícia (190), informando tudo que foi possível observar durante a ação, inclusivecaracterísticas físicas dos bandidos, características do veículo e direção tomada pelos assaltantes

Da mesma forma, aja assim nos casos de assaltos em via pública em que vocênão é levado como refém. Se for vítima de assalto em sua própria residência, ajatambém de modo solícito, sem tentar reação ou fuga, ainda que conheça seuhabitat. Seus parentes e amigos também poderão estar sendo vítimas do mesmodelito e poderão pagar com agressões ou com a vida, caso você tente fugirsozinho. Se for possível fazer uso de um artifício que chame a atenção devizinhos, sem que corra riscos, faça isso. Compareça em seguida à Delegacia Policial para registro do fato. Se após a saída da Delegacia, estando maiscalmo, ainda se lembrar de algo que possa ajudar a polícia na identificação e prisão dos meliantes, ligue novamente para a polícia e informe.

Assim sendo, chega-se à conclusão de que a atitude corajosa do vigia do postode gasolina foi de alto risco e tecnicamente não recomendável, ainda que osbandidos não estivessem armados. Especialistas em segurança pessoal continuam afirmando que o melhor remédio são as regras básicas de prevenção. Se, noentanto, o assalto o surpreender, jamais reaja. Suas chances de sobreviver e manter-se ileso serão bem maiores.

Aí vão, portanto, algumas regras básicas de segurança pessoal:

1) Ao sair com o seu carro, que se encontra estacionado na rua, faça isso imediatamente, sem antes observar se há alguém em atitude suspeita próximo ao veículo. Ligue o motor, trave as portas, coloque o cinto de segurança e saia. Não se preocupe em ligar o rádio ou colocar um CD. Faça isso quando o carro estiver parado num sinal ou num congestionamento. Se usar películas não refletivas no veículo (insulfilm), use as regulamentadas pelo Contran.

2) Evite comprar algo em ambulantes nos sinais de trânsito, Você estará momentaneamente distraído e precisará mexer nos vidros.

3) Nos estacionamentos em via púbica, evite entregar as chaves do carro a pessoas desconhecidas ( flanelinhas).

4) Ao chegar em sua residência, certifique-se de que não há movimentação de estranhos nas proximidades.

5) Evite deixar o veículo em locais desertos. Prefira os estacionamentos em locais específicos e fechados.

6) Mantenha os portões de sua residência sempre trancados.

7) Em meio a disparos de arma de fogo, proteja-se imediatamente atrás do obstáculo mais resistente possível. Saia da linha de tiro, agache-se. Procure o chão.

8) Conheça as senhas de segurança para se comunicar com o porteiro de seu prédio.

9) Prefira usar, principalmente durante a noite, caixas eletrônicos em locais de maior movimento.

10) Ao sacar valor considerável de dinheiro no caixa de um banco, não saia imediatamente da agência. Leve sempre alguém para acompanhá-lo e observar a movimentação nas cercanias do local, identificando suspeitos.

E finalmente lembre-se: não use arma. A arma é muito mais um indutor de violência do que um instrumento de defesa. Deixe o uso da arma de fogo para profissionais que saibam usá-la quando se fizer necessário. Preserve a vida. Atos de heroísmo nem sempre acabam bem.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Venda do Quartel General da PM do Rio apaga parte da HIstória

Por Milton Corrêa daCosta

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, oriunda da Divisão Militar da Guarda Real de Polícia,criada em 13 de maio de 1809, por D. Joao VI, vai perder o seu tradicional Quartel General, localizado na Rua Evaristo da Veiga, 78, no centro do Rio. Conforme noticiado, a Petrobrás fechará negócio com o governo do Estado para a compra do terreno. Os boatos, de longos anos, sobre o interesse da Petrobrás, na aquisição da valorizada área, se confirmaram.Sinceramente, em razão do considerável valor histórico, imaginava tratar-se de um patrimônio tombado, há muitos anos. Ledo engano. O Quartel General de uma corporação com 203 anos de existência será demolido.

Triste e difícil momento para os policiais militares mais antigos, entre os quais me incluo, e os mais novos integrantes da instituição,que reverenciam a sua história. Se por um lado há que se reconhecer a necessidade da implantação das bases de um nova polícia ostensiva, democrática,funcional, e cidadã, inclusive quanto ao referencial de um novo modelo arquitetônico de suas edificações, por outro lado também é inegável que com a venda do antigo aquartelamento, tradicional templo dos capuchinhos da Ordem dos Barbonos, morre parte da história da bisecular Polícia Militar.

Por que não permanecer no mesmo local histórico e construir um moderno Quartel General preservando, no que for possível, o modelo antigo, inclusive a histórica capela ali existente? Pra que vender se a motivação é modernizar instalações? Por que vender a maior referência arquitetônica de uma insituição bicentenária? Por que prevaleceram os interesses da Petrobrás sobre a História da Polícia Militar? Comparando ao Exército Brasileiro, é como se oantigo e histórico prédio do Ministério da Guerra, na Praça da República, hoje Quartel General do Comando Militar do Leste, também fosse vendido e demolido. É preciso compreender que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é parte integrante da história-pátria e parte da história de organizações militares é constituída pela tradição de seus aquartelamentos.
Organizações Militares, além dos sustentáculos dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina,têm o seu referencial também alicerçado em sua história. Entenda-se ainda que aquartelamentos menores são incondizentes para as missões de uma polícia de preservação da ordem pública, inclusive em momentos de necessária intervenção em casos degrave perturbação da ordem, em que será preciso permanecer aquartelado, emcondições de pronto emprego, considerável contingente de tropa. A natureza damissão constitucional da Polícia Militar é dupla: polícia ostensiva e preservação da ordem pública. A missão policial é civil mas executada por militares, cujos quartéis, ainda que modernos, terão sempre que existir.

A verdade é quegrande parte do passado histórico da Polícia Militar morre com a venda do prédio de seu Quartel General. A Petrobrás venceu. O patrimônio cultural, o Rio Antigo e a bicentenária Polícia Militar perderam a referência de um quartel histórico de onde partiram 510 bravos oficiais e praças para lutar contra Solano Lopez na Guerra do Paraguai. Pobre de um país, de memória curta, que além de não lutar por seus patrimônios arquitetônicos, sequer reverencia, por exemplo, seus ainda heróis vivos, como os da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram contra oterror do nazismo nos campos da Itália.

A obra literária “Memórias de um Sargento deMilícias”, de Manuel Antônio de Almeida, que reverencia os feitos da figura lendária do Marechal de Campo, Miguel Nunes Vidigal, o segundo comandante da denominada Divisão Militar da GuardaReal de Polícia, o mais célebre e famoso de todos os comandantes da hoje Polícia Militar, também perde parte de sua referência histórica. Sem cultivo do patrimônio e dos feitos históricos o futuro de um país se torna vazio. Com a palavra os historiadores, a Arquidiocese do Rio de Janeiro e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Milton Corrêada Costa é coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro


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Brasil

Xuxa diz ter sofrido abuso sexual

Do Fantástico

Eu tenho orgulho de dizer que eu sou suburbana, mas até do que ser do interior, eu sou do subúrbio. Quando eu me lembro de Bento Ribeiro , me vem o trem, me vem eu tomando banho de sol na laje. São coisas que não saem da minha cabeça, eu adoro!

Dos cinco irmãos, a minha irmã Sola era um pouco distante de mim, a Mara era muito mandona, o Cira quase não falava comigo. Blad que cuidava de mim o tempo todo.

Eu tenho essas coisas: mãe muito presente, pai não presente. A mãe dando muito carinho. A gente recebia beijo do pai só no Natal e Ano Novo. E o meu pai, que era uma pessoa militar, distante, a gente tinha que chamar de Seu Meneghel. A gente nunca falava ‘pai’, era sempre ‘o senhor quer isso, o senhor quer aquilo’. Faltava quase bater continência para ele.

O começo

Uma das apresentadoras de TV mais queridas do Brasil. Uma gaúcha de origem simples, filha de militar, que há mais de 30 anos saiu do subúrbio para o estrelato. Foi modelo e depois virou atriz e cantora. Ficou famosa graças ao seu jeito todo especial de lidar com as crianças. Xuxa, a Rainha dos Baixinhos, todo mundo sabe quem é. Mas agora você vai conhecer Maria da Graça Meneghel. É um depoimento corajoso. Revelador. Emocionante. Aos 49 anos, Xuxa se sente pronta para contar o que viu da vida.

Quando estava voltando da ginástica olímpica, um garoto estava sentado do meu lado no trem, ele estava com bastante revista, e eu fiquei olhando. Chegou uma hora e eu falei: ‘Posso olhar uma?’. E minha irmã me olhou com uma cara do tipo: ‘Você vai puxar assunto com um cara que tu nem conhece no trem?’. E aí eu pedi desculpa, mas o cara me mostrou um monte de revista. E eu fiquei lá olhando as revistas, adorei. E aí ele chegou e falou: ‘Você gostaria de ser modelo?’. Eu tinha 15 anos. Eu falei: ‘Não. Não sou bonita. Não sou fotogênica’. Eu desci em Bento Ribeiro e ele me seguiu. Aí fui até em casa e depois de um tempo ele bateu na porta. Ele mostrou a identidade e disse: ‘Eu trabalho na editora Bloch, mas eu trabalho no arquivo, arquivando revista. ‘Você não tem nenhuma foto que você possa me dar?’. Eu chamei minha mãe e ela disse: ‘Não, ela não quer isso’. E eu falei: ‘Ah, mãe, eu não quero porque todo mundo acha que eu sou feia, mas eu acho que eu quero’. Aí ela perguntou: ‘Você quer?’. Eu sempre gostei de aparecer.

Quando eu comecei a fotografar com 16 anos, foi uma coisa estrondosa. As pessoas começaram a me chamar demais para fazer fotografia. Então com 16, 17 anos eu já sustentava a minha família.

Uma vez, também falar de um trabalho que eu estava fazendo, veio o Maurício Sherman, olhou pra mim e falou: ‘Quer trabalhar em televisão?’. Eu falei: ‘Caraca, como assim trabalhar em televisão?’. ‘Você tem uma coisa de Peter Pan, você tem uma coisa da Marilyn Monroe, tem o sorriso da Doris Day. Eu acho que criança vai gostar’. Eu falei: ‘Mas tem certeza?’.

Os amores
Nunca fui muito namoradeira. Me arrependo hoje. Acho que eu deveria ter aproveitado mais. Mas eu chamava atenção mais de homens, dos maiores. E isso me deu muito problema.

Eu tinha 17, fui fazer a capa de uma revista e era ‘Minha liberdade vale ouro’. E ele mandou chamar uma morena, uma loira, uma negra e uma ruiva. Todas vestidas de dourado. A morena era a Luiza (Brunet), a loira era eu. Só que na foto ele (Pelé) virou um pouco mais pra mim, então ele saiu com a mão mais me tocando. E as pessoas queriam saber quem era essa pessoa que ele saiu mais virado. E começaram a falar que a gente estava namorando, e eu não estava namorando ele.

Ele tinha convidado todo mundo para sair depois dessa foto. Na realidade ele gostou foi da Luiza. Mas a Luiza era casada. Aí ele começou a conversa comigo, ligava bastante, queria falar com a minha mãe, mandava flores para minha mãe. E as pessoas começaram a falar cada vez mais. E um dia ele me deu um beijo. Me deu um frio na barriga, aí eu achei que estava gostando dele. E ele foi uma pessoa muito importante pra mim, eu gostei muito dele. Aprendi muita coisa boa, muita coisa ruim. Eu fiquei seis anos com ele. Ouvia muita gente falar que era porque ele era conhecido, ser famoso. Esse foi um dos motivos que eu quis me separar dele logo no início quando eu vi que estava gostando de verdade dele. Pena que eu era muito nova e ele muito conhecido e bem mais velho e não deu valor a isso.

Um dia eu olhei uma revista e estava o Senna numa fazenda. E eu
pensei: ‘Olha só, um cara que gosta de bicho que nem eu, um cara com grana que não vai querer minha grana, um cara conhecido que não vai querer se aproveitar de mim, mas já tem namorada’.

E aí demorou uma semana, dez dias, ele ligou para a Globo, para tudo que era lugar, para me procurar. Atendi o telefone e ele disse: ‘Eu quero te conhecer’. E eu não podia falar: ‘Não, não quero’, porque eu tinha falado há pouco tempo, para todo mundo ouvir, que eu queria conhecer o cara. Aí eu falei: ‘Mas eu tenho um show para fazer’. E ele disse: ‘Mas eu vou mandar o meu aviãozinho te buscar’. E eu disse: ‘Eu não ando de aviãozinho porque eu passo mal’. E ele disse: ‘Não fica chateada não, mas eu tenho um avião um pouquinho maior’.

A gente se olhou, em vez de se cumprimentar a gente se tocou. A gente em vez de se beijar, a gente meio que se cheirava. Ele tinha um astral muito diferente. A gente ficou conversando horas e ele falou pra mim: ‘O que você vai fazer amanhã?’. E eu disse: ‘Vou ver minha avó’. Aí ele falou: ‘Vou conhecer a sua avó então’. Ele era muito rápido nessas coisas, mas a gente ficou se falando por uns 15 dias. Falando mesmo, não teve beijo, não teve nada, se conhecendo. Até achei esquisito: ‘Gente, será que ele não está interessado?’ Porque eu já estava muito interessada.

Mas quando a gente ficou junto, a gente não se largou, foi um negócio muito doido. Era como se tivesse uma coisa que encaixa de uma maneira tal. Ele gostava das coisas que eu gostava, das mesmas cores, não gostava das frutas que eu também não gostava. Eu sempre gostei de correr e eles sempre gostou de criança. Então se eu fosse homem eu queria ser corredor e ele dizia que se ele fosse mulher ele gostaria de ter a profissão que eu tinha. Então parecia que a gente se completava de uma maneira. Eu estava trabalhando muito e ele trabalhando muito também. Aí eu me separei dele, a gente se separou. A única pessoa que eu pensei realmente em me casar foi com ele. E eu achei que iria reencontrá-lo e que a gente ia ficar junto.

Ele morreu num domingo. No sábado, eu falei assim: ‘Onde é que ele vai correr?, por que eu vou atrás dele’. Aí todo mundo: ‘Mas ele tá namorando’. Eu disse: ‘Eu sei, mas eu vou atrás dele, vou olhar pra ele e vou ver se eu sinto tudo isso que eu acho que eu sinto e se ele ainda sente alguma coisa por mim e a gente vai ficar junto’. Aí no domingo ele foi embora. Tem muita gente que passa nessa vida sem conhecer uma pessoa que se encaixa desse jeito. Se existe a palavra alma gêmea, a minha alma gêmea estava ali na minha frente. Ele tinha tudo que eu queria, até eu desconfiava. ‘Não pode ser, esse cara deve ter lido o que eu gosto de alguém assim’, porque ele fazia tudo que eu queria, ele tinha o cheiro que eu queria. Não pode ter tudo numa pessoa só. Tem que ter defeito, e eu não conseguia. A gente ficou dois anos juntos, um ano e oito meses. Depois a gente se separou e ficou mais dois anos se vendo quase sempre. Um dia a gente vai se encontrar de novo.

O preço da fama
Eu não tinha liberdade nenhuma, eu não tive privacidade nenhuma por um bom tempo. Antes de eu entrar em qualquer lugar as pessoas tinham que entrar na frente pra ver se tinha gente embaixo da cama, dentro dos armários e muitas vezes encontravam gente no armário, gente embaixo da cama. Até hoje eu acho que o preço mais alto é isso. Eu não tenho liberdade pra fazer as coisas que eu gostaria de fazer às vezes. Eu não me privo de ir a um shopping, eu não me privo de fazer compras, mas é meio que quase um evento. Às vezes eu atrapalho as pessoas, às vezes as pessoas nas lojas se sentem mal porque muita gente começa a querer entrar, quebrar, arrebentar. Então eu me sinto muito mal com tudo isso. Se eu vou num lugar público, eu acabo atrapalhando, seja o que for. Uma vez o Mickey veio falar comigo, falou que me amava, escreveu, porque eles não podem falar. E foi correndo chamar a Minnie. E minha filha do lado: ‘Pô, mãe, até o Mickey e a Minnie’. ‘Pô, Sasha, desculpa’.

Esse é o preço que eu pago. As pessoas que têm a liberdade de ir e vir e fazer as coisas que eu não posso fazer, não podem viver o que eu vivo, não podem ter o que eu tenho. Então eu aprendi que isso é o preço. Alto, mas eu tenho muita coisa. Porque eu estou exposta a isso, eu vivo isso. Não só aceito, como gosto, como quero. O dia que eu sair e uma criança não olhar pra mim, não quiser falar comigo, eu vou dizer: ‘Opa, tem alguma coisa errada’.

A assessoria do Michael Jackson estava querendo que ele casasse, tivesse filhos. E eles estavam buscando uma pessoa. Nessa época eu estava trabalhando na Espanha. Fui chamada para o show dele. E eu, obviamente como fã dele, era louca por ele, falei: ‘Eu vou ver!’. Tirei foto com ele, essas coisas todas. Ele estava chupando pirulito, eu peguei o pirulito que ele estava chupando e levei que nem fã.

Mas logo depois me chamaram pra ir pra Neverland, as pessoas queriam que eu falasse com ele. Ele sabia tudo da minha vida, ele leu tudo sobre mim. Cheguei lá, fui jantar com ele, a gente viu filme juntos, essas coisas todas.

E depois veio uma proposta do empresário dele: se eu não pensava em de repente ficar com ele. Eu falei: ‘Como assim?’. É porque ele gostaria de ter filhos, casar. E eles achavam muito legal ter essa junção. Uma pessoa que trabalha com criança na América do Sul e ele que gosta de criança. Ele me mostrou só as coisas de criança. Todos os clipes dele. Chorei, obviamente que eu ia chorar. Do lado do Michael Jackson, sentada no cinema, na casa dele. Como eu não ia chorar. Chorei, me debulhei. Ele pegava na minha mão, e quanto mais ele pegava na minha mão mais eu chorava. Pra mim é um ídolo, mas de ídolo pra outra coisa era muito diferente. Então não rolou. Minha resposta, obviamente, foi não. Eu fico com a pessoa que eu me apaixono.

A mulher
A coisa mais difícil é o cara me aceitar do jeito que eu sou. Eu sou complicada pra caraca. Eu sou muito independente, eu gosto de fechar a porta do meu carro, gosto de dirigir, não gosto que ninguém pague as minhas contas, eu gosto de liberdade, já que eu tenho tão pouco.

Não abro mão de ficar perto da minha filha por homem nenhum. Meu trabalho está na frente porque também é uma coisa que eu preciso pra poder ajudar todo mundo. Minha fundação depende de mim, minha família depende de mim, minha filha. E eu preciso disso pra me sentir viva, me sentir melhor. Aí eu vou deixando porque talvez um dia esse homem vá aparecer na minha frente, bater na minha porta, como já aconteceu e rolar. E não rola assim. Não existe isso. Não vai ter essa segunda vez. Esse alguém batendo na minha porta e dizendo: ‘Eu sou tudo isso que você quer, estou aqui para você’. Então eu não estou procurando. Continue lendo clicando aqui


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Brasil

Após vídeo íntimo, Renatinha curte balada; veja as cenas de sexo

A ex-BBB Renatinha curtiu a noite, em uma festa exclusiva, em São Paulo (foto: Amauri Nehn/AgNews)

A ex-BBB Renatinha curtiu a noite, em uma festa exclusiva, em São Paulo (foto: Amauri Nehn/AgNews)

Após um vídeo polemico ter vazado na internet, a ex-BBB Renata Dávila não perdeu tempo e curtiu a noitada em uma festa exclusiva, em São Paulo.

Renata que ja informou que vai processar o ex-namorado, o músico Filipe Soldati. A sister acusou Soldati de publicar o vídeo na web de proposito.

Ex-BBB Renatinha em cenas picantes com o ex-namorado

Ex-BBB Renatinha em cenas picantes com o ex-namorado

Na peça processual, o advogado de Renata pede dano moral proibindo que Soldati divulgue fotos e vídeos íntimos do casal sob multa de cinco mil reais. Veja as fortes cenas picantes de Renatinha clicando aqui.


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Brasil

Mega-Sena vai pagar R$ 13 milhões neste sábado

Chegou o momento de todos os apostadores tentaram a sorte no próximo sorteio que ocorrerá neste sábado (19) do concurso 1.390 da Mega-Sena, que vai pagar R$ 13 milhões ao felizardo que conseguir acertar as seis dezenas.

O acumulo do prémio da Mega-Sena, em decorrência do sorteio realizado na última quarta-feira (16), onde nenhum apostador obteve a sorte de acertar os números do concurso 1.389.

Para os amantes dos jogos, o próximo concurso deve ser feito até às 19h com o custo de apenas  R$ 2,50 reais.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o apostador que conseguir ganhar os R$ 13 milhões poderá aplicar  na poupança, tendo um levantamento de aproximadamente R$ 90 mil mensais.


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Brasil

Ex-BBB Renata processa ex-namorado; veja o vídeo do ato sexual

Da Folha Vitoria

Ex-BBB Retana com o ex-namorado

Ex-BBB Retana com o ex-namorado

Após um vídeo íntimo vazar na internet, a ex-BBB Renata Dávila entrou com um processo contra o ex-namorado, o músico Filipe Soldati. A sister acusa Soldati de publicar o vídeo na web.

De acordo com informações do portal Uol, o advogado de Renata requereu uma liminar por dano moral proibindo que Soldati divulgue fotos e vídeos íntimos do casal sob multa de cinco mil reais.

A assessoria da ex-BBB disse que Filipe faz constantes ameaças a Renata e que só quer chamar atenção da mídia.

Via Twitter o músico negou todas as acusações. Clique aqui e veja o vídeo da ex-bbb fazendo sexo com o ex-namorado.


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Brasil

Vaza na internet vídeo de Renata do BBB fazendo sexo com o namorado

Do OFuxico:

Renatinha do BBB no ato sexual com o namorado

Renatinha do BBB no ato sexual com o namorado

Mais um caso de uso indevido de imagens íntimas agita a internet. Desta vez, Renata Dávila, a Ex-BBB Renatinha, teve um vídeo fazendo sexo com o ex-namorado, o músico Filipe Soldati, que vazou na internet.

A atriz Carolina Dieckmann também passou pelo mesmo problema recentemente, quando hackers publicaram fotos da atriz nua em um site pornográfico.

O ex-namorado de Renatinha, porém, disse em seu Facebook que a postagem das imagens não foram feitas por ele, mas sim por hackers.

No período em que a ex-namorada estava no BBB12, Filipe deu entrevistas falando da vida íntima dos dois. Chegou a dizer, em conversa com O Fuxico, que Renata é ninfomaníaca. Clique aqui e confiram as fortes imagens.


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