Brasil

'Marcha da Maconha': o perigoso caminho da insensatez

Por Milton Corrêa da Costa

No próximo sábado, 05 de maio, transcorre. na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, mais uma ‘Marcha da Maconha’, estando proibido, obviamente, qualquer tipo de apologia ou consumo da droga durante a manifestação. É bom lembrar que fazer apologia, comercializar ,trazer consigo (transportar), plantar, cultivar, etc, etc.., ou fazer uso da cannabis, constitui crime previsto na Lei 11343/06, a Lei Antidrogas. .

Até aqui tais manifestações, agora também liberadas pelo SupremoTribunal Federal, inclusive no que tange à passeatas reivindicatórias sobre descriminalização e legalização de outras drogas ilícitas, surtiram pouco ou nenhum efeito. Usar maconha continua sendo crime e não há nenhuma movimentaçãono Congresso Nacional que faça entusiasmar a chamada corrente progressista da droga, encabeçada por intelectuais, estudiosos, ONGs e ex-autoridades, no que tange ao atendimento ao pleito. Aliás seria cômico se não fosse trágico ver os 3 mil dependentes das 11 cracolândias do Rio, alucinados, no mundo da lua, numa marcha do crack. Só faltava essa.

Falando um pouco mais sério, aqui vale ressaltar uma pesquisa desenvolvida em 2001, durante o período de um ano, no bairro deBrixton, em Londres, que conviveu com a maconha às claras. Gente fumando nasruas e traficantes oferecendo o produto pelas calçadas, à luz do dia,tornaram-se uma visão corriqueira. A droga já não era nenhuma novidade nobairro, na parte pobre da capital inglesa, mas nunca foi consumida tãoabertamente. Esse foi o efeito de uma iniciativa da polícia de Lambeth, distritolondrino que inclui Brixton. Com o objetivo de liberar agentes para o combate acrimes mais graves, o comandante local decidiu que os usuários de maconhaseriam apenas advertidos, e, no máximo sofreriam a apreensão da droga,

O teste trouxe resultados dúbios e foi interrompido no fim de julho de 2002. A polícia, de fato, poupou algum tempo, mas muito menos que imaginava. Em seis meses avaliados, 1.350 horas de trabalho, antes gastas com procedimentos de fichar e interrogar usuários de maconha puderam ser usadas emcombate a outros delitos. O montante equivale a 90% do trabalho em tempo integral de dois policiais, num total de 860 lotados naquele distrito. As ocorrências ligadas à posse da erva cresceram 35% e o tráfico subiu 11%. Nos bairros vizinhos, os flagrantes de posse caíram 4% e o tráfico 34%, confirmando o que os moradores mais temiam: Brixton se tornou ponto de reunião de“maconheiros”, da cidade inteira.

Ninguém mediu o grau de satisfação da comunidade, mas agrande maioria dos habitantes locais entrevistados pela imprensa deixou claroque detestou o convívio com consumidores e traficantes de drogas nas praças,calçadas e estações de metrô. Até hoje nenhuma experiência semelhante foirealizada pela polícia inglesa. Prevaleceu o direito da maioria, o interessesocial coletivo contra a liberalidade de uma minoria de drogados sem rumo.Ressalte-se que na Holanda uma nova lei já proíbe, em algumas cidades, a vendade maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deve ser estendida para todo o território holandês até o ano que vem. Usuários e dependentes, acometidos de overdose e jogados em praças públicas, transformou-se numa cena incômoda e muito comum na Holanda, que estuda rever a sua política permissiva com drogas.

Com relação aos males provenientes do consumo da maconha,que certificam que a erva não é tão inofensiva assim, uma pesquisa publicadanas páginas da Internet, com notícia originária de Londres, mostrou que jovens que fumam maconha por seisanos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos doque pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisaanterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma maispotente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo e outrasformas cerca de 200 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo,segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com omaior número de consumidores é a França.

John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, continua a referida notícia informando, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre a maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18%relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anose 14% durante seis ou mais anos. Detalhe: Cadu fumava há mais de nove anos.Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seisou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances dedesenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria “Archives of General Psychiatry”.

Mais uma voz responsável surge para acabar com a ideia deque maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobreAbuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá decal nessa falácia: – Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-sede um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela podebloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol(THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim comohá quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer depulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem nãoé. Então, a maconha é, sim, perigosa – afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

Outras pesquisas revelam que o uso da maconha – uma porta deentrada para a dependência de outras drogas- pode causar, além de transtornos psiquiátricos, câncer de pulmão (tal e qual o cigarro), câncer de testículo e ainda afetar a memória. Aos pais fica o alerta sobre as possíveis mudanças comportamentais de seu filhos, entre elas: agressividade, abandono do estudo edo trabalho, desmotivação para o esporte, apatia, depressão, troca da noite pelo dia, hematomas nos braços, olhos constantemente avermelhados, lábios ressecados, gasto excessivo de dinheiro, delírios, sumiço de bens móveis emcasa e outras alterações comportamentais.

Os altos impostos que todos pagamos com o tratamento erecuperação de vítimas do alcoolismo e do tabagismo no país já seria exemplo suficiente para inviabilizar a descriminalização e legalização da maconha.Legalizar drogas é sinônimo de aumento de consumo, do número de dependentes e de doenças psiquiátricas. O estado não pode ser o indutor (legal) do uso da droga. Deve trabalhar em sua missão de prevenção, tratamento terapêutico de dependentes e repressão qualificada ao tráfico com base na inteligência policial.

Drogas não agregam valores sociais positivos. Se o jovem conhecesse os males da droga antes do uso certamente que não a usaria. A busca do ‘mundo colorido’ através do uso de drogas é falso. A legalização de drogas é uma grave ameaça contribuirá para a criação de uma legião de drogados sem rumo. O caminho da insensatez. Uma emenda pior que o soneto.

Milton Corrêa daCosta é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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‘Marcha da Maconha’: o perigoso caminho da insensatez

Por Milton Corrêa da Costa

No próximo sábado, 05 de maio, transcorre. na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, mais uma ‘Marcha da Maconha’, estando proibido, obviamente, qualquer tipo de apologia ou consumo da droga durante a manifestação. É bom lembrar que fazer apologia, comercializar ,trazer consigo (transportar), plantar, cultivar, etc, etc.., ou fazer uso da cannabis, constitui crime previsto na Lei 11343/06, a Lei Antidrogas. .

Até aqui tais manifestações, agora também liberadas pelo SupremoTribunal Federal, inclusive no que tange à passeatas reivindicatórias sobre descriminalização e legalização de outras drogas ilícitas, surtiram pouco ou nenhum efeito. Usar maconha continua sendo crime e não há nenhuma movimentaçãono Congresso Nacional que faça entusiasmar a chamada corrente progressista da droga, encabeçada por intelectuais, estudiosos, ONGs e ex-autoridades, no que tange ao atendimento ao pleito. Aliás seria cômico se não fosse trágico ver os 3 mil dependentes das 11 cracolândias do Rio, alucinados, no mundo da lua, numa marcha do crack. Só faltava essa.

Falando um pouco mais sério, aqui vale ressaltar uma pesquisa desenvolvida em 2001, durante o período de um ano, no bairro deBrixton, em Londres, que conviveu com a maconha às claras. Gente fumando nasruas e traficantes oferecendo o produto pelas calçadas, à luz do dia,tornaram-se uma visão corriqueira. A droga já não era nenhuma novidade nobairro, na parte pobre da capital inglesa, mas nunca foi consumida tãoabertamente. Esse foi o efeito de uma iniciativa da polícia de Lambeth, distritolondrino que inclui Brixton. Com o objetivo de liberar agentes para o combate acrimes mais graves, o comandante local decidiu que os usuários de maconhaseriam apenas advertidos, e, no máximo sofreriam a apreensão da droga,

O teste trouxe resultados dúbios e foi interrompido no fim de julho de 2002. A polícia, de fato, poupou algum tempo, mas muito menos que imaginava. Em seis meses avaliados, 1.350 horas de trabalho, antes gastas com procedimentos de fichar e interrogar usuários de maconha puderam ser usadas emcombate a outros delitos. O montante equivale a 90% do trabalho em tempo integral de dois policiais, num total de 860 lotados naquele distrito. As ocorrências ligadas à posse da erva cresceram 35% e o tráfico subiu 11%. Nos bairros vizinhos, os flagrantes de posse caíram 4% e o tráfico 34%, confirmando o que os moradores mais temiam: Brixton se tornou ponto de reunião de“maconheiros”, da cidade inteira.

Ninguém mediu o grau de satisfação da comunidade, mas agrande maioria dos habitantes locais entrevistados pela imprensa deixou claroque detestou o convívio com consumidores e traficantes de drogas nas praças,calçadas e estações de metrô. Até hoje nenhuma experiência semelhante foirealizada pela polícia inglesa. Prevaleceu o direito da maioria, o interessesocial coletivo contra a liberalidade de uma minoria de drogados sem rumo.Ressalte-se que na Holanda uma nova lei já proíbe, em algumas cidades, a vendade maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deve ser estendida para todo o território holandês até o ano que vem. Usuários e dependentes, acometidos de overdose e jogados em praças públicas, transformou-se numa cena incômoda e muito comum na Holanda, que estuda rever a sua política permissiva com drogas.

Com relação aos males provenientes do consumo da maconha,que certificam que a erva não é tão inofensiva assim, uma pesquisa publicadanas páginas da Internet, com notícia originária de Londres, mostrou que jovens que fumam maconha por seisanos ou mais têm o dobro de possibilidade de sofrer de episódios psicóticos doque pessoas que nunca fumaram a droga. As descobertas fortalecem uma pesquisaanterior que relacionam psicose à droga, particularmente em sua forma maispotente, o skunk. Apesar da lei que proíbe, em alguns países, o consumo e outrasformas cerca de 200 milhões de pessoas são usuárias de maconha no mundo,segundo estimativa da ONU, o que envolve 4% da população ativa. O país com omaior número de consumidores é a França.

John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, continua a referida notícia informando, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos entre 1981e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21anos de idade, para perguntar-lhes (já eram pacientes) sobre a maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18%relataram uso de maconha três anos ou mais, cerca de 16% de quatro a cinco anose 14% durante seis ou mais anos. Detalhe: Cadu fumava há mais de nove anos.Comparados aos que nunca haviam usado cannabis, jovens adultos, que tinham seisou mais anos desde o primeiro uso da droga, tinham duas vezes mais chances dedesenvolverem psicose não afetiva, como esquizofrenia, disse McGrath, conforme estudo publicado na revista de psiquiatria “Archives of General Psychiatry”.

Mais uma voz responsável surge para acabar com a ideia deque maconha é uma droga inofensiva. A diretora do Instituto Nacional sobreAbuso de Drogas (Nida, em inglês), a mexicana Nora Volkow, jogou mais uma pá decal nessa falácia: – Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva. Trata-sede um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela podebloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol(THC), eles deixam de produzir seus próprios canabinoides naturais (associados ao controle do apetite, memória e humor). Isso causa desde aumento da ansiedade até perda de memória e depressão. Claro que há pessoas que fumam maconha diariamente por toda a vida sem que sofram consequências negativas, assim comohá quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer depulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante à droga e quem nãoé. Então, a maconha é, sim, perigosa – afirmou a psiquiatra que conduziu na década de 80 os estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

Outras pesquisas revelam que o uso da maconha – uma porta deentrada para a dependência de outras drogas- pode causar, além de transtornos psiquiátricos, câncer de pulmão (tal e qual o cigarro), câncer de testículo e ainda afetar a memória. Aos pais fica o alerta sobre as possíveis mudanças comportamentais de seu filhos, entre elas: agressividade, abandono do estudo edo trabalho, desmotivação para o esporte, apatia, depressão, troca da noite pelo dia, hematomas nos braços, olhos constantemente avermelhados, lábios ressecados, gasto excessivo de dinheiro, delírios, sumiço de bens móveis emcasa e outras alterações comportamentais.

Os altos impostos que todos pagamos com o tratamento erecuperação de vítimas do alcoolismo e do tabagismo no país já seria exemplo suficiente para inviabilizar a descriminalização e legalização da maconha.Legalizar drogas é sinônimo de aumento de consumo, do número de dependentes e de doenças psiquiátricas. O estado não pode ser o indutor (legal) do uso da droga. Deve trabalhar em sua missão de prevenção, tratamento terapêutico de dependentes e repressão qualificada ao tráfico com base na inteligência policial.

Drogas não agregam valores sociais positivos. Se o jovem conhecesse os males da droga antes do uso certamente que não a usaria. A busca do ‘mundo colorido’ através do uso de drogas é falso. A legalização de drogas é uma grave ameaça contribuirá para a criação de uma legião de drogados sem rumo. O caminho da insensatez. Uma emenda pior que o soneto.

Milton Corrêa daCosta é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Holanda e EUA posicionam-se contra a permissividade da maconha

Por Milton Corrêa da Costa

Na recente reunião de Cúpula das Américas, em Cartagena, na Colômbia, dias atrás, o presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo que não pretendia discutir a descriminalização das drogas, um dos temas que líderes de outros países trouxeram para a reunião.“Acho que um melhor uso do nosso tempo na cúpula é nos concentrarmos em nossas responsabilidades mútuas. Como presidente, tenho deixado claro que os Estados Unidos aceitam nossa parte na responsabilidade com respeito à crise, que tem sua raiz na demanda por drogas. Os Estados Unidos não vão legalizar nem descriminalizar as drogas, uma vez que fazê-lo teria graves consequências negativas em todos nossos países, em termos de saúde e de segurança pública”,disse o norte-americano, para quem a descriminalização não combaterá o crime organizado internacional. Obama defendeu parcerias no combate às drogas. Citou acordo firmado entre Brasil, Bolívia e Estados Unidos, para restringir o cultivo de coca, classificando-o como “o tipo de colaboração que necessitamos”.

Por sua vez a justiça da Holanda, acaba de manter um lei que proíbe, já em algumas cidades, a venda de maconha em coffee shops para turistas estrangeiros. Tal norma deverá ser estendida ao restante do território holandês até 2013. A orgia das overdoses de drogas pesadas, iniciada pela escalada da cannabis, com dependentes caídos pelo chão – muitos são estrangeiros- com seringas ainda espetadas em suas veias, não fez bem às autoridades e aos holandeses não dependentes. Uma experiência até aqui duvidosa.

Sem dúvida dois posicionamentos duros e claros contra a chamada corrente progressista das drogas que luta pela descriminalização e legalização de drogas no mundo, a começar pela liberação da dita “inofensiva”maconha. A Comissão Global de Política sobre Drogas, encabeçada por diversas personalidades, ex-chefes de estado, estudiosos e intelectuais, pretendem a mudança radical no conceito da guerra às drogas, em prol de uma política de redução de danos a dependentes e usuários, reduzindo, como garantem, o poder do tráfico, sua violência decorrente, a corrupção policial e os altíssimos gastos com a repressão, numa política que consideram, até aqui, fracassada e derrotada. Ou seja, o número de mortos na guerra contra o tráfico cresceu e a expansão do consumo também, mormente com relação às drogas sintéticas, alegam.

A grande questão é que quando o assunto é drogas não há verdades absolutas e acabadas. O tema continua sendo extremamente polêmico. Não se sabe ao certo se uma política permissiva seria mais vantajosa ou se a emenda seria pior que o soneto. A alegação de que o estado não tem o direito de intervir sobre a decisão de usar e dispor o corpo da maneira como cada um convier e que a droga provoca simplesmente uma autolesão é controversa. E os custos sociais do uso da droga? E a lesão causada na família dos dependentes? Quanto é que os governos gastariam numa política mais permissiva com as overdoses, com as comunidades terapêuticas e unidades de acolhimento para recuperar, as vezes momentaneamente, dependentes de drogas? São perguntas que precisam ser respondidas. Plantar e cultivar a cannabis nas próprias residências, para consumo de usuários, seria um bom exemplo para os filhos? Já não bastam os males causados pelo álcool e o cigarro, drogas lícitas? E os traficantes, deporiam seus arsenais de guerra com a implantação do comércio legal de drogas? Há alguma garantia de que isso ocorra?

Nesse contexto, extremamente polêmico, aqui vale ressaltar o depoimento lúcido e realista da presidente Dilma Rousseff, quando ainda candidata ao cargo, em 2010, ao ser indagada sobre seu posicionamento com relação à descriminalização de drogas. A presidente disse: “Descriminalizar drogas é um tiro no pé. Num país de 60 milhões de jovens é complicado”. O ator Carlos Vereza lembra, por sua vez, que a maconha contém, entre outras substâncias tóxicas, o benzopireno, que é altamente cancerígeno. Seu princípio ativo, o tetrahidrocanabinol (THC), aumentou em mais de 70% seu percentual de toxicidade desde a década de 70, explica. Vereza afirma que a liberação da maconha iria empobrecer e abastardar ainda mais o país que perdeu o rumo de uma história moderna, que segundo Gilberto Freire os senhores das senzalas brasileiras eram coniventes com o consumo da maconha pelos escravos porque assim ficavam mais tranquilos, amotivados e inaptos para a rebelião. Vereza afirma ainda que a liberação aumentará em muito o consumo. Concordo plenamente.

Por outro lado, uma pesquisa desenvolvida tempos atrás, pela Universidade Federal de Ciências de Saúde de Porto Alegre, afirma que a maconha é uma porta aberta para o uso de cocaína e de crack no país. Segundo o levantamento, 49% dos usuários de entorpecentes que ligam para o serviço sobre drogas da universidade dizem que começaram a consumir as ilícitas através da maconha e, depois, foram para as mais pesadas. “Eles (usuários da maconha) dizem que é um processo natural. Quando usam a maconha, têm maior facilidade em adquirir o crack ou a cocaína. Não significa que se tornarão consumidores frequentes de drogas mais pesadas, mas acabam experimentando” diz a professora Helena Barros, coordenadora da pesquisa.

Ou seja: se liberar a maconha em farmácias o traficante permanecerá no mercado negro oferecendo a chamada venda casada, como por exemplo, maconha e crack num só pacote. Ressalte-se ainda que considerada substância psicotrópica leve, a maconha dá a falsa sensação de não fazer mal à saúde. A professora Helena Barros explica os seus malefícios: “Quem planta maconha usa cada vez mais pesticidas e agrotóxicos para que planta cresça cada vez mais. Na fase do preparo ainda são inseridos ouros insumos. Em geral o consumo da maconha é feito com bebida alcoólica e em grupos. Os usuários, segundo a pesquisa, dizem que fumam maconha com o objetivo de relaxar. Quando querem maior disposição física, preferem cocaína e/ou crack” diz. Ou seja: procuram a mesma disposição física dos caminhoneiros ao consumirem o‘rebite’, para retardar o sono, mas cujo uso muitas vezes é causa de tragédias em estradas e rodovias pelo efeito colateral do esgotamento físico e sonolência.

A grande realidade é que a descriminalização e legalização de drogas é tema extremamente discutível. O certo é que nenhuma lei pode contribuir para a criação de uma legião de drogados, amotivados para a vida. O uso da droga transforma, em sua maioria, pessoas produtivas em indolentes, inconsequentes e irresponsáveis, cidadãos em párias. O caminho da felicidade não inclui a perigosa dependência às drogas. O caminho da busca dos estados alterados de consciência é falso e o relato da experiência negativa do astro internacional do cinema Brad Pitt, com o uso da maconha, diz tudo:” Eu tinha nojo de mim no fim dos anos 90. Eu me escondia da fama e fumava muita maconha. Ficava sentado no sofá vegetando. Então me toquei e pensei: Por que estou agindo assim? Sou melhor que isso”, disse. Que tal relato sirva de exemplo para a sadia juventude brasileira. Drogas não agregam valores socias positivos.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Jovens morreram pelo impacto do acidente ou afogados por ficarem presos ao cinto?

Por Milton Corrêa da Costa

Ninguém tem mais dúvida sobre a importância do uso (obrigatório) do cinto de segurança para todos os ocupantes de um carro. Estudos de medicina de tráfego já comprovaram, por diversas vezes, em testes específicos, a importância do cinto, do airbag duplo -é preciso também melhorar todos os itens de segurança na produção dos veículos nacionais-da cadeirinha, bebês-conforto ou assentos de elevação para uso do cinto, como dispositivos de retenção que objetivam evitar ou reduzir as lesões pós-impacto nos acidentes de trânsito.

Os diagnósticos sobre acidentes de trajeto concluem que a função básica do cinto e da cadeira é evitar o segundo impacto, mantendo motorista e passageiros seguros ao banco, observado o fato de que num acidente ocorrem duas sucessivas colisões. A primeira, do veículo contra o obstáculo. A segunda, dos ocupantes com alguma parte do interior do veículo, ou então são arremessados para fora do veículo, colidindo com o solo ou objetos fixos ou outro veículo em circulação na via pública, ou projetados em barrancos ou mesmo lançados em queda n’água.

Estudos científicos mostram que, dependendo da velocidade empreendida ao veículo e da força do impacto, quando se está usando corretamente o cinto ou as cadeirinhas evita-se, na maioria dos casos, que você seja arremessado pelo para-brisa; seja atirado pela porta; seja arremessado violentamente contra o banco da frente; bata contra o volante, a coluna, o teto ou painel do carro; colida contra os outros ocupantes do veículo; sofra graves lesões nos membros, no globo ocular, no rosto, no tórax, no crânio ou abdome; ou sofra ainda traumatismo na coluna cervical, podendo levá-lo até mesmo a ficar paraplégico ou tetraplégico.

No acidente que matou recentemente cinco jovens, na divisa do Espírito Santo e Bahia -um dos corpos foi encontrado nas margens do riacho- quatro das vítimas fatais (dois rapazes e duas moças) foram encontrados dentro do carro, afivelados ao cinto, tendo o veículo sido encontrado submerso no Rio Mucuri, já no Estado da Bahia, reabrindo-se assim a antiga discussão sobre a eficácia ou o entrave do cinto em caso de acidentes com queda n’água ou em acidentes seguidos de incêndio no veículo.

Há perguntas a serem respondidas. Os jovens já chegaram sem vida na projeção do carro no rio? Todos morreram em razão das lesões provocadas pelo impacto do acidente e do seguido capotamento? Ou de afogamento? Ou por ambas as causas? Até que ponto alguns mantiveram-se, apesar do impacto e da presumível alta velocidade do veículo, conscientes ou semiconscientes ao se projetarem n’água? E o pânico de alguns caso não soubessem nadar? Há total presença de água nos alvéolos pulmonares? São indagações sobre um filme real de terror que -não se sabe ao certo- só o laudo de exame pericial poderá concluir e afirmar sobre a causa mortis das vítimas, três moças e dois rapazes no esplendor de suas vidas.

Pelo sim e pelo não creio que a eficácia do uso de cinto de segurança- os acidentes com queda n’água e incêndios pós impacto constituem baixíssimo percentual de tipos de colisão- é indiscutível. O ideal é que, além de seu uso, assim como o capacete de segurança para os motociclistas, também nos tornemos mais prudentes e cuidadosos no trânsito. Trânsito é meio de vida não de morte, dor, sofrimento, tragédia e destruição. Use o cinto e seja sobretudo cauteloso ao volante. Se beber ou estiver sonolento não dirija. Preserve a vida. Seus entes queridos eaperam por você.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Mega-Sena pagará R$ 7,5 milhões no sábado

Chegou o momento de todos os apostadores tentarem a sorte no próximo sorteio que ocorrerá no próximo sábado, 28, do concurso 1.383 da Mega-Sena, que poderá pagar R$ 7,5 milhões ao felizardo que conseguir acertar as seis dezenas.

O acumulo da Mega-Sena, em virtude do sorteio que ocorreu nesta nesta quarta-feira (25), em Forquilhinha (SC) pelo concurso 1382, onde nenhum apostador obteve a sorte de acertar os números premiados.

As dezenas sorteadas foram:  07 – 09 – 23 – 44 – 46 – 55.

Para os amantes do jogo, as próximas jogatinas devem ser feitas até às 19h com o custo de apenas  R$ 2,50 reais.


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Brasil

Juventude, impulsividade e direção: a perigosa atração fatal

Por Milton Corrêa da Costa

As constantes notícias de tragédias, em rodovias e via urbanas, envolvendo jovens motoristas e seus acompanhantes, tornaram-se uma incômoda e triste rotina na barbárie do trânsito brasileiro e o recente depoimento do conhecido cantor sertanejo Leonardo, ao comentar em entrevista -o Denatran deveria aproveitar tal depoimento numa campanha educativa- o grave acidente que envolveu seu filho Pedro Dantas, chamou a atenção: “Sempre lhe recomendei que ao final de seus shows pernoitasse na mesma localidade, não importando se fosse uma simples pousada ou um hotel cinco estrelas. Mas sabe como são esses meninos”, Leonardo.

A polícia rodoviária suspeita que Pedro, que abraçou a carreira do pai e que faz dupla com o primo Thiago, filho do falecido cantor Leandro, tenha dormido ao volante quando voltava, de Minas Gerais, já por volta das 07: 00 h da manhã, onde realizou um show na noite anterior, quinta-feira (19), tendo o veículo capotado na rodovia MG-452, próximo à divisa de Goiás e Minas Gerais. Pedro estava sozinho no carro e seu estado de saúde ainda é grave e com a força de sua juventude, com todos os cuidados médicos e a fé de todos nós luta para sobreviver.

Não há dúvida que os jovens, em seu período de formação social e de afirmação de personalidade, têm o perfil alicerçado na impulsividade, no desafio ao perigo, no comportamento competitivo exacerbado, na ilusão de invulnerabilidade. Muitas vezes tal perfil, transportado para o volante de um carro – quanto mais potente o veículo mais sensação de poder e falsa perícia- e quando associado ao uso de bebida alcoólica, energéticos, excesso de velocidade, manobras arriscadas, sono, cansaço, formam uma perigosa mistura explosiva, muitas vezes fatal.

CRESCEM OS ACIDENTES COM MOTOS

Os dados do Seguro DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre) não mentem. Somente no Estado de São Paulo, no ano passado, foram pagas 44% de indenizações por óbitos no trânsito envolvendo jovens entre 18 e 34 anos, 53% por invalidez permanente na mesma faixa etária, conforme divulgado numa recente matéria de televisão. Com relação a motos, de acordo com o DPVAT, o número de acidentes, em menos de uma década, triplicou no país. As motos representam 30% da frota brssileira de veículos e foram responsáveis por 66% das indenizações pagas nos nove primeiros meses de 2011, envolvendo 72% de casos de invalidez permanente.

O ACIDENTE QUE MATOU SEIS JOVENS

Aqui também não custa lembrar que em janeiro deste ano, mais precisamente na madrugada de sábado (21), um gravíssimo acidente de trânsito apagou definitivamente a alegria e o sorriso de seis jovens, cinco moças e um rapaz, nos arredores de Brasília. As vítimas tinham entre 16 e 19 anos e voltavam de uma festa no Recanto das Emas. O carro capotou e caiu em um barranco na BR-070. Um ciclista encontrou os corpos, mutilados e sem vida, cerca das 6h30m da manhã. O motorista, um rapaz de 19 anos, e as passageiras, com idade entre 16 e 19 anos, foram arremessados para fora do veículo, que caiu de um barranco e capotou diversas vezes. As vítimas tinham saído da festa e passaram em um shopping de Taguatinga. De acordo com os bombeiros, todos os ocupantes do carro estavam sem o cinto de segurança, que tinha excesso de passageiros. O delegado que investigou o acidente disse que, segundo informações do padrasto do motorista, o jovem que conduzia o veículo modelo Astra pegou o carro sem avisar. Segundo a polícia, ele não tinha carteira de habilitação.

ENCONTRADOS CORPOS DE JOVENS DESAPARECIDOS

Na madrugada desta quarta-feira (25 de abril), a polícia resgatou o veículo e os corpos de quatro jovens encontrados submersos dentro do Rio Murici – o primeiro corpo havia sido resgatado horas antes junto a árvores próximas ao riacho. Os cinco universitários (duas moças e três rapazes) estavam desaparecidos há uma semana depois de saírem do Espírito Santo com destino à Bahia para uma festa de aniversário. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Teixeira de Freitas, ainda na Bahia.

O perito Alexson Magalhães informou que, no interior do veículo, foram achados documentos do proprietário e de objetos pessoais que conferem com os descritos por parentes dos jovens. Magalhães fez parte da equipe de quatro peritos da polícia técnica que participaram das buscas e da captura. Segundo ele, as vítimas que estavam dentro do carro utilizavam cinto de segurança no momento em que foram encontradas. Vejam que, se de fato o caso envolve tão somente um acidente de trânsito, nem o cinto de segurança foi capaz de salvá-los.

“Ainda vamos aguardar os resultados dos exames da necropsia, que poderão acusar algum sinal de violência nos corpos e levantar alguma suspeita de crime, mas, a princípio, trabalhamos com a hipótese de acidente, visto que o carro foi encontrado em uma distância muito grande do ponto de frenagem, o que pode configurar um excesso de velocidade, seguido de capotamento”, afirma.

PREMONIÇÃO

Que tais lamentáveis tragédias sirvam de exemplo para os jovens motoristas e seus acompanhantes. Crescem constantemente o número de famílias enlutadas e marcadas eternamente pela dor e tristeza em razão da violência e da imprudência no trânsito brasileiro. Outras madrugadas de tragédias no trânsito, principalmente nos de finais de semana e em longos feriados, virão. Triste e inevitável premonição. O carro continua sendo uma perigosa arma mortífera em mãos de motoristas imprudentes, jovens ou não. Até quando?

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Cuidado: pequenas distrações ao volante podem ser fatais

Por Milton Corrêa da Costa

Deu na coluna de Negócios & Cia de um jornal de grande circulação no Rio. Estudo do órgão de segurança no trânsito dos EUA estima que o uso de celular ao volante aumenta em 23 vezes o risco de acidentes. Lá é constante no noticiário casos de acidentes provocados pelo envio de mensagens (SMS) ou e-mails por celular.

Porém, não é só o uso do celular que provoca distração e coloca o motorista em situação de risco. Por isso aí vão algumas dicas de máxima atenção no ato dirigir: Senão vejamos:

SOM

– Deixe para aprender a mexer no rádio com o carro parado.
– Procure selecionar, ainda com o carro parado, um CD ou uma estação de rádio para ouvir durante toda a viagem.
– Não dirija com música muito alta. Ela encobre o som de buzinas de outros veículos ou do apito do agente de trânsito.

CIGARRO

– Tente reduzir a quantidade de cigarros quando estiver dirigindo. O correto é não fumar, pois dirigindo com uma das mãos é proibido pela lei de trânsito exceto para passar as marchas, efetuar sinais regulamentares de braço ou for acionar as setas ou dispositivo de iluminação do veículo. É bom lembrar que o cigarro desvia a atenção do trânsito e limita a mobilidade do condutor numa rápida decisão que precise tomar.
– Se ainda assim insistir em fumar, jogue as cinzas no cinzeiro do carro, O vento devolve para o corpo do motorista as cinzas lançadas pela janela do carro sendo causa de inúmeros acidentes.

PRODUTOS DE BELEZA

– Não dá para retocar a maquiagem ou o cabelo e manter a atenção no trânsito. Pare o carro para se embelezar.
– O espelho do para-sol só deve ser usado quando o veículo não estiver em movimento.

LEITURA
– Deixe o carona consultar o mapa ou o GPS. Se estiver sozinho pare num local seguro.
– No caso do jornal ou livros, deixe para lê-los em casa.

PASSAGEIROS

– Não é preciso olhar para o carona o tempo todo enquanto se conversa.
– Não discuta ao volante. A exaltação pode tirar a concentração necessária ao ato de dirigir.
– Se for namorar, pare o carro. Carinhos costumam distrair quem dirige.

ANIMAIS

– Mantenha-os no banco traseiro e peça para que os passageiros do veículo o vigiem o tempo todo.
– Animal é como criança. É preciso deixá-lo bem seguro dentro do carro.

COMIDA E BEBIDA

– Padronize o local onde vai colocar a comida e o suco, a água ou o refrigerante, deixando sempre perto e ao alcance das mãos mesmo fazendo uso do cinto.
– De preferência só os consuma quando estiver estacionado, pois sempre precisará tirar uma das mãos do volante e assim infringindo a norma de trânsito.
– Alimentos devem ficar firmes para não cair, o que desvia ainda mais a atenção.
– Guarde a bebida em recipientes com tampa, isso evita que ela derrame.
– Se for dirigir jamais ingira bebida alcoólica. Lembre-seque a lei de trânsito é extremamente rígida com motoristas flagrados alcoolizados. A tolerância permitida é de 2 decigramas de álcool por litro desangue ou 0,1 MG de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.

CRIANÇAS

– Antes de andar com o carro é importante ter certeza de que as crianças estão sendo conduzidas de acordo com o estabelecido na Resolução Contran 277/08, observadas as faixas etárias e o dispositivo de retenção usado,quer seja bebê conforto, as cadeirinhas, os assentos de elevação ou o próprio cinto de segurança. Em caso de dúvida acesse o site do Contran e leia as instruções constantes na citada legislação.
– Lembre-se, crianças menores de dez anos de idade têm que ser transportadas no banco traseiro do veículo.
– Na hipótese do número de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, desde que utilize o cinto de segurança do veículo ou o dispositivo de retenção específico.
– Tente não se meter na briga das crianças. Se precisar pare o automóvel num local adequado para acalmar os ânimos.
– Não regule o retrovisor interno para ficar tomando contados pimpolhos no banco traseiro. O espelho serve para monitorar o que se passa no trânsito, à sua retaguarda, durante o trajeto.

CELULAR

– Digitar um número de telefone celular ou uma mensagem desconcentra o motorista por alguns segundos, o suficiente para tirar a atenção do trânsito. Você percorre com o carro alguns metros, dependendo da velocidade desenvolvida, sem que preste a devida atenção ao que se passa a sua frente. Um grave risco.
– Quem está com o celular ao ouvido, dirigindo com uma só das mãos, ou tocando em suas teclas ou telas, fatalmente tem a atenção reduzida no trânsito. Tal comportamento – infração média com perda de 4 pontos na carteira – tem sido causa de graves acidentes

SONO

– Não prossiga dirigindo se estiver com sono. Faça uma pausa na direção, lave o rosto num posto de abastecimento, estique a perna, tome um café. O sono tem sido causa de inúmeros acidentes fatais.
– Caminhoneiros, são submetidos à privação de sono tomando medicamentos (‘rebite’) para não dormir e dirigem horas e horas seguidas. O perigo é que depois ficam lentos e desatentos, tomados pelo cansaço e esgotamento físico e mental.

DOIS GRAVES ACIDENTES

1) A polícia rodoviária suspeita que o filho do cantor Leonardo, Pedro Dantas, também cantor, vítima de recente e grave acidente de trânsito, tenha dormido ao volante. Pedro, que faz dupla com o primo Thiago, filho do falecido cantor Leandro, voltava, já pela manhã, de Minas Gerais, onde realizou um show na noite anterior, quinta-feira (19), quando o carro capotou na rodovia MG-452, próximo à divisa de Goiás e Minas Gerais.
2) Na madrugada de sábado 21 de abril, na BR 101, a 50 km de Vitória, um motorista de um caminhão, dirigindo alcoolizado, perdeu o controle de seu veículo batendo de frente contra carro de passeio matando quatro de seus ocupantes. Apenas uma mulher sobreviveu. O motorista foi autuado em flagrante por homicídio doloso.

ARMA MORTÍFERA

O carro continua sendo, pois, uma perigosa e permanente arma mortífera. Dirija (sempre) com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança de trânsito. Preserve a vida. Se beber não dirija. Quando estiver dirigindo não use o celular.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Brasil

Banco do Brasil anuncia nova redução de taxas de juros

Banco do Brasil anunciou mais uma redução nas taxas de juros de empréstimos para pessoas físicas e empresas, que entram em vigor, a partir da próxima segunda-feira, dia vinte e três.

Segundo o comunicado divulgado pelo banco, a taxa mínima do cheque especial vai cair de um vírgula noventa e sete por cento para um vírgula trinta e oito por cento, ao mês. No crédito consignado, os juros recuam de zero vírgula oitenta e cinco por cento, ao mês, para zero vírgula setenta e nove por cento.

Já no financiamento de veículos, a taxa mensal mínima cai de zero vírgula noventa e nove por cento para zero vírgula noventa e cinco por cento.

O Banco do Brasil informou, também, que o volume de operações de crédito da instituição para pessoas físicas aumentou quarenta e cinco por cento desde o dia doze, quando foram anunciadas as primeiras reduções nas taxas.

A média diária de desembolso passou para duzentos e setenta e seis milhões de reais e totaliza mais um bilhão e trezentos milhões de reais em crédito liberado nos últimos cinco dias.

O Banco do Brasil foi a primeira instituição a anunciar um pacote de redução de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresa – movimento que foi seguido por Caixa, HSBC, Santander, Bradesco e Itaú-Unibanco. Nos últimos dias, o governo federal vem pressionando os bancos para reduzirem o spread, que é a diferença entre o que o banco paga para captar recursos e quanto ele cobra para emprestar – e, com isso, reduzir as taxas de juros praticados no país. Com a queda nos juros dos bancos estatais o governo busca acirrar a concorrência e, assim, forçar os bancos privados a também baixarem as taxas cobradas.

 


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Brasil

Mega-Sena sorteia R$ 2 milhões nesta quarta-feira (29)

Mega Sena pagará R$ 2 milhões

Mega Sena pagará R$ 2 milhões

O prêmio da Mega Sena fará o sorteio só que desta vez, o valor a ser pago aos apostados que obter no bilhete os seis números premiados, receberam R$ 2 no sorteio que será realizado neste quarta-feira, 29, de fevereiro.

No último sorteio feito no sábado, 25,uma aposta de Cuiabá (MT) acertou as seis dezenas que foram: 12 -27 – 37 – 44 – 54 – 59 do concurso 1.366 e levou o prêmio de R$ 22 milhões.

Agora é tentar a sorte apostando na casa lotérica mais próxima com apenas R$ 2 reais, o valor unitário da Mega Sena.


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Brasil

E no Maranhão? Justiça Federal de PE suspende venda de linhas da Tim

Do G1

O juiz Cláudio Kitner, da 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, determinou, nesta quinta-feira (23), a suspensão da venda de novas linhas ou assinaturas de telefonia celular pela Tim, por um período de 30 dias. A medida vale apenas para o estado de Pernambuco, com exceção de 17 localidades onde o serviço é prestado exclusivamente pela empresa, e atende a uma ação movida pela Associação Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adecon) e pela seção estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).

O processo teve início em dezembro passado. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi convocada como assistente – aquele que não é réu, mas será ouvido pelo juiz por ter informações importantes a fornecer sobre o caso.

Segundo Mariano, a Anatel efetivamente repassou dados técnicos para o magistrado que, em 25 de janeiro último, realizou uma audiência de tentativa de conciliação. “A Tim apresentou considerações técnicas visando um acordo, mas a OAB não aceitou, porque não havia segurança ou garantia de que eles iam cumprir o que estavam dizendo.

As considerações técnicas a que se refere o presidente da OAB-PE dizem respeito à intenção da Tim em aumentar em 25% a rede instalada em Pernambuco, conforme relata o juiz em sua decisão. Atualmente, segundo a Anatel, a Tim tem 3.537.369 clientes em Pernambuco.

A decisão do juiz Cláudio Kitner também impede a Tim de realizar contratos de portabilidade – quando clientes de outras telefônicas migram, mantendo o número original – por um período de 30 dias, prazo no qual “a instalação e o perfeito funcionamento dos equipamentos necessários e suficientes para atender às demandas de seus consumidores” deverão ser comprovados. Caso descumpra esse acerto, o juiz estabeleceu para a Tim uma multa de R$ 10 mil por linha, código de acesso, assinatura ou portabilidade comercializados, além de R$ 100 mil por dia de descumprimento da determinação.


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