Crime

Maranhão lidera ranking de crimes contra a gestão pública

O Estado do Maranhão lidera ranking nacional com mais prefeitos que cometeram crimes de diversos tipos. No total, são 754 casos de investigação. Em Seguida vieram os Estados da Bahia, com 508 casos, Piauí (439), Pernambuco (294) e Minas Gerais (264), Ceará, com 263.

O alto índice de inquéritos em tramitação contra gestores municipais fez o Maranhão ser o líder geral e isolado com 1.028 casos, ou cerca de 11% do total nacional. Em segundo lugar aparece Minas Gerais, com 681 inquéritos em andamento.

A Polícia Federal, atualmente, tem analisado 9,4 mil inquéritos sobre desvios recursos públicos, em todo o Brasil, incluindo corrupção ativa e passiva, peculato, cartel ou fraude a licitações e superfaturamento de obras públicas. Os desvios investigados chegam a R$ 39,5 bilhões em contratos da administração pública.

Veja abaixo o ranking dos Estados com mais suspeitas de crimes cometidos por prefeitos:

1º – Maranhão: 754 casos
2º – Bahia: 508 casos
3º – Piau: 439 casos
4º – Pernambuco: 294 casos
5º – Minas Gerais: 264 casos
6º – Ceará: 263 casos


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Brasil / Política

PF vai intimar Lula a falar sobre suposta ‘compra’ de MPs

Via G1

A força-tarefa da Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Conselho Administrativo da Receita Federal (Carf), irá tomar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para indagá-lo sobre a suposta compra de medidas provisórias na época em que o petista comandou o Palácio do Planalto, conforme publicado pelo site do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Segundo informado ao Blog, a Polícia Federal vai intimar Lula para tentar esclarecer a suspeita de negociação de MPs que beneficiaram o setor automotivo.

O empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente, é investigado pela Zelotes em razão de uma de suas empresas ter sido contratada por R$ 2,5 milhões pela empresa Marcondes & Mautoni, acusada de fazer lobby para a aprovação dessas medidas provisórias.

Os investigadores levantaram suspeitas sobre a consultoria prestada por Luís Cláudio, que, segundo perícia da PF, teria se baseado em informações disponíveis na internet. Os donos do escritório estão presos e, um deles, já iniciou negociação para fazer delação premiada.

O ex-ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula ao longo dos oito anos em que o petista presidiu o país, também é investigado pela força-tarefa.

Os advogados de Luis Cláudio negam o envolvimento do empresário no caso e afirmam que a empresa do caçula de Lula foi contratada como prestadora de serviço e executou projetos devidamente entregues.

Após pedido da defesa de Luis Cláudio, o Tribunal Regional da 1ª Região decretou sigilo dos documentos apreendidos na empresa do filho do ex-presidente.

Responsável pela decisão, a desembargadora Neuza Maria Alves da Silva definiu a operação de busca e apreensão como “flagrante desproporcionalidade”.

Carvalho também nega envolvimento na suposta compra de MPs. O Blog procurou a assessoria do Instituto Lula, mas até a última atualização deste post ainda não havia obtido resposta.


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Brasil / Poder

Polícia Federal apura desvios em contratos de R$ 39,5 bilhões

Fraudes e desvios em contratos da gestão pública, que totalizam o valor de R$ 39,57 bilhões, estão sendo investigados pela Polícia Federal em vários estados do Brasil, inclusive no Maranhão.

Foram abertos cerca de 9.400 inquéritos para apurar diversos crimes, como peculato e corrupção.

No Maranhão, em 2015, já foram deflagradas várias operações especiais, entre elas estão Cangaço II, Sermão aos Peixes, Attalea, Quilópode e Triângulo dos Precatórios, que tiveram como objetivo de desarticular esquemas fraudulentos que atuavam na administração pública.

A quantia de R$ 39,57 bilhões diz respeito ao valor repassada pelo Governo Federal a diversos setores, com saúde e educação.


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Política

O balcão de negócios de Ricardo Murad

Ao contrário do que ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, publicou nas redes sociais, ele está sim envolvido com o esquema fraudulento que desviou mais de R$ 1 bilhão do Sistema de Saúde do Maranhão.

As provas são os relatórios da Polícia Federal, onde é dito detalhadamente como foi a participação de Murad nas fraudes.

Segundo a PF, o ex-secretário de Saúde foi o grande mentor de complexa organização criminosa. “Ricardo utilizou como estratagema para ocultar o seu plano, a transferência de gestão dos recursos federais destinados à Secretaria Estadual de Saúde (SES) para instituições do ‘terceiro setor’, sob argumento de mais eficiência na execução dos serviços públicos, mas que na verdade funcionou como estrutura de desvio de verbas com fins específicos, qual seja: financiamento de campanha e enriquecimento ilícito” enfatizou o documento.

A Polícia Federal destaca, ainda, que o modelo de gestão empregado por Ricardo Murad permitiu que pessoas fossem empregadas sem passar por qualquer seletivo.

Além disso, abriu portas para as contratações de empresas sem processo licitatório.

Para a PF, a durante a gestão de Ricardo Murad, a SES serviu de uma grande mesa de negociação entre políticos e aliados do então secretário de Saúde para obtenção de dinheiro financiamento de campanhas políticas e empregar pessoas apadrinhadas sem nenhum critério técnico.

Documento da PF afirmando que Ricardo Murad participou do esquema de desviou de verbas da Saúde.

Documento da PF afirmando que Ricardo Murad participou do esquema de desviou de verbas da Saúde.


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Poder

Senador João Capiberibe teria recebido verbas desviadas da saúde do MA

Senador João Capiberibe e o deputado federal José Reinaldo Tavares.

Senador João Capiberibe e o deputado federal José Reinaldo Tavares.

Investigações da Policia Federal detectaram que o ex-governador do Maranhão e atual deputado federal, José Reinaldo Tavares (PSB), em 2009, teria enviado a quantia de R$ 500 mil para o senador do Amapá, João Alberto Capiberibe, para financiar sua campanha ao senado.

Trechos do relatório da Policia Federal, que resultou na Operação “Sermão aos Peixes” apontam uma série de desvios promovidos pelo parlamentar durante a sua gestão como governador do Estado.

No período de investigação, o Ministério da Saúde destinou R$ 2 bilhões em recursos da União para o Fundo. Desse total, R$ 1,2 bilhão teria sido desviado. Parte deste dinheiro, cerca de R$ 500 mil, teria sido desviado pelo então gestor estadual, José Reinaldo, para ajudar o senador amapaense a derrotar seu maior desafeto o então senador José Sarney (PMDB) nas eleições, tanto José Reinaldo quanto João Capiberibe são adversários políticos declarados de Sarney.

A verba teria sido desviada através do Instituto Cidadania e Natureza(ICN).

O documento relata ainda de uma “ex-secretária de Saúde”, cujo nome não é revelado, que “recebe mensalmente R$ 30 mil para dar continuidade às falcatruas da organização criminosa”.

O relatório da Polícia Federal aponta que o deputado federal tinha uma obsessão: ajudar o então senador João Capiberibe a derrotar o senador José Sarney no Amapá.

E para tanto, o peessebista José Reinaldo não poupou dinheiro público, desviado via ICN para ajudar seu colega de partido. Só para a campanha de Capiberibe foram encaminhados nada menos que R$ 500 mil reais, segundo revela o relatório da Polícia Federal.

As investigações também indicam que a sangria promovida pelo parlamentar nos cofres públicos para ajudar seus amigos, incluindo-se João Capiberibe, deixou os hospitais do Maranhão a ver navios, já que só no Hospital Mata Roma, a PF descobriu que se desviavam R$ 120 mil da verba de manutenção.

O rombo se revela maior com a administração da Maternidade Marly Sarney, onde foram repassados R$ 16 milhões e outros R$ 34 milhões referentes à administração do Hospital Carlos Macieira: R$ 600 mil para o bolso do ex-chefe do gabinete civil Aderson Lago, R$ 980 mil para movimentação e sustentação e apoio aos balaios (pessoas pagas para difamar desafetos de José Reinaldo), diz o relatório da Polícia Federal.

 

 

 


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Poder

Quadrilha dos precatórios com atuação no MA é desarticulada pela Policia Federal

A Polícia Federal desencadeou na última segunda-feira (30) a operação denominada Triângulo dos Precatórios em Timon e São Luís, com o objetivo de desarticular um esquema que falsificava precatórios.

O Ministério Público Federal e a Caixa Econômica Federal também participaram da operação, que registrou prisões na segunda (30/11) e nesta terça-feira (1º).

De acordo com a PF, três pessoas foram presas em flagrante, uma mulher em Timon e um casal em São Luís. Com essas três detenções, a força-tarefa evitou um desvio de cerca de R$ 190 mil em precatórios.

O golpe envolvia ainda advogados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná.

Fraude

O esquema identificado pela Polícia Federal envolvia um grupo criminoso que atuava no estado do Nordeste e aliciava advogados em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. O esquema começava na identificação de pessoas com precatórios do tipo Requisições de Pequeno Valor.

Depois disso, o bando falsificava documentos de identidade, comprovantes de endereço e, com isso, produziam procurações públicas legalizadas para advogados de outros estados. Estes, levantavam os precatórios. Como essa trama envolvia diferentes unidades da federação, ficava mais difícil a identificação da fraude.

Por fim, eram efetuadas as transferências dos valores descontados honorários advocatícios. As quantias eram depositadas em contas bancárias dos envolvidos no esquema e os verdadeiros beneficiários ficavam sem o dinheiro, apesar do processo ter tramitado.

Em nota da Polícia Federal, não foi divulgado o total que os suspeitos conseguiram desviar. Também não foi mencionado quantos advogados participaram da fraude. O nome da operação foi definido em alusão do Triângulo das Bermudas, onde há relatos de misteriosos desaparecimentos de embarcações e aviões.


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Poder

PF intercepta diálogo que senador e esposa são citados

Roberto Rocha e a esposa Ana Cristina.

Roberto Rocha e a esposa Ana Cristina.

Dentre tantas constatações feitas pela Polícia Federal no inquérito que desencadeou a operação Sermão aos Peixes, o Blog do Neto Ferreira apurou que o nome do senador da República, Roberto Rocha (PSB) e sua esposa, Ana Cristina, foram citados por um dos investigados.

A conversa entre dois gestores da Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde – Bem Viver e sócios do Centro de Medicina Clínica Ltda – CEMEC, Cloves Dias Carvalho e Charles Miranda Lopes, foi interceptada por agentes da Policia Federal.

No diálogo, Charles conversa com Cloves sobre fraudes, comentam que superfaturam os valores de exames cobrados na unidade hospitalar de Balsas. Em um dos trechos da conversa Cloves fala que apesar de ganhar a mais em cima dos valores reais das consulta, eles tem que pagar à prefeitura. No entanto Charles afirma que já está se precavendo. “Não, aí o que acontece… isso ai já estou me precavendo (risos), a secretária de saúde é mulher de Roberto, entendeu? Do senador…”

A Polícia Federal detectou na conversa de que se tratava de Ana Cristina, esposa do senador Roberto Rocha, irmão do prefeito de Balsas, Luís Rocha Filho, o Rochinha.

Em outro momento do diálogo, Charles afirma que Ana Cristina gosta do pote (dinheiro). “Aí já me botaram junto dela… porque quem gosta… quem gosta de um pote é ela, não é ele… porque é igual aqueles caras da Lava Jato falaram (Operação Lava Jato da Policia Federal) diz que para conseguir botar um tijolo o cabra tem que dar dinheiro, ai quando o cabra ganha um licitação honesta…”

Na interceptação telefônica a esposa do senador Roberto Rocha é colocada como secretária de Saúde de Balsas, no entanto a gestora municipal da saúde é Cristiane Barros. O Blog do Neto Ferreira tentou entrar em contato com o senador, mas não obteve êxito.


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Poder

O medo do ex-auxiliar de Murad

Márcio Leite e Ricardo Murad.

Márcio Leite e Ricardo Murad.

O ex-adjunto de Estado da Saúde, médico José Márcio Lite, foi orientado pelo chefe Ricardo Murad a protelar esclarecimentos e prestações de contas firmados pela SES para o secretário da Transparência e Controle (STC), Rodrigo Lago.

Além disso, os investigadores mostram um dado interessante que refere-se ao medo de Márcio Leite sobre o pagamento milionário em duplicidade.

Durante a conversa interceptada Márcio Leite fala para Murad que a notificação chegou e foi enviada pela SETC e que ela é referente ao aditivo destinado à empresa Fujita Engenharia Ltda. “Ali das OSCIPs do período de julho a fevereiro de 2010, aquele aditivo da Fujita, lembra?” perguntou.

Em outro trecho do diálogo o ex-adjunto fala para Ricardo que ficou preocupado com um pagamento em duplicidade milionário. “Eu fiquei, mas assim com o negócio de… de pagamento em duplicidade de um milhão e seiscentos”.

Ricardo Murad tranquiliza Márcio Leite e afirma que já recebeu uma notificação também, porém não iria responder tecnicamente e o orientou da mesma forma. “Eu recebi uma do meu tempo, passei para Daniel e pra Fabiano, a nossa ideia não é responder tecnicamente, fazer um documento sobre a questão da legalidade, desse negócio dessa secretaria… uma coisa aí para a gente não ter que adiantar resposta e nem… que eles estão atirando cego”.

O ex-secretário de Saúde finaliza a conversa falando que vai tomar uma atitude sobre o caso.


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Brasil / Crime

Quadrilha que fraudava vestibular no Maranhão é presa

A Polícia Federal desarticulou, na última sexta-feira (27), uma quadrilha especializada em fraudar vestibular de medicina com atuação no Maranhão.

A operação foi denominada Gabaritando e foi deflagrada em todo o Brasil. Até o momento duas pessoas foram presas no Tocantins e três em Brasília.

De acordo com as investigações da PF, a organização criminosa vem agindo há muito tempo burlando os certames. O grupo já agiu em pelo menos oito estados: Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia e no Distrito Federal.

A operação que foi denominada “Gabaritando”, exigiu por parte da corporação um trabalho minucioso e de muita cautela para chegar aos envolvidos. Os integrantes utilizam o o codinome “Lima Leão” para suas identificações, e se comunicavam apenas por meio de aplicativos de mensagens que eram apagadas automaticamente depois de lidas.

Os métodos utilizados eram muito inteligentes, uma modalidade diferenciada nunca constatada em investigação do tipo. A quadrilha também usava tecnologia de ponta para obterem êxitos na prática criminosa.

As vagas eram negociadas com funcionários pertencentes aos quadros das universidades investigadas.Em muitos estados ainda não foram identificadas todas as pessoas que se beneficiaram com o esquema, que ultrapassa 60 pessoas.

A PF agora está agindo na etapa de investigação que irá identificar os candidatos que foram aprovados nos vestibulares para serem expulsos das instituições.

No Maranhão, o relatório é bombástico envolvendo vários alunos que cursam medicina sem nunca terem sequer passado em provas. Há uma gravação capturada onde um prefeito do Maranhão é flagrado negociando uma vaga para seu filho.

O desenrolar das investigações deverá atingir vários filhos de figurões, uns já até formados.


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Política

Eliziane Gama recebeu na campanha dinheiro de empresa que operou na Saúde

As investigações realizadas pela Polícia Federal, que desencadearam a Operação Sermão aos Peixes, estão recheadas de detalhes que foram escondidos por muito tempo da população.

eputada Federal, Eliziane Gama.

Um exemplo disso é a campanha eleitoral da atual deputada federal e pré-candidata à Prefeitura de São Luís, Eliziane Gama (REDE), de 2014.

Segundo a PF, a parlamentar foi beneficiada com doação de empresa, que recebeu recursos dos Institutos Bem Viver e ICN, que foram arrolados no processo investigatório, que apura desvios de dinheiro do Sistema de Saúde do Maranhão.

Eliziane Gama recebeu durante o pleito estadual de 2014 a quantia de R$11.530 mil da empresa W.L. da S. Marques-ME.

Em Nota, a deputada federal Eliziane Gama se manifestou sobre a doação acima citada:

Todas as doações e pagamentos da deputada Eliziane Gama foram feitos dentro da legalidade e moralidade, conforme contas aprovadas pela Justiça Eleitoral. A deputada repudia e abomina atos corrupção e reafirma seu total as investigações da Polícia Federal.


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