Política

PF detecta doações milionárias para deputados federais e estaduais do MA; veja relação

A Polícia Federal durante as investigações, que apuraram desvios de verbas federais do Sistema de Saúde do Maranhão, constatou doações de empresas envolvidas no esquema criminoso com a finalidade de financiar campanhas eleitorais de candidatos a deputado estadual e federal.
As doações ocorreram nas eleições dos anos de 2010 e 2014.

O documento detalha, ainda, os valores recebidos por esses candidatos e revela os nomes das empresas doadoras, conforme mostra o documento abaixo.

O atual deputado Antônio Pereira Filho (DEM), em 2014, recebeu do Centro Oncológico Brasileiro Ltda – COBRA, o montante de R$542 mil, já em 2010 a quantia foi de R$ 75 mil, que foi doado pelo COBRA e Serviço de Diagnóstico.

Foi enviado à deputada Andréa Murad (PMDB), filha do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, o total de R$334 mil por três empresas, a Litucera Limpeza Engenharia Ltda., a Tempo Engenharia e Arquitetura Ltda., e a SIAH Assessoria Hospitalar, Informática e Representações.

A atual deputada federal Eliziane Gama (REDE), em 2014, foi beneficiada com R$11.530 mil pela W.L da S Marque –ME;

Nas investigações, também, foi detectado que o parlamentar federal Sérgio Frota (PSDB), 2014, foi beneficiado com doações no valor de R$ 200 mil da Bacanga Sonorizações e Transportes; assim como Josimar Rodrigues, o Josimar de Maranhãzinho (PR), o deputado estadual mais bem votado do Maranhão, em 2014, que recebeu a quantia de R$ 30 mil da empresa W.C Almeida Silva Comércio de Alimentos ME.; na conta de José Inácio Sodré Rodrigues, o Zé Inácio (PT), foi depositado R$27.500 mil pela Biofar Diagnóstica Comércio e Representações Ltda.

Segundo a Polícia Federal, em 2010, Ricardo Murad (PMDB) recebeu doações no valor de R$18 mil de três empresas Tanaka Dedetização e Serviços Gerais Ltda, Posto São Francisco Ltda. e Posto Americano Ltda., para o financiamento da candidatura a deputado estadual.

Deoclides Neto (PDT), foi eleito a deputado estadual, mas teve seus votos anulados pela Justiça Eleitoral, também recebeu dinheiro do Centro Médico de Anestesia Ltda-ME, o montante de R$10 mil.

A PF apontou que José Carlos Nunes Júnior, mais conhecido como Zé Carlos da Caixa (PT), em 2010, recebeu em sua conta bancária o valor de R$ 58 mil; e para Magno Augusto Nunes, que é suplente, foi depositado o montante de R$ 140 mil em 2010. E para o deputado federal Hildo Rocha foi doado a quantia de R$ 2 mil pela empresa Adolfo Silva Fonseca, em 2014.

Foi constatado que Igor Lago, filho ex-governador do Maranhão, Jackson Lago, recebeu Atlântica Segurança Técnica Ltda. R$ 10 mil, mas não se elegeu no pleito de 2014; Telma Pinheio também recebeu doações no valor de R$350,00, da W. L da S Marque-ME, mas não foi eleita. Ela era secretária de Jackson Lago.

Essas empresas aqui citadas são investigadas pela Polícia Federal, pois serviram aos Institutos Bem Viver e ICN como manobra para fazer doações de campanha eleitoral para candidatos.


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Política

Inquérito da PF diz que Edivaldo Holanda recebeu doação de empresas

Blog do Luís Pablo

O inquérito da Operação Sermão aos Peixes da Polícia Federal está parecendo um véspero, que quanto mais se mexe, mais coisas aparecem.
Até o prefeito de São Luís e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), está no bojo do inquérito da PF.

No documento abaixo, o nome de Holandinha aparece como um dos candidatos que foram beneficiados com doação de recursos de empresas envolvidas na operação.

Edivaldo Holanda recebeu nas eleições de 2012 a doação de três empresas. São elas: Kamaha Engenharia Ltda (valor: R$ 45.000,00); Distribuidora de Medicamentos Maximus Ltda (valor: R$ 5.000,00) e a W L das S Marques (valor: R$ 500,00). Foi um total de R$ 50.500,00.

Essas empresas são alvo de investigação da Polícia Federal, por servirem de manobra aos Institutos Bem Viver e ICN para fazer doações de campanha para candidatos. Além disso, ela são apontadas como empresas que faturaram recursos dos institutos, através Secretaria de Estado da Saúde.

O titular do Blog do Luis Pablo entrou em contato com o secretário de Comunicação de São Luís, Batista Matos, por meio do WhatsApp. Ele estava online, leu as perguntas, mas não respondeu as mensagens.


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Política

Senadores do Maranhão votaram a favor da soltura de Delcídio Amaral

Senadores maranhenses, Roberto Rocha e João Alberto.

Senadores maranhenses, Roberto Rocha e João Alberto.

Os senadores federais decidiram, na noite da última quarta-feira (25), pela manutenção a prisão de Delcídio Almaral (PT-MS), líder do governo do governo Dilma Rouseff, na Casa. Foram 59 votos a favor e 13 contra.

Dos 13 senadores que votaram pela revogação da decisão do Supremo Tribunal Federal, dois são do Maranhão.

João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB-MA)são os parlamentares que defenderam a revogação da prisão do senador, que ocorreu na manhã de ontem (25).

E o senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi o único que absteve de votar. Ele é um dos investigados pela operação Lava-Jato, desencadeada pela Polícia Federal, que investiga desvios de dinheiro da Petrobrás.

A prisão de Delcídio teve que ser votada devido ao artigo 53 da Constituição, que prevê que os membros do Congresso Nacional só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável.


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Política

PF prendeu senador que ofereceu propina a filho de Cerveró

Senador Delcídio Amaral preso pela PF.

Senador Delcídio Amaral preso pela PF.

Pela primeira vez na história, o Supremo Tribunal Federal mandou prender um senador no exercício de seu mandato. Delcídio do Amaral (PT-­MS), líder do governo no Senado, foi preso na manhã desta quarta-­feira (25), acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Sob a mesma acusação, a Corte ordenou a prisão do banqueiro André Esteves, dono do banco BTG, um dos homens mais ricos do Brasil.

Uma gravação com 1 hora e 35 minutos revela como o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), a propina ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

No diálogo ocorrido no dia 4 de novembro em um quarto do hotel Royal Tulip, em Brasília, o petista também propôs ao filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, que, se o ex-diretor realmente optasse por um acordo com os procuradores da República, ele não o citasse.

A gravação foi feita em um celular de Bernardo. Além de Delcídio e do filho de Cerveró, também participaram do encontro o banqueiro André Esteves – dono do Banco BTG Pactual, que foi preso pela PF nesta quarta no Rio – e o advogado Edson Ribeiro, que era responsável pela defesa de Cerveró na Lava Jato.

No dia 19, a Procuradoria Geral da República recebeu o áudio com a íntegra da conversa por meio de uma advogada de Bernardo, que atuou no acordo com o Ministério Público.

No dia seguinte, Cerveró e o filho prestaram depoimento, separadamente, aos procuradores da República. Os depoimentos ajudaram na conclusão do pedido de prisão do senador do PT, do banqueiro, do advogado Edson Ribeiro e do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira.

O relato do ministro Teori Zvascki informou que um dos motivos da prisão do petista foi a oferta de uma “mesada” acima citada de pelo menos R$ 50 mil ara que o ex­diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada na investigação que apura um escândalo de corrupção na Petrobras

O anúncio foi feito no início da sessão da Segunda Turma do STF que, em reunião extraordinária, manteve a prisão do petista. A acusação foi apresentada a Teori pela Procuradoria­ Geral da República.


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Poder

PF indica que dinheiro desviado da Saúde foi como doação para o PMDB

Análises feitas em documentos pela Polícia Federal durante as investigações sobre desvio de verbas públicas da Secretaria de Saúde do Maranhão (SES), apontam que a Litucera Limpeza e Engenharia Ltda fez doações milionárias, dinheiro supostamente desviado da SES, para o financiamento de campanhas eleitorais.

Os valores se concentraram, principalmente, no partido do PMDB estadual e municipal. O montante de quase R$ 2 milhões de reais foi doado entre os anos de 2010 a 2014.

Em um dos trechos do material analisado pela PF, a quantia de R$ 1 milhão de reais foi transferida, em 2010, para a conta do comitê estadual do PMDB da conta da empresa investigada. Em 2012, a Litucera doou o valor de R$ 200 mil para o comitê financeiro municipal de Coroatá.

Ainda em 2012, a empresa enviou o montante de aproximadamente 570 mil para candidatos a vereadores e a prefeito de diversos partidos, como PV, DEM, PSC, PMN, PRP, PTN, PP, PSDC, PRB, PPS, PSD, PTB, PR e o PMDB.

Entretanto, o maior valor foi para a legenda peemedebista. Cerca de R$273 mil, sendo que R$ 186 mil foi para a candidata Maria Teresa Trovão Murad, que atualmente é prefeita de Coroatá e esposa do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad.

Já em 2014, a Litucera se concentrou apenas na candidatura de Andréa Murad, filha do ex-gestor da saúde, e enviou o valor de R$ 200 mil para o financiamento da campanha eleitoral da atual deputada estadual.


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Poder

PF faz apreensão na casa de pré-candidato a prefeito de Vargem Grande

Dentre as ordens judiciais cumpridas na operação Quilópode, deflagrada pela Polícia Federal e pelos Ministérios do Trabalho e Previdência Social e Público Federal, na última terça-feira (24), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do empresário Matias Pancadão, em Vargem Grande.

O empresário é pré-candidato à prefeito da cidade e dono da casa de eventos Bam Bam Bam. Além disso, é apoiado pelo deputado federal Waldir Maranhão.

Na operação, Matias Pancadão foi conduzido coercitivamente à delegacia da Polícia Federal para prestar depoimento.

A operação Quilópode foi realizada em diversas cidade do Maranhão, entre elas estão Caxias, Codó, São Luis, Vargem Grande, Presidente Dutra, Barreirinhas e Paço do Lumiar, com a finalidade de reprimir crimes previdenciários.


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Poder

Empresário afirma que Ricardo Murad cobrava 30% de propina

Ricardo Murad chegando na Polícia Federal para prestar depoimento.

Ricardo Murad chegando na Polícia Federal para prestar depoimento.

Um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido nesse mês no estado de São Paulo, teve o telefone interceptado fazendo uma revelação bombástica. Inácio afirmou que Ricardo Murad cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com o diálogo gravado pela Policia Federal obtido (veja abaixo) com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira , José Inácio e um homem identificado como Joy, relatam que o ex-secretário de Saúde atrasava os pagamentos à empresas que prestavam serviços a SES para poder cobrar 30% em cima do valor pago.

Eles estavam devendo dez milhões de fornecedor, atrasou de propósito..aí chamou o pessoal lá, e falou o seguinte: ‘Se tu me der 30% eu pago‘”, afirmou Inácio Guará, na conversa gravada e inserida no inquérito resultante da Operação Sermão aos Peixes que cumpriu 13 mandados de prisão preventiva.

O relatório da PF encaminhada para Justiça Federal aponta movimentações atípicas de membros de uma organização criminosa (ORCRIM), que desviaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde (FNS), destinados ao sistema de Saúde no Maranhão.

Conversa interceptada pela PF.

Conversa interceptada pela PF.


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Judiciário / Saúde

Polícia Federal flagra conversa ilícita entre Marcos Pacheco e dono do ICN

Benedito Silva Carvalho, presidente do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN),.

Benedito Silva Carvalho, presidente do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN),.

A Operação Sermão aos Peixes, desencadeada pela Polícia Federal no Maranhão, respingou até no governo Flávio Dino. Interceptações telefônicas, captadas em março deste ano, revelam que Benedito Silva Carvalho, presidente do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), conversa com o secretário de Estado da Saúde (SES), Marcos Pacheco, para tratar assuntos relacionados a contratações de duas mulheres.

Em um dos trechos do diálogo, o presidente do ICN chega a afirmar que o gestor da SES ganharia com a contratação . “Benedito chega a dizer que eles tem mais a ganhar do que perder com as contratações das mulheres indicadas“, diz o documento.

A Policia Federal classifica como interessante o motivo pelo qual as contratações solicitadas a Marcos Pacheco seriam mais um ganho do que perda. Embora as normais legais, ou seja, seriam seletivos para realizar tais contratos. A solicitação dos dois contratos foi discutida inicialmente entre Benedito Carvalho e a ex-diretora do Hospital do Câncer, Ilvanicia Braga Bordalo.

Em outra conversa interceptada, também no mês de março, o presidente do ICN dialoga com uma mulher identificada como Maria Alice, mãe de um homem que, supostamente recebe salários em uma das unidades de saúde do Maranhão sem trabalhar. Ela pede ao presidente do instituto a permanência da pessoa, pois o “afilhado do investigado”, como ela chama o filho, precisa terminar a faculdade.

Benedito Silva Carvalho foi preso acusado de integrar uma organização criminosa (ORCRIM), que desviou dos cofres públicos da Saúde mais de R$ 1 bilhão de reais, durante a gestão de Ricardo Murad.

A Secretaria de Comunicação do Governo informou que já solicitou o teor da suposta interceptação telefônica para se manifestar e reitera que não se pronuncia sobre especulações oriundas de fontes não oficiais.


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Poder

Exclusivo: veja os nomes de políticos e empresários presos pela Polícia Federal

O Blog do Neto Ferreira teve acesso com exclusividade a relação completa dos alvos da operação Sermão aos Peixes, deflagrada pela Polícia Federal, na tarde de ontem (16), no Maranhão.

Entre os nomes estão políticos e empresários conhecidos em São Luís que foram presos através de 12 mandados de prisão preventiva e 27 de condução coercitiva. Apenas 2 dos 14 pedidos de prisões foram transformado em coercitivas para Bernardo Milhomem e Péricles Guará Silva.

Nas residências dos envolvidos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, onde os agentes federais apreenderam diversos materiais, que possivelmente servirá como base para a continuação das investigações.

Confira abaixo a lista com os nomes dos alvos e das empresas que foram vasculhadas por agentes federais:

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Poder

Ex-prefeito de Sítio Novo também é preso na operação Sermão aos Peixes

Na operação “Sermão aos Peixes” da Polícia Federal,  Clidenor Simões Plácido Filho foi um dos alvos da ação. Ele foi preso através do cumprimento de mandado de prisão preventiva.

Clidenor é ex-prefeito de Sítio Novo e já tinha sido alvo de denúncia do Grupo de Promotores Itinerantes (GPI) do Ministério Público do Maranhão por irregularidades cometidas na prestação de contas do exercício financeiro de 2007, quando o gestor administrava o município.

Das denúncias contra o ex-prefeito, três foram motivadas pela ausência de processos licitatórios para aquisição de produtos e serviços diversos, como gêneros alimentícios, aluguel de veículos e outros equipamentos, peças para máquinas, materiais elétricos, entre outros. As despesas não licitadas atingem o valor total de R$ 2.072.302,44.

A quarta denúncia contra Clidenor Simões Filho refere-se ao descumprimento da norma constitucional que determina que estados e municípios invistam em educação pelo menos 25% de sua arrecadação de tributos.


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