Poder

Réus permanecem calados em mais um dia de acareação na CPI da Petrobras

Renato Duque chamou Augusto Neto de "mentiroso"

Renato Duque chamou Augusto Neto de “mentiroso”

Presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, respondendo pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, ex-executivo da Toyo Setal participaram de acareação na CPI da Petrobras, nesta quarta-feira (2).

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, também participou da acareação.

Duque chamou Augusto Neto de “mentiroso”: “Só gostaria de deixar ressaltado que o senhor Augusto é um mentiroso, ele mente na delação, ele sabe que está mentindo, mas pela orientação do meu advogado vou permanecer em silencio”, afirmou.Os réus ficaram frente a frente e Augusto rebateu Mendonça: “Eu confirmo tudo que eu disse nos meus depoimentos”.

Duque afirmou ainda que não há justificativa para sua prisão e disse confiar na Justiça.

Augusto Mendonça responde a ações relacionadas à Lava Jato em liberdade. O ex-diretor da estatal insistiu que “é um absurdo confiar na delação de alguém que diz que entregou muito dinheiro a alguém de nome Tigrão”. Mendonça afirmou que Duque tenta se defender, dizendo que ele é mentiroso, e que “Tigrão” seria três pessoas diferentes, que iam retirar em dinheiro no escritório dele.

Após a troca de farpas, Duque declarou que permaneceria em silêncio, sob orientação de seu advogado.


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Poder

Lava Jato: José Dirceu é indiciado por quatro crimes

Ex-ministro, José Dirceu

Ex-ministro, José Dirceu

Do G1

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta terça-feira (1º) dois inquéritos da Operação Lava Jato e indiciou 14 pessoas, entre elas, o ex-ministro José Dirceu, que está preso na carceragem da corporação, em Curitiba, há quase um mês. O ex-ministro foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na conclusão dos inquéritos, o delegado da PF Márcio Anselmo afirmou que há “fartos indícios de que Jose Dirceu de Oliveira e Silva e outras pessoas a ele relacionadas foram beneficiários diretos de valores objeto de desvios no âmbito da Petrobras, apurados na Operação Lava Jato”. A filha de José Dirceu, e o irmão dele, estão na lista de indiciados.

Veja a lista de indiciados pela PF nesta terça (1º):

– José Dirceu de Oliveira e Silva – formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– Luiz Eduardo de Oliveira e Silva – formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– Roberto Marques – formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– Julio Cesar dos Santos – falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

– Camila Ramos de Oliveira e Silva – lavagem de dinheiro

– Milton Pascowitch – formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa

– José Adolfo Pascowitch – formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa

– Fernando Horneaux de Moura – formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– Olavo Horneaux de Moura – formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– Renato Duque – formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

– João Vaccari Neto – formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa

– Gerson Almada – corrupção ativa e formação de quadrilha

– Cristiano Kok – corrupção ativa e formação de quadrilha

– José Antunes Sobrinho – corrupção ativa e formação de quadrilha


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Poder

Eduardo Cunha é denunciado por corrupção ao STF

Presidente da câmara, Eduardo Cunha

Presidente da câmara, Eduardo Cunha

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nega ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu denúncia contra o presidente da câmara, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Na denúncia de 85 páginas, Janot pede a acusação de Eduardo Cunha pelos crimes de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cunha teria recebido, entre junho de 2006 e outubro de 2012, pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras.

Apontado como intermediário da propina, o ex-consultor Júlio Camargo é quem teria recebido da empresa Samsung, empresa responsável pelo fornecimento dos navios-sonda, destinados à exploração de petróleo, a quantia de US$ 40 milhões.

Também é alvo de denúncia de Janot a ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), por corrupção passiva.

Após o recebimento da denúncia, o ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Operação Lava Jato referentes a autoridades com foro privilegiado, notificará as defesas para apresentação de respostas por escrito.

Depois da apresentação das respostas, o processo volta para que o Ministério Público dê um parecer. O ministro fará então um relatório e levará o caso ao plenário, que decidirá pela abertura ou não de ação penal – não há prazo para isso.

Agora, o STF terá que decidir se aceita ou não a denúncia. Se aceitar, os denunciados tornam-se réus e responderão a ações penais no Supremo – devido ao foro privilegiado decorrente da condição de parlamentar, Cunha não pode ser processado em outra instância da Justiça.


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Poder

Camargo Corrêa devolverá mais de R$ 104 milhões aos cofres públicos

Foto ilustração

Foto ilustração

O Grupo Camargo Corrêa admitiu nesta quarta-feira (19), sua participação do esquema de fraude de licitações da Petrobras. E com isso, foi indenizada a devolver mais de R$ 104 milhões aos cofres públicos, em um acordo fechado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Esse foi o primeiro acordo de cessação de conduta na investigação de cartel em licitações da Petrobras, que são investigados pelo Cade e que também faz parte da Operação Lava Jato.

O acordo negociado pela Superintendência-Geral do Cade envolve, além da construtora, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, e o ex-vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite.

Em nota, a construtora afirmou que o acordo “é consequência da decisão da Administração da empresa de colaborar com as investigações para identificar e sanar irregularidades, além de seguir aprimorando seus programas internos de controle e compliance”.

Em troca da confissão de culpa foi suspenso o processo admirativo contra a empresa.


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Judiciário

Lava Jato: contas da doleira Nelma Kodama movimentavam até R$ 1 milhão por dia

Ex-gerente-assistente do Banco do Brasil Rinaldo Gonçalves de Carvalho (dir.) presta depoimento à CPI (Foto: Fernanda Calgaro/G1)

Ex-gerente-assistente do Banco do Brasil Rinaldo Gonçalves de Carvalho (dir.) presta depoimento à CPI (Foto: Fernanda Calgaro/G1)

O ex-assistente do banco do Brasil, Rinaldo Gonçalves de Carvalho foi condenado pelo crime de corrupção passiva, por não ter informado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as transações milionárias da doleira Nelma Kodama, que movimentavam até R$ 1 milhão por dia.

Em depoimento à CPI da Petrobras, Rinaldo afirmou que entrevam depósitos na conta de Nelma de 500, 600 mil e às vezes até 1 milhão de reais. E que no final do dia ela pegava um cheque e transferia para a empresa TOV (corretora de câmbio investigada pela Lava Jato). Ele ainda admitiu ter recebido R$ 4 mil de Nelma Kodama, emprestado.

A doleira Nelma Kodama foi condenada a 18 anos de prisão por evasão de divisas, operação de instituição financeira irregular, evasão de divisas tentada, corrupção ativa e pertinência a organização criminosa.

De acordo com Carvalho, a movimentação nas contas de Nelma chamava a atenção e por conta do volume. No entanto, ele alega que não era sua função comunicar às autoridades de controle, como o Coaf, sobre operações suspeitas.

Sobre os depósitos no valor total de R$ 4 mil feitos por Nelma em sua conta, o ex-funcionário do banco alegou que se tratou de um empréstimo. “Fiz algo que não se deve fazer, que é pedir dinheiro emprestado para cliente. E ela me emprestou. Não tive a oportunidade de pagar de volta”.

Diversos deputados questionaram a sua atuação dentro do banco. Celso Pansera (PMDB-RJ) afirmou que considerava difícil de acreditar que “a sua relação fosse tão pura, tão inocente, tão informal” com a doleira.


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Poder

Operação Lava Jato: três são condenados por corrupção e lavagem de dinheiro

Camargo, Cerveró, Youssef e Baiano (Foto: Reprodução, Alaor Filho/Estadão Conteúdo, Félix R./Futura Press/Estadão Conteúdo, Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)

Camargo, Cerveró, Youssef e Baiano (Foto: Reprodução, Alaor Filho/Estadão Conteúdo, Félix R./Futura Press/Estadão Conteúdo, Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)

Acusados de envolvimento no esquema de fraude, corrupção, desvio e lavagem dinheiro descoberto dentro da Petrobras pela Operação Lava Jato – Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, o lobista Fernando Baiano e Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, foram condenados pela justiça federal nesta segunda-feira, 17.

As condenações foram por:

Nestor Cerveró – corrupção passiva e lavagem de dinheiro – 12 anos e 3 meses de prisão

Fernando Baiano – corrupção passiva e lavagem de dinheiro – 16 anos e um mês de prisão

Julio Camargo – corrupção ativa e lavagem de dinheiro – 14 anos de prisão, porém, devido ao acordo de colaboração, deverá pegar cinco anos, em regime aberto.

Dos condenados, apenas Júlio Camargo não está preso. Ele é um dos delatores da Lava Jato e repassou informações importantes sobre o esquema de corrupção na Petrobras e por isso foi absolvido por crimes contra o sistema financeiro nacional.

Nestor Cerveró recebeu sua seguda condenação. Ele foi condenado culpado anteriormente pelo crime de lavagem de dinheiro, por comprar um apartamento com dinheiro de propina no Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Fernando Baiano e Nestor Cerveró são suspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, segundo a denúncia apresentada pelo MPF em dezembro de 2014.

O doleiro Alberto Youssef, que é considerado peça chave no esquema criminoso, também é réu nesta ação. Entretanto, ele foi absolvido do crime de lavagem. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais na primeira instância, avaliou que não há prova suficiente sobre esta prática.


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Poder

Mesmo negando, Edson Lobão é citado novamente como recebedor de propina

Senador Edson Lobão

Senador Edson Lobão

Mais cedo ou mais tarde o envolvimento do senador Edison Lobão (PMDB-MA), no esquema de corrupção da Operação Lava Jato, resultará em prisão. É que pela quinta vez o nome do ex-ministro de Minas e Energia é citado por delatores. Lobão é acusado de receber R$ 1 milhão em propina para garantir contratos de consórcio integrado pela UTC, nas obras das usinas de Belo Monte e Angra 3, em Angra dos Reis (RJ).

Além de Flávio David Barra, da Andrade Gutierrez, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini afirmou que o pagamento de propina foi discutido durante uma reunião em agosto de 2014, entre a Camargo Corrêa, UTC e Andrade Gutierrez. Um montante dos contratos seria pago ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear.

Luiz Carlos Martins, ex-diretor de Energia da Camargo Corrêa, foi quem citou o nome de Lobão desta vez, afirmando que o senador e o PMDB receberam a propina dos contratos firmados nas obras das usinas.

Agora, fica cada vez mais difícil Lobão encontrar uma forma convincente de se desvincular do esquema, apesar do seu advogado Antônio Castro de Almeida Castro, afirmar acha perigoso o excesso de delações. De fato é perigoso mesmo, para Edison Lobão. “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.


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Poder

Collor recebeu R$ 26 milhões em propina e pede carros de luxo à Justiça

Fernando Collor é um dos 48 suspeitos envolvidos na Lava Jato

Fernando Collor é um dos 48 suspeitos envolvidos na Lava Jato

Fernando Collor de Mello (PTB-AL) é um dos 48 políticos investigados por suspeita de participação no forte esquema de corrupção da Operação Lava Jato.  Segundo as investigações, o senador recebeu R$ 26 milhões entre 2010 e 2014, por pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora.

O que chama a atenção na participação do ex-presidente, é que mesmo recebendo uma fortuna, o Supremo Tribunal Federal recebeu um pedido da defesa de Collor, para que os carros de luxo apreendidos na Operação Politeia , possivelmente comprados com parte do dinheiro desviado, sejam devolvidos. Entre eles, uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini que estavam na Casa da Dinda, residência oficial na época em que o atual senador era presidente da República.

As investigações apuraram que as prestações do financiamento do Lamborghini estão atrasadas. Vai entender.

Contudo, o grupo de trabalho que atua na Lava Jato é contra a devolução dos carros sob o argumento de que há indícios de que os veículos são “produto do crime”. Dois dos veículos são propriedade da Água Branca Participações, empresa de Collor que, conforme investigadores, não tem funcionários e é usada para lavagem de dinheiro.


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Poder

PT recebeu R$ 532 mil, diz delator da Lava Jato

Um relatório encaminhado pela Polícia Federal à Justiça traz trechos de uma declaração de um dos delatores da Lava Jato, o empresário Milton Pascowitch, preso da 13ª fase da operação.

Segundo ele, foi pago o valor de R$ 532.765,05 reais em dinheiro para o Partido dos Trabalhadores (PT), teve origem nas obras da Usina de Belo Monte, localizada em Altamira, no Pará.

Pascowitch afirmou que o valor foi pago em 2011 pela empreiteira Engevix e repassado por ele ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em abril, na 12ª fase da Operação Lava Jato. O ex-presidente da Engevix, Gerson Almada foi preso em novembro do ano passado, na 7ª fase da operação. Hoje, ele responde em liberdade.

O documento ainda trás trechos do depoimento que relatam que a propina, paga em razão do contrato dos cascos replicantes, somou cerca de R$ 14 milhões, entregues ao longo de 2009 até 2011.

O PT divulgou nota oficial na segunda na qual nega ter participado de “qualquer esquema de corrupção” e afirma que todas as doações que recebeu foram “legais”.


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Polícia Federal prende novamente José Dirceu por corrupção

Ex-chefe da Casa Civil

Ex-chefe da Casa Civil

A Operação Lava Jato chegou a sua 17ª fase com novos mandatos de prisão e velhos conhecidos da justiça. José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, já envolvido no escândalo do mensalão, teve mandato de prisão decretada na manhã desta segunda-feira (03), acusado de participar da instituição do esquema de corrupção da Petrobras.

As investigações do Ministério público Ferderal (MPF), mostram que Dirceu indicou Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras e, a partir disso, organizou o esquema de pagamento de propinas. O nome de Duque teria sido sugerido pelo lobista Fernando Moura, também preso nesta segunda.

A empresa de Dirceu e de seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, preso temporariamente, – a JD Consultoria é suspeita de receber R$ 39 milhões por serviços que não teriam sido realizados.

No mandado de prisão para Dirceu, o juiz Sérgio Moro, que julga ações da Lava Jato na primeira instância, diz que o ex-ministro “teria insistido” em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005. Dirceu foi um dos líderes e beneficiários do esquema, mesmo durante e após o julgamento do mensalão.

Batizada de operação “Pixuleco”, a 17ª fase da Lava Jato cumpriu 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.


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