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Os números provam que o governo mente

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

O governo brasileiro prevê gastar este ano de 2014, nada menos que R$ 2,3 bilhões de reais em propaganda. É isso mesmo, dois bilhões e trezentos milhões de reais na política de convencimento para inflar a candidatura da atual presidente da República, fazendo a população achar que vai tudo muito bem com o país.

Na véspera do Primeiro de Maio, com a desculpa de levar felicitações aos trabalhadores brasileiros sua excelência formou rede de rádio e televisão para anunciar correção na tabela do imposto de renda, a partir de 2014 e ainda um reajuste no programa social “Bolsa Família”, na ordem de 10% (dez por cento), numa clara medida destinada a compra indireta de votos nas eleições de outubro. Tanto isso é verdade que toda a mídia que orbita o poder que se beneficia da compra de votos, passou a dizer que os opositores do governo são contra o aumento no “Bolsa Família”. Começando a partir um debate de cunho eminentemente eleitoral.

Ainda, na rede de rádio e televisão a presidente tercei loas ao sucesso do seu governo e ao governo que a antecedeu, falando nos avanços redução do desemprego, etc.
Pois bem, no dia seguinte, dia do Trabalho, o IBGE divulgou sua tradicional pesquisa sobre a situação do emprego no país. E é aqui que chamo a atenção para a gravidade da situação que atravessa o Brasil.

O que disse o órgão? O IBGE disse que temos 6 milhões de pessoas em idade de trabalho ou seja pessoas que deveriam está trabalhando e não encontra trabalho. Beleza.

Considerando que a população total do país é de aproximadamente 200 milhões de habitantes, temos aí, numa conta simples, cerca de 3% (três por cento) de desempregados, um número de fazer inveja a qualquer nação desenvolvida do mundo.

É esse número que o governo faz questão de vender como exemplo do sucesso econômico das políticas governamentais.

Acontece que com esse número, veio outro que as autoridades governamentais nem ousam falar. Fingem que não existe. Pois bem, vamos falar dele. Junto com os 6 milhões de brasileiros que procuram emprego e não encontram existem mais 62 milhões de brasileiros que simplesmente desistiram ou não querem saber de trabalho regular para ganhar seu sustento e pagar, como todos os demais, a sua carga tributária direta. São pessoas que logo mais precisam de saúde, educação, previdência social, etc.

Ora, considerando ainda que somos 200 milhões de habitantes, temos, aproximadamente, 35% (trinta e cinco por cento) e não 3% (três por cento) como vende o governo de pessoas desempregadas. A situação fica um pouco mais complicada quando subtrai do total da população, os enfermos, os idosos que já deram sua contribuição ao país, as crianças e adolescentes. Se contarmos só a população economicamente ativa, aquelas pessoas em idade de trabalhar, veremos que temos uma minoria de pessoas trabalhando e uma grande maioria de pessoas que não trabalham ou por que não encontram trabalho ou por que simplesmente não procuram trabalho.

É essa minoria que sustenta o país e que contribui com os quase 600 bilhões de impostos já arrecadados só este ano para que o governo gaste em propaganda mentirosa, na compra de votos.

Acredito que não precisa ser economista para perceber que país caminha para uma situação não demorará a ficar insustentável. Não há como uma economia se sustentar com mais da metade da população vivendo às custas de uma minoria trabalhadora. Programas sociais que são necessários para retirar as pessoas da situação de vulnerabilidade, estão virando permanente – talvez isso justifique o grande número de pessoas que não procuram emprego formal, têm medo de perder as incontáveis bolsas – e daqui a pouco esses beneficiários poderão até a requerer aposentadoria sem nunca terem trabalhado. E por que não? Se o estado sustentou o cidadão a sua vida toda por que desampará-lo na velhice. O governo brasileiro cada vez mais, em busca de votos, de poder, vai colocando o país num atoleiro do qual terá enormes dificuldades para sair.

O crescimento do país é pífio, a infraestrutura não avança e o governo não me mostra competente para desatar esses nós. Em nome da busca incessante pelo poder se faz todo tipo de concessão, se tolera todo tipo de corrupção. O país ocupa desde o fim do ano passado a posição 72ª no ranking da corrupção. Outro dia foi divulgado que as contas externas apresentaram o pior resultado desde 1970. Ora, não há como comparar, pelo tamanho da economia de hoje e a dos anos 70 e ainda assim apresentamos resultado pior.

Enquanto isso se sucede as noticias ruins em todos campos, todos os dias noticias de corrupção envolvendo intocáveis cidadãos da República. A educação entre as piores do mundo. A saúde, não bastasse a situação de guerra nos hospitais, onde os pacientes ficam horas e dias à espera de um curativo ou de remédio que lhe alivie a dor, temos surtos de doenças que já deviam ter sido erradicadas desde os séculos pretéritos. Um exemplo disso é a dengue que ameaça diversas cidades brasileiras já sendo considerada epidemia em algumas.

Apesar de tudo, para as autoridades vai tudo muito bem. Não vai. O governo mente sobre a situação do país e logo após as eleições, ganhe quem ganhar, teremos desdobramentos desagradáveis para os que pagam a conta: eu e você.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Dino elege sua bastilha

Por Abdon Marinho

Por meio de uma rede social e no calor dos acontecimentos da tragédia de Madragoa, em Bacuri, que ceifou a vida alguns jovens, o pré-candidato ao governo do Maranhão pelo Partido Comunista do Brasil – PC do B, elegeu como símbolo do atual regime maranhense, a Casa de Veraneio de São Marcos.

Assim como na França daqueles idos pré-revolução, os luxos, os privilégios eram vivenciados no Palácio de Versalhes, também residência de verão dos monarcas. Apesar disso o que sinalizou o fim do regime foi a queda da Bastilha.

A Bastilha, para os não se recordam, foi construída como mero portal de acesso ao bairro de Saint-Antoine, durante a guerra dos “Cem Anos”, entre França e Inglaterra, depois foi transformada em fortaleza destinada a proteger o lado leste de Paris. Por fim, transformada unicamente em prisão para onde eram mandados os inimigos do regime absolutista francês. Numa estranha coincidência, o primeiro rei a enviar prisioneiros para ela foi Luis XIII, que pelas razões que conhecemos, está ligado a história da cidade de São Luís e do próprio Maranhão.

A Bastilha caiu em 14 de julho de 1989, quando o povo a tomou abrigava somente alguns presos comuns e alguns doentes mentais. A queda da bastilha tornou-se a data nacional da França e a revolução desencadeada naquele dia, a chamada Revolução Francesa, um símbolo da luta por liberdade, fraternidade e igualdade ao redor do mundo.

O pré-candidato fala do luxo e privilégio dos palácios em contraposição a situação do povo relegado a abandono. Neste contexto a eleição é apresentada como “bastilha”, de onde, a partir de sua queda, da alternância que poderá ocorrer se porá fim aos privilégios palacianos.

Sob o título “Luxos, privilégios e políticas sociais”, o comunista escreveu:
“Enquanto tragédias se sucedem no Maranhão, o governo do Estado mantém gastos suntuosos absolutamente incompatíveis com a atual realidade maranhense.

Cito como exemplo uma mansão, na maior parte do tempo mantida fechada, localizada em área nobre e hoje extremamente valorizada. Trata-se da “Casa de Veraneio” da Praia de São Marcos, na nossa capital, vista de cima na foto que acompanha esta postagem.

Proponho que essa mansão seja vendida e o valor arrecadado seja integralmente destinado a uma política social, por exemplo uma UNIDADE DE SAÚDE DESTINADA A CRIANÇAS COM CÂNCER.”

Embora as declarações tenham se dado na informalidade das redes sociais não deixa ter significação.

O pré-candidato, propõe, acredito que logo que chegue ao poder, caso chegue, ressalte-se, que se venda um patrimônio público e que o valor arrecadado seja revertido para uma política social, que ele já até imagina qual seja.

Em principio não há que opor que o Estado do Maranhão se livre deste e de outros imóveis que possui e que só onera os cofres públicos com sua conservação.

Entretanto, isso serve como mera simbologia, talvez de um ritmo de austeridade que se pretenda implantar, pois na verdade o que se gasta na manutenção da Casa de Veraneio, apenas para aproveitar o exemplo cisado é ínfimo diante da sangria que ocorre noutros setores da administração pública.

Acho, por exemplo, que não passa de tolice dos líderes oposicionistas reclamarem que a governadora comprou alguns quilos de camarão ou lagosta por alguns reais ou que comprou tomate em demasia e muitos molhos de cheiro-verde e nada dizerem ou saberem dos milhões de reais que são desperdiçados ou desviados em diversos canteiros de obras espalhados pelo Estado.

Vigiam a cozinha do Palácio dos Leões e ignoram o que se passa nas Comissões de Licitações. Não me parece razoável.

Outro dia, num dos comerciais do governo, foi noticiado que dia tal, acho que um sábado, foi feita a fiscalização de determinada obra pública. Ora, fiscalizar obra pública é algo tão extraordinário a ponto ser noticia de comercial? pior que o governo anunciar isso como feito é que ninguém da oposição parece perceber esses despautérios.
Não é de se estranhar que as obras públicas maranhenses sejam motivo de piada por todo país. De tão mal feitas, antes de se retirar as placas de anunciação já estão pedindo reparos. Isso no Maranhão todo. Já citei mais de uma vez o exemplo da MA 204, que corta ilha, feita e refeita outro dia, antes de aparecer no comercial já tem pontos, praticamente, intransitáveis. Assim é a MA 201 (estada de Ribamar) que todo ano causa congestionamentos quilométricos sem que o governo consiga resolver o eterno problema dos buracos. Não se sabe se por incompetência ou porque tem alguém ganhando por trás do sacrifício dos trabalhadores que gastam até três horas entre o Maiobão (Paço do Lumiar) e o centro de São Luís.

Assim são inúmeras obras já iniciadas esse ano que não avançam e onde dizem que estão fazendo algo a qualidade não existe. O governo do Maranhão joga dinheiro público na lama. Quer dizer na lama e no bolso de alguns espertalhões.

Medidas de austeridade, como a que pretende implantar o Sr. Dino, caso eleito, são bem-vindas e necessárias, entretanto, existem inúmeros outros pontos de sangria dos cofres públicos que não podem ser ignorados. São obras, são dezenas de alugueres pagos para o funcionamento de repartições públicas e ninguém parece ver. Muitas repartições públicas estaduais hoje funcionam em prédios alugados na Avenida dos Holandeses. Quando poderiam funcionar no prédios abandonados do centro da cidade.

Outra solução seria a ampliação do centro administrativo com a construção de novos prédios e não o pagamento de milhões em alugueres.

Num país em que os governos já tiraram dos cidadãos quase R$ 600 bilhões de reais em impostos, é alvissareiro que se fale em medidas de austeridade, mas que essas não venham como disfarce a outros desperdícios ou desvios.

Tempos atrás o governo anunciou que iria se desfazer de sua frota de aviões, que era cara a manutenção, etc. Venderam tudo. Ao que se sabe, hoje se gasta com o aluguel mensal de aeronaves, seria suficiente para comprar uma aeronave ou mais a cada mês. Trata-se de um excelente negócio, para os locadores, claro. Esse tipo terceirização é outra fonte de sangria para o Estado. É como você, cidadão que está lendo esse texto e morasse de aluguel, pagasse todo o mês o valor do imóvel que loca.

Junto com a venda dos imóveis onde impera o luxo é bom que os candidatos, todos eles, proponham auditoria de todos os contratos do Estado. fazer um levantamento e divulgar para os cidadãos o vem sendo feito com os recursos públicos.

Acredito que com isso saibamos quais as razões das nossas tragédias e quem sãos os beneficiários delas.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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O ontem não foi há uma eternidade

Por Abdon Marinho

Abdon Marinho.

Abdon Marinho.

Como disse anteriormente causou-me surpresa o apoio do Partido dos Trabalhadores – PT, ao candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, senador Edison Lobão Filho. Não que tivesse dúvida de que isso viria a acontecer.

Se alguém acreditou que fosse acontecer algo diferente disso ou que o partido lançaria candidatura própria é por que foi excessivamente crédulo ou não fez a leitura correta do cenário, levando em conta os interesses dos donos do partido. Estava escrito nas estrelas ou melhor, na estrela, que o partido continuaria no seu papel de sublegenda do partido que se encontra do governo do Maranhão desde sempre.

Diferente do que ocorre no Amapá, onde o partido a nível local reluta bravamente e aceitar uma aliança que apoie a reeleição do senador Sarney, grande parte dos integrantes do partido aqui, na terra de Gonçalves Dias, não ver problema nenhum em apoiar em apoiar qualquer nome do grupo dominante.

Se o senador imaginasse que por aqui as coisas estariam tão fáceis ele teria repatriado o seu domicilio eleitoral para o seu torrão natal. Será que não fez isso sem que soubéssemos e só espera o momento certo para dizer?

Entretanto causou-me surpresa o desenrolar do encontro partidário. O que me surpreendeu no colóquio partidário, que homologou a aliança entre o PMDB/PT e as demais legendas que integrarão o arco de apoio ao candidato governista, inclusive o satanizado (por eles DEM), foi a euforia, o clima de gol em final de copa com que o companheiros festejaram a aliança. Será que acham que fizeram um gol de placa com o apoio ao notório senador? Será que estão firmemente convencidos que é este o melhor candidato para o Maranhão a ponto de justificarem aquela alegria toda? Se estão tão convencidos disso, junto com a decisão de coligação partidária entre as duas legendas em torno do ilustre senador, deveriam ter aprovado também, junto a tal decisão, uma moção de desculpas públicas a senador. Mais do que isso, ao invés do senador ter comparecido ao encontro para pedir apoio, para dizer que encampava propostas do partido, etc., deveriam os dirigentes e militantes partidários terem ido à procura do senador, de preferência que ele estivesse num distante lugar e fossem a sua procura de joelhos, todos de joelhos, em penitência, numa procissão, pelo tanto que falaram mal dele ao longo dos anos e que agora o reconhecem como o nome ideal para conduzir o estado.

Não só reconhecem, fazem isso com despudorada alegria, com despudorada satisfação. Ora, se não tinha o senador ou seu pai todos os defeitos que apontaram durante anos de forma tão dura e por vezes grosseira, o mínimo que se espera é um pedido de desculpas pela leviandade. Mas se estavam certos durante todos esses anos, não tem conjuntura alguma, motivação alguma capaz de justificar a aliança. Muito menos que façam isso em clima de quem acabou de fazer o gol que garantiu a taça do mundo ao país.

Os dias em que apontavam nas ruas, nos parlamentos, praças os defeitos do senador, não vão longe, foi ainda ontem, em termos históricos, e não há uma eternidade como querem fazer crer. Todos que convivemos neste mundo ou que temos alguma informação sobre o que se passa, em termos políticos, neste estado sabe do que estou falando.
Os partidos têm o direito, como já disse de fazer suas alianças como lhe aprouver, mas têm o dever de explicar à população a razão de assim decidir. Se passaram a vida inteira dizendo algo e agora dizem diferente, devem dizer o que estavam errado.
O que sinalizam é que vivemos uma nova ética política em que todos são iguais? Todos igualmente anjos? Todos igualmente demônios? Todos igualmente crápulas?

Se vejo alguém chamando outra pessoa de ladrão, bandido, salafrário e no dia seguinte vejo essa mesma pessoa de braços dados com o ladrão, o bandido, o salafrário o que posso imaginar é que aquela pessoa não era nada daquilo que esta pessoa o acusava ou posso pensar que ambos que não valem nada, que são igualmente bandidos, salafrários, canalhas. Que as acusações assacadas eram na verdade fruto da inveja que sentiam por não estarem junto na partilha dos butins públicos.

O padre Antonio Vieira que tantos ensinamentos nos legou conta-nos que na Grécia tinha um filosofo de chamado ‘Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu

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que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: – Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos. – Ditosa Grécia, que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas! Quantas vezes se viu Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, ou um ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? De um, chamado Seronato, disse com discreta contraposição Sidônio Apolinar: Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. – Isso não era zelo de justiça, senão inveja.

Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só”. Encerro com Vieira.

Vendo o festejo da adesão do partido a quem outrora só enxergavam coisas impublicáveis fiquei a imaginar se não seria a agremiação a re-encarnação de Seronato. Se as críticas, mais que zelo pelo bem está público não fosse tão somente inveja e que agora estando todos de acordo não os defeitos viraram qualidades.

Mas talvez só estivessem errados a respeito da pessoa. Neste caso, a boa ética recomendaria um pedido formal de desculpas. Uma penitência à vista de todos pelo tanto que erraram, por tanto tempo que permaneceram no cultivo da patente injustiça. Seria mais digno se assim agissem ao invés de festejarem como festejaram como se nós, o passássemos de idiotas que acreditaram nas suas palavras por tanto tempo.

O mínimo que se exige de homens públicos é coerência, seja com as palavras, sejam com as ações. Junto com o apoio que se hipoteca a alguém vai junto o atestado de boa conduta passado por quem empresta o apoio e que detém a confiança de parcela da população.

Deviam pensar sobre isso.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Lagrimas de madragoa

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

Nas minhas andanças pela baixada passei umas duas vezes pelo Povoado Madragoa, no Município

de Bacuri. Duas coisas me chamaram atenção: O nome da povoação, remetendo ao histórico e boêmio bairro lisboeta, às margens dos Rio Tejo, na nossa pátria-mãe além mar e uma igreja muito bonita e antiga, numa praça igualmente bela. Madragoa fica entre as cidades de Serrano do Maranhão e Bacuri, acho que um dos povoados mais antigos e próximos do Rio Turiaçu. Cheguei a pensar que talvez o nome se devesse aos conquistadores portugueses que aportaram no maranhão e passaram a conhecer o nosso território a partir daquele rio. O tempo passou e acabei esquecendo de investigar o assunto.

Agora Madragoa volta as manchetes dos jornais. Oito de seus filhos partiram quando ainda mal começavam a viver.

Não tratarei aqui, não neste momento, de investigar ou apontar o dedo aos culpados. Decerto que eles existem. Claro que merecem e devem responder, nos limites da lei, por seus atos, culpas e omissões.

Hoje tratarei apenas dos jovens, das poesias que fariam, dos sonhos que conquistariam. E eram muitos. Todos tinham conquistas a fazer. Conquistas que nunca serão concretizadas, sonhos perdidos…

O vazio deixado jamais será preenchido. Todos terão que conviver com a perda. Se acostumar com o sofrimento e a dor.

A bela Igreja de Madragoa por tantas vezes acostumada com seus cantos de louvor, seus casamentos, seus batizados, seus festejo da vida, terá agora que conviver com a dor incessante da perda. Seus sinos dobraram de felicidades tantas vezes, dobram agora pela dor, pela tragédia jamais imaginada. Uma tragédia que jamais sairá da memória.

A morte de jovens sempre me causou profundo pesar. Penso que eles ainda teriam tanto a viver, constituir suas famílias, ver crescer os filhos, brincar com os netos.

As mortes como se deram me causou muito mais pesar. Eram jovens que viajavam para estudar, submetiam-se as mais difíceis condições em busca do saber, do conhecimento. Buscavam a liberdade que só conquistam os que têm o saber. A tragédia fez tudo cessar e ao invés de conhecimento encontraram a morte.

Por isso que Madragoa está em lágrimas. Por isso os corações de Madragoa sangra. Tantos mortos num povoado tão pequeno é uma perda irreparável para a comunidade, cada uma das vítimas é parente de alguém, irmão, filho, primo, neto, amigo…

Madragoa chora seus mortos que partem em tão tenra idade como chorava a outra Madragoa quando seus filhos partiam para o mar em buscas de conquistas de novas paragens. Também buscavam conhecer, saber mais.

Quantos partiram lá?

Quantas lágrimas verteu Madragoa nos dois lados do mar?

Meu pesar, meus sentimentos que Deus conforte os que ficam que receba os que partiram.

Quando, ainda que seja num tempo de distante ouvir o “Fado da Madragoa”, feito em lá Portugal, lembrar-me-ei dos sonhos, das saudades e dor que passa o o povo da Madragoa de cá.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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O ocaso de uma estrela

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

O comandante máximo do Partido dos Trabalhadores é o Sr. Lula, na verdade sempre foi desde a sua fundação em 1980. Nunca fui filiado a essa agremiação e sempre mantive com a mesma uma relação crítica.

Em 1985, quando o partido orientou seus parlamentares a se absterem do processo eleitoral indireto, que elegeria Tancredo Neves e José Sarney, torcia, como a grande maioria dos brasileiros, pelo fim da ditadura e pela eleição da chapa oposicionistas. Se não me é falha a memória, um dos motivos que fez o partido ser contra a chapa era justamente o vice-presidente, haviam outros. O partido dizia que não podia admitir concessões.

Um outro momento emblemático da vida política do país foi a posição do partido na diante da Constituição de 1988, a Carta que Ulysses Guimarães chamou de a Constituição cidadã. Somente com muita luta os parlamentardes petistas a assinaram, assim mesmo sob protestos.

Apesar da minha discordância em relação ao partido naqueles momentos históricos, acabei por votar no candidato do partido em 1989, 1994, 1998 e 2002.

Quando o partido, chegou ao poder começou a atentar contra as instituições e contra a democracia que tanto nos custou construir e as suas instituições, achei ser o momento de me posicionar contra.

Quando voltei para que chegassem ao poder tinha a ilusão que as mudanças ocorridas no Brasil, um operário no poder iria influenciar para que houvesse a mudança no Maranhão, que o estado encontraria sua vocação para o desenvolvimento e sobretudo que haveria a democracia tão sonhada com a alternância no poder. O que não aconteceu.

A história é conhecida de todos. O partido no poder aliou-se aqueles a quem tanto combatia. Aquelas pessoas a quem atribuíam o atraso do país. Todos se tronaram aliados de primeira hora do governo petista. E, ao invés do Brasil influenciar o Maranhão deu-se justamente o contrário. O Brasil é que está influenciando o Brasil no que temos de pior. Quem não se lembra do próprio Lula acusar o Sr. Sarney das coisas mais abjetas? Quem não se lembra de vê-lo criticar o Sr. Lobão? Quem não se lembra de vê-lo criticar o Collor, o Renan, o Jucá? O que vemos hoje? São todos aliados de primeira hora do lulismo, do petisco. Do Sarney, o Sr, Lula disse sem nenhum pudor ou constrangimento: “O Sarney é o meu irmão de alma, está acima do bem e do mal”. Não me surpreendi nenhum pouco ao vê-lo receber e hipotecar apoio ao candidato Lobão Filho. Acho que só os ingénuos acreditou que o PT iria apoiar o candidato comunista. Não sabe que no partido quem dá a última palavra é o Sr. Lula e que ele já decidiu desde muito tempo que a capitania do maranhão é território do seu irmão de alma e dos seus sucessores. Sobre esse assunto, como prometido, escreverei um post exclusivo.

Certa vez perguntei a um político maranhense, que esteve presente naqueles momentos políticos participando de dentro do partido e do Congresso Nacional, qual sua opinião sobre o Sr. Lula ao que respondeu: “É uma pessoa horrível, a mais asquerosa com quem já convivi”.

Quando estourou o escândalo do “mensalão”, perguntei a um amigo, deputado do partido e conhecedor da máquina partidária, se havia alguma possibilidade do Sr. Lula não saber o que se passava no andar acima do seu no Palácio do Planalto, ao que esse amigo respondeu-me: “É impossível que não soubesse, no partido as decisões são colegiadas. ninguém iria fazer isso sem o conhecimento da cúpula, principalmente dele”.

O Sr. Romeu Tuma Júnior, fala de certo barbudo que dormia em sofá e que era um informante da Polícia Federal sobre o andamento dos movimentos populares durante a ditadura militar, enquanto seu pai, o velho Tuma era um dos seus delegados mais influentes.

O Brasil parece ter sido de surpresa com a entrevista concedida pelo Sr. Lula a uma emissora de TV portuguesa, em que um ex-presidente da República ataca de forma abjeta o Supremo Tribunal Federal, dizendo que um dos seus julgamentos foi 80% (oitenta por cento) ‘político’. Vivemos tempos difíceis quando é que se imaginou que veríamos um cidadão brasileiro atacar a Suprema Corte do seu país. Já ouvimos esse tipo de coisa da boca de marginais, nunca de ex-presidente da república. Ainda mais quando sabemos que a maioria dos ministros que lá estão foram nomeados por ele e por sua sucessora, ambos do mesmo partido. O que resta saber é se o STF terá coragem de interpelá-lo, de chamá-los às fluas para que diga perante a justiça em condições se deu o julgamento político e no que se baseia para afirmar tal coisa a uma emissora estrangeira. O silêncio é a pior resposta. Diante da afronta, caso não façam nada, só restaria o caminho da renúncia coletiva, sobretudo daqueles que foram indicados e nomeados pelo ex-presidente. Mas, talvez aguardem que venha e diga, como sempre faz, diga que houve uma má interpretação de suas palavras, um preconceitos das eleitas contra o operário e cabem deixando o dito pelo não dito.

Outro destaque sobre a matéria foi o fato do Sr. Lula apresentar seus correligionários que cumprem pena como meros conhecidos sem nenhuma intimidade. Poder-se-ia até dizer que só conhece o Sr. Dirceu e o Sr. Genoíno e os demais apenas de ‘vista’ como se diz por aí. Será que pensa que a entrevista exibida em Portugal ninguém no Brasil iria tomar conhecimento e que estaria muito bem no falso papel de mentiroso. Quer dizer que a aquele senhor Dirceu que foi apresentado como capitão do time que assumiu o governo em 2003 era um mero conhecido de “vista”?

Analisando os fatos em conjunto esse comportamento do Sr. Lula não deve surpreender a ninguém com um mínimo de discernimento, trata-se do mesmo comportamento que sempre o conduziu. O comportamento daqueles que usa as pessoas em benefício próprio. Que se conduz tendo por norte os seus interesses.

A sabotagem do governo Dilma praticado por setores do partido tem dois propósitos. O primeiro enfraquecê-la até que não tenha condições de disputar as eleições e o partido lhe negue legenda ou a substitua. Será que alguém tem dúvidas de que se o Sr. Lula quisesse não já teriam acabado com essa sabotagem? Será que alguém duvida que ele está por trás deste movimento pela sua volta? Só os tolos. O Lula quer voltar e a forma mais fácil para isso é sabotar, ainda que em prejuízo da nação, o governo que elegeu para sucedê-lo.

O outro propósito, esse mais sagaz, é criar uma espécie de sublegenda, como aquelas existentes nos tempos da ditadura militar. O partido, ao criar dois grupos dentro do partido, usa a tática dos partidos que sustentavam o regime, fazendo com a discussão se dê entre eles – qualquer um que ganhe vai bem –, e não como se deve fazer nas democracias mais consolidadas, entre governo e oposição.

Como, em matéria de ingenuidade a oposição só tem a ensinar, não se deram conta da patranha e até acham que estão na vantagem. Infelizmente, para eles, não é nada disso. E ao invés achar ‘bonito’ ou estimular essa falsa briga, deveriam era denunciar o atentado que se perpetra todos os dias contra a nossa democracia e contra as nossas instituições.

O grande problema do Brasil é que enquanto faltam estadistas sobram ‘cascateiros’, uns piores que os outros.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Uma copa de problemas, engodos e corrupção

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

Os megalomaníacos do Brasil quando vendiam as maravilhas que nos trariam os grandes eventos como a Copa da FIFA de 2014 e a olimpíada Rio 2016, diziam que seria o melhor que poderia acontecer que seria o cortamento do êxito brasileiro diante do mundo, que a sociedade por conta das obras para os eventos, receberiam o um legado extraordinário, que o dinheiro público só iria custear as obras de infraestrutura.

Estamos há pouco mais de um mês da copa, pouco mais de dois anos dos jogos olímpicos. Nos últimos tempos, como já se sabia desde sempre, a imagem que temos das principais cidades da que serão sedes dos jogos são imagens de país em franca guerra com as autoridades sendo derrotada pelo crime organizado em todas as frentes.

O Rio de Janeiro, a principal cidade dos eventos é o retrato acabado disso. A impressão que se tem, ao menos pelas imagens da violência, o som dos rotineiros tiroteios, é que a cidade entrou em guerra civil. São imagens que ganham o mundo revelando o que de pior temos a oferecer.

Se a intenção das autoridades era mostrar a nossa pujança, o fracasso é de dá pena. Os recursos públicos investidos nas arenas, como prometeram que não fariam e a falta de investimento em setores vitais, estão sendo exibidos no momento para todo o mundo. Não só não fizeram as obras de mobilidade, o que tornará a vida dos turistas um inferno para chegar aos estádios, como descuidaram além do razoável dos demitas setores. A saúde pública em quase todos os estados e municípios brasileiros submete os cidadãos a uma situação de sofrimento inaceitável. São pacientes nos corredores, espalhados em macas, cadeiras e mesmo no chão. Quando a população clama pelo padrão FIFA em diversos setores dos serviços públicos é porque começa a se dá conta que o governo não fez nada do prometido e ainda deixou de fazer o dever de casa. Às vésperas do país ser inundado por milhares de turistas, se ver pacientes sendo atendido dentro de banheiros, se ver cidadãos ficando 8, 10, 12 horas nas filas à espera de um atendimento médico. Isso quando conseguem, pois muitas vezes são devolvidos para casa sem que consiga ser atendido, até em um simples curativo. Vi num destes telejornais a história de uma paciente que foi chamada para fazer uma ressonância magnética. Tudo perfeito, tudo maravilhoso se o médico não tivesse requisitado o exame há sete anos. Esse é o Brasil pujante que querem exibir ao mundo?

Em todas as estatísticas sobre a violência, Fortaleza(CE) e Salvador (BA), duas outras sedes da copa aparecem como as mais violentas do mundo. Entre as trinta mais violentas. Em recente paralisação de policiais na cidade de Salvador os homicídios chegaram a média de 37 por dia, sem contar os saques as lojas, a destruição do patrimônio público. Não são todos os países em guerra, nem nos recônditos mais atrasados a atingir esses números que um dos mais conhecidos centros turísticos do mundo alcançou. E, são todas as cidades brasileiras nesta situação. Natal (RN), outra sede de copa, não fica muito atrás. Isso só para ficar nos exemplos mais próximos.

Em todos os lugares começa a imperar o exercício da justiça com as própria mãos.
Tem virado uma rotina macabra as noticias sobre linchamentos. E essa rotina não é apenas em pontos isolados, ela ocupa o pais inteiro. É como se o país estivesse de volta à barbárie.

Voltemos ao Rio de Janeiro. Há pouco mais de dois anos para sediar a olimpíada de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI), começou o monitoramento diário das obras, o vice-presidente do órgão em declarações recentes que nunca as obras de uma olimpíada estiveram tão atrasadas. E como já disse em textos passados, acredito que não concluam a tempo dos jogos. Na verdade, acontecerá a mesma coisa que vem acontecendo com a copa, onde até os estádios – nem se fale nas coisas que interessam ao conjunto da população –, ficaram prontos, entregaram a FIFA estádios inconclusos, e que segundo o secretário-geral da entidade só ficarão prontos no último minuto.

Resumo da lambança gastaram rios de dinheiro – que muito faz falta na saúde, na educação, na infraestrutura, na segurança pública –, não entregaram nada do que prometeram e o país ainda passa esse vexame todo.

A violência só não alcançará índices mais assustadores durante os eventos por que os traficantes não querem que seus negócios sejam prejudicado. Estejam certos que quem garantirá a segurança dos turistas no Brasil não será o governo instituído e formal, será o comando paralelo, formado por traficantes e outros criminosos, que se prepara para lucrar quase tanto quanto a FIFA com o tráfico de drogas, a exploração de outros negócios criminosos.

O governo brasileiro tanto fez, tanto descuidou de suas responsabilidades que a realização de grandes eventos têm que contar com o pacto tácito entre autoridades e bandidos para que aconteçam. Durante os eventos as autoridades não ousarão meter a cara em lugar algum que possa atrapalhar o negócio do tráfico. Só assim, com a leniência, com a vistas grossas ação do crime – e não duvidem que façam outras concessões –, para conseguirem realizar esses eventos com um mínimo de tranquilidade.
A população só vendo a parte plástica das emissoras de TV, que também faturam com os eventos, passaram dias e dias só mostrando as coisas belas do esportes. Nas ruas, nas periferias o império do tráfico continuará dando as cartas, nos hospitais as pessoas continuarão a padecer o mesmo sofrimento de sempre.

Mas o que esperar de governos que tem como chefes os doleiros, bicheiros e empreiteiros?

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Uma luz para educação

Por Abdon Marinho

Abdon Marinho.

Abdon Marinho.

A cada ano que passa a educação maranhense parece não avançar. Estamos sempre na ‘rabeira’ da ‘rabeira’, por assim dizer, em todos os indicadores. Até as pequenas melhorias apresentadas aqui e ali são quase nada diante do caos instalado.

Um dos fatores que acredito tenha contribuído para o atraso educacional no Maranhão está no ensino fundamental onde sobra improviso e o compromisso de muitos que fazem a educação já não é o mesmo de outrora. Isso sem contar que a escola não tem acompanhado a evolução tecnológica que o resto da sociedade tem alcançado. Ainda hoje, em todos os municípios, se conta aos milhares as escolas funcionando em condições abaixo do razoável, sem o elementar, muitas sequer possuem banheiros.

Enquanto noutras nações os estudantes passam no mínimo oito horas em sala de aula e têm acesso a todos os recursos científicos e tecnológicos para se desenvolver, as nossas não têm onde fazer suas necessidades básicas, ficam pouquíssimo tempo estudando. Acho que se calcularmos o tempo que o estudante passa concentrado recebendo conhecimento, não chega a uma hora por dia. Isso sem contar as faltas constantes de professores, os atrasos rotineiros, etc. Muitas são, ainda as salas multisseriadas – alunos de séries distintas sob a regência de um só professor –, funcionando em casas de famílias, barracões, capelas… E por aí vai. Outro dia a administração municipal da capital anunciou com ar de vitória que iriam pagar as ‘escolinhas comunitáiras’. Muitos festejaram o feito. Vejo isso como um claro exemplo de atraso, essa é a mesma pauta de trinta anos. Representa muito bem que praticamente nada foi feito no setor nestes anos todos, são gerações abandonadas à própria sorte.

Um outro fato que também contribui para o caos que vivemos é que grande parcelas dos pais perderam o interesse pela educação dos filhos esquecendo que as escolas têm apenas um papel completar na formação dos jovens.

Como vemos, é uma equação que tem tudo para dar errado. E tem dado errado, conforme apontam todos os indicadores e como percebemos no dia a dia, os estudantes não aprendem quase nada no ensino fundamental – vão passando de ano graças a uma política torta de que não pode haver reprovações –, menos ainda no ensino médio e os que, como muita sorte, conseguem chegar na faculdade, para lá levam a deficiência acumulada ao longo dos anos.

Assim o Brasil vai construindo seu destino rumo ao atraso.

Neste sábado, 26/04, não atualizei o site por que fui a Morros conhecer mais uma escola polo – experiência educacional consistente em acabar com as escolas improvisadas e em seu lugar colocar escolas maiores com infraestrutura adequada para receber os alunos que antes estavam espalhados em diversas escolas-salas –, já havia conhecido duas outras escolas. Como os amigos sabem se tem uma causa que me apaixona é a causa da educação, como certeza valeu a pena percorrer as centenas de quilômetros de trilhas para conhecê-las.

A experiência é um embrião e uma tentativa de igualar o ensino da zona rural ao ensino da sede do município, manter os estudantes próximos a seus familiares, diminuindo o êxodo do campo. Cada polo acolhe crianças de um raio de oito a nove km. Parece pouco, mas é muito longe considerando que as estradas não existem e sim trilhas, no inverno inundadas (falamos de uma das regiões mais ricas em recursos hídricos do estado, com lençol freático muito raso) e no verão com a areia chegando ao meio das rodas dos carros traçados. O transporte escolar é feito é toyotas bandeirantes adaptadas. O que se economiza com a manutenção das dezenas de ‘escolinhas’ se equipara ao valor gasto com o transporte. O ganho está na qualidade do ensino.

Os polos inaugurados anteriormente já apresentam algum resultado. Outro dia falando com professor destes pólos ele me disse com orgulho que os seus alunos estão aprendendo a língua inglesa com muita desenvoltura. Esse polo onde os alunos estão desenvoltos no aprendizado do inglês entre outras disciplinas fica a uns vinte quilômetros mais isolados, os professores moram na comunidade e têm desenvolvido outros projetos que estimulam o aprendizado.

Como disse, trata-se de uma experiência. Como toda experiência, se não tiver sequência não terá consequência. Os pólos, construídos com recursos próprios do município pois o FNDE só agora disponibilizou os recursos para a construção de um que foi solicitado desde 2009, ainda não estão funcionando como planejados, em tempo integral, com recursos tecnológicos, com internet banda larga, etc.

Se Morros, com sua geografia absolutamente adversa essa experiência apresenta resultados, acredito que possa ser um caminho para outros municípios em condições melhores geograficamente ou em condições semelhantes.

O Estado do Maranhão poderia encampar o projeto e auxiliar os municípios na sua implantação e funcionamento. Elevando as condições de funcionamento, melhorando os acessos e implantando o ensino médio em escolas pólos em todo o estado. Evitando que os jovens abandonem o campo em busca de melhores condições de ensino e ficando vulneráveis as tentações das drogas, da violência e das más companhias.

Não haveria razão para se deslocarem de perto dos seus pais se possuíssem escolas nas mesmas condições e com os mesmos recursos das escolas das zonas urbanas.
Esta é apenas uma ideia que poderíamos aprimorar no propósito de melhorar a educação, reduzir a violência que chegou de forma inexorável em todos municípios do estado, causada principalmente pelo uso de drogas.

A ideia que o Município de Morros está implantando, como toda boa ideia pode ser melhorada. Os gestores municipais precisam compreender que diante da impossibilidade de se fazer o muito, pelas limitações e por diversos outros fatores que conhecemos, podem irem o pouco, o possível. O que não pode é continuar as coisas como estão. O certo é que as crianças do Maranhão não podem mais esperar.
Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Se falta vergonha na cara, sobram caras de pau

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

As pesquisas não registram, aliás apontam em sentido inverso. E o resultado das eleições ainda é incógnita, mas já temos um vitorioso: O senador suplente Edison Lobão Filho. Sim, ele mesmo, já é o maior vencedor destas eleições.

Quem dentre as cidadãos deste Maranhão velho de peia, iria imaginar que um dia assistiríamos a ousadia do grupo político no poder indicar o notório senador suplente para disputar o cargo de maior mandatário do estado? Ninguém imaginaria. Se nos dissessem isso há 20, 15, 10, 5, 2, 1 ano atrás diríamos que era uma piada. Piada de péssimo gosto por sinal.

Pois bem, o grupo político hegemônico no Maranhão por quase meio século, apareceu e apresentou o que de melhor produziu nestes anos em que esteve à frente dos destinos do estado, o senador, o empresário que não faz muito tempo ostentava, sem qualquer contestação, um vistoso número após o nome e que não tinha como significação um título de nobreza. Mais que apresentar, fez isso com toda a pompa e circunstância de um grande evento.

O senador é vencedor, porque saí da condição com a qual foi conhecido por mais da metade da sua vida para a condição de líder, reunindo em torno de si um arco alianças que deverá ir do Partido dos Trabalhadores – PT ao Democratas – DEM, passando pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB e diversas outras siglas menores.
Acompanhando a recepção que os partidos e tantas lideranças fizeram ao senador, pelas redes sociais, pela mídia eletrônica e mais os matutinos locais, fiquei com a impressão que se estava recebendo um benfeitor da sociedade, um grande estadista, alguém que colocou a própria vida para salvar a

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humanidade do desastre certo. Apenas para não perder o vício, aproveitaram para fazer escancarada campanha eleitoral antecipada dentro dos prédios públicos.

O evento também parecia o desfile de um triunfante César sobre uma Roma clássica. Só que diferente daqueles eventos em que plateia recebia as moedas fruto dos butins tomados dos vencidos, além de inúmeras outras compras de apoios, aqui não se sabe, ao menos publicamente, que tenha havido compra dos participantes para o evento.

Meu pai costumava dizer que no Maranhão o que dinheiro ou ‘taca’ não resolvia era por que tinha sido pouca. Examinado os fatos da políticas do Estado em que se sabe que muitos que lá estavam eram os primeiros a desancar durante esses mais de vinte anos o ungido para a disputa. Fico me perguntando: Será que esse povo todo perdeu a vergonha na cara – se é que tiveram um dia –, e agora enxergam qualidades onde só viam defeitos? Talvez sejam apenas reles caras de pau que tentam lucrar em cima de tudo, tirar sua parte.

Com um cinismo de fazer inveja aos próprios Antístenes de Atenas e a Diógenes de Sínope, filósofos criadores da escola cínica, estavam lá a festejar e a louvar.
Claro que nem todos estava lá festejo e na louvação estavam movidos por interesses subalternos, muitos estavam por acreditar no grupo político a que pertencem e a quem devem muito, embora consciente que este é o candidato possível. Que o grupo ao longo de meio século não logrou formar líderes capazes de ir para a disputa com a mobilização social dividindo o eleitorado. Muitos estavam movidos pela própria sobrevivência política. Se não tem espaços noutro lugar o certo é manter-se fiel até o fim ao grupo e tirar o máximo de vantagem da situação. Há ainda os que acreditam, admiram e apostam que esse é um projeto vencedor, que o senador Lobão, o pai, não iria colocar o filho numa exposição como essa se não vislumbrasse qualquer possibilidade de vitória, ainda que remota.

Por tudo que se disse acima é que se deve considerar o candidato como vitorioso apesar de nunca ter tido um voto popular. É vitorioso no campo do relativismo moral da sociedade maranhense que vai aceitando tudo como normal, limpando biografias, tornando honestos hoje os desonestos de ontem. Como é que isso se deu? Esse não é aquele? Se todos estavam errados esses anos todos, esse senhor é a maior vítima que já se teve notícia de uma campanha difamatória. Caso haja ou tenha havido qualquer fundo de verdade, estaremos diante da maior afronta já imposta a uma população.

A campanha com o seu marketing coroará o trabalho iniciado, transformando em gênios da sabedoria pessoas que não são capazes de juntar numa frase qualquer conceito que faça sentido.
Então já sendo o candidato vencedor não irá ele buscar a vitória nas urnas? Não. Como disse o candidato que já não tem nada a perder tem muito mais energia para perseguir a vitória. O candidato e principalmente seu pai trabalha com a possibilidade de vencer a eleição no uso da máquina partidária, governamental, com o poder do dinheiro. Para isso trabalharão a administração dos votos. Não sei se os amigos sabem que apenas parte do sucesso eleitoral de qualquer candidato depende da vontade livre e consciente do eleitor. Outra parte depende da administração que os chefes políticos, prefeitos, vereadores, cabos eleitorais fazem nas bases.

O Maranhão por ser um estado de população muito pobre está muito mais vulnerável a esse tipo de situação. A pobreza do estado sempre foi a primeira aliada dos poderosos.
Não se pode deixar de considerar ainda que possuem a máquina do estado e das administrações municipais e quiçá federal, fontes inquestionáveis de poder.

Não tem qualquer essa conversa que vendem dia sim, dia não, que não irão colocar a máquina pública a disposição de nenhuma candidatura, sabemos que isso não é verdade. Vão colocar todas as máquinas que dispuserem. O poder é um negócio e e nele os interesses dos grupos Sarney e Lobão são convergentes. Muitos são os negócios comuns dos grupos. Seus comandantes podem até divergirem no varejo mas não no atacado.

Uma outra vertente que trabalharão é o erro do adversário para tentarem mudar o resultado eleitoral, principalmente se não for por uma diferença acaçapante, nos tribunais. Não será a primeira vez. Não duvido nem que usem aliados do candidato oposicionista neste propósito. Menos ainda que infiltrem alguém com esta intenção.
Qualquer um com um mínimo de informação sabe a desenvoltura com que o grupo atua perante todas as instâncias da República. Desenvoltura muito mais presente no ala dos lobos (Lobão pai e Lobão filho) que na própria ala Sarney.

A oposição, caso pretenda a vitória, precisa compreender que administrar a vantagem é tarefa bem mais difícil que conquistar. Precisa compreender que há não espaços para amadorismo, vaidade, ‘salto alto’, o desleixo e o clima de ‘vem que é nossa’. A eleição só estará definida depois de apurados os votos, empossados nos cargos e em pleno exercício. As vezes nem depois disso acaba.

O primeiro erro de qualquer contendor é menosprezar o adversário sobretudo se ele não tem o que perder, porém muito a ganhar.

O candidatura do senador suplente não é um mero capricho do grupo Sarney/Lobão, uma espécie de ousadia de final de outono, uma afronta aos fatos e à história. Tanto não é que já conseguiu o impensável, ser chamado de liderança, ser festejado como símbolo da mudança, coisas que só acontecem mesmo no Maranhão, uma terra em que a vergonha é artigo de luxo e os caras de pau sobram nas ruas.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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A Guerra das cores: uma falsa polêmica‏

em>Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

O verde Washington Rio Branco disse no programa do seu partido que estava vermelho de vergonha diante de tanta corrupção que vem ocorrendo no Brasil. Foi o que bastou para o vermelho Marcio Jardim também ficasse roxo de ódio com as colocações de Branco. Como sabemos todo jardim ao menos em tese, deve ser verde. No caso do nosso Jardim está mais para verde-melancia ou seja verde por fora e vermelho por dentro.

Em todo caso o certo é que o vermelho Jardim não mandou rosas, crisântemos ou qualquer outras flores e de nenhuma cor ao verde Branco.

O assunto poderia terminar aí, numa espécie de querela de cores e sexo dos anjos se não encerrasse em uma questão de grande indagação para toda nação: Existe corrupção no Brasil?
Ora, a irresignação de Jardim com as colocações de Branco não tem razão de ser. Senão vejamos:

Em seu último relatório sobre a percepção da corrupção no setor público divulgado em dezembro de 2013 a ONG Transparência Internacional revelou que a corrupção no Brasil piorou o que já era ruim, saiu da posição 69ª para 72ª, estando o país no grupo daqueles países onde a corrupção é crônica. Este é um dado que não foi contestado por ninguém do governo pela simples razão de não se ter como contestar;

A própria presidente da República demitiu, quando a corrupção parecia ser um incômodo, um grupo significativo de ministros de Estado devido a comprovação de diversos atos de corrupção;

No momento presente temos um ex-diretor da principal empresa brasileira preso, com denúncia aceita pela justiça por atos gravíssimos de corrupção;

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, figura de proa do partido do governo, foi compelido a renunciar ao cargo ocupado na Mesa e sofre processo no Comissão de Ética da Casa por envolvimento com um doleiro preso após a policia federal o apontar em diversos esquemas de… corrupção e lavagem de mais de US$ 10 bilhões de dólares. Esse deputado, chamado de André Vargas, segundo escutas telefônicas só queria uma coisa singela, sua independência financeira, a partir da ocupação de cargo público.

Neste momento a direção do partido faz pressão para que ele, Vargas, renuncie ao mandato. Mas não pensem que fazem isso por zelo com a moralidade pública ou apreço à ética. A pressão se dá por que o deputado cometeu o grave “pecado” de ter sido descoberto. Não tivesse sido estaria posando de autoridade num cargo importante na Câmara, pleiteando a indicação pelo partido ao Senado da República. É quase certo até que chegasse a ministro de Estado, não fosse a fatalidade da verdade aflorar com toda sua veemência diante de todos.

Vamos um pouco mais adiante. Neste momento a ex-cúpula do partido, as pessoas mais importantes do governo na gestão passada estão cumprindo pena após condenados pelo Supremo Tribunal Federal. Não apenas a ex-direção do Partido do Trabalhadores, como também as ex-cúpulas de diversos partidos que davam e ainda dão sustentação ao governo, além de banqueiros, empresários e outros que se lambuzaram nas benesses do poder. Dentre os vários crimes que os levaram a prisão está nos anais ca corte o crime de corrupção, tanto na sua modalidade ativa quanto passiva.

O que dizer de todas essas denúncias e constatações em relação a Petrobras com seus inúmeros desacertos e prejuízos para nação? O que dizer de tanta gente que enrica do dia para noite sem tenham trabalhado um dia sequer?

Esses são apenas algumas constatações de que vivemos numa nação corrupta, infelizmente. e essa corrupção se alastra por todo o país. O exemplo que vem de cima é copiado e ampliado nas esferas abaixo. Tudo é motivo para uma vantagem, um desvio, um favorecimento. Os poderosos, os donos do poder nunca puderam tanto quanto podem agora. Diante disso, a corrupção não parece arrefecer, pelo contrário ela só aumenta.

No inicio do atual governo, a presidente da República ameaçou punir os “malfeitos”, a forma eufêmica com a qual apelidou a roubalheira que comia o país. O tempo passou e a promessa ficou na prateleira dos esquecidos. As conveniências políticas, o interesse indecoroso por voto, por apoio e espaço na tV nos horários eleitorais nas campanhas são os fatores determinantes do padrão ético do país.

Todos os dias assistimos isso. As maiores lideranças políticas brasileiras a darem sustentação ao governo são mesmas sob as quais pesam o fardo de terem enricado na vida pública. São os mesmos que durante os últimos anos tornaram seus estados suas capitanias hereditárias, as velhas oligarquias que passam o poder de pai para filho, para os parentes, para os aderentes. São Collor’s, os Sarney’s, os Renan’s, os Jucá’s e tantos outros de biografias conhecidas desde sempre.

O partido que está no poder a mais de uma década e que poderia ter feito as reformas que juraram fazer antes de chegar ao poder, nada fez, pelo contrário, o que fez foi se aliar aos mesmos de sempre. O que fez foi cobrar sua parte no butim.

Acredito que o Brasil precisa encarar suas verdades postas e tentar apesar delas, construir um novo futuro. O passado e o presente são de todos conhecidos, não adianta tentar ocultar a verdade com uma cortina de cores.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Os cofres e os temores dos poderosos

Por Abdon Marinho

Abdon Marinho.

Abdon Marinho.

Uma vez, já faz muito tempo, acho que mais de seis anos, vi uma venda cofres num destes retornos da cidade. Achei interessante, pensei tratar-se de uma promoção destas em que os comerciantes que vendem laranjas, doces, conservas, etc., costumam fazer.

Com o passar do tempo vi que a venda, que pensei ser transitória, se tornara permanente, passei então a ficar intrigado. Ainda mais quando se sabe que as lojas que trabalham com esse tipo de produto não tiveram retração em suas vendas, pelo contrario, elas só aumentam cada vez mais.

Ora, ninguém mantém um comércio se ele não dá lucro, cofre não como comida que todo dia você tem que consumir ou roupas que vez por outra precisa ser substituída. Cofres, são por assim dizer, para a vida toda, são mais duráveis que a própria vida, os proprietários se vão e eles continuam lá. Por aqui, o mercado é tão bom que representa lucro a ponto do comércio se manter por anos a fios e em ascensão, como temos visto na cidade.

Mais estranho ainda quando sabemos que o setor bancário brasileiro é um dos poucos seguimentos da economia que apresenta incomum robustez. Todos os anos temos recordes de lucratividade no setor, cada um apresenta maior lucro maior que o outro. Ainda mais quando sabemos que o melhor lugar para guardar dinheiro é o banco. Aliás, grande parte da população, nos dias de hoje sequer usa dinheiro em espécie ou cheques, preferindo fazer suas movimentações financeiras através de cartões de crédito/débito ou pela internet.

Como somos

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pessoas de boa-fé haveremos de pensar que se trata de uma consequência natural à onda de violência que acontece na cidade – embora a aquisição deste de tipo de barreira seja mais um risco a incentivar a ação dos marginais, que na maioria das vezes invade os lares e forçam os habitantes a entregar chaves e senhas aos meliantes –, ainda, que é fruto da melhoria das condições de vida das pessoas que estão mais patrimônio, comprando jóias, etc.

As hipóteses levantadas nãos deixam de ser verdadeiras. As pessoas se sentem inseguras e acham que tem mais segurança adquirindo cofres.

Pois bem, apesar de não desprezar ou menosprezar as motivações daqueles que acham mais seguro guardar suas economias em casa, em cofres pessoais ou debaixo do colchão, sabemos que existem essas pessoas, sabemos também que não é de hoje que a capital do Maranhão se tornou rota da lavagem de dinheiro, não é à toa que um “doleiro” envolvido na lavagem de mais de 10 bilhões de dólares, foi preso pela PF aqui no nosso estado. O que fazia? Com quem negociava?

As notícias da mídia nacional dão conta do tipo de negócio que o cidadão estava cuidando, os tipos de ramificações e empresas usadas para pegar contratos milionários com empresas e órgãos públicos, por bens e serviços que nunca chegavam na forma adquirida e a lavagem de dinheiro obtida por meio de chantagem, extorsão, corrupção, agiotagem, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. Dinheiro que seus possuidores não podem declarar ao órgãos e controle, que não podem transitar por contas regulares e por isso mesmo guardados longe das vistas do sistema financeiro regular.

Caso se vá a fundo nas investigações deste último escândalo nacional, fatalmente irão se deparar com essa conexão maranhense. Quando o Sr. Youssef já ‘lavou’ ou estava ‘lavando’ para os nossos concidadãos? O que se deduz, pelo volume de cofres que se vendem nesta cidade é que há muita gente tendo que guardar dinheiro em casa, dinheiro que não poder dizer de onde vem ou fruto de que trabalho.

As investigações estão apenas no começo, entretanto pelo volume de dinheiro que movimentaram e continuam movimentando – e se sabe que o volume é bem maior –, aparecerão muitas coisas ainda. Conseguiremos pistas sobre o fato de morarmos num Estado tão rico e possuirmos tão poucos recursos à disposição da maioria da população. Saberemos também a razão de tão poucos enricarem do dia para noite.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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