O caso de agressão envolvendo o deputado estadual Guilherme Paz segue repercutindo dentro e fora do Parlamento maranhense. Após a manifestação da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Maranhão e o silêncio do Conselho de Ética da Casa, um novo ponto passou a ser alvo de questionamentos: a ausência de posicionamento da própria presidente da Assembleia.
A reportagem solicitou oficialmente uma nota da chefe do Poder Legislativo estadual para que se manifestasse sobre o caso, especialmente por se tratar de uma denúncia que envolve violência contra a mulher e um parlamentar no exercício do mandato. Até o momento, não houve resposta pública nem pronunciamento na tribuna.
A ausência de manifestação de Iracema Vale ganha ainda mais peso pelo fato de a presidência da Casa ser ocupada por uma mulher — o que, para parte da opinião pública e de setores da sociedade civil, amplia a expectativa por uma postura firme em defesa das mulheres e de tolerância zero diante de qualquer denúncia de agressão.
A presidente Iracema possui papel institucional relevante na condução de debates e na garantia de que os mecanismos internos, como o Conselho de Ética, atuem com transparência e celeridade.
O silêncio institucional, por sua vez, acaba alimentando críticas e levantando questionamentos sobre eventual omissão. Em um cenário em que o Parlamento frequentemente promove campanhas de combate à violência de gênero e reforça compromissos com a proteção das mulheres, a ausência de uma posição clara diante de um caso concreto envolvendo um deputado da Casa se torna ainda mais sensível.
O espaço permanece aberto para manifestação da presidência da Assembleia e do Conselho de Ética, a fim de garantir equilíbrio e transparência na cobertura do caso.
Enquanto isso, cresce a cobrança por esclarecimentos e por uma resposta institucional à altura da gravidade do episódio.
