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Guerra no STF: Mendonça vê ilegalidade em decisão de Dino

A guerra de liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou a pressão para que o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, anuncie alguma medida concreta para tentar conter a crise.

Ministros procuraram Fachin, por telefone, logo após a decisão de Flávio Dino que desfez o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, que havia sido determinado pelo colega André Mendonça.

Um desses contatos foi feito pelo próprio ministro André Mendonça, que, na ligação, chamou a decisão de Dino de “ilegal” e cobrou providências.

Há também previsão de que o presidente do STF receba ainda nesta quarta o ministro Alexandre de Moraes, que é vice-presidente da Corte e um dos protagonistas da crise Master no Supremo.

Na avaliação de magistrados ouvidos de forma reservada, Fachin precisa assumir o controle da crise e adotar uma providência para frear ações das alas de Moraes e Mendonça.

Nos bastidores, há o entendimento de que os dois grupos atropelaram e tentaram esvaziar as prerrogativas de Fachin.

Na decisão que colocou Andrei de volta no cargo, Dino afirmou que Mendonça invadiu atribuições e não aguardou decisão de Fachin ou do plenário sobre os relatórios da PF:

um que apontou suposta relação de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro; e
o outro, de inteligência e sem valor probatório, que questionou a condução de inquéritos do INSS e Master por Mendonça.

Pressionado e em meio a uma crise sem precedentes no STF, Fachin cancelou a sessão plenária da Corte que estava agendada para esta quarta-feira (9).

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