Política

Auxílio-moradia vai custar mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos

O contribuinte brasileiro vai bancar este ano mais de R$ 2 bilhões com o pagamento do auxílio-moradia a autoridades e funcionários de alto escalão, cuja remuneração pode passar dos R$ 30 mil.

Para ter uma ideia, com o valor do benefício seria possível construir mais de 43 mil casas populares, ao custo de R$ 50 mil cada, ou conceder Bolsa Família para 11 milhões de pessoas. Essas são as despesas previstas com o benefício para os três poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública, no âmbito federal, e para conselheiros dos tribunais de contas de estados e municípios, juízes, procuradores, promotores e defensores públicos estaduais.

O total gasto em todo o país com o auxílio-moradia é ainda maior. Não estão computadas na conta as despesas dos estados com representantes do Legislativo e do Executivo locais.

Os dados são de levantamento da Consultoria Legislativa do Senado. O orçamento federal para este ano reserva R$ 832 milhões para bancar o conforto de autoridades e servidores sem que precisem mexer no bolso, ou engordar seus contracheques. Em média, a verba varia de R$ 4 mil a R$ 4,5 mil por mês. O estudo não inclui os gastos dos governos estaduais.

Campeões de gastos

A Justiça do Trabalho, com R$ 197,7 milhões, o Ministério das Relações Exteriores, com R$ 188,5 milhões, e o Ministério Público da União, com R$ 124,1 milhões, puxam a lista das instituições com mais verba para o auxílio-moradia em 2018. Para bancar o benefício de seus integrantes, o Ministério da Defesa terá R$ 115,9 milhões e a Justiça Federal, R$ 107,4 milhões. No caso do Itamaraty estão incluídas as despesas com os diplomatas, dentro e fora do país.

A pesquisa não informa o total de pessoas que se valem do benefício em todo o Brasil. A soma de ministros de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União, juízes de primeira e segunda instância, conselheiros dos tribunais de contas de estados, Distrito Federal e municípios, além de membros do Ministério Público alcança mais de 30 mil autoridades.

Do Congresso em Foco


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Política

Após veto, Pedro Fernandes pede para deixar vice-liderança do governo Temer

Rifado do Ministério do Trabalho depois de ter seu nome vetado pelo ex-presidente José Sarney (MDB), o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) pediu nesta terça-feira (9) para deixar o cargo de vice-líder do governo na Câmara.

O ofício foi entregue nesta manhã ao líder do governo na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). “Diante das circunstâncias e para evitar embaraços do sr. presidente Michel Temer com o sr. ex-presidente José Sarney, notifico meu desinteresse de continuar como vice-líder, por conseguinte, solicito a minha destituição”, afirma Fernandes no documento.

Fernandes é hoje um dos atuais 14 vice-líderes do governo na Câmara. Até o ano passado, eram 15, mas o deputado Rocha (PSDB-AC) pediu para deixar posto.

O regimento interno da Câmara diz que líder e vice-líderes do governo podem fazer uso da palavra em sessões, encaminhar votações e participar do trabalho de comissões mesmo que não sejam membros, embora, neste último caso, não possam votar.

Fernandes havia votado a favor do governo nas principais pautas do governo: PEC do teto dos gastos públicos, reforma trabalhista, terceirização, reformado ensino médio e nas duas denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer. Rocha, o primeiro a deixar a vice-liderança, havia faltado a uma votação e contrariado o governo em outras três, inclusive nas das denúncias.

QUASE MINISTRO

Pedro Fernandes chegou a ser escolhido para comandar o Ministério do Trabalho, mas teve o nome vetado por José Sarney (MDB), que nega o veto. Com isso, Temer negociou o comando da pasta com o delator do mensalão e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que indicou a filha para o cargo.

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) já foi nomeada ministra. A posse dela, prevista para a tarde desta terça-feira, depende e uma decisão judicial, já que a Justiça Federal do Rio suspendeu a cerimônia na noite de segunda-feira (8).

Da Folha de São Paulo


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Política

Deputado Pedro Fernandes assumirá Ministério do Trabalho no governo Temer

O deputado federal maranhense Pedro Fernandes foi convidado pelo PTB para ser o novo ministro do Trabalho. Se o nome do parlamentar for confirmado pelo Palácio do Planalto, ele substituirá Ronaldo Nogueira, que pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (27), alegando motivos pessoais.

Ao G1, o deputado afirmou que sua nomeação deve ser publicada no Diário Oficial da União até sexta-feira (29) e que a posse acontecerá na próxima semana. O Planalto, contudo, diz não ter nenhuma informação até o momento.

Pedro Fernandes Ribeiro tem 68 anos e é formado em Engenharia Civil, pela Escola de Engenharia do Maranhão. Como político o maranhense já foi vereador de São Luís-MA e atualmente cumpre o seu quinto mandato como deputado federal, eleito desde 1999.

Entre os cargos públicos que ocupou durante a carreira, Pedro Fernandes foi engenheiro do Banco de Desenvolvimento do Maranhão (1975-1982); presidente da Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos de São Luís (1989-1992); secretário municipal de Obras e Transportes de São Luís (1993); secretário municipal de Infraestrutura de São Luís (1993-1995); e secretário de Educação de São Luís (2012-2014).

Do G1,MA


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Política

Deputados aprovam orçamento de R$ 19,9 bilhões para 2018

O Plenário aprovou, na sessão desta quarta-feira (20), o Projeto de Lei nº 259/2017, de autoria do Poder Executivo, que estima a receita e fixa a despesa do Estado do Maranhão para o exercício financeiro de 2018. De acordo com a proposta orçamentária encaminhada pelo governo à Assembleia Legislativa, a receita total do Estado é estimada no valor de R$ 19.987.796.000,00 (dezenove bilhões, novecentos e oitenta e sete milhões, setecentos e noventa e seis mil reais).

Na Mensagem nº 084, encaminhada ao Poder Legislativo, o governador Flávio Dino afirma que o Projeto de Lei nº 259/2017, formulado em consonância com o Plano Plurianual – PPA 2016-2019 -, compreende a programação dos Orçamento Fiscal, da Seguridade Social e dos Investimentos das Empresas nas quais o Estado do Maranhão detém a maioria do capital social, abrangendo as ações de todos os órgãos e entidades dos três Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado.

O Projeto de Lei nº 259, de acordo com o governador Flávio Dino, “leva em consideração o difícil cenário econômico, fiscal e financeiro do Brasil observado nos últimos anos e as expectativas positivas de retomada do crescimento para o ano de 2018, sem desconsiderar a permanente cautela necessária à manutenção do equilíbrio das finanças públicas e à sustentabilidade das políticas governamentais”.

R$ 19,9 BILHÕES DE RECEITA TOTAL

A Proposta de Lei Orçamentária para o exercício de 2018 prevê aumento de 9,5% em relação a 2017, o que representa R$ 1,7 bilhão. O total previsto para o orçamento é de R$ 19,9 bilhões.

A Lei Orçamentária Anual define os recursos a serem utilizados pelo governo para promover investimentos em setores como segurança pública, educação, saúde e infraestrutura, além de pagamentos de servidores, dívida mobiliária e custeio da máquina pública.

Na mensagem à Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino destacou o caráter participativo na definição de investimentos prioritários: “Com o mesmo compromisso realizado no primeiro ano de governo, a elaboração da proposta orçamentária para o ano de 2018 considerou também as prioridades definidas nas 15 Escutas Territoriais, bem como aquelas advindas da votação na plataforma digital”.

O governador destacou a participação da sociedade. “Este processo, além de tornar o orçamento mais participativo e democrático, possibilitou que os cidadãos de todas as regiões do nosso estado pudessem eleger as suas prioridades e influenciar diretamente no processo de alocação dos recursos públicos na peça orçamentária”, acrescentou.

Para garantir o aumento de investimentos, mesmo com a crise econômica nacional, o Governo do Maranhão tem mantido política de eficiência fiscal com a contribuição de receitas próprias.

MAIS INVESTIMENTOS PÚBLICOS

De acordo com a mensagem do governador Flávio Dino, houve aumento significativo dos investimentos em ações prioritárias. Na Educação, a ampliação orçamentária equivale a 23,7%, com investimentos passando dos R$ 2,65 bilhões em 2017 para R$ 3,28 bilhões no ano que vem, o que garantirá a ampliação de programas como o Escola Digna.

No orçamento da Segurança Pública, o governo propõe aumento de 19,6%, o que ampliará o orçamento atual de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão no ano que vem. Já na Saúde, a proposta é de aumento de 16,9%, levando em consideração a política de expansão da rede hospitalar.

O Governo também destinou mais recursos para o saneamento básico, que terá alta de R$ 88,3 milhões (crescimento de 16,4% em relação a 2017). Para a Ciência e Tecnologia, são R$ 20,9 milhões (aumento de 27,9% em relação a 2017). Também haverá uma série de concursos públicos e seletivos para diversas áreas.

RESPONSABILIDADE FISCAL

Mesmo com previsão de ampliação dos recursos destinados para gastos com pessoal e despesas de custeio, o Governo do Maranhão mantém o respeito à legislação.

A despesa com pessoal ficou em 39,49% da Receita Corrente Líquida no segundo quadrimestre de 2017, abaixo do limite de alerta (44,10%) estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Além disso, o nível de endividamento apresentou comportamento estável, uma vez que a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida atingiu o resultado de 35,42%, quando do limite previsto na Resolução nº 40 do Senado Federal corresponde a 200%.

Com isso, o Estado do Maranhão conseguiu ampliar, com recursos próprios, os investimentos públicos em diversas áreas, sem abrir mão da responsabilidade fiscal, frisa o secretário adjunto de Planejamento e Orçamento.

Para acompanhar os gastos da Máquina Pública, o governador Flávio Dino instituiu o Comitê Gestor de Custeio, uma comissão especial composta por Casa Civil, Seplan e Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC). O comitê renegocia contratos com o objetivo de otimizar as despesas no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta e manter o equilíbrio fiscal.

O texto do Projeto de Lei nº 259/2017 e a Mensagem nº 084 estão publicados no Diário da Assembleia Legislativa, edição de 3 de outubro de 2017.


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Política

Ricardo Murad lança pré-candidatura ao governo

O ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-secretário de saúde do Maranhão Ricardo Murad (PRP) lançou, nesta terça-feira (12) a pré-candidatura ao governo do estado.

Reunido com membros do partido e imprensa, Ricardo leu um documento, a Carta de Compromisso com o Povo Maranhense, registrada judicialmente, onde declara o que pretende fazer se conquistar o cargo de governador.

Pelo projeto de Murad seriam apenas 10 secretarias na administração direta: Secretarias de Governo, da Economia e Meio Ambiente, dos Direitos Sociais, de Planejamento e Gestão Pública, de Fazenda, de Segurança, de Administração Penitenciária, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Procuradoria Geral do Estado.

Outro projeto que chamou atenção foi o de interligação da ilha de São Luís com a Baixada Maranhense, através de uma ponte de 20 quilômetros. Questionado sobre de onde viriam os recursos para a obra, Murad disse que aproveitaria o capital estrangeiro.

Além do governador Flávio Dino, lançaram-se pré-candidatos ao executivo estadual Ricardo Murad, Roseana Sarney, Maura Jorge e Roberto Rocha que já afirmou a pretensão de concorrer ao cargo.

Do Portal Guará


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Política

Câmara de Raposa aprova projeto que cria a Medalha de Mérito Legislativo

O presidente da Câmara Municipal de Raposa, vereador Beka Rodrigues, conseguiu a aprovação de vários projetos de leis de suma importância para o município.

A aprovação ocorreu durante a sessão da última sexta-feira, dia 24.

Entres os projetos, destaca-se o de autoria do presidente da Casa, que cria a Medalha de Mérito Legislativo Antônio Pucal.

Antônio Pucal foi morador do município e contribuiu com a cidade. A aprovação desse projeto, segundo o vereador, é forma de lembrar quem se dedicou a Raposa no seu desenvolvimento.


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Política

Kátia Abreu é expulsa do PMDB

O PMDB, partido do presidente Michel Temer, decidiu expulsar a senadora Kátia Abreu (TO) da legenda. A decisão foi anunciada após reunião do conselho de ética do partido, no qual os integrantes do colegiado aprovaram, por unanimidade, parecer pela expulsão da senadora tocantinense e o cancelamento de sua filiação partidária.

Em nota, o presidente da sigla, senador Romero Jucá (RR), disse que a decisão será “acatada de imediato”. Acusada de ter violado o Código de Ética e Fidelidade Partidária e o Estatuto da sigla, a senadora tem contestado publicamente as reformas trabalhista e previdenciária, das quais se manifesta sempre contrária, e tem feito duras críticas ao governo do presidente Michel Temer.

Kátia Abreu foi Ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff e votou contra o impeachment de Dilma. Desde que se manifestou contrária ao impeachment, no ano passado, o partido se movimenta para retirá-la da sigla.

Leia nota do partido na íntegra:

“NOTA À IMPRENSA

Terminou nesta manhã a reunião do conselho de ética do PMDB nacional. O colegiado acompanhou, por unanimidade, parecer pela expulsão da senadora Kátia Abreu e cancelamento da filiação partidária.

O partido acatará de imediato a decisão do Conselho de Ética, que expulsou a senadora Katia Abreu. A medida demonstra nova fase de posicionamento do partido.

Romero Jucá – presidente nacional do PMDB.”

Do Congresso em Foco


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Política

Temer continuará a ser investigado com celeridade, diz diretor-geral da PF

Depois de se dizer lisonjeado com a presença de Michel Temer em sua cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a “celeridade de todos os outros inquéritos”. A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Em um primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já haviam sido concluídas.,

Segovia criticou a Procuradoria-Geral da República que, na gestão Rodrigo Janot, denunciou uma primeira vez o presidente por corrupção passiva no caso da mala dos R$ 500 mil que a JBS pagou para o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures. “Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”, declarou o novo diretor da PF.

Para Segovia, ‘a Procuradoria-Geral da República é a melhor indicada para explicar possíveis erros no acordo de colaboração premiada firmado com executivos do grupo J&F, entre eles, o empresário Joesley Batista’.

“Quem colocou esse deadline que finalizou a investigação foi a PGR, talvez seja ela melhor para explicar porque foi feito aquilo naquele momento e porque o senhor Joesley sabia quando ia acontecer para ganhar milhões no mercado de capitais”, afirmou Segovia.

Sobre a existência do crime de corrupção na entrega de mala ao ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o novo diretor-geral deu a entender que a investigação foi encerrada precocemente. “É um ponto de interrogação que fica no imaginário popular brasileiro e que poderia ter sido resolvido se a investigação tivesse tido mais tempo”, afirmou Segovia. “Talvez seria bom que houvesse transparência maior sobre como foi conduzida essa investigação”.

“Não temos mais nada a executar dentro dessas investigações que estão à disposição do Supremo Tribunal Federal”, afirmou, em relação aos dois inquéritos que apuravam o crime de corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa, que a Câmara dos Deputados decidiu não dar prosseguimento.

Questionado sobre a existência da investigação sobre possíveis irregularidades na elaboração da MP dos Portos, que supostamente concedeu benefícios a empresa Rodrimar, Segovia voltou atrás e afirmou que Temer “continuará a ser investigado”.

O novo diretor-geral também falou sobre sua disposição em acelerar os inquéritos que tramitam no STF. Segundo ele, a partir de agora todos os inquéritos deverão ter um plano de investigação. “Devemos ter em 15 dias essas pesquisas e esse planejamento. Traremos os meios necessários pra colocar esses inquéritos para atingir maturidade. Se não houver conclusão até esse prazo elas continuarão”, afirmou.

Questionado sobre sua intenção em promover mudanças no grupo de delegados que atuam perante ao STF, Segovia disse que não pretende se “imiscuir na escolha de determinados postos”. Segundo ele, a equipe hoje comandada pelo delegado Josélio Azevedo é pequena, mas quem escolherá nomes será o novo diretor de combate ao crime organizado Eugênio Ricas. “Acredito que a equipe hoje é pequena pelos objetivos que queremos alcançar. A ideia que conversei com o Ricas é que ele amplie a equipe.”

Do Estadão Conteúdo


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Política

Câmara paga a deputados cassados até R$ 23 mil de aposentadoria

A Câmara paga aposentadoria de até R$ 23.344,70 por mês para deputados cassados. Os benefícios são provenientes de um plano de previdência abastecido, em parte, com recursos públicos. Nove parlamentares que perderam o mandato por envolvimento em esquemas de corrupção ou improbidade administrativa recebem os pagamentos mensais – o valor mais baixo é de R$ 8.775,38.

As aposentadorias somam R$ 126.960,94 por mês e seu pagamento não é ilegal. Dos beneficiários desse montante, cinco deputados foram cassados em razão do escândalo dos anões do Orçamento – grupo acusado de receber propina de prefeitos e governadores em troca de liberação de recursos da União nos anos 1990 – e dois por causa do mensalão – esquema de compra de apoio político no Congresso, segundo a acusação, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O petista José Dirceu, cassado em 2005 por envolvimento no mensalão e agora condenado a 30 anos de prisão na Operação Lava Jato, pode ser o próximo a receber o benefício. Na semana passada, a área técnica da Câmara entendeu que o deputado cassado tem direito a aposentadoria de R$ 9.646,57 por mês, conforme revelou a Coluna do Estadão. Caberá ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), definir se Dirceu receberá ou não o pagamento. Maia já disse que vai considerar o direito adquirido do petista e não vai politizar a questão.

A decisão ocorrerá em meio à retomada das articulações para a votação da reforma da Previdência, que, segundo o governo Michel Temer, tem como um dos objetivos eliminar privilégios e igualar direitos de servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. A expectativa do Palácio do Planalto é de conseguir votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara, mesmo que mais enxuta em relação ao texto inicial, até meados de dezembro. Para a aprovação da reforma, são necessários 308 votos.

Além dos pagamentos feitos aos parlamentares cassados, a Casa também reserva uma pensão de R$ 937 à família de um deputado que era aposentado e perdeu o mandato durante a ditadura militar.

Procurados, os parlamentares cassados disseram que pagaram pelo direito de receber aposentadoria e rechaçaram o rótulo de “privilegiados”.

A maior aposentadoria paga aos cassados é a do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que perdeu o mandato em 2005 no mensalão. Pedro Corrêa (PP-PE), atualmente preso na Operação Lava Jato e cassado em 2006 também no mensalão, recebe benefício de R$ 22.380,05.

Hoje, o teto da Previdência Social para aposentadoria do trabalhador da iniciativa privada, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é de R$ 5.531,31.

Regra. Até 1997, deputados e senadores se valiam de um plano fechado de previdência com regras mais benevolentes do que as atuais. Pelas normas antigas, do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), o deputado com oito anos de mandato e idade mínima de 50 anos já podia pleitear o benefício. O valor da aposentadoria era proporcional ao tempo de mandato. Se ele tivesse completado o mínimo de oito anos, teria direito a 26% da remuneração mensal de parlamentar.

Com o fim do IPC, extinto em 1999 depois de registrar um rombo de R$ 520 milhões, a Câmara e o Senado ficaram responsáveis diretamente pelo pagamento dos benefícios.

Atualmente, parlamentares podem requerer a aposentadoria integral desde que comprovem 35 anos de contribuição e 60 anos de idade. O Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC) prevê o pagamento proporcional de aposentadoria conforme o tempo de mandato. O salário de um deputado é de R$ 33.763. Segundo o site da Câmara, só compensa a adesão ao plano caso o parlamentar fique ao menos cinco anos no exercício do mandato.

As contribuições funcionam com regras semelhantes às das entidades de previdência privada, nas quais os participantes pagam uma cota e a entidade patrocinadora contribui com uma cota equivalente. No caso, o valor atual da contribuição do deputado ao PSSC é de R$ 3.713,93 (11% da remuneração atual) e a Câmara entra com uma cota de igual valor, retirada do orçamento público.

Do Estadão Conteúdo


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Política

Vinicius Louro e Josimar do Maranhãozinho participam de Cavalgada, em Pedreiras

Dando início ao festejo de São Benedito, padroeiro da cidade de Pedreiras, foi realizada a quinta edição da Cavalgada de São Benedito. O deputado Vinicius Louro (PR), que é defensor da cultura sertaneja participou da festa, acompanhado do deputado estadual, Josimar do Maranhãozinho (PR), Raimundo Louro, Priscila Louro, Sarapião Louro. A concentração do evento foi no Parque Maratá, no município de Trizidela do Vale.

Várias comitivas participaram da festa que seguiram pelas ruas de Trizidela até à chegada ao anfiteatro do Jacinto, em Pedreiras. O deputado Vinicius Louro esteve presente em todo o percurso da cavalgada, junto com a família e o deputado Josimar do Maranhãozinho. Por onde, eles passavam eram recebidos, com alegria e carinho pela população.

“Percebemos que o povo gosta desta festa, que retrata bem a vida do homem no campo, a vida sertaneja. Sou defensor da vaquejada, da cavalgada, porque é importante para a nossa população, é uma prática desportiva e cultural do estado. Fiquei feliz de ver a alegria da população, nesta festa. Convidei também para participar desse momento e conhecer mais a nossa região, o deputado Josimar do Maranhãozinho, que vai levar boas recordações desse momento e nos ajudar nesta causa, no estado”, destacou.

O deputado Josimar Maranhãozinho contou sobre a festa. “Esse momento ficou marcante na minha vida política, achei muito bonita a festa, uma cultura viva e que defendemos. Para mim, foi uma satisfação receber este convite do deputado Vinicius Louro, um homem atuante, que herdou grandes qualidades do seu pai, Raimundo Louro. Estamos consolidando parcerias e fico feliz por estar nesta região, que agora tenho oportunidade de conhecer melhor”.

O empresário e ex-deputado estadual, Raimundo Louro contou sobre a festa que reuniu pessoas de outros municípios. “Um motivo de alegria esta cavalgada, que é um dos maiores eventos do Médio do Mearim, que é uma homenagem ao nosso padroeiro, Santo Benedito. Uma festa tradicional, onde puladeiros participam com suas montarias, temos competições de mula, comitivas organizadas, um evento importante, no nosso calendário. Para nós, que nascemos nesta terra é um motivo de orgulho e de alegria”, ressaltou.

Participaram, também, da cavalgada caravanas de Poção das Pedras, Bacabal, Igarapé Grande, Lima Campos, Esperantinópolis.


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