Durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Yglésio criticou as movimentações do grupo oposicionista e afirmou que o candidato ao Governo do Maranhão “apoiado” pelo ministro do STF Flávio Dino não é mais o vice-governador Felipe Camarão (PT), e sim Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís.
Yglésio sustentou que o cenário político maranhense vem passando por rearranjos nos bastidores e sugeriu que partidos e lideranças que atualmente mantêm posição independente deverão, em breve, se aproximar da candidatura de Braide. Segundo ele, os sinais já podem ser percebidos pelo comportamento de algumas forças políticas no estado.
O deputado também criticou o que classificou como interferência de Flávio Dino na política maranhense, acusando o ex-governador de exercer influência sobre decisões e alianças relacionadas à sucessão estadual de 2026.
“O Fufuca teve que sair da base do Governo, estranhamente, depois de passar quase 5 anos com suas indicações em Detran e outros espaços de poder, dentro do Governo Estadual. O PL não declara posição em relação ao Governador, mas a gente já sabe qual vai ser a posição do PL nos próximos dias. A gente sabe a quem vão declarar apoio, porque hoje o candidato de Flávio Dino se chama… Adivinha? Felipe Camarão? Não, é o outro, Eduardo Salim Braide. Esse é o candidato do Flávio Dino hoje. E o próximo a aderir vai ser o Josimar. A gente já percebe pelo comportamento do PL aqui na Casa. E é normal que seja na política uma coisa construída assim. Só não é normal que seja na base da chantagem. O que se repudia é o que o Flávio Dino faz no Estado do Maranhão, de chantagear políticos, ameaçar para tentar chegar ao objetivo que ele tem, que é como ele disse numa festa outro dia: “Eu botei, eu tiro”. Dizem que ele já tinha tomado umas duas Ices, Florêncio, que ele toma uma Ice e ele começa a falar bastante: “Eu tiro, eu mostro se eu não tiro o Brandão”. Foi assim, Bandeira. E é isso que ele está fazendo, agindo com o fígado. Aí vamos ver. Fufuca, infelizmente, nessa forçação de barra do Ministro Dino, ele já tinha feito um movimento ali na época do impeachment da Dilma em relação ao Waldir Maranhão.”
