Médicos que atuam no Hospital Veterinário de São Luís anunciaram uma paralisação de 48 horas a partir da próxima quinta-feira (28), em protesto contra os constantes atrasos salariais e as condições consideradas precárias de trabalho enfrentadas pela categoria.
De acordo com os veterinários, os pagamentos referentes aos meses de fevereiro, março e abril ainda não foram realizados. Os profissionais afirmam que são contratados como prestadores de serviço por meio de CNPJ pelo Instituto Transformar, responsável pela gestão do hospital.
Segundo relatos dos médicos, a justificativa apresentada pelo instituto é de que os repasses da Prefeitura de São Luís não teriam sido efetuados, o que estaria comprometendo o pagamento dos trabalhadores.
Em nota de mobilização divulgada pelos profissionais, os veterinários afirmam que a paralisação é uma forma legítima de protesto diante dos “reiterados atrasos nos pagamentos pelos serviços prestados”.
Durante o movimento, os profissionais pretendem realizar uma marcha até a Prefeitura de São Luís, com o objetivo de serem recebidos pela prefeita de São Luís, Esmênia Miranda.
Além dos salários atrasados, os veterinários denunciam a suspensão das refeições fornecidas aos profissionais de plantão, mesmo diante das longas jornadas de trabalho. Eles também relatam falta de insumos básicos para atendimento dos animais, o que estaria comprometendo diretamente os serviços prestados à população e colocando em risco o bem-estar dos pacientes atendidos no hospital.
“O cenário atual é de total precariedade e abandono, tanto para os profissionais quanto para os pacientes”, relatou um dos veterinários, que preferiu não se identificar.
Os profissionais afirmam que muitos trabalhadores atravessam dificuldades financeiras severas devido à ausência de pagamento há três meses. “Estamos sem dinheiro para nada. Tem colega sem conseguir colocar comida dentro de casa”, declarou um dos médicos veterinários.
Os veterinários pedem que a situação seja investigada pelos órgãos competentes e cobram uma solução urgente para o impasse entre o Instituto Transformar e a Prefeitura de São Luís.
