O ex-senador Roberto Rocha anunciou, nesta quarta-feira (22), que está filiado ao PRTB e confirmou que seguirá na disputa por uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
Segundo o ex-parlamentar, a mudança partidária foi formalizada ainda em abril, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, mas permaneceu em sigilo por estratégia política. Até então, Roberto Rocha estava filiado ao Partido Novo.
Ao explicar a decisão, o ex-senador afirmou que optou por manter a filiação em reserva para evitar movimentações que, segundo ele, buscavam inviabilizar sua candidatura.
“Enquanto muitos acreditavam que o meu destino estava preso no Partido Novo e comemoravam por terem fechado a porta na minha cara, eu já havia saído pela janela. Eu já estava no PRTB. Agora chegou a hora do xeque-mate”, declarou.
Sem citar nomes, Roberto Rocha afirmou que houve tentativas de controlar partidos pelos quais poderia disputar as eleições e de impedir sua participação no pleito. Na avaliação do ex-senador, sua candidatura representa uma alternativa para o eleitorado de direita no Maranhão.
O ex-senador Roberto Rocha protocolou, nesta terça-feira (21), um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja reconhecida sua filiação retroativa ao PRTB.
Na ação, Rocha sustenta que está filiado à legenda desde o dia 4 de abril, último prazo legal de filiação partidária para quem pretende disputar as eleições, e apresenta documentos para comprovar a data de ingresso no partido.
Segundo a petição, a filiação não foi registrada no sistema da Justiça Eleitoral por um problema administrativo. O ex-senador afirma que a direção do PRTB estava apta a realizar o procedimento, mas o acesso ao sistema foi liberado pelo TSE apenas em 16 de junho, após o encerramento do prazo de filiação.
O documento destaca que o presidente nacional do PRTB havia solicitado a liberação da senha de acesso ao sistema em 12 de março, porém o pedido só foi atendido mais de dois meses depois. Com isso, Roberto Rocha pede que a Justiça Eleitoral reconheça a validade de sua filiação desde 4 de abril, assegurando sua condição de elegibilidade para disputar as eleições.
