Promotoria de Justiça de Bom Jardim está apurando o suposto envolvimento do servidor público da Prefeitura da cidade e advogado Danilo Lima, por supostas movimentações financeiras atípicas.
Segundo o órgão ministerial, o jurista é apontado em condutas ilícitas com indícios de lavagem de capitais, crimes contra o sistema financeiro e desvio de verbas públicas, conforme apontamentos do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 19.914 do COAF.
O procedimento foi instaurado a partir do Ofício nº 42/2021, enviado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas com base no Relatório Técnico.
O documento apontou que o investigado movimentou cerca de R$ 6.690.000,00 (seis milhões seiscentos e noventa mil reais) entre créditos e débitos no período de janeiro de 2012 a setembro de 2015, montante incompatível com sua capacidade econômico financeira declarada e renda mensal de aproximadamente R$ 4.488,31 mil.
Parte significativa dos créditos é oriunda de órgãos públicos, incluindo as Prefeituras de Bom Jardim, Montes Altos, Santa Rita, Arari, Araioses, além de Câmaras Municipais, havendo indícios de fracionamento de valores e repasses a outros agentes públicos, sugerindo a possível prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de capitais e desvios de verbas públicas.
O caso está sob o comando do promotor Francisco de Assis Júnior, que pediu à Assessoria da Promotoria de Justiça para que, no prazo de 15 dias, elabore a Representação pela Quebra de Sigilo Bancário e Fiscal dos investigados (pessoas físicas e jurídicas citadas no RIF com movimentação atípica), referente ao período dos fatos (2012 a 2015), para posterior ajuizamento e rastreamento do fluxo financeiro.
