A professora Maria Izabel Rodrigues, fundadora do Centro Universitário Dom Bosco (UNDB) e do Colégio Dom Bosco, morreu nesta quinta-feira (27), aos 95 anos, em São Luís. A educadora foi uma das personalidades que marcaram a história do ensino privado na capital maranhense.
Nascida em 1931, Maria Izabel construiu uma trajetória de quase sete décadas dedicada à formação de diferentes gerações de estudantes. Sua história está diretamente ligada ao Colégio Dom Bosco, fundado em 1958. O projeto cresceu ao longo dos anos e deu origem a um dos grupos educacionais mais tradicionais do Maranhão.
Em razão da morte da fundadora, o Grupo Educacional Dom Bosco suspendeu as aulas e demais atividades da UNDB e do Colégio Dom Bosco nesta quinta-feira e na sexta-feira (28). A programação será retomada normalmente na segunda-feira (31).
O velório será realizado das 17h às 23h desta quinta-feira, no campus Renascença da UNDB, em São Luís.
Ao comunicar o falecimento, a instituição relembrou o texto “A Flor”, escrito por Maria Izabel em 2020 e publicado no livro de memórias Tenho pra mim. Na reflexão, a professora contou como gostaria de ser lembrada pelos antigos alunos e pediu que eles lhe enviassem flores quando chegasse o momento de sua despedida.
“Quando eu morrer, se você foi aluno do Dom Bosco, jardim ou primário, me mande uma flor”, escreveu. Segundo a educadora, o gesto representava as lembranças construídas durante sua vida e sua atuação no ensino.
Maria Izabel também definiu a flor como símbolo “da alegria da infância, da leveza do amor infantil, da sutileza da fraternidade e da beleza da inocência”. Ao encerrar o texto, deixou uma mensagem que ganhou novo significado com sua morte: “Acredite e mande a flor. É importante, porque há alguma coisa além de nós”.
No último dia 19 de agosto, quando Maria Izabel completou 95 anos, a reitora Ceres Murad anunciou a restauração da primeira sede do Colégio Dom Bosco. O imóvel abrigará o Memorial Maria Izabel Rodrigues, dedicado à preservação da história e do legado da educadora.
