O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já tomou pelo menos quatro decisões que tiveram impacto sobre integrantes ou aliados do grupo político ligado ao ministro Flávio Dino no Maranhão. As informações são da Folha de São Paulo.
A decisão mais recente envolve Raimundo Cutrim, ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, alvo de mandado de busca e apreensão autorizado por Moraes. Segundo a publicação, Cutrim teria sido identificado como uma das fontes do jornalista Luís Pablo em informações sobre o suposto uso de veículos oficiais por familiares de Dino.
As informações que levaram à identificação de Cutrim teriam sido encontradas no celular do blogueiro, apreendido durante uma operação da Polícia Federal em março. A ação também foi autorizada por Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.
Cutrim já estava em prisão domiciliar por determinação de Flávio Dino e havia sido afastado de uma função no Governo do Maranhão durante investigação sobre suposta coação e obstrução da Justiça em um caso de homicídio.
A Folha também cita duas decisões de Moraes tomadas em uma ação apresentada pelo Solidariedade, em 2024. Em uma delas, o ministro suspendeu nomeações de parentes do governador Carlos Brandão para cargos públicos. Em outra, determinou a exoneração do então procurador-geral do Estado, Valdênio Caminha.
Antes de ser afastado, Caminha havia relatado ao STF supostos acessos indevidos de assessores ligados a Dino ao sistema interno da Procuradoria-Geral do Estado. Os servidores negaram irregularidades.
Procurados, Alexandre de Moraes não respondeu aos questionamentos, enquanto Flávio Dino não comentou as informações.
