Em entrevista ao podcast “O Que Pequeno?”, comandado pelo jornalista Weberth Saraiva, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) expôs bastidores políticos sobre a disputa eleitoral para o Governo do Maranhão.
Jerry revelou que o nome do grupo oposicionista para concorrer ao cargo de governador não era o vice Felipe Camarão (PT), mas sim o deputado federal Rubens Júnior (PT).
“Naquele momento ali, uma das possibilidades que nós tínhamos de nome de consenso do grupo todinho era o nome do Rubens Júnior para o governo. (…) Implodiram o Rubens Júnior exatamente para não ter chance de ele se reabilitar como candidato a governador do grupo todo”, disse.
Ao comentar o episódio que classificou como uma “arapongagem” contra ele e Rubens Júnior, Márcio Jerry afirmou que determinadas informações constariam em relatório da Polícia Federal. “Tá lá o relatório da Polícia Federal.”
A fala chamou atenção porque investigações conduzidas pela Polícia Federal, especialmente durante a fase de inquérito, normalmente tramitam sob sigilo quando assim determinado pela autoridade competente. O deputado não explicou de que forma teve acesso ao documento mencionado nem detalhou se o relatório já integra procedimento público ou judicial.
Jerry também revelou detalhes de uma reunião realizada no Palácio dos Leões, em 2 de março de 2025, já durante o período em que Daniel Brandão exercia o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).
Segundo o parlamentar, participaram do encontro o governador Carlos Brandão, Daniel Brandão, Orleans Brandão, Madeira e ele próprio.
“Estava lá Daniel Brandão, numa reunião na residência oficial para tratar de política.”
O relato ganha relevância porque Daniel Brandão que hoje preside o TCE-MA, órgão responsável por julgar contas de gestores públicos, teve sua indicação ao tribunal alvo de intensa judicialização.
Em 2024, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o processo de escolha para uma vaga de conselheiro do TCE-MA em decisões tomadas no âmbito de ações propostas pelo partido Solidariedade e pela Procuradoria-Geral da República, que questionavam as regras adotadas pela Assembleia Legislativa.
