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Disputa no STJ congestiona agenda de ministros e tem fila de espera em gabinetes

Os 57 desembargadores em disputa para duas vagas abertas no STJ (Superior Tribunal de Justiça) têm feito um périplo em eventos e gabinetes de Brasília visando ingressar em uma lista que será enviada ao presidente Lula (PT) em agosto.

O tribunal elegerá, no dia 23 do próximo mês, 4 magistrados para que o petista selecione 2 deles para integrar a corte, após serem aprovados em sabatina no Senado.

As vagas, exclusivas para integrantes de tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, foram abertas após a aposentadoria do ministro Jorge Mussi e a morte do ministro Paulo de Tarso Sanseverino.

O número de concorrentes em busca de votos sobrecarregou a agenda de ministros no último mês. Inicialmente foram 59 inscritos, mas houve duas desistências.

Candidatos relataram que não foi incomum que mais de um deles tivesse que formar fila com concorrentes na mesma sala de espera, já que alguns dos integrantes do STJ marcam as reuniões em horário próximo ou por ordem de chegada.

Integrantes do Judiciário e do governo que acompanham a disputa dizem que os estados mais fortes para integrarem a lista são Bahia e São Paulo.

Há desembargadores favoritos também de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina e Alagoas. Eles têm apoio de ministros da corte e do STF (Supremo Tribunal Federal).

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Paulo Velten está entre os favoritos, mas há contra ele, conta a possibilidade de outro maranhense, o juiz do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) Ney Bello, ser o favorito em uma futura vaga na corte superior destinada aos tribunais federais.

Outros recortes devem ser levados em conta por alas do STJ: a primeira é se os candidatos são juízes de carreira, e não oriundos da advocacia —ou seja, se atuaram na primeira instância como juízes e foram promovidos. Parte do tribunal tem essa premissa como uma linha de corte.

Outra linha de corte, para alguns ministros, é o tempo de atuação do candidato na magistratura. Alguns deles querem que o postulante tenha ao menos dez anos de atuação como juiz. Há, ainda, os que dizem que é necessário ter experiência de uma década em tribunal.

Da Folha de São Paulo

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