Poder

TRF-1 quebra sigilo bancário e telefônico de Carlos Lula

Um relatório da Polícia Federal referente às investigações sobre corrupção na saúde pública do Maranhão pede a quebra do sigilo do secretário de Estado da Saúde, advogado Carlos Lula, entre outros investigados.

Atendendo a pedido da PF, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou que fosse quebrado os sigilos fiscal, bancário e telefônico do auxiliar do governador. A decisão foi proferida ainda no ano passado. Em petição ao TRF-1, o delegado federal Wedson Cajé, responsável pela Operação Sermão aos Peixes, havia tratado da necessidade de quebrar o sigilo de suspeitos e de empresas.

As investigações foram abertas após a PF identificar suposta fraude em licitação da saúde e interceptar ligações do presidente do Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC), Antônio Augusto Silva Aragão, relatando que teria de reformar – mesmo sem licitação , a Unidade de Pronto Atendimento de Chapadinha por determinação da Secretaria de Saúde do Estado.

O inquérito da Operação Pegadores está em segredo, mas pedidos de cautelares, como quebras de sigilo bancário, foram feitos em procedimentos à parte no âmbito da uma nova investigação contra Carlos Lula.

A Polícia Federal conduz o inquérito com a tese de que o secretário sabia de todo esquema de desvio de recursos público do governo Flávio Dino (PCdoB).


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Poder

A conversa entre Carlos Lula e dono do ICN interceptada pela Polícia Federal

Gravações autorizadas pelo Justiça Federal no âmbito da Operação Pegadores, deflagrada no mês passado contra empresários, políticos e servidores da saúde pública estadual, colocam o secretário de Estado de Saúde, advogado Carlos Lula em uma situação extremamente delicada.

Lula foi gravado em uma conversa ao celular com o dono do Instituto Cidadania Natureza (ICN), Benedito Silva Carvalho, onde tratavam sobre “folha complementar” que continha nomes de apadrinhados, servidores e aliados políticos da base do governo Flávio Dino.

O diálogo obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira foi interceptado pela Polícia Federal em setembro de 2015, quando Lula assumiu a subsecretaria de Saúde e, meses após, tornou-se titular da pasta substituindo o médico Marcos Pacheco.

Na conversa, o secretário afirma a Benedito, que já recebeu a relação do balanço de alguns meses das unidades hospitalares e se mostra interessado em saber a quantidade de profissionais que trabalhavam nos hospitais.

O proprietário do ICN fica surpreso ao saber que números de funcionários não tinham sido encaminhados para Lula e volta a insistir que mandou a lista. Carlos Lula, por sua vez, garante que irá procurar o documento.

Em outro trecho, Benedito comenta que Alana [secretária de Carlos Lula] tinha pedido para mandar a “folha complementar”, na qual saía da Secretaria de Saúde com destino ao ICN para pagar os funcionários. “Outra coisa que eu quero lhe dizer é que… é que… o que ‘cê’ precisar de outros dados… ela tá me pedindo agora, doutora ALANA, pra que eu mande essa relação, dessa Folha Complementar, é… a relação de pessoas daí da Secretaria que mandavam a gente pagar… “

A “folha complementar” é uma peça importante para juntar o quebra-cabeça do esquema que desviou milhões da saúde do Maranhão entre os anos de 2015 e 2017. A PF chegou a pedir abertura de inquérito contra Lula no Tribunal Regional Federa, da primeira Região, após indícios de que o mesmo sabia de todo esquema e deu continuidade a determinados atos nada republicanos, a exemplo de pagamentos a funcionários fantasmas

A trama foi montada com a participação de Organizações Sociais, empresas de fachada, funcionários fantasmas e servidores da Saúde. Para desbaratar o esquema, a PF deflagrou a Operação Pegadores, 5ª fase da Sermão aos Peixes, que apura indícios de desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento.


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Poder

Escândalo: Carlos Lula pagou milhões à clínica do irmão de Marcos Pacheco

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, repassou cifras milionárias à Clínica Procardio, que tem como proprietário Marcone Pacheco, irmão do secretário extraordinário de Articulação de Políticas Públicas, Marcos Pacheco.

Em consulta ao Portal da Transparência, o Blog do Neto Ferreira apurou que Lula pagou R$ 4.246.136,13 milhões à clínica. O valor pago refere-se ao ano de 2017.

Em 2016, ano em que houve mudanças no comando da SES [Carlos Lula substituiu Marcos Pacheco], a empresa de Marcone recebeu R$ 3.240.971,23 milhões.

Assim que assumiu a Saúde do governo Flávio Dino, em 2015, Marcos Pacheco repassou R$ 242 mil para a empresa do próprio irmão.

Ao todo, a clínica faturou R$ 7.729.364,62 milhões da Secretaria de Saúde para implantar em pacientes equipamentos cardíacos e realizar outros serviços.

Dossiê

Um dossiê encontrado durante buscas e apreensão da Operação Pegadores, da pela Policia Federal, aponta que ex’s de Giuliano e dr. Marcone Pacheco são funcionárias fantasmas e recebiam pagamentos através da “folha complementar” de determinado instituto pelo CIAMES (PM).

Procurado pela reportagem, a Secretaria de Estado Extraordinária de Articulação de Políticas Públicas (Seepp) esclarece que o contrato da Procardio com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi firmado antes da chegada do secretário Marcos Pacheco à frente da SES. Esclarece ainda, que não seria possível realizar a rescisão unilateral do contrato nas condições estabelecidas, uma vez que a Procardio seria a única prestadora disponível para os serviços de alta complexidade e especificidades técnicas, que são os de hemodinâmica e cardiologia intervencionista.


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Saúde

Secretário da Saúde nega que deixará o cargo

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“Isso não existe”. “Nem eu sabia que iria entregar o cargo. Isso é chute. Não me movo por dinheiro”, declarou o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, após especulações terem sido divulgadas por alguns meios de comunicação sobre a sua saída do cargo.

Os rumores surgiram afirmando que o gestor estaria insatisfeito com o salário de mais de R$ 11 mil, que estaria abaixo de seus rendimentos com a firma de advocacia, e que Lula temeria os processos da pasta. Ele negou a informação. “Como é que eu vou entregar o cargo? Eu não farei isso. Aqui existem mil dificuldades, é verdade, mas nunca cogitei entregar a pasta.”

Carlos Lula disse ainda que está no cargo “até o governador decidir”, e que já planeja as ações da pasta para 2017 ‐ 2018″. Sobre os processos, Lula disse não ter “medo” deles, e que são um “ônus do cargo”.


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Poder

“Ainda estamos pagando dívidas da gestão passada”, diz secretário de Saúde

“Nós gastamos R$ 92 milhões por mês com a manutenção da nossa rede hospitalar estadual, mas é preciso mais”, declarou o secretário estadual de Saúde, o advogado Carlos Lula, em entrevista para o titular do Blog Neto Ferreira.

O gestor da SES afirmou que as despesas tem um custo elevadíssimo e, por isso, é preciso de mais de R$ 92 milhões para custear todos os gastos, pois o governo está pagando os custos atuais e as dívidas que ficaram da gestão passada. Há pagamentos atrasados com os fornecedores, porém estão sendo sanados aos poucos.

Carlos Lula ressaltou que o ano de 2015 foi difícil, mas a equipe da Saúde já começou a equacionar a política de gestão em 2016, e em detrimento disso, as contas estão fechando. “O saldo devedor da SES é fruto de muito do que foi deixado em 2014 e 2015, infelizmente o ICN (Instituto de Cidadania e Natureza) deixou uma dívida muito grande, nós ainda estamos arcando com ela, o que torna difícil a execução da política cotidiana da Secretaria, mas nós temos chamado todo os fornecedores, não temos se negado a negociar com eles”, destacou.

Durante a entrevista, o gestor da Secretaria de Saúde também falou do ex-gestor da pasta, Marcos Pacheco, e o elogiou: “Dr. Marcos é uma pessoa por quem tenho um enorme carinho, respeito e consideração. Ele entende muito do SUS (Sistema Único de Saúde)”.

Ao ser questionado sobre mudanças na SES após a saída de Pacheco do comando da Secretaria, Lula foi categórico: “Houve mudanças porque são pessoas diferentes, mas o planejamento de saúde é do estado ele se mantém independentemente de quem esteja a frente da Secretaria. Obviamente cada gestor tem seu modo de gerir, de tocar a pasta, mas o que mudou foi só o nosso modo de fazer que é um pouco diferente”.

O gestor da SES frisou que a grande preocupação agora é diante desse cenário que foi desenhado pela equipe de Marcos Pacheco para o SUS, pois é necessário dar condições para que as ações aconteçam, desse modo equacionar o a situação financeira da Secretaria de Saúde e, a partir disso dar continuidades nas políticas de saúde do estado.

Outro ponto destacado por Carlos Lula foi a situação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) no governo. O secretário afirmou que posteriormente a posse como gestor da Saúde deixou a presidência da empresa e que a EMSERH já assumiu as unidades hospitalares que eram geridas pelo ICN, bem como as do Instituto Corpore. Este último foi em decorrência de problemas de atraso de pagamentos com os fornecedores, e por isso, não tinha como continuar no gerenciamento dos hospitais.

Ainda segundo Lula, a Empresa de Serviços Hospitalares já administra 36 unidade de saúde. “O sentido é nós termos uma política complementar, o estado exerce isso pela mão dele por meio da empresa, e contamos com a colaboração da organizações sociais para sanar todos os problemas, inclusive de inadimplência” disse.


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Poder

Flávio Dino exonera secretário da Saúde

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O governador do Maranhão, Flávio Dino, exonerou o secretário de Saúde, Marcos Pacheco. Quem irá o substituir será o advogado Carlos Lula, que já era subsecretário da SES. O anúncio foi feito nesta manhã, no Palácio dos Leões, em São Luís.

Segundo informações, Pacheco vinda sendo cobrado por causa da ineficiência nas ações da saúde, além do atraso no pagamento dos institutos e Oscips que pagam médicos e enfermeiros.

A Assessoria de Comunicação do Governo enviou uma nota comunicando a exoneração. Confira:

O Governo do Estado comunica mudança na Secretaria de Estado da Saúde (SES). O advogado Carlos Eduardo Lula assume o comando da pasta em substituição ao ex-secretário Marcos Pacheco.

Carlos Lula ocupava a Subsecretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

O Governo do Estado agradece publicamente o trabalho, dedicação e empenho do ex-secretário Marcos Pacheco durante o período em que comandou a Secretaria de Saúde. Pacheco assumirá a Secretaria Extraordinária de Articulação de Políticas Públicas.


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Poder

Empresária cobra R$ 141 mil de subsecretário pelo WhatsApp

No intuito de receber as cifras devidas pelos serviços prestados inicialmente ao Instituto Cidadania e Natureza (ICN), uma empresária recorreu ao aplicativo WhatsApp para cobrar do Governo do Maranhão.

A divida, que atualmente é de responsabilidade da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), após a ICN perder o contrato com o estado, é motivo de indignação e gerou um constrangimento ao subsecretário da Secretaria de Estado de Saúde (SES), advogado Carlos Eduardo Lula.

A empresária usou o aplicativo para cobrar Lula o pagamento da produção de placa de pvc adesivada, placa suspensa de recepção, placa suspensa acolhimento, placa com poste estacionamento restrito para ambulância, painel classificação de risco. entre outros.

“Só quero receber o que eu trabalhei. Será que dá pra ser. Será que dá pra esse governinho mequetrefe, falido e caloteiro me pagar”, questionou a dono da empresa de Comunicação Visual e Gráfica.

Carlos Lula, subsecretário de Saúde, sentiu-se desrespeitado e optou pelo bloqueio da empresária do seu grupo de contato do WhatsApp.

O valor cobrado da Saúde do Estado é 141 mil, mas desde outubro do ano passado não se tem previsão de pagamento. Notas da empresa foram atestadas para obter a dívida, que já acumula quase 4 meses de atraso.


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Política

Diretor deve emplacar a esposa na Superintendência de Saúde

O diretor do Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho, médico José Maria deverá, deve conseguir nos próximos dias nomear sua esposa Larissa na Superintendência da Rede de Serviços da Secretaria de Saúde.

O cargo de Larissa possibilitará o controle das unidades de saúde, assinando notas de pagamentos de institutos e contratação de novos serviços. O cargo foi ocupado até setembro pelo ex-secretário de Coroatá Luiz Júnior.

A esposa do diretor do Geral é indicação do advogado Carlos Lula, subsecretário de Saúde, que também é patrono da nomeação do diretor.


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