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Vereadores batem boca na Câmara de Caxias

A sessão de segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Caxias foi marcada por tumulto após o vereador Catulé (PL) afirmar que um gestor “sem mulher e sem filhos” teria menos sensibilidade para cuidar da cidade, em referência indireta ao prefeito Gentil Neto.

Além disso, o parlamentar usou o termo “frescura” durante uma discussão com o vereador Léo Barata (Solidariedade), após o colega afirmar ser casado com um homem.

A confusão aconteceu durante o pronunciamento do vereador Daniel Barros e precisou ser interrompida após o aumento da tensão entre os parlamentares.

Ao criticar a gestão municipal, Catulé afirmou:

“Tem transtornos mental. Esta casa sabe o que é que eu estou dizendo. Sabe o que eu estou dizendo, transtornos mental. Você já pensou uma cidade de quase 180 milhões, e o chefe da cidade nem família tem. O cara quando tem família, ele é mais sensível. Quando ele tem filho, quando ele tem mulher, ele é mais sensível. É mais sensível, mas o cara não tem nada disso”, declarou.

A declaração foi rebatida por Léo Barata, que considerou a fala ofensiva.

“Aqui eu aceito qualquer um falar da administração, falar de qualquer coisa relacionada ao trabalho, mas falar da vida pessoal eu não aceito não. Falar que o rapaz não tem mulher, eu também não tenho. Eu tenho um marido e sou casado. Qual é o problema? Pois é, não tem problema nenhum. Ele não tem mulher, mas ele tem família”, destacou o vereador.

Na sequência, Catulé respondeu:

“Eu disse que quem dirige uma cidade como essa, de 180 mil habitantes, que não tem filhos, que não tem mulher, tem menos sensibilidade do que quem tem. Porque quem é pai, sabe o que é isso, sabe o que é chegar num hospital daqueles e sentir na pele o seu filho não ser assistido lá no Hospital da Criança. Agora misturar essa coisa com misoginia, essa frescura toda. É ele que gosta de frescura, eu não gosto de frescura, não. O que eu disse tá dito e acabou. Quem não gosta de mulher, problema de quem não gosta, eu gosto”, enfatizou o vereador do PL.

Após a troca de acusações, a transmissão da sessão na Câmara foi cortada, mas a discussão evoluiu para empurrões e quase agressão física dentro do plenário. A confusão foi registrada por câmera de celular. Outros vereadores precisaram intervir para conter os ânimos e evitar que a situação se agravasse.

Segundo Léo Barata, as declarações feitas durante a sessão serão levadas à Justiça.

Após a repercussão da confusão, a Câmara Municipal de Caxias divulgou uma nota informando que ainda avalia os fatos ocorridos durante a sessão.

“A Câmara Municipal de Caxias esclarece que ainda está avaliando os fatos ocorridos na sessão ordinária e no momento não irá se manifestar acerca do tema”, diz o comunicado divulgado pela Assessoria de Comunicação da Casa.

Do G1,MA

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