Na próxima semana, uma reunião entre os presidente nacionais do PSOL (Paula Coradi) e do PT (Edinho Silva) poderá mudar o cenário eleitoral no Maranhão. Os dados tratarão sobre se unir em federação pelos próximos quatro anos. Com isso, um dos pré-candidatos dos dois partidos no estado terá que abrir mão de disputa o governo estadual.
O vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato ao governo pelo PT, e o professor Enilton Rodrigues, pré-candidato do PSOL para o Palácio dos Leões, aguardarão as definições de suas legendas sobre federação já para o pleito deste ano.
Edinho Silva fez o convite ao PSOL para fazer a composição. Coradi vai se reunir com o petista na próxima semana para saber da proposta do PT para esta federação. Depois disso, a direção nacional do PSOL se reunirá dia 7 de março para definir se aceita ou não se unir ao PT, que já está em federação com PCdoB e PV. O PSOL está em federação com a Rede Sustentabilidade.
Se a decisão for pela união (que pelas regras eleitorais duram quatro anos), os dois partidos terão que definir quem será o candidato ao governo no Maranhão. As duas siglas já tem seus pré-candidatos.
E, para além disso, o PSOL, principalmente, sabe que terá que seguir a definição do PT nas eleições maranhenses. O partido do presidente Lula é disputado entre palacianos e dinistas além da defesa de uma corrente petista para compor com o prefeito Eduardo Braide (PSD).
De qualquer forma, o PSOL sabe também que geralmente as regras estabelecidas em uma federação leva o partido maior a ter as “preferências” nas indicações para espaços mais importantes. Por tanto, o mais provável é que seja do PT a vaga para encabeçar uma chapa majoritária com candidatura própria ou a indicação de nomes para composições com outros partidos ou para a vaga de candidato a vice-governador ou a senador.
