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Prefeitos pressionados por definição de alianças políticas

Os próximos dias serão de muito diálogo e definições de lados principalmente dos prefeitos do interior do Maranhão que estão apoiando projetos distintos nas eleições deste ano. Com a ida do deputado federal e pré-candidato a senador, André Fufuca (PP), para Eduardo Braide (PSD), pelo menos, 30 prefeitos ficaram em situação complicada porque fazem parte da base do governo de Carlos Brandão (MDB).

Até o mês de junho, prefeitos aliados de Fufuca e de Brandão estavam sem pressão alguma porque seus aliados estavam no mesmo lado. No entanto, com a decisão do pré-candidato ao Senado de pular do barco do Palácio dos Leões, os gestores municipais ficaram em saia justa.

Inicialmente, uma série de prefeitos gravaram vídeos declarando apoio a Fufuca. Em seguida, a mesma série de prefeitos gravaram vídeos com apoio à candidatura ao governo de Orleans Brandão (MDB).

Parecia que os vídeos nas redes sociais seriam sufuciente paradeixar todos contemplados. Mas não está sendo bem assim.

Fufuca se aliou a Eduardo Braide com o compromisso de levar seus aliados municipais para apoiar o ex-prefeito de São Luís. E depois de mais de um mês do anúncio da aliança entre os dois, André Fufuca ainda não entregou o que se comprometeu no acordo e vem sendo pressionado para assim fazer.

Com isso, as pressões que recebe, Fufuca vem repassando para os seus aliados e cobrando uma posição definitiva.

O epicentro da tensão está na cidade de Imperatriz. Por lá, o prefeito Rildo Amaral (PP) é aliado de Fufuca e do grupo Brandão. Vem recebendo muita pressão e deve anunciar sua posição nos próximos dias.

A aposta é que Rildo desembarque do grupo palaciano assim como Fufuca e por dois motivos: primeiro é por pressão do deputado e depois porque a primeira suplência de senador deve ficar com a esposa do prefeito, Perla Amaral.

Se o desembarque for confirmado, Rildo Amaral vai apoiar a candidatura de Eduardo Braide. E talvez essa seja a derrota mais amarga que o Palácio dos Leões possa enfrentar neste período de definições de apoio.

Isso porque, nas eleições de 2024, durante o segundo turno, o grupo governista se concentrou na disputa em Imperatriz. Veio apoio em massa dos palacianos para Rildo Amaral para evitar assim que a concorrente, Mariana Carvalho (PL), ganhasse a prefeitura e depois apoiasse Braide.

E é com essa lembrança/argumentos que os palacianos ainda tentam não deixar Rildo Amaral mudar de lado às vésperas de iniciar campanha eleitoral.

Do Imirante.com

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