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Jornalista crítica abusos em operação e diz que está sendo perseguido por deputado Nagib

O blogueiro e jornalista Marco Silva criticou a operação da Polícia Civil, na qual foi alvo na última quarta-feira (28), e acusou o deputado Francisco Nagib de perseguição.

Silva está sendo investigado por suposta calúnia e extorsão contra o parlamentar.

Em um vídeo publicado em uma rede social, Marco Silva chamou a operação de uma decisão “absurda da Justiça do Maranhão” e negou irregularidades. O blogueiro afirmou que apenas exerce a profissão de jornalista e criticou a apreensão de seus equipamentos, da arma legalizada e a prisão da esposa por desacato. Segundo ele, a ação representa censura e perseguição direta ao seu trabalho.

Leia, abaixo, a manifestação do investigado na íntegra:

“Uma das decisões mais absurdas da Justiça do Maranhão foi um mandado de busca e apreensão na minha residência, inclusive levando minha esposa presa. Levaram meu celular, levaram meu computador, levaram a minha pistola, que eu tenho porte de arma. Um absurdo, motivado por uma investigação da Seic. A Seic investigou o jornalista Marcos Silva após uma denúncia do deputado Francisco Nagib, que mora aqui em frente à minha residência.

O deputado, com todo o seu poder, com todo o seu dinheiro, com toda a sua amizade, resultou nisso aqui: um mandado de busca e apreensão na casa de um jornalista, jornalista formado que apenas faz o seu trabalho. Eu apenas faço o meu trabalho.

Eu não sou bandido, e aqui é a investigação da Seic, da Polícia Civil. A mesma polícia que, por diversas vezes, eu denunciei pessoas que estavam me difamando, me caluniando, me ameaçando, e nada deu. A investigação não foi pra frente, mas isso aqui de deputado vai. Isso aqui é a coisa mais absurda que tem contra a imprensa, um absurdo, e ainda mais levar minha esposa presa.”

A repercussão do coloca em xeque os limites entre investigações judiciais e o direito constitucional à livre manifestação e ao exercício do jornalismo. A medida viola diretamente a liberdade de imprensa e pode configurar um cenário de intimidação a profissionais da comunicação.

A ação policial contra um comunicador maranhense expõe mais uma vez a tentativa de censura e perseguição ao exercício da atividade jornalística. A medida foi desproporcional e intimidatória.

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