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BRASÍLIA, DF, 30.08.2017: CÂMARA-DIA - Deputado André Fufuca preside sessão deliberativa extraordinária no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira. (Foto: Walterson Rosa/FramePhoto/Folhapress)

André Fufuca viveu seu dia de glória. Livre do nervosismo da estreia, o presidente interino da Câmara passou a quarta-feira saboreando elogios dos colegas.

Um clima festivo marcou o início da sessão no plenário. Nos microfones, os representantes do povo se revezaram para celebrar o jovem deputado. “Quero registrar a satisfação de tê-lo na presidência desta Casa. É um orgulho para o Maranhão”, empolgou-se Júnior Marreca, do PEN. “É uma honra para todos nós tê-lo”, reforçou a deputada Conceição Sampaio, do PP. “Será certamente uma grande experiência para Vossa Excelência e para todos nós aqui que o admiramos”, acrescentou.

O ex-ministro Orlando Silva, do PC do B, comparou o colega ao rei do futebol. “Quando vejo provocações com relação ao apelido de Vossa Excelência, lembro-me de grandes brasileiros como Edson Arantes do Nascimento, que é mundialmente conhecido por seu apelido: Pelé.”

Chico Lopes, também do PC do B, definiu Fufuca como “um jovem que se torna brilhante”. “A sociedade parece que gosta de ver o jovem é no crack, na marginalidade. Quando ele se destaca, no lugar de elogiar, faz é mangofa”, protestou.

As queixas foram endossadas por Mário Negromonte Júnior, do PP. Ele disse que o presidente interino da Câmara é vítima de “notícias negativas”, propagadas por “moralistas de plantão”. “Como jovem, quero dizer que nós não vamos permitir isso. A imprensa política precisa respeitar esta Casa”, esbravejou o deputado. Alberto Fraga, do DEM, chamou os críticos do colega de “idiotas” e “imbecis”. “Eu acho que é falta de não ter o que fazer”, reclamou, num momento de humor involuntário.

Para quem vê a TV Câmara como “A Praça é Nossa”, foi uma sessão e tanto. No aspecto legislativo, Fufuca ficou devendo. Apesar dos elogios, o deputado não conseguiu pautar nenhum item da reforma política. A votação foi adiada mais uma vez —e semana que vem tem feriadão.

Da coluna Bernardo Coelho/ Estadão de São Paulo

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