A fiscalização das pesquisas eleitorais no Maranhão deve ser intensificada em 2026, afirmou a presidente do Conselho Regional de Estatística da 5ª Região, Hildete Costa, em entrevista à TV Mirante nesta sexta-feira (24). A atuação ocorre em meio ao aumento do número de institutos e à relevância das pesquisas no cenário eleitoral.
A visita ao estado faz parte de um cronograma que prevê ações nos nove estados da região, considerada a maior sob responsabilidade do conselho. O Maranhão foi escolhido como ponto de partida por ser o quinto maior colégio eleitoral do Nordeste e o primeiro em extensão territorial na região.
Hildete Costa afirmou que o trabalho no Maranhão não se limita à fiscalização, mas também envolve o conhecimento da realidade local e dos institutos que atuam no estado.
“Olha só, eu comecei querendo conhecer os institutos, eu não vim somente com a finalidade de fiscalizar”
Segundo ela, o conselho atua de forma planejada em ano eleitoral, quando cresce o número de institutos e aumenta a necessidade de acompanhamento técnico.
A presidente também explicou que a divisão dos conselhos regionais leva em conta a quantidade de profissionais, o que faz com que estados como Rio de Janeiro e São Paulo tenham conselhos próprios.
A fiscalização das pesquisas eleitorais no Maranhão segue diretrizes estabelecidas pela Lei Federal 6.839, que regulamenta o exercício das profissões.
De acordo com Hildete Costa, o primeiro responsável técnico pelas pesquisas é o estatístico, que define o processo amostral e os critérios metodológicos.
“Então, o primeiro responsável é o estatístico”
Ela destacou que, anteriormente, esses profissionais também elaboravam os questionários, mas que, atualmente, esse processo está mais estruturado com o uso de sistemas.
Em caso de irregularidades, o conselho atua inicialmente sobre o profissional responsável. Na primeira ocorrência, ele é notificado. Em casos de reincidência, pode ter o registro cassado, ficando impedido de atuar.
O número de institutos que realizam pesquisas eleitorais no Maranhão é considerado elevado.
Segundo a presidente, atualmente há 29 institutos cadastrados no estado, número que tende a crescer em períodos eleitorais.
Esse aumento reforça a necessidade de fiscalização contínua para garantir a qualidade técnica dos levantamentos.
Hildete Costa afirmou que as pesquisas eleitorais no Maranhão deveriam refletir o cenário real das disputas, mas reconheceu que nem sempre isso ocorre.
Ela apontou a existência de manipulações em alguns casos, o que reforça a importância do trabalho de fiscalização.
“Essas pesquisas deveriam representar realmente o que está por trás dos bastidores”.
Para acompanhar a divulgação dos dados, o conselho utiliza sistemas específicos e prevê a atuação de fiscais dedicados.
Segundo a presidente, haverá acompanhamento contínuo das informações registradas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) PesqEle, com monitoramento por região e análise dos dados divulgados.
O trabalho envolve a identificação de inconsistências, realização de correções e encaminhamento das informações para a diretoria.
Em casos mais complexos, o Conselho Regional atua em conjunto com o Conselho Federal de Estatística para definição de medidas.
O objetivo é garantir maior transparência e confiabilidade nas pesquisas eleitorais no Maranhão durante o período eleitoral.
