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Ex-tesoureiro do Banco do Brasil é preso por desviar R$ 1,2 milhão em Colinas

*Polícia Civil prende ex-tesoureiro de agência bancária investigado por desfalque milionário em Colinas*

POR:ASCOM/PC-MA

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nesta sexta-feira (14), um ex-tesoureiro de uma agência do Banco do Brasil, no município de Colinas, investigado pelo desvio de R$ 1.236.547,00.

A prisão foi realizada por meio do Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF/SEIC), em ação conjunta com a Delegacia de Polícia Civil de Colinas, após o cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário.

De acordo com as investigações, no dia 31 de julho de 2026, o funcionário deveria realizar a transferência da responsabilidade pela tesouraria antes do início de suas férias. No entanto, ele não compareceu ao trabalho. Durante as conferências realizadas posteriormente, foi constatado um expressivo desfalque no numerário da instituição financeira.

Os elementos reunidos no Inquérito Policial apontam que o investigado possuía acesso direto à tesouraria e aos terminais de autoatendimento da agência.

A análise das informações financeiras também identificou movimentações consideradas atípicas, como sucessivos depósitos em espécie, transferências entre contas de titularidade do próprio investigado e rápida dispersão dos valores. Segundo a investigação, as movimentações apresentavam montantes aparentemente incompatíveis com os rendimentos declarados pelo suspeito.

Diante dos indícios de autoria, da gravidade concreta dos fatos e do risco de ocultação ou dispersão do produto do crime, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, posteriormente decretada pelo Poder Judiciário.

Além da prisão, foi expedida ordem judicial, por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD), para o bloqueio de contas, aplicações e demais ativos financeiros mantidos em nome do investigado, até o limite de R$ 1.236.547,00, valor correspondente ao prejuízo apurado.

A medida tem como objetivo assegurar a recuperação dos valores e possibilitar o futuro ressarcimento da instituição financeira lesada.

Após o cumprimento do mandado de prisão e a realização dos procedimentos legais, o investigado permaneceu à disposição da Justiça.

As investigações continuam com o objetivo de reconstruir integralmente o fluxo financeiro, identificar o destino dos valores supostamente desviados, localizar eventuais bens adquiridos com o produto do crime e viabilizar o ressarcimento da instituição financeira.

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