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Empresa denunciada por ônibus sucateados recebe contratos de R$ 4,4 milhões em Barão de Grajaú; contratação pode ter sido direcionada

A Maranhão Empreendimentos & Serviços Ltda., empresa citada em reportagem sobre ônibus escolares sucateados em São Raimundo das Mangabeiras, firmou cinco contratos com a Prefeitura de Barão de Grajaú que totalizam R$ 4.457.371,20. Os acordos foram assinados em 7 de março de 2025, durante a gestão do então prefeito Gleydson Resende da Silva.

O maior contrato, de nº 028/2025, tem valor de R$ 3.176.569,68 e prevê serviços de transporte escolar para estudantes das zonas urbana e rural. Os outros quatro instrumentos, identificados pelos números 029-A, 029-B, 029-C e 029-D/2025, somam R$ 1.280.801,52 e envolvem a locação de veículos para atender às necessidades da administração municipal.

Um dos pontos que merece investigação é a forma de contratação. O contrato de transporte escolar foi firmado por meio de adesão à Ata de Registro de Preços nº 021/2024, originária da Prefeitura de Presidente Dutra. O procedimento levanta a necessidade de examinar os critérios adotados para a adesão, a justificativa de vantagem econômica, os preços praticados e a documentação que fundamentou a escolha da empresa.

A contratação ganha relevância diante dos questionamentos envolvendo a conservação de ônibus escolares em São Raimundo das Mangabeiras, onde a mesma empresa foi citada em reportagem sobre veículos em condições precárias. O cenário reforça a necessidade de verificar se os serviços contratados em Barão de Grajaú foram efetivamente executados e se a frota disponibilizada atendia aos padrões exigidos para o transporte de estudantes.

A concentração de mais de R$ 4,4 milhões em cinco contratos firmados na mesma data também exige transparência sobre os procedimentos administrativos adotados. É necessário analisar os processos completos, os documentos da ata original, os valores de referência, os pagamentos realizados e os relatórios dos fiscais responsáveis pela execução contratual.

A responsabilidade administrativa pelos contratos firmados em março de 2025 recai sobre a gestão municipal da época, comandada por Gleydson Resende da Silva. Cabe à administração esclarecer os fundamentos das contratações e demonstrar que os recursos públicos foram aplicados de acordo com a legislação e com o interesse coletivo.

A eventual existência de direcionamento não pode ser tratada como fato consumado sem provas documentais. No entanto, diante dos valores envolvidos e da modalidade de contratação utilizada, a regularidade do procedimento merece apuração rigorosa pelos órgãos de controle. O transporte escolar envolve dinheiro público e a segurança de crianças e adolescentes, não podendo ser tratado apenas como mais um contrato milionário.

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