A coordenadora do programa para América Latina do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), Cristina Zahar, solicitou às autoridades brasileiras o encerramento do inquérito contra o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. Pediu ainda a devolução dos equipamentos do jornalista, que foram levados na operação da Polícia Federal.
A violação do sigilo da fonte preocupa o Comitê, que defende a liberdade de imprensa globalmente. O CPJ produziu matérias em inglês e português sobre o caso envolvendo o jornalista Luís Pablo. “É um ultraje um jornalista ser silenciado pela mais alta corte do país simplesmente por fazer seu trabalho”, frisou Cristina Zahar.
A entidade classificou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), na operação contra o jornalista maranhense, como abuso de poder. No último dia 10, Luís Pablo foi alvo de um mandado de busca e apreensão, cumprido pela Polícia Federal.
A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após acusação do também ministro Flávio Dino de suposta prática de “stalking”, relacionada a reportagens publicadas em novembro de 2025 sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do magistrado.
Durante a diligência, foram apreendidos equipamentos de trabalho utilizados na atividade jornalística, como computador e aparelhos celulares.
