Cinco empresas fornecedoras de materiais hospitalares e prestadoras de serviços ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), em São Luís, são alvo de sindicâncias que apuram despesas realizadas sem contratos formalizados e pagamentos efetuados por meio de indenização.
Os procedimentos foram oficializados por portarias assinadas pela diretora-geral da unidade, Ilmara Arruda Pinho, e publicadas na edição nº 248 do Diário Oficial do Município.
As investigações buscam verificar a regularidade dos gastos e dos pagamentos realizados às empresas, diante da ausência de instrumentos contratuais formalizados.
Cada procedimento foi instaurado por meio de uma portaria específica.
A MSI Comércio de Materiais e Equipamentos Hospitalares-ME é alvo da Portaria nº 119/2026; a Brasil Hosp Produtos Médicos e Hospitalar Ltda., da Portaria nº 120/2026; a Lavare Gestão de Têxteis S.A., da Portaria nº 121/2026; a Madrid Comércio e Serviço Ltda., da Portaria nº 122/2026; e a Cirúrgica Fontelles Comércio e Representações Ltda., da Portaria nº 123/2026.
As sindicâncias têm como fundamento legal o artigo 244 da Lei Municipal nº 4.615/2006, que institui o Estatuto do Servidor Público de São Luís. Os cinco procedimentos serão conduzidos pela mesma comissão, composta por Maria Cristina Lima Marques, na presidência; Germano Silva Moura, como membro; e Alane de Fátima Feres Moraes Rego Araújo Serra, na função de secretária.
A comissão deverá analisar notas fiscais, comprovantes de entrega de materiais e documentos administrativos relacionados à autorização e à liquidação das despesas.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias em que os pagamentos foram realizados sem contratos formalizados e verificar a regularidade dos procedimentos administrativos adotados pelo hospital. A instauração das sindicâncias não representa, por si só, comprovação de irregularidades ou de responsabilidade das empresas envolvidas.
