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Cidade do Maranhão que pode desaparecer é destaque no Jornal Nacional

As fortes chuvas que ocorrem nos últimos meses no Maranhão têm causado vários transtornos e assustado moradores. Buriticupu vive em alerta por conta dos riscos causados pelas voçorocas, enormes crateras que, há mais de 30 anos, vem invadindo parte da cidade.

Em decorrência do fenômeno geológico, o Ministério de Integração e Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de calamidade pública da cidade que está correndo o risco de desaparecer.

Imagens de drone mostram areal situação da cidade que maior concentração de crateras. São 26 buracos gigantes que avançam, alguns chegam a medir 600 metros de extensão e 70 metros de profundidade. São tão grandes que atingiram o grau de voçoroca, quando fendas desse tipo alcançam o lençol freático.

Esses enormes abismos são provocados pelo fenômeno geológico, que acontece em áreas onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo. Com isso, fortes chuvas deixam os terrenos ainda mais suscetíveis a desmoronamentos.

Voçoroca é uma palavra de origem tupi-guarani, que significa terra rasgada, e é isso mesmo o que acontece no local: durante o período chuvoso, que vai de janeiro a junho, a enxurrada rasga o solo, abre fendas. Se nada é feito para conter o processo erosivo, vão se formando crateras que avançam rapidamente e atingem dimensões gigantescas.

O geólogo Clodoaldo Nunes estuda voçorocas há mais de 40 anos e acompanha a situação em Buriticupu.

“A situação é tão grave que eu não sei se não é mais fácil você realocar a cidade do que combater essas voçorocas”, afirma.

A cada ano, os buracos avançam, em média, cinco metros; ameaçam bairros inteiros.

“Era uma vila, uma vila grande aqui. Aqui tinha mais de 300 casas. Aí começou a cair, aí já tá indo para acolá e o povo só se mudando”, diz o eletricista João Batista Andrade.

As chuvas dos últimos dias agravaram o problema. O município decretou situação de calamidade pública, técnicos da Defesa Civil nacional e estadual estiveram no local.

“Esse procedimento tem que ser adotado, porque o município não tem mais capacidade de resolver este desastre sem o apoio, tanto do governo do estado quanto do governo federal”, afirma o comandante do Corpo de Bombeiros de Maranhão, coronel Célio Roberto.

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