A Câmara Municipal de São Luís vai realizar uma audiência pública para discutir e apurar possíveis irregularidades administrativas, financeiras e funcionais no âmbito da Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (SEMUSC) e da Guarda Municipal de São Luís.
A proposta, de autoria do Coletivo Nós (PT), foi aprovada e debatida na sessão ordinária desta terça-feira (12). A data da audiência pública será definida após uma reunião preparatória marcada para a próxima quinta-feira (14), às 9h, na própria Câmara.
A reunião de quinta terá a participação de vereadores, representantes dos guardas municipais, o sindicato da categoria, integrantes da corporação desde a fundação da Guarda, de 1988 e 1989, e o comando da instituição, com a presença do secretário Marcos Affonso, titular da SEMUSC.
O encontro foi articulado após reunião realizada nesta segunda-feira (11) entre o Coletivo Nós, a vereadora Professora Magnólia (União Brasil), o vereador Dr. Joel e o secretário municipal.
“Essa reunião é para que a gente possa ouvir todas as partes e, em seguida, agendar a nossa audiência pública, com a presença de toda a sociedade, a Imprensa, uma reunião aberta e mais ampliada”, explicou o co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT).
A mobilização dos guardas resultou na entrega e protocolo, nesta segunda-feira, de dois abaixo-assinados na Presidência da Casa Legislativa, um deles com 346 assinaturas de servidores de diferentes turmas e classes da corporação.
Os documentos também foram encaminhados ao gabinete da prefeita Esmênia Miranda (PSD) e reúnem denúncias de precarização das condições de trabalho, supostas perseguições internas e críticas aos Projetos de Lei Nº 0073/2026 e Nº 0074/2026, encaminhados pela Prefeitura ao Legislativo, que alteram a remuneração e os direitos da categoria.
No Plenário, o co-vereador Jhonatan Soares repercutiu denúncias feitas pela categoria e alertou que os projetos enviados pela Prefeitura podem resultar em perdas salariais entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para parte dos servidores.
O parlamentar também denunciou possíveis retaliações contra guardas que participaram das manifestações, incluindo registros de boletins de ocorrência e pedidos de anulação de nomeações de servidores ainda em estágio probatório.
