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Braide faz demissão em massa na CPL após contratação milionária da empresa de seu ex-assessor

Em uma canetada, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), demitiu treze servidores da Comissão Permanente de Licitação (CPL) após a contratação da empresa do seu ex-assessor por R$ 18 milhões. As exonerações ocorreram foram publicadas na edição do dia 10 de maio do Diário Oficial do Município.

Dois antes, o presidente da CPL, Washington Ribeiro Viêgas Neto, foi dispensado pelo gestor municipal (reveja aqui).

Foram exonerados o coordenador administrativo financeiro da Comissão, Omar Ferreira, o assessor jurídico Marcus Vinicius Silva, o analista jurídico Marcelo Bonfim Pereira, os assessores de planejamento estratégico, Luís Gustavo Marques e Lia Bastos Brandão, a coordenadora de Recursos Humano, Ildilene Camilo Pinho, e os membros da Comissão Central de Licitação, Wilma Freitas Rodrigues, Maura Helena Ferreira, Lilian Ribeiro de Santana, Janilda Ismênia Junqueira Lopes, Cayro Alencar, Amanda Dias Saldana, e Alexandre Souza Farias.

A demissão em massa ocorreu em meio ao escândalo do contrato milionário firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e Aroma & Sabor Alimentos Ltda, conhecida como restaurante Pier 77.

Os trâmites da contratação foram realizados pela CPL e obteve o aval da titular da pasta, Ana Carolina Mitri da Costa, no dia 2 de maio.

O PIER 77 pertence aos sócios Dmitrii Gainer e Arthur Henrique Segalla de Carvalho Pereira e foi contratada para prestar serviços de nutrição e alimentação hospitalar para as unidades Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (SocorrãoII), Casa de Parto Nazira Assub, Hospital da Criança, Pronto Socorro do Anil, CAPS AD, CAPS II e CAPS Infantil.

Segalla foi assessor parlamentar do prefeito Braide, na época em que foi deputado estadual. A sua nomeação ocorreu em janeiro de 2012.

Acesse aqui o diário oficial

One thought on “Braide faz demissão em massa na CPL após contratação milionária da empresa de seu ex-assessor

  1. Não sabia que a CPL tinha poder de assinar o contrato das secretarias e órgãos, achei que a comissão fosse só para dirigir as licitações. Será que o prefeito não sabia da assinatura desse contrato milionário sem licitação? Supõem-se que todos os contratos passam pelo crivo do prefeito antes de ser assinado principalmente com valores milionários. Isso me faz lembrar a licitação para a contratação de empresa de merenda escolar cuja licitação foi “vencida” pelo grupo que já está na Semed desde 2002. O pregoeiro negou recurso administrativo colocado pela RC contra o resultado favorável a duas outras empresas, mas coube a secretária de educação Caroline decidir, e ela o fez em favor da Rc. Ninguém com dois neurônios acreditou que ela adjudicou a licitação, em favor da RC, por vontade própria.

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