O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), foi desmascarado por feirantes do Mercado Central, nesta quarta-feira (11).
Em um evento da Prefeitura, transmitido nas redes sociais, o gestor da capital maranhense classificou como isolada a manifestação realizada por feirantes no entorno do Mercado Central, ocorrida nesta quarta-feira. Ele afirmou que vem atendendo as solicitações dos feirantes há, pelo menos, 1 ano, porém “assim existem pessoas que se sentem insatisfeitas e que acham que podem prejudicar a vida do outro”
“Durante muitos anos sempre pediram para reformar o Mercado Central de São Luís. Nós tivemos a coragem de enfrentar esse desafio, mas para isso nós precisávamos pensar nos feirantes. Com isso, nós construímos um outro mercado, o Mercado da Cidade, só para os feirantes ficarem temporariamente, enquanto construirmos o novo Mercado Central. O Mercado da Cidade ficou tão bom que alguns chegaram a dizer que nem queriam mais saber do Mercado Central. Mesmo assim, é importante dizer que são mais de 350 feirantes e que a grande maioria já está no Mercado da Cidade, mas um grupo pequeno, que não sei dizer o motivo da manifestação, não quer sair do local que será reformado. Confesso, diante de toda a luta que tivemos, já estamos dialogando há um ano e meio, atendendo todas as solicitações, mas mesmo assim existem pessoas que se sentem insatisfeitas e que acham que podem prejudicar a vida do outro, com o fechamento de uma avenida. As vezes é difícil ser prefeito, porque quando estamos fazendo o bem, tem gente que não quer o bem”, lamentou, reforçando que as obras seguirão o cronograma previsto apesar das manifestações”, disse.
Após o desabafo do prefeito, os feirantes mostraram a realidade do novo mercado da cidade, contrastando com a fala de Braide.
No vídeo, os profissionais afirmam que estão gastando do próprio dinheiro para construir o quiosque.
Assista:

Ah, esse cidadão é craque em transformar cada problema da gestão em espetáculo de auditório. Ônibus quebrados? Ele não fala em manutenção, fala em “drama coletivo”. Orçamento estourado? Vira “tragédia grega” para a plateia. Feirantes reclamando? Ele se coloca como o narrador da novela, sempre com aquele tom de “vejam como sofremos juntos”.