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Após ser alvo da PF, Raimundo Cutrim parte para cima de Flávio Dino: “inimigo pessoal e político”

Após ser da Polícia Federal por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, o secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, fez graves denúncias contra Dino, onde ele o classifica como “reconhecidamente inimigo meu, pessoal e político, desde que ele era governador e eu deputado estadual”.

O vídeo foi publicado pelo sites do Luís Pablo e Diário do Poder.

Dias antes de ser alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (17), ordenados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, o secretário de Assuntos Legislativos e ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, gravou vídeo denunciando o que classificou como “onda de terror” promovida por aliados do magistrado no Estado. No vídeo, de 11 de julho, Cutrim contou que já havia sido alertado sobre iminente ação contra ele, informação que circulava como “boato” espalhado por parlamentares “dinistas”.

Raimundo Cutrim, que também é delegado aposentado da Polícia Federal e ocupou por duas vezes a Secretaria de Segurança Pública do Estado, defendeu sua trajetória no vídeo, ressaltando ser um homem de “vida limpa”. Ele reconhece o parentesco distante com Gilbson César Soares, autor confesso do homicídio no caso Tec Office, mas acusa o grupo político ligado a Dino de utilizar o crime de forma oportunista. “Gilbson matou sob a luz do dia, confessou repetidas vezes. Disse que o fez por problema pessoal”, lembrou o secretário.

O ponto mais crítico do vídeo é quando Cutrim questiona a imparcialidade de Dino para julgar o caso, referindo-se ao fato de ser explicitamente seu “rival político”. Cutrim relata que tomou conhecimento de um suposto mandado de prisão por obstrução de Justiça através de parlamentares “dinistas”. Ele vai além nas acusações, afirmando que esses mesmos parlamentares se fizeram de “portadores de recados propondo troca de sentenças do mesmo ministro por redutos eleitorais” nas eleições de 2024.

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