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Antelius da construtora EPENG também foi alvo de buscas em operação da PF

Empresário e sócio da Epeng – Empresa de Projetos de Engenharia Ltda, Francisco Antelius Sérvulo Vaz, foi um dos alvos da operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal no Maranhão. Ele, o ex-secretário de Articulação Política do governo Brandão, Rubens Pereira, e o ex-adjunto da pasta, Gabriel Tenório, estão sendo investigados esquema de desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado e sofisticado que utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para dissimular a origem de recursos públicos, que eram canalizados para campanhas eleitorais.

O grupo também operava por meio de contas bancárias de terceiros e realizava saques em espécie e transferências fracionadas, prática típica de lavagem de dinheiro destinada a dificultar o rastreamento das operações.

A apuração revelou que, nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024, foram movimentados valores superiores a R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais.

Essa não é primeira que Francisco Sérvulo se torna alvo da PF. Em 2016, ele esteve na mira da operação Ápia, deflagrada pela Polícia Federal no Tocantins.

O empresário esteve envolvido em fraude em licitações para obras de infraestrutura naquele estado, principalmente terraplanagem e pavimentação asfáltica. Os membros da suposta organização criminosa (Orcrim) fraudaram e frustraram, mediante ajuste, combinação e outros expedientes, o caráter competitivo de licitações da Agência de Máquinas e Transportes do Estado do Tocantins (Agetrans).

Francisco Antelius Sérvulo Vaz ofereceu propina caso a sua empresa Epeng – Empresa Projetos de Engenharia Ltda fosse declarada a vencedora de contratos milionários no Tocantins. Além disso, ocultou e dissimulou a origem, localização, disposição, movimentação e propriedade dos valores provenientes, direta e indiretamente, dos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e crime contra o sistema financeiro nacional, mediante formulação de contrato fictício de compra e venda de maquinário entre EPENG e KK Máquinas.

O empresário foi preso pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, mas foi solto quase dois meses depois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região.

O Ministério Público Federal chegou a oferecer denúncia contra o Francisco Antelius.

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