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Jefferson Portela mandou investigar Josimar de Maranhãozinho, diz delegado

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, delegado Jefferson Portela, mandou que fosse aberta uma investigação contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR) e retirar o nome do superintendente de Articulações da Baixada, Penaldon Jorge, do bojo da investigação que resultaria na 2ª fase da “Operação Jenga”, segundo revelou a nova carta escrita pelo delegado Ney Anderson Gaspar, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado.

O documento faz parte da série de denúncias feitas a príncipio pelo ex-delegado Tiago Bardal (reveja aqui) e reforçadas por Anderson em outra carta divulgada por este Blog, na qual relata ordens do chefe da pasta para investigar, monitorar desembargadores e grampear familiares de magistrados (relembre o caso).

Portela chegou a negar as acusações e classificou o teor da primeira carta como mentirosa (releia aqui). A denúncia motivou o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), José Joaquim Figueiredo dos Anjos, a exigir uma investigação rigorosa para apurar as denúncias sobre espionagem a desembargadores do TJ e difamação a juízes (reveja).

No texto, obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, Gaspar acusa, ainda, Portela de chamar Maranhãozinho de “Zé Gerardo do Maranhão”, considerado na época um dos maiores chefes do crime organizado do Estado. O delegado diz também que o secretário ordenou a retirada de policiais militares e delegado ligados ao parlamentar das áreas de influência política do mesmo, pois ele, na época, era oposição ao governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa.

“Pediu para investigássemos o deputado Josimar de Maranhãozinho, chamando-o de o novo ‘Zé Gerardo do Maranhão'”, ressaltou o delegado, também relatando que o secretário chamava Maranhãozinho de maior bandido em atividade do Maranhão atualmente.

Em outro trecho da carta, o ex-chefe do DCCO dá mais detalhes das intenções e atitudes nada republicanas do titular da SSP, que, segundo ele, tiveram motivações exclusivamente políticas.

Ney afirmou que Jefferson interferiu diretamente nas investigações da Operação Jenga, após saber que um integrante do governo figurava no bojo da apuração e mandou retirar o nome do auxiliar. O secretário chegou criticar a nomeação e chamou o governador Flávio Dino de “doido”.

Penaldon Jorge ao lado do ex-secretário de Articulação e atual deputado federal Márcio Jerry.

Penaldon Jorge ao lado do ex-secretário de Articulação e atual deputado federal Márcio Jerry.

O membro da gestão estadual citado é o ex-deputado Penaldon Jorge, que foi nomeado como Superintendente de Articulação Regional de Pinheiro pelo ex-secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry. Atualmente, Jerry ocupa uma cadeira na Câmara Federal.

“O caso do ex-deputado Penaldon Jorge, que poderia ser indiciado no bojo do inquérito da operação ‘Jenga’, fase 2, ou ter a sua prisão temporária decretada, foi nomeado superintendente de Articulação da Baixada, onde foi dito ao secretário que isso traria prejuízo a imagem do governo, e o mesmo respondeu: ‘não bota esse, parece que esse governador está ficando doido'”.

No documento (veja abaixo), Gaspar narra como o secretário tentou prender o ex-deputado Alberto Franco e como ocorreu a prisão de um policial militar em um final de semana. Para ele, a tentativa de prisão do ex-parlamentar teria fundo pessoal-político.

“Em pleno sábado convocou [Jefferson Portela] este subscritor, o ex-superintendente da Seic, Bardal, e o delegado Renê, para fazermos um suposto flagrante contra um policial militar e um pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado Alberto Franco. Após análise jurídica do fato e percebendo o interesse pessoa do secretário que estava lá durante um final de semana, induzindo o depoimento de eventuais vítimas, flagrante assinado na ocasião apenas pelo então superintendente [Tiago Bardal]. Mais um típico caso do uso do cargo de secretário para fazer politicagem”

Delegado Lawrence Melo abraçado com o secretário de Segurança Jefferson Portela.

Delegado Lawrence Melo abraçado com o secretário de Segurança Jefferson Portela.

Mais um ponto colocado pelo delegado foi a exoneração do delegado Lawrence Melo da Delegacia Geral de Polícia Civil, inclusive fala que Melo foi chamado de traidor por Portela.

Em seguida, Ney Anderson aumenta o tom das acusações contra o chefe da pasta e afirma que o auxiliar do governador tem objetivo claro, que é conseguir uma vaga de deputado. “Seu objetivo é meramente eleitoreiro visando uma vaga para deputado e para tal é capaz de tudo”. Ele negou, ainda, qualquer relação com o ex-delegado Tiago Bardal.

Outro lado

Alberto Franco, ex-deputado estadual, afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso.

O delegado e presidente da MOB, Lawrence Melo, informou que cumpriu a missão quando exerceu o cargo de delegado geral da Polícia Civil, sendo leal ao chefe hierárquico e aos subordinados da corporação.

Procurados, a Secretaria de Segurança Pública, deputado federal Márcio Jerry, secretário de Articulação Rodrigo Lago, procurador Geral de Justiça Luíz Gonzaga, o presidente da Assembleia Legislativa e o deputado federal Josimar de Maranhaozinho não se pronunciaram até o fechamento desta reportagem.


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Poder

Presidente do TJ exige investigação sobre espionagem de desembargadores

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), José Joaquim Figueiredo dos Anjos, exigiu uma investigação rigorosa para apurar as denúncias feitas pelo ex-delegado Tiago Bardal e ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, delegado Ney Anderson, sobre espionagem e tentativa de investigação de desembargadores e juízes do TJ.

“Tendo em vista matérias publicadas no Blog do ‘Neto Ferreira’ em que o ex-delegado de Thiago Bardal e o delegado Ney Anderson Gaspar acusam, reiteradamente, o Secretário Estadual de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, de ter determinado suposta espionagem ilegal contra desembargadores e juízes, o Tribunal de Justiça, no exercício de suas funções constitucionais, vem a público e perante as autoridades exigir uma rigorosa e imparcial investigação de tais denúncias”, afirma a nota oficial emitida pelo desembargador.

O magistrado resolveu se manifestar após a divulgação de uma série de acusações direcioandas ao chefe da SSP por Bardal e Gaspar, onde revelaram ordens para investigar, monitorar e colocar escutas ilegais em carros de desembargadores. Além disso, Portela está sendo acusado de espionar familiares dos magistrados.

As denúncias afirmam que o auxiliar do governador Flávio Dino teria chamado juízes de bandido.

Leia também __________________________________

Delegado revela ordem de Portela para monitorar Guerreiro e grampear filhos de desembargadores

Delegado diz que secretário de Segurança mandou investigar 4 desembargadores


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Poder

Delegado revela ordem de Portela para monitorar Guerreiro e grampear filhos de desembargadores

“A desembargadora Nelma sempre foi alvo do secretário de Segurança, chegando a falar em colocar escutas ambientais nos seus veículos”, revelou Ney Anderson.

O ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), delegado Ney Anderson Gaspar, trouxe à tona novos fatos com riqueza de detalhes sobre a atuação da Secretaria de Segurança Pública para investigar desembargadores do Tribunal de Justiça, assessores e filhos.

No documento, obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, Gaspar escancara fatos graves e destrincha como Jefferson Portela atuava para conseguir os seus objetivos ordenando monitoramento de magistrado, tentando usar interceptações telefônicas e escutas ambientais ilegais. Ele diz também que provas são forjadas para incriminar adversários da SSP e que o chefe da pasta interfere diretamente nas investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) com o intuito de parar ou direcioná-las.

A reportagem entrou em contato com o delegado que confirmou a autencidade do documento.

A carta agrava a crise institucional que se instalou entre a Corte Judiciária e o governo após o Blog divulgar o depoimento do ex-delegado Tiago Bardal ao juiz da 2ª Vara Criminal de São Luís, José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior.

O ex-titular do DCCO reafirma que desembargadores foram alvos de tentativa de investigação a mando de Portela. “A denúncia feita pelo delegado Bardal é totalmente verídica. O secretário de Segurança mandava constantemente que apurássemos algo ilícito de alguns desembargadores, pedia que iniciássemos as investigações pelos assessores, chegando a pedir que inseríssemos em interceptações de facções criminosas o número telefônico desses assessores, conhecida como ‘barriga de aluguel’, porém nunca compactuamos com esses pedidos, pois até então não tínhamos qualquer fato que ensejasse uma investigação preliminar”.

Ney Anderson frisa: ele [Jefferson Portela] sempre falava que ainda iria mandar um juiz ou desembargador para cadeia”. A declaração reforça o que Bardal já havia relatado em depoimento (saiba mais).

Segundo o delegado, o auxiliar do governador pediu para fazer gravações “ilegais” contra a filha e o genro do desembargador Guerreiro Júnior. “O secretário de Segurança pediu algumas vezes para colocarmos o número da filha do referido desembargador, Fernanda, e do seu marido Marcelo”. Ney disse ainda que foi montada uma equipe policial para monitorar o magistrado, pois na semana da deflagração da Operação Jenga era esperado que Guerreiro soltasse o agiota Pacovan com o objetivo de obter vantagens financeiras, uma vez que a filha advogava para o alvo principal da ação.

O Habeas Corpus não foi concedido por Guerreiro Júnior, mas sim pelo desembargador Tyrone Silva. Em virtude disso, segundo Ney Anderson, Portela mandou a equipe de delegados da SEIC fazer uma “reclamação” na Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) contra o togado e que ele iria assinar. O texto diz ainda que delegado tentou impedir o envio do documento, mas não conseguiu. “Este subscritor tentou convencê-lo a mandar para o Ministério Público ou que não assinasse, mas o secretário estava determinado a assinar, foi quando seu assistente ‘Osman’ concordou comigo, mas o secretário ordenou que Bardal assinasse, que qualquer coisa, segundo palavras do secretário, ‘ele segurava'”.

Em outro trecho do documento, o delegado afirma que o desembargador Fróz Sobrinho foi alvo de Jefferson, inclusive detalha que houve um pedido de inserção dos números de dois assessores do magistrado em interceptações, identificados apenas como Eric e Glauber. Glauber é filho do desembargador José Bernardo, da 2ª Câmara Criminal do TJ.

A carta, de 7 páginas, revela que a desembargadora Nelma Sarney sempre foi alvo do secretário de Segurança Púbica, e que o mesmo falou em colocar escutas ambientais nos carros da magistrada, em investigar o irmão chamado Telmo e inserir números dos assessores em interceptações telefônicas, nas quais tinham outro objetivo.

Mais um ponto grave narrado pelo delegado é que Portela chamava juízes da primeira instância de bandidos, entre eles estão Osmar Gomes, Clésio Coelho Cunha e Marco Aurélio.

Ney Anderson rememorou, ainda, fatos relativos ao caso Décio Sá. Ele confirmou que o secretário se irritou ao ver que houve um aprofundamento nas investigações da morte do jornalista e tentou barrar a continuação do procedimento. As informações ratificam o depoimento prestado pelo ex-chefe da Seic (veja também).

“Outro relato que não próspera é que quando o secretário diz que ele mandou que me apresentasse no seu gabinete, pois fui levar espontaneamente os autos e quando o entreguei, ele leu, ficando nervoso e disse estas palavras ‘pensei que vocês já tivessem queimado isso’. Em momento algum mandou entregar os autos para o delegado geral, ficando com ele o procedimento e eu fui embora”, afirmou Gaspar.

No texto, Ney Anderson diz também que ele e a sua família estão recebendo ameaças. “Tentam forjar provas para me incriminar e denegrir minha imagem, devassaram minha vida e da minha família por mais de um ano, inclusive forçar pessoas a fazer delações inverídicas para incluir meu nome, não obtendo sucesso, pois a verdade é um luxo somente para quem não tem nada a esconder”.

Baixe a carta na íntegra aqui.

Depoimento

Em meados do mês de março, o ex-delegado Tiago Bardal prestou depoimento na 2ª Vara Criminal e fez declarações bombas onde colocou o titular da SSP, Jefferson Portela.

Na ocasião, Bardal afirmou que Portela mandou investigar desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. Além disso, o acusou de engavetar um pedido de reabertura do caso Décio Sá, que foi morto em abril de 2012.

Outro lado

Procurado pelo Blog do Neto Ferreira, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela afirmou que as informações são mentirosas e que nem Ney Anderson nem Tiago Bardal irão impedí-lo de combater o crime organizado. “Bandido de nenhum tipo irá fazer eu recuar contra o crime”.

Portela pediu também que o autor da carta falasse sobre o motivo pelo qual o fez sair do comando do DCCO.

O corregedor-geral de Justiça, Marcelo Carvalho, afirmou em nota, que “de acordo com o Regimento Interno e o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça, poderá atuar de ofício ou mediante representação, no que diz respeito à sua função correicional. Assim, para que manifeste qualquer entendimento a respeito de afirmações contra juízes, é necessária a apresentação de provas, a exemplo do mencionado documento, ou representação de parte interessada.”

O juiz Clésio Cunha disse que não é a primeira vez que é chamado de bandido. “Não é primeira vez que gente do Governo do Maranhao me chama de bandido. Deus falou por mim nas outras vezes do TJMA ao STF.”

Em reposta ao Blog, a filha e o genro do desembargador Guerreiro Júnior, Fernanda e Marcelo, disseram que foram monitorados, seguidos em um show em São Luís e que o escritório de ambos foi invadido após a deflagração da operação Jenga pela Polícia Civil.

A nota diz ainda que no dia da deflagração da ação Marcelo e Fernanda foram até a delegacia, pois a filha de Guerreiro Júnior era advogada de Pacovan. No local, o casal foi indagado se Fernanda iria acompanhar o agiota durante a apresentação, uma vez que o plantão seria do magistrado já mencionado acima.

“Na mesma hora Fernanda falou que iria sim acompanhar Pacovan e que não seria antiética ao ponto de solicitar para um outro advogado impetrar um habeas corpus para que o pai dela analisasse.
O que de fato jamais ela faria ou o desembargador Guerreiro analisaria, pois o Pacovan é amigo da nossa família, o que de pronto afasta a possibilidade de tal análise.”

O Blog tentou entrar em contato com os juízes Osmar Gomes e Marco Aurélio, mas até o fechamento da matéria não se pronunciaram.

Procurados, o Ministério Público e a presidência do Tribunal de Justiça também não se manifestaram sobre o caso.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA), informou que seu posicionamento sempre será no sentido de que toda denúncia seja apurada com rigor e responsabilidade.

Os assessores Eric e Glauber, bem como a desembargadora Nelma Sarney, foram procurados, mas não se manifestaram até o momento.


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Poder

O contrato de R$ 21,9 milhões da Segurança Pública

R$ 21.936.360,42 (vinte e um milhões, novecentos e trinta e seis mil, trezentos e sessenta reais e quarenta e dois centavos). Esse é o valor exato que a Secretaria de Segurança Pública, que tem como titular Jefferson Portela, contratou a Ticket Log, localizada na cidade de Campo Maior, no Rio Grande do Sul.

A empresa tem como sócios Marcos Schoenberger, Gustavo Zanardi Chicarino e Sandro Ricardo Gejão Marim.

No sábado (31), completa-se 1 ano de vigência do contrato, firmado em 2017 entre a SSP e a Ticket Log para prestar serviços de gerenciamento eletrônico com uso de tecnologia de cartões magnéticos individuais, com fornecimento de combustíveis e lubrificantes da frota de veículos da instituição, com manutenção preventiva e corretiva dos veículos.

Resta saber se a SSP renovará, ou melhor, aditivará o mesmo…

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Poder

Jefferson Portela prioriza elucidar apenas homicídios midiáticos

Músico JJ.

A Polícia Civil, até o momento, não elucidou o caso do músico José de Jesus Menezes dos Santos Júnior, mais conhecido como JJ, de 31 anos, que foi morto após uma discussão com o jovem identificado como Fernandinho em um grupo de Whatsapp.

O crime aconteceu no sábado (9) e a Superintendência de Homicídios ainda não deu qualquer resposta para a família e amigos do músico.

Ao que parece a polícia do secretário de Segurança, Jefferson Portela, prioriza apenas os casos que dão repercussão na mídia e nas redes sociais. Seria uma estratégia do próprio auxiliar de Flávio Dino para se promover?

Afinal, crimes parecidos, como foi o do ex-prefeito de Barra de Corda, Nenzim, assassinado pelo próprio filho, tiveram elucidação rápida e precisa.

No entanto, o caso de JJ está sendo tratado de maneira diferente, dispersa e sem qualquer tipo de interesse por parte da Polícia Civil e do próprio secretário de Segurança. Já passaram mais de 48 horas e o assassino do músico continua solto.

E as dúvidas começam a surgir: Cadê a agilidade e precisão que tanto o sistema de segurança se vangloria ao solucionar um homicídio ou latrocínio ou feminicídio de grande repercussão? A polícia e o próprio Jefferson Portela só se empenham em elucidar crimes que dão notoriedade na imprensa e nas redes sociais?

Enquanto a polícia, comandada por Portela, caminha à passos lentos, os familiares e amigos lutam para que a justiça seja feita e o executor de JJ seja preso.

Entenda o caso

O músico e dono da banda Lorena Prazeres, José de Jesus Menezes dos Santos Junior, mais conhecido como JJ, de 31 anos, foi morto a tiros no último sábado (9), em um posto de combustível, que fica em frente à Citröen, em São Luís.

Segundo informações, JJ discutiu com o jovem conhecido como “Fernandinho dos Perfumes” em um grupo do WhatsApp, o que teria motivado o assassinato.

O músico chegou a ser levado à UPA do Araçagi, mas não resistiu e veio a óbito.

O acusado do crime está foragido. Ele é morador da Cohab e tem várias passagens pela polícia por porte ilegal de arma, ameaça, posse de drogas e violência doméstica.


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Poder

Jefferson Portela não será mais candidato a deputado nas eleições de 2018

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, emitiu, nesta quarta-feira (8), um comunicado onde informa que não será mais candidato a deputado nas eleições de 2018.

A nota foi publicada na conta do Facebook do gestor. Leia abaixo:

“Comunico a todos que não serei candidato a quaisquer cargos nas eleições de 2018. Continuarei, como estive nos últimos 19 anos, combatendo o crime em todas as suas formas. Deixo aqui meus agradecimentos aos que manifestaram apoio, mas seguirei com o trabalho na SSP/MA.”


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Poder

Flávio Dino dá ultimato a Jefferson Portela

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O Secretariado do Governo do Maranhão deverá sofrer mais mudanças nas próximas semanas. E a bola da vez pode ser o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portella.

Dino teria dado a entender, durante um evento, onde secretário também participava, que o próximo a sair seria ele. Segundo fontes fidedignas, caso os resultados em relação a segurança pública não melhorem, Portella deixará o cargo.

É bastante notório o aumento da violência em todo o Maranhão. Em média, acontecem 4 homicídios por dia. Sem falar dos arrombamentos de caixas eletrônicos e assaltos a banco.


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Maranhão

Jefferson Portela e Augusto Barros fazem mudanças na Polícia Civil

O Governo do Estado promoveu mudanças na cúpula da Polícia Civil. As mudanças foram anunciadas nesta terça-feira (3) pelo delegado geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, que explicou que o objetivo das mudanças é busca pelo aprimoramento, bem como a eficiência dos delegados.

Mudanças na cúpula da Polícia Civil.

Mudanças na cúpula da Polícia Civil.

As alterações começam pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), que passa a ser coordenada pelo delegado Tiago Bardal que já vinha desenvolvendo um excelente trabalho à frente da Superintendência de Investigações ao Narcotráfico (SENARC). Ainda de acordo com o delgado geral, a principal meta é otimizar os trabalhos realizados pelo delegado Tiago Bardal em todos os departamentos.

Para o Secretário de Segurança Pública Jefferson Portela, essas alterações são de natureza organizacional, que tendem a uma movimentação de acordo com o olhar dos novos dirigentes para a área. “É apenas um fortalecimento com a experiência dos que já foram dirigentes e continuam sendo, mas em lugares diferentes. Não é uma mudança essencial, mas uma forma de fortalecimento da ação policial”, garantiu o secretário.

O Delegado Geral transferiu André Gossain para a direção do Departamento de Operações Táticas Especiais com o objetivo de aproveitar suas experiências na criação das Operações Especiais no Estado. O (DOTE) é subordinado a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), e tem como objetivo desenvolver técnicas aprimoradas para situações de alta complexidade, bem como preparar e aperfeiçoar a performance dos policiais diante das circunstâncias atípicas inerentes aos riscos da profissão.

Assume agora a Superintendência Estadual de Repressão ao Narcótico (Senarc), o delegado Carlos Alessandro, que compunha o Departamento de Combate ao Crime Organizado da SEIC. A missão dada pelo Delegado Geral é desenvolver o bom trabalho que já vinha sendo realizado pelo delegado Tiago.

Houve também uma mudança no âmbito da estrutura da Delegacia Geral. De acordo ainda com Augusto Barros, o delegado Lawrence Melo Pereira assume a Superintendência de Combate a Corrupção, (SECOR) e assumindo o cargo de delegado adjunto da DG, foi nomeada a delegada Adriana Amarante, que era Superintendente da Policia Civil da Capital, (SPCC).

Para a Superintendência da Policia Civil na Capital, Augusto Barros escolheu o delegado Armando que estava trabalhando no setor de inteligência do Sistema de Segurança Pública.


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Crime

Secretário de Segurança Pública diz que mecânico não era “criminoso”

Secretário de Segurança.

Secretário de Segurança.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, disse ontem quinta-feira (4) que o mecânico executado na cidade de Vitória do Mearim, a 178 km de São Luís, não teve envolvimento com nenhum crime. O mecânico Irialdo Batalha foi assassinado por um vigilante da Prefeitura da cidade na frente de policiais militares.

Os policiais militares estão presos em São Luís, e o vigilante suspeito da execução do mecânico, que foi identificado como Luiz Carlos Machado, foi preso pelo Serviço de Inteligência da 13ª Companhia da Polícia Militar de Viana na noite dessa quarta-feira (3). Ele estava escondido em um quarto alugado no bairro da Forquilha, em São Luís.

De acordo com o secretário, testemunhas oculares não confirmaram que o mecânico tenha disparado contra a guarnição da Polícia. Ele também acrescenta que não há nenhuma constatação de envolvimento dele com a prática de roubo, situação essa revelada por meio das imagens.

“Nós temos o fato grave de que testemunhas oculares não confirmam que os motoqueiros tenham disparado contra a guarnição e segundo não confirma que tenha caído após a queda dele na estrada tenha caído alguma arma perto da vítima e terceiro não há nenhuma constatação de envolvimento deles com a prática de roubo, pelo o contrário, até agora não há nada que vincule a autoria deles contra a prática de roubo. Tanto que o juiz soltou o condutor da moto porque ele havia sido autuado não por roubo. Ele havia sido autuado por tentativa de homicídio e resistência em relação à guarnição e foi solto por decisão judicial”, esclareceu.

Sobre a participação do vigilante em uma operação policial, o secretário Jefferson Portela reprovou a atitude da unidade de policiamento do município maranhense. “Ele estava com uma aparência de policial. Isso é um erro da unidade local porque qualquer servidor municipal ou estadual cedido pela unidade de Polícia ele só pode exercer atividade administrativa interna. Jamais participar de procedimentos policiais. Ele não poderia está com a aparência de policial, muito menos armado e envolvido em uma ação policial, tanto que deu no que deu”.

Relembre
Na tarde do dia 28 de maio, Luiz Carlos acompanhava dois policiais militares em uma operação que visava interceptar dois suspeitos de serem assaltantes. Eles montaram uma blitz na BR-122, entre Vitória do Mearim e Arari. Irialdo e o amigo Diego Ferreira estavam em uma moto, não pararam na blitz e foram alvejados. Irialdo tinha 34 anos de idade, havia chegado do Pará há um mês e estava prestes a voltar.

No vídeo, Luiz Carlos Machado aparece atirando contra a vítima desacordada, junto com dois policiais militares que foram presos. A execução aconteceu em plena luz do dia. Luiz Carlos era funcionário da Prefeitura de Vitória do Mearim e estava cedido à Polícia Militar. (Do G1MA).


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Política

César Pires detona secretário de Segurança: “ele se comporta como menino, imaturo e incapaz”

O deputado César Pires (DEM) criticou, na sessão desta segunda-feira (1º), o secretário de Segurança Pública do Estado, Jefferson Portela, acusando-o de se portar de forma inadequada à frente do cargo que ocupa no governo do Maranhão. Segundo César Pires, o recente episódio da chacina ocorrida na praia de Panaquatira, no município de São José de Ribamar, possibilitou à sociedade perceber o despreparo do secretário de Segurança Pública.

“A tragédia ocorrida em Panaquatira serviu para demonstrar a truculência, a incapacidade e a inconsequência do senhor secretário de Segurança. Quanto destempero, mostrando seu desequilíbrio emocional e a sua falta de convivência com o cargo que tem, pois apelou para o Twitter, próprio dos incompetentes, dos falidos de ideia, dos que não sabem, na verdade, a responsabilidade que tem sobre os ombros; ele revelou-se um incapaz”, afirmou César Pires.

Ele lamentou o fato de a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa não ter dado uma resposta à agressão feita contra membros da Casa. “Lamento a Mesa não ter dado resposta àquela agressão que nós sofremos, eu, o deputado Adriano e o deputado Edilázio. Alegou ele sermos sabujo do Sarney. Olha, o Sarney merece o meu respeito, não convivo perto dele, não tenho intimidade estreita com ele, mas ele é um homem da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasileira de Letras, mas não conheço a academia dos incompetentes maranhenses, dos incapazes maranhenses, porque, se assim tivesse, o senhor secretário era a avant-première da história, para poder ser, na verdade, o que subiria ao pódio da incompetência e da truculência”, frisou o deputado na tribuna.

César Pires enfatizou que o secretário Jefferson Portela faz apelações grosseiras em redes sociais, por ser “incompetente para o cargo que ocupa”. “Ele apela, sim, e eu prefiro ser sabujo do Sarney a ser um aliado de um incompetente, de um incapaz, como o senhor Jefferson Portela. Ele remete, na verdade, as querelas que um dia utilizei nesta tribuna quando agrediu a sua própria família e que eu vim aqui defender a sua sogra. Talvez, ele tenha guardado dentro do seu peito o ódio e o rancor de mim por isso. Vou continuar a minha luta sem trégua e sem trincheira, para poder defender todas as pessoas que me procuram”, acrescentou César Pires.

Ao encerrar seu discurso, o deputado ressaltou que está convencido de que Jefferson Portela é um secretário de Estado que não merece o posto que ocupa.

“Ele se comporta como um secretário menino, imaturo, incapaz, incompetente, truculento. Se ele está pensando que vai amedrontar as pessoas como capitão do campo, como delegado nas épocas dos anganho em que era escolhido pela força e pela quantidade de mortalidades que suas armas executavam, está bem equivocado. É preciso na verdade que tenha talento, tenha visão e lucidez da missão para a qual foi escolhido. Talvez ele nem saiba o que é isso, não sabe o que é a sua missão, não sabe o que é uma visão da sua instituição e da pasta que dirige”, enfatizou César Pires na tribuna.


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