Política

Comissão da Assembleia dá parecer a favor da cassação de deputado do PCdoB

Deputado Fernando Furtado.

Deputado Fernando Furtado.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Maranhão, emitiu parecer favorável, desde o dia 07 de outubro, para instaurar processo de cassação do mandato do deputado estadual Fernando Furtado (PCdoB) sob a acusação de quebra de decoro parlamentar.

A representação foi protocolada não somente na Comissão de Direitos Humanos, mas também no Conselho de Ética do Legislativo pelo Grupo Gayvota – organização não governamental que trabalha na defesa dos direitos dos gays, lésbicas, travestis e transgêneros – Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, o Conselho Indigenista Missionário, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão, a Comissão Pastoral da Terra Regional Maranhão e a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz (reveja).

O presidente da Comissão deputado Zé Inácio (PT), encaminhou para Mesa Diretoria da Casa relatório destacando o Código de Ética e Decorro Parlamentar, da Resolução Legislativa nº 448/2004, estabelecendo princípios éticos e regras básicas de decorro que devem orientar a conduta de políticos no exercício do cargo, além do procedimento disciplinar e as penalidades inaplicáveis.

São incompatíveis com o decorro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao deputado e a percepção de vantagens indevidas, além dos casos definidos no Regimento Interno“, diz o trecho dos documento obtido pelo Blog do Neto Ferreira.

A quebra de decoro foi promovida no dia 04 de julho quando o comunista participava de uma audiência pública no município de São João do Caru. Furtado discutia sobre conflito de terras quando chamou índios de bando de veadinho. “Lá em Brasília o Arnaldo (Lacerda) viu os índios tudo de camisetinha , tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de veadinho. Tinha uns três lá que eram veado que eu tenho certeza, veado”.

Abaixo o parecer que pede a cassação do deputado comunista:


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Poder

PCdoB e o homofóbico

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Uma simples nota de repúdio não seria o suficiente para demonstrar moralidade partidária contra uma postura torpe atribuída a declaração do deputado estadual Fernando Furtado, que chamou índios de ‘bando de veadinhos’.

Lá em Brasília o Arnaldo (Lacerda) viu os índios tudo de camisetinha , tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de veadinho. Então é desse jeito que tá, índio já consegue ser veado, boiola, e não consegue trabalhar e produzir? Negativo!”.

Não significa dizer que o PCdoB apoia a homofobia, mas permanecer no quadro da sigla um homofóbico é absurdamente incoerente, desprovido e antiético para quem julga defender a autonomia do movimento sindical, estudantil e popular.

Partindo pelo principio ético, o partido comunista deveria respeitar, sem sombra de duvidas, a integridade do Grupo Gayvota, organização não governamental que trabalha na defesa dos direitos dos gays, lésbicas, travestis e transgêneros de São Luís.

Deveria também respeitar a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Caricas e a Pastoral da Terra, movimentos sociais que representaram o deputado não somente na Assembleia Legislativa do Maranhão, mas também no conselho de ética do partido do governador Flávio Dino.

E mesmo assim, já se passam 43 dias da inadmissível e injustificável atitule do PCdoB neste caso que afronta os princípios ético, moral, caráter e honestidade de qualquer nível social.


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Poder

Movimento LGBT pede expulsão de deputado no PCdoB e cassação na Assembleia

Fernando Furtado.

Fernando Furtado.

Após o deputado estadual Fernando Furtado (PCdoB-MA) chamar em discurso no dia 4 de julho no município de São João do Caru, índios de “bando de veadinhos”, o Grupo Gayvota, organização não governamental que trabalha na defesa dos direitos dos gays, lésbicas, travestis e transgêneros de São Luís, denunciou o caso para Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legistativa do Maranhão.

Os Grupo Gayvota, Solidários Lilas de Ribamar e Flor de Bacaba, assinaram representações como lideres do Movimento LGBT. Eles protocolaram no Conselho de Ética da Assembleia pedindo a cassação do parlamentar e, consecutivamente, foi protocolado no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) pedindo a expulsão.

O discurso infelizmente do deputado Fernando Furtado também motivou a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Caricas e a Pastoral da Terra a formalizarem representação cobrando do Poder Legislativo.

O parlamentar chegou a emitir nota se desculpando e reiterando que trabalha sempre a serviço da população maranhense, sem distinção de raça, gênero ou religião. “Venho a público fazer uma retratação formal em relação aos indígenas, homossexuais, ao PCdoB e a todo o povo do Maranhão”.

Em nota, o partido do governador Flávio Dino, repudiou as declarações do parlamentar que ofendem não apenas índios e homossexuais, como também a história e o programa do Partido Comunista do Brasil, sempre à frente das lutas pela garantia da igualdade e dos Direitos Humanos.


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Poder

Permanecer no PCdoB homofóbico é apoiar a homofobia

Fernando Furtado, deputado preconceituoso.

Fernando Furtado, deputado preconceituoso.

O PCdoB é o partido do qual Flávio Dino conseguiu chegar ao posto de governador do Maranhão, usando palavras de repudio a qualquer ato descriminatório contra negros, homossexuais, em especial o Movimento LGBT, que tem diversos representantes no Maranhão e devem ser respeitados.

O mesmo PCdoB reagiu minusculamente contra o ato de preconceito do deputado Fernando Furtado, membro da sigla e autor de frases infeliz. “Lá em Brasília o Arnaldo (Lacerda) viu os índios tudo de camisetinha , tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de veadinho. Tinha uns três lá que eram veado que eu tenho certeza, veado. Eu não sabia que tinha índio veado, fui saber naquele dia em Brasília, tudo veado. Então é desse jeito que tá, índio já consegue ser veado, boiola, e não consegue trabalhar e produzir? Negativo!”.

Tudo bem que o governador não seja conivente e muito menos controle uma boçalidade que transborda, mas pela sua influência e poder de decisões deveria se posicionar favorável a expulsão do parlamentar na sigla como forma de punição. É, sem sombra de duvidas, o mais sensato e coerente a fazer diante da maneira pejorativa.

Para o secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos, Márcio Jerry Barroso, “não há rito sumário de expulsão. Se for o caso ele (Fernando Furtado) será submetido a um órgão do partido chamado de Comissão de Controle”. Essas foram as palavras, é mole?

A integridade de um partido tem de ser definida pelos princípios éticos, evitando compactuação com atos de descriminação, seja ela racional e homofóbica. Ou é preciso ressaltar que o Código Penal criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros.

Abaixo a pífia nota de esclarecimento do PCdoB:

Em relação às declarações do deputado Fernando Furtado, o PCdoB Maranhão, por sua Comissão Política Estadual, esclarece:

1. As declarações do deputado ofendem não apenas índios e homossexuais, como também a história e o programa do Partido Comunista do Brasil, sempre à frente das lutas pela garantia da igualdade e dos Direitos Humanos;

2. Consideramos a declaração do deputado uma falta grave cometida contra índios, homossexuais e com o nosso partido, razão pela qual a repudiamos publicamente;

3. No entendimento do partido, trata-se de uma equivocada manifestação individual do deputado Fernando Furtado, pelo que se espera do parlamentar a devida retratação em relação aos indígenas, aos homossexuais; e ao partido;

4. O PCdoB reafirma seu irrestrito compromisso com a proteção aos direitos dos povos indígenas e contra quaisquer manifestações de conteúdos homofóbicos.

São Luís, 21 de setembro de 2015


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Poder

Pedreiro dá tijolada em lésbica é linchado e preso por homofobia em São Luis

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O pedreiro Manoel Silva Reis, de 45 anos, foi preso, na manhã desta quinta-feira (23), suspeito de praticar crime de homofobia. A denúncia foi feita por duas mulheres identificadas como Wyara Gonçalves e Amanda Mateus.

Em depoimento no Plantão da Cidade Operária, as vítimas, que têm um relacionamento há dois anos, transitavam de mãos dadas pela Avenida Lourenço Vieira da Silva, nas proximidades da Uema, quando foram abordadas pelo pedreiro que não gostou da atitude das jovens e passou a agredi-las a pedradas. Ele negou a versão das mulheres.

O pedreiro foi agredido por populares que discordaram do comportamento dele. Um policial que passava pelo local presenciou a confusão e acabou levando os envolvidos para delegacia. (Com informações do Imirante)


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Crime

Homofobia: gay é impedido de comprar produto

Júnior Cabeleireiro

Júnior Cabeleireiro

Joacenio da Silva, 30 anos, mais conhecido por Júnior Cabeleireiro, foi impedido de comprar uma cadeira de espaguete pelo simples fato de ser gay em plena Praça Pública.

Aconteceu na Praça Honório Santos, quando o vendedor da loja Credlar, que vende mensalmente cadeiras de espaguete na cidade, recusou a vender uma cadeira, justificando que Junior era gay e que não vendia para gays porque ‘eles não têm dinheiro e principalmente não tem residência fixa’.

O preconceito por parte do vendedor foi presenciado por diversas pessoas que passavam e que almoçavam no box da Letinha.

No momento, estavam o promotor de justiça Dr. Charles Antônio e o Juiz de Direito Sergio Fortes, que ao perceber o que estava ocorrendo, orientou Júnior Cabelereiro a registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima do local.

Casos iguais ou até pior acontecem diariamente por todo o Brasil, como se observa também o recente assassinato do jovem Alexandre Ivo, 14, que foi sequestrado por um grupo de skinheads jovens enquanto esperava o ônibus, em São Gonçalo.

(Do Portal AZ)


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Poder

Maranhão tem 4 assassinatos por homofobia em 2011

Nos primeiros meses deste ano, o Grupo Gay da Bahia (GGB) já contabilizou 144 mortes em todo Brasil.

Em 2010, foram contabilizadas 260 homicídios no Brasil. O presidente da GGB, Luiz Mott, explicou que 43% dos assassinatos cometidos no ano passado aconteceram somente no Nordeste.

No ranking preliminar deste ano do Grupo Gay da Bahia o estado do Maranhão aparece em sexto lugar com 4 mortes motivadas por homofobia.  Pernambuco aparece em primeiro com (15), Paraíba aparece em segundo (12 mortes) e a Bahia, em terceiro (11). Em seguida estão os estados de Alagoas (9), Ceará (6), Rio Grande do Norte (4), Sergipe (3) e Piauí com duas mortes. Se levado em conta todo o país, o estado de São Paulo é o que tem o maior número de mortes por homofobia, segundo o GGB: são 17 neste ano.

É possível observar a intolerância da população em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a união estável para casais do mesmo sexo. “A pesquisa mostrou que os homens são mais homofóbicos que as mulheres.Os que têm menos acesso à informação e escolaridade. A homofobia é fortalecida na faixa etária de 50 anos pra cima”.


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Poder

Rose Sales, homofobia ou religião?

Vereadora Rose Sales .

Vereadora Rose Sales

Em sessão realizada hoje (02) na Câmara Municipal de São Luís, a vereadora Rose Sales (PCdoB) foi duramente criticada pelo vice-líder do governo, o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), após a comunista pedir que os vereadores votassem a favor da proposta de sua autoria em que concede Título de Cidadão Ludovicense ao então pastor Silas Lima Malafaia, o vereador Ivaldo Rodrigues questionou a proposta da religiosa Rose Sales, por dois motivos, o primeiro: Silas Malafaia é totalmente contra os movimentos LGBT, segundo: não tem nenhum tipo de projeto social em prol da população de São Luís.

Silas Malafaia em outdoor

Silas Malafaia em outdoor

Na sua pagina do facebook, o pastor teria dito que “homossexualidade é aberração”. Hoje Silas Malafaia se tornou o inimigo número 1 dos movimentos LGBT

A comunista alegou que o pastor Silas Malafaia não é homofóbico, apenas segue as palavras bíblicas, “a minha profissão de fé eu não nego”, diz Rose Sales.

Silas Malafaia está de malas prontas e chega a São Luís no dia 19 deste mês onde realizará encontros religiosos da cruzada evangelística vida vitoriosa para você, nos dias 20 e 21, no Aterro do Bacanga.


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