Poder

Propostas de ‘tolerância zero’ de álcool e aumento de multa de trânsito podem gerar injustiças

Por Milton Corrêa da Costa

Ninguém tem dúvida que boa parte dos mais graves acidentes,em rodovias e vias urbanas, no contexto da guerra e da barbárie do trânsito brasileiro, envolvem motoristas alcoolizados e/ou drogados. É ponto pacífico também que boa parte de nossos motoristas são imprudentes, agressivos,estressados e deseducados, cuja fiscalização e repressão permanentes em vias públicas são por demais necessárias. Falta disciplina consciente e respeito ao próximo na condução de um veículo. Há, sem dúvida, uma verdadeira luta de poder por espaços cada vez mais inexistentes e saturados por parte de muitos motoristas vivem se digladiam, descumprindo normas de trânsito e se consideram autênticos ‘donos de rua’, alguns dirigindo perigosamente sob o efeito do álcool e/ou de substâncias entorpecentes

Assim é que as recentes propostas de alteração do CTB, a serem votadas na Câmara Federal na próxima quarta-feira, 11 de abril, de ‘tolerância zero’ de álcool ao volante e do aumento do dobro do valor de multa por infração de natureza gravíssima de dirigir alcoolizado (passaria a R$ 1915,54), precisam ser objeto de muita reflexão. Há que se entender primeiramente que uma determinação proibitiva de total de ingestão de álcool para motoristas, pode ser causa de injustiças para quem está dirigindo e não consumiu bebida alcoólica. É fato real que o álcool está também presente em antissépticos bucais, em alguns medicamentos indicados por receita ou não ou mesmo num bombom recheado com licor.

Estariam então todos os motoristas,proibidos, momentos antes de assumirem a direção de um veículo, de fazer sua higiene bucal com antissépticos que contenham álcool? De ingerir medicamentos receitados ou não por médicos que contenham a presença de álcool? E a sobremesa do delicioso bombom recheado com licor? Seria proibida para os motoristas que logo em seguida assumissem o volante de seus carros? Até onde estaríamos, através de uma lei de trânsito, interferindo na vida privada, no tratamento da saúde, na higiene bucal e no prazer por alguma guloseima?

Há que se refletir sobre isso para que não se cometainjustiças irreparáveis. Uma lei de trânsito deve ter limites de rigidez e não pode ser arbitrária. Suspender o direito de dirigir pelo prazo de um ano de um motorista, submetê-lo a curso obrigatório de reciclagem e fazê-lo desembolsar uma alta soma no pagamento de uma multa, pelo simples fato de que fez uso de um antisséptico bucal, por ter consumido um bombom ou pela ingestão de um medicamento necessário à manutenção de sua saúde, parece-me extremament einjusto. E se o condutor, punido por tais motivos, for um motorista de táxi oude um coletivo? Ficaria proibido por um ano do exercício de sua profissão? Não estaríamos causando, injustamente, para si e para seus familiares, que dele dependem para sobreviver, um enorme prejuízo tratando-se de um profissional dovolante? Conclui-se, portanto, a meu ver, pela inviabilidade da proposta de‘tolerância zero’ e pela necessária manutenção do limite de tolerância de 2decigramas se álcool por litro de sangue, conforme previsto atualmente pelo Decreto Federal 6488/08, como medida de puro bom senso.

Salta aos olhos também a notícia da proposta do aumento do valor das multas. Se levarmos em consideração que boa parte das infrações de trânsito são lavradas por agentes da autoridade, servidores que representam o poder de polícia do Estado, seres humanos dotados de um poder discricionário incomensurável, sujeito a falhas próprias da natureza humana, as implicações no ato da aplicação da medida corretiva-punitiva seriam notórias, ainda que saibamos que é sentindo no bolso que se faz pensar duas vezes sobreo cometimento ou não de uma infração de trânsito.

Ainda assim qualquer motorista poderá ser vítima de ter que pagar pela simples fé pública do agente, sempre sujeita obviamente ao erro humano involuntário ou mesmo a ato intencional arbitrário. Mais lúcido e consciente está sendo proposta a alteração do Artigo 306 do CTB, possibilitando que o crime de direção alcoolizada ali previsto, independente de concentração de álcool encontrada na corrente sanguinea do motorista, possa também ser caracterizado pela prova testemunal, exame clínico, pericial, imagens e vídeos. Os meios de comprovação do uso de substâncias entorpecentes ao volante também deverão ser regulamentados, o que siginifica dizer que o teste da saliva está a caminho.

Ninguém é contra a fiscalização permanente de trânsito e ao endurecimento da lei, que objetivem punir para reeducar e tornar o trânsito uma atividade mais humana e menos violenta. Que as novas medidas ora propostas não se tornem, no entanto, fontes geradoras de injustiça e corrupção, nem de mera arrecadação de uma indesejável indústria de multas. Melhor do que altos valores de multa é ter a certeza da punição. Que se busque, pois, através do bom senso, a mudança comportamental de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres e a melhor qualificação profissional dos agentes da autoridade. Com a palavra o Congresso Nacional e as autoridades de trânsito. Tudo na vida tem limites. O limite da lei de trânsito, sem dúvida, é o bom senso.

MiltonCorrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

TJ-SP apoia Guerreiro Júnior e pede aprovação da PPP ao CNJ

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, recebeu nesta quinta-feira, 5, em São Paulo, apoio decisivo do Tribunal de Justiça daquele estado pela PPP (Parceria Público-Privada) no Judiciário nacional. “O TJ-SP tem interesse na aprovação da PPP para o Judiciário, forma altamente eficaz para recuperá-lo”, assinalou ontem o presidente Ivan Sartori em ofício ao presidente do CNJ, ministro Cézar Peluso.

Guerreiro Júnior e Sartori se encontraram esta manhã para discutir estratégia conjunta para a reta final de análise da PPP pelo Conselho Nacional de Justiça. “A iniciativa do TJ-SP tem peso muito forte no exame denso da matéria, e deve influenciar positivamente em ações idênticas de outros presidentes de TJs”, avalia Guerreiro Júnior.

Para o presidente do TJ-MA, a melhor tática é convencer o CNJ que a PPP não é uma aventura ou trará qualquer risco para a autonomia do Poder Judiciário, visto que caberá ao órgão a regulamentação da matéria quanto a obras e serviços. “Eventuais críticos desconhecem o tema ou receberam informações distorcidas sobre como as parcerias serão viabilizadas”, observa.

O desembargador maranhense desafia quem tenha outra alternativa para enfrentar os problemas dos tribunais de justiça estaduais, devido a três fatores: limitação orçamentária e despesas e demandas crescentes.

Guerreiro Júnior garante serem técnicos os critérios que nortearam sua consulta ao CNJ quanto à inclusão da Parceria Público-Privada no Judiciário, feita ainda quando corregedor-geral da Justiça. No documento que enviou a Peluso, o presidente do TJ-SP ratifica os termos do pedido inicial do corregedor.

A comissão do CNJ que analisa a possibilidade de Parcerias Público-Privadas no Judiciário se reuniu na terça-feira, 3, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3), em São Paulo, com acadêmicos e especialistas em PPPs no setor público. O CNJ deve emitir posição oficial sobre o assunto ainda este mês.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Presidente da Alcoa discute a situação da Alumar em SL

O governador em exercício, Washington Oliveira, recebeu na tarde de ontem, no Palácio dos Leões, o presidente do grupo Alcoa para a América Latina, Franklin Feder, e o diretor da Alumar, Nílson Ferraz. Participaram também do encontro o presidente da Força Sindical no Maranhão, Frazão Oliveira; o vice-presidente da Fecomércio, Marcelino Ramos, e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema)

Na pauta da reunião, a dificuldade da Alcoa em manter suas atividades no Brasil, principalmente por causa do alto custo da energia. Franklin Feder informou ao governador as providências que estão sendo tomadas no Maranhão diante da crise mundial da indústria do alumínio para evitar possíveis cortes na produção da Alumar.

Segundo Feder, a companhia paga no Brasil duas vezes mais do que a média mundial pelo principal insumo para a fabricação de alumínio. “Só para se ter uma ideia, o nosso prejuízo é de R$ 600,00 por tonelada produzida. E nós produzimos quase meio milhão de toneladas”, informou.

Feder disse ter ficado “emocionado” em participar do encontro com sindicalistas porque há 30 anos houve até passeatas de rua contra a implantação da companhia em São Luís. Hoje, a Alumar emprega cerca de 5 mil trabalhadores no Maranhão.

O presidente da Alcoa para a América Latina disse estar confiante e esperançoso na permanência da empresa no Maranhão. “Eu sou otimista. Nós vamos resolver esse problema. Pode ser que hoje a gente não enxergue exatamente como vai ser, mas continuo otimista”, reiterou

Sensibilização – Washington Oliveira, como membro do PT, disse que trabalhará mais no sentido de sensibilizar a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (ambos do PT), bem como o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para o problema.

“Nós queremos que o problema seja resolvido o mais rápido possível, uma vez que a Alumar é uma organização muito importante para o Maranhão, pois gera emprego e renda. O governo está aberto para apoiar e ajudar no que for preciso”, disse o governador.

Washington Oliveira chegou a apontar a energia produzida pelo gás natural que está sendo explorado em Capinzal do Norte como uma das soluções. Esta fonte de energia é muito usada no Sul e Sudeste do país por ser mais barata.

O governador manifestou também seu apoio ao diálogo entre a Alcoa e a Força Sindical e disse que o assunto é de total interesse do Governo do Estado, haja vista a importância da Alumar para a economia maranhense

O presidente estadual da Força Sindical, Frazão Oliveira, destacou a importância do encontro, que propiciou um diálogo com os executivos da Alcoa, na busca de soluções para o impasse.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Aprovação de Dilma aumentou 5% e atinge 77%, diz Ibope

 O estado do Ma

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos percentuais e atingiu 77%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada ontem. Na pesquisa anterior, de dezembro, o índice dos eleitores que aprovaram a maneira de Dilma de governar era de 72%.

Dos eleitores ouvidos, 5% não souberam ou não quiseram responder. Esta é a maior aprovação pessoal da presidente Dilma nas cinco pesquisas realizadas pela CNI desde sua posse. Conforme a pesquisa, 19% dos eleitores desaprovam a maneira de Dilma de governar. Na pesquisa anterior, o percentual era de 21%; 2% não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Entre 16 e 19 de março, o Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 142 municípios de todas as regiões do país.

O levantamento foi realizado pouco depois do auge da crise do governo com a base aliada, quando o governo sofreu derrotas em votações importantes e a presidente Dilma trocou os líderes do governo na Câmara e no Senado para tentar solucionar o impasse.

Em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma apresenta maior popularidade em comparação com os dois primeiros anos dos dois mandatos de Lula, conforme a pesquisa.  Em março do segundo ano do segundo mandato, Lula tinha 73%. A melhor avaliação de Lula, no mesmo período, foi registrada em março de 2003, quando ele obteve 75%. Na última pesquisa Ibope do governo Lula, em dezembro de 2010, o ex-presidente obteve 87% de aprovação.

Entre as regiões, a melhora mais expressiva da avaliação de Dilma ocorreu na região Sudeste, onde o índice de aprovação subiu de 69% para 75%.

 Avaliação do governo – O Ibope revela que, dos eleitores, 56% consideraram como ótimo ou bom o governo como um todo, mesmo percentual do levantamento anterior, feito em dezembro. Segundo o levantamento, 8% consideraram o governo Dilma ruim ou péssimo, contra 9% na pesquisa anterior.

Considerando a avaliação do governo, o melhor percentual registrado por Lula foi 51% em março do primeiro ano do primeiro mandato. Mais da metade da população, 60%, considera que o governo da presidente Dilma está sendo igual ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O percentual de brasileiros que confiam na presidente passou de 68% para 72%. Considerada a margem de erro, esse índice se manteve estável em relação ao resultado mais elevado alcançado por Dilma, em março de 2011 (74%). Houve destaque para o aumento da crença dos eleitores das regiões Sul e Nordeste na presidente. No Sul, o índice saiu de 65% para 72% e no Nordeste de 73% para 79%.

A área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira foi desaprovada por 65% da população, seguida pelas áreas de saúde (63%) e segurança pública (61%).

Em relação a ações de combate à inflação, a desaprovação caiu de 52% em dezembro para 50% em março deste ano.

As políticas e ações de proteção ao meio ambiente tiveram crescimento da aprovação de 48% para 53%. O governo prepara para junho a Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, que será no Rio de Janeiro.

Os principais programas da área social do governo, que tratam do combate à fome e à pobreza, estão entre as áreas que tiveram melhora na avalição pelo eleitoral, subindo de 56% para 59% de aprovação.

Os índices de aprovação são maiores na região Nordeste (63%), nas cidades do interior (62%) e em municípios pequenos de até 20 mil habitantes (69%). Outro tema aprovado pela maioria da população (53%) foi a política de combate ao desemprego. Na educação, o percentual de aprovação subiu quatro pontos percentuais, chegando a 49%.

 Números

 77% aprovam Dilma Rousseff

72% confiam na presidente

56% considera o governo ótimo ou bom

60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Lula


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Operação Semana Santa da PRF, começa nesta quinta-feira

Polícia Rodoviária Federal começa, nesta quinta-feira, a Operação Semana Santa. Este ano, durante os quatro dias do feriadão, cerca de nove mil policiais vão trabalhar na fiscalização dos mais de sessenta e sete mil quilômetros de rodovias federais do País.

Segundo o comunicado da PRF, os jovens continuam sendo a maior preocupação das autoridades. No feriado da Semana Santa do ano passado, quarenta e nove por cento das pessoas mortas em acidentes de trânsito tinham entre dezoito e trinta e cinco anos de idade. Por meio de nota, a PRF afirmou, ainda, que, apesar da polêmica do Supremo Tribunal de Justiça e do Ministério da Justiça em torno da utilização ou não do bafômetro para comprovar se o motorista está dirigindo alcoolizado, o trabalho dos agentes rodoviários não vai mudar.

Segundo a PRF, no feriado de 2011, quase setecentos mil motoristas passaram pelo teste do bafômetro. No ano passado, foi constatado teor alcoólico no sangue acima do permitido em vinte e sete mil seiscentos e noventa e sete mil motoristas, sendo que nove mil quatrocentos e seis foram presos, no momento da fiscalização.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Deputado lamenta a morte de empresários e políticos maranhenses

O deputado estadual, Rigo Teles (PV), utilizou a tribuna do Poder Legislativo para lamentar o falecimento de grandes políticos que o Estado do Maranhão perdeu. Entre eles: José Gomes da Costa, o “Sula”, e Wilson  Oliveira Silva, e do empresário Valdeci Silva, o “Valdeci da Melodisc”.

O parlamentar pediu momento antes do seu pronunciamento, o encaminhamento de mensagem de sentimentos de pêsames às senhoras Aparecida Costa, Rosa Oliveira e Socorro Leite, extensiva aos demais familiares, pelo falecimento dos seus esposos,  José Gomes da Costa, Wilson Oliveira Silva e Valdeci Silva.

Segundo ele, José Gomes da Costa foi um grande líder político no município de Presidente Dutra, tendo exercido o cargo de vereador e posteriormente elegeu sua filha, Silvandira Coelho da Costa, para a Câmara Municipal. “O desaparecimento de Sula deixa uma grande saudade e sua vida deixa um grande exemplo de dignidade”, disse o deputado.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Até Graça Paz cobra serviços da gestão de João Castelo

A deputada Graça Paz (PDT) protocolou indicações na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, já encaminhadas ao prefeito João Castelo (PSDB), pedindo a execução de serviços públicos em cinco bairros de São Luís.

Na primeira e segunda indicação, Graça Paz pede a implantação de iluminação pública no Bairro Mata de Itapera (Parque Acelino Brito) e a recuperação e pavimentação da Avenida Brasil, localizada no Bairro Vicente Fialho.

Na terceira e quarta indicação, Graça Paz solicita a recuperação e pavimentação da Avenida principal do Rio do Meio, no Bairro Tibiri, e a recuperação e pavimentação da Rua Catulo da Paixão Cearense, localizada no Bairro Monte Castelo.

Na quinta indicação, a pedetista pede que o prefeito João Castelo (PSDB) mande a Semosp recuperar e pavimentar as avenidas 1 e as ruas 20, 21, 30, 31, 32, 37, 39, 41, 54, 56, ambas localizadas no Bairro Bequimão.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Câmara quer elevar a R$ 1.915 multa para quem dirigir bêbado

Da Folha

Com o apoio do governo, a Câmara vai desmembrar o projeto que endurece a Lei Seca para votar, na semana que vem, somente a ampliação das provas de embriaguez dos motoristas.

Em relação às penalidades, outro texto, a ser votado posteriormente, dobra o valor da multa para quem dirigir sob efeitos de álcool, que hoje é de R$ 957,70. O projeto eleva a taxa a R$ 1.915,40 e mantém a suspensão do direito de dirigir por 12 meses, assim como o recolhimento da habilitação e retenção do veículo.

A decisão é uma resposta ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que na semana passada decidiu que só o bafômetro e o exame de sangue podem atestar a embriaguez, excluindo provas testemunhais ou exame médico.

O projeto não estabelece o chamado “álcool zero” para os motoristas. Se for aprovado, continuam a valer os limites de 0,6 gramas de álcool no sangue para o motorista estar habilitado a dirigir, assim como 0,3 miligramas por litro de ar alveolar (expirado pela boca ao soprar o bafômetro).

De autoria do deputado Hugo Leal (PSC-RJ), o projeto que vai ser analisado pelos deputados inclui as demais provas como suficientes para comprovar que um motorista está alcoolizado –mesmo que ele se recuse a sobrar o bafômetro. Passam a valer o relato de testemunhas, vídeos, exame clínico e outros meios.

O acordo ocorreu com o aval do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), que se reuniu nesta quarta com Leal e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para discutir o novo texto. “Qualquer crime é comprovado com outras provas. Estamos considerando o delito de embriaguez desta forma”, disse o ministro.

Segundo Cardozo, o bafômetro vai se tornar um “instrumento de defesa” dos bons motoristas para comprovar que não dirigem alcoolizados. “Da forma que hoje está na lei, a pessoa se recusa a soprar o bafômetro e não é condenada. O projeto prevê que testemunhas podem comprovar a embriaguez, assim como vídeos”, disse o ministro.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Deputados comemoram início das obras de recuperação da MA-014

Criada em maio do ano passado, a Frente Parlamentar em Defesa da Baixada e do Litoral Maranhense começou a colher frutos. Hoje, o presidente da Frente, deputado Jota Pinto (PR), acompanhado dos deputados Hélio Soares (PP), Raimundo Cutrim (PSD), Edilázio Júnior (PV) e André Fufuca  (PSD) foram até Vitória do Mearim e Viana, onde participaram da assinatura da ordem de serviço para a reconstrução do trecho de 153 quilômetros da MA-014, ao lado do secretário de Infraestrutura, Max Barros.

Orçada em 25 milhões de reais, a obra vai restaurar 103 km de ponto critico e mais a reconstrução total de 50 km, entre o povoado Santeiro e a cidade de São Vicente de Férrer. O secretário Max Barros destacou a importante contribuição da Assembleia Legislativa no processo, indicando prioridades a serem executadas e na aprovação do orçamento, que viabilizou a execução da obra. “A MA-014 foi colocada pelo povo da baixada como prioridade durante as audiências públicas realizadas pela Frente Parlamentar em Defesa da Baixada. E as maquinas só saíram da MA-014 depois que toda rodovia estiver concluída”.

Para o presidente da Frente, deputado Jota Pinto, a assinatura da ordem de serviço da MA-014 também faz parte da vitória da Assembleia Legislativa como fruto dos trabalhos da Frente instalada no ano passado e que, durante a realização de audiências públicas, foi reivindicada pela população a recuperação da MA-014 como prioridade. “A reconstrução da MA-014 trará mais prosperidade e segurança para a região,” disse.

O deputado Raimundo Cutrim classificou a MA- 014 como a porta de entrada da Baixada. “O Maranhão precisa desta obra, só temos a agradecer ao governo do Estado por atender essa reivindicação que é de toda população da Baixada”.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Agassiz Almeida: “Existem na vida dos povos momentos de criação”

Com a mobilização e apoio articulados por entidades, órgãos e centros de defesa dos direitos humanos, como o grupo Tortura Nunca Mais, Movimento dos Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Central Única dos Trabalhadores (CUT,) Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação dos Anistiados Políticos, foi celebrada a morte de João Pedro Teixeira, líder camponês assassinado por sicários do latifúndio, em 2 de abril de 1982,  na rodovia Café do Vento, Sapé.

Um dos fundadores das Ligas Camponesas de Sapé, em 1958, juntamente com Biu Pacatuba, João Alfredo, Pedro Fazendeiro e Ivan Figueiredo, João Pedro Teixeira exercia na época a presidência desta entidade.

Extensa Programação foi cumprida durante o dia 2 do corrente mês com a celebração da memória do líder camponês morto: Às 10 horas, visita ao túmulo de João Pedro Teixeira no cemitério conhecido por “Cemitério Velho” de Sapé. Em seguida, realizou-se caminhada até a praça João Pessoa, onde ocorreu ato público, durante o qual discursaram  personagens históricos das lutas camponesas, dentre os quais Elizabeth Teixeira, Agassiz Almeida, Assis Lemos e João Pedro Stédile, presidente nacional do Movimento dos Sem Terra (MST).

Com palavras carregadas de profunda emoção, Elizabeth Teixeira relatou o seu calvário após a morte do seu esposo. Acentuou a líder camponesa: “Mesmo carregando o peso dos meus quase 90 anos estarei sempre lutando pela reforma agrária no Brasil, que ainda não foi realizada”.

Falou, em seguida, o ex-deputado constituinte Agassiz Almeida, que rememorou as lutas dos camponeses, destacando: “Há 50 anos, tiros do latifúndio abateram João Pedro Teixeira; ele tombou no chão da história como um valente que não se curvou ante forças poderosas”. João Pedro Stédile ao discursar acentuou: “O Movimento dos Sem Terra (MST) teve como embrião as Ligas Camponesas e a história de luta de homens como João Pedro Teixeira, Francisco Julião, Pedro Fazendeiro e tantos outros companheiros”.

Da praça João Pessoa, carreata se dirigiu ao povoado de Barra de Antas, em Sapé, para a casa onde morou João Pedro Teixeira. Às 16 horas, com a presença do governador Ricardo Coutinho, o arcebispo Dom José Maria Pires, deputados, secretários do governo e representantes de várias entidades de classe e órgãos defensores dos direitos humanos, inaugurou-se o Memorial das Ligas Camponesas, com as bênçãos cristãs de Dom José Maria Pires, seguindo-se o corte simbólico da fita por parte do governador Ricardo Coutinho, Elizabeth Teixeira e Agassiz Almeida.

Após este ato cívico, o governador Ricardo Coutinho destacou a presença histórica destes nomes das lutas camponesas no Nordeste, como os de Elizabeth Teixeira, Agassiz Almeida, Assis Lemos e Francisco Julião, in memoriam, representado pelo seu filho Anacleto Julião.

O ex-deputado Assis Lemos assim se expressou: “Lá nos finais da década de 1950, quando participamos da fundação das Ligas Camponesas, visamos implantar a reforma agrária no país”.

Em seguida, falou Agassiz Almeida: “50 anos nos separam daquele 2 de abril de 1962, e a partir de então um grito de indignação ecoou pelos tempos afora. Repito como já me manifestei em várias partes do  país: a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888 veio  da pena de uma princesa;  70 anos depois, a libertação dos camponeses, após quatro séculos de opressão do latifúndio, foi conquistada, com sangue, suor e mortes”.

Encerrando a programação, o governador Ricardo Coutinho, visivelmente emocionado, destacou: “Com este Memorial das Ligas Camponesas pretendemos resgatar a história das lutas camponesas, e ao mesmo tempo, dizer ao povo paraibano que estamos bem próximo dos trabalhadores rurais, a fim de trazer dias melhores e recuperar uma parte das lutas agrárias deste país que não podem ser esquecidas. A maior dificuldade para instalar este Memorial foi o ódio daqueles que implantaram a ditadura no país, os quais além de matarem muita gente, quiseram apagar da memória do povo documentos da época”.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.