Educação

Alunos são levados para escola em carros precários em São Raimundo das Mangabeiras

G1, MA

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Os estudantes que moram no Povoado Verde, na zona rural do município de São Raimundo das Mangabeiras, no sul do Maranhão, estão sendo levados para a escola em caminhões abertos conhecidos popularmente como “paus de arara”.

Com a carroceria aberta, os veículos não oferecem o mínimo de segurança durante as viagens dos alunos que são distribuídos entre crianças e adolescentes.

Os veículos transportam as crianças que moram em propriedades com até 60 km de distancia da escola. No caminhão, eles seguem até a escola em condições precárias. Na maioria das vezes viajam de maneira improvisada, amontoados em bancos construídos com madeira estreita.

A lona que cobre o teto dos veículos serve de proteção contra o sol, mas o plástico só faz aumentar o calor dos alunos. Eles não têm onde se segurar e fazem todo caminho solto na carroceria do carro e uma freada brusca pode ser perigosa para eles.

A estudante Elisangela dos Santos afirma que quando os alunos mais velhos não estão no veículo os mais novos são obrigados a faltar às aulas. “Nós somos os mais grandes que vai no carro e nós tem de proteger os mais pequenos que vem no carro. Quando nós não vem tem vez que os pequenos não vem porque não tem como se segurar só”, revela.

Segundo os estudantes, a justificativa dada pela a direção da escola é de que não existe ônibus suficiente para transportar todos os alunos. Muitos desses meninos e meninas chegam a rodar até 50 km no “pau de arara” para poder chegar até a escola.

A viagem até a escola para muitos desses alunos dura em média duas horas. Os primeiros descem na Escola Municipal Nascimento de Moraes, onde funciona o ensino fundamental. Já os últimos descem na Escola São Luis Gonzaga, também da rede municipal de ensino.

Chegar até a escola para muitos deles significa alívio depois tanto desconforto e medo. Como é o caso da estudante Naiara Oliveira que diz que teme pelos buracos na estrada. “A gente vem nesse pau velho de arara caindo nos buracos. É ruim demais”.

Por meio de nota, o prefeito de São Raimundo das Mangabeiras, Francismar Carvalho, disse que ampliou de cinco para 28 linhas o transporte escolar no município, mas não dispõe de ônibus suficientes para transportar todos os alunos. Por isso a Prefeitura fez um acordo com algumas comunidades para oferecer o serviço em carros paus de arara. O prefeito disse que vai voltar a manter contato com essas comunidades para tentar resolver a situação.

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Educação

Censo Escolar: 3 milhões de alunos estão fora da escola

Agência Brasil

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Os dados do Censo Escolar de 2015 mostram que as matrículas diminuiram em todas as etapas de ensino, menos na creche, que atende as crianças até os 3 anos de idade. Os números refletem a queda da população, em geral, que tem reduzido entre criança e jovens, mas, de acordo com especialistas refletem também desafios para o sistema educacional. São 3 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora das salas de aula, e que, por lei, deverão ser incluídos até este ano. O censo foi divulgado nessa semana pelo Ministério da Educação (MEC).

As idade mais críticas são 4 anos, 690 mil de crianças não são atendidas, e 17 anos, em que 932 mil adolescentes deixaram os estudos. O censo mostrou que a pré-escola, voltada para crianças de 4 e 5 anos, teve uma redução de 1% de matrículas em relação a 2014, passando de 4,96 milhões para 4,92 milhões, aproximadamente. Foi a primeira queda desde 2011. O ensino médio, que já reduzia as matrículas pelo menos desde 2010, teve, desde então, a maior queda, entre 2014 e 2015, de 2,7%. O número de estudantes passou de 8,3 milhões para 8,1 milhões.

“Nos dois casos, ainda tem um percentual alto de crianças fora da escola e a gente não pode desperdiçar essa janela de oportunidade, de conseguir inserir mais crianças na rede escolar”, diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra, Meraz Velasco. A educação até os 17 anos é obrigatória no Brasil de acordo com a Emenda Constitucional 59 e com o Plano Nacional de Educação (PNE). Termina neste ano o prazo previsto no PNE para que todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados.

Crise
Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a crise orçamentária pela qual passam tanto União, quanto estados e municípios, impacta a educação. “Não só na redução das matrículas, mas na dificuldade de expansão. Ao invés de estarmos diminuindo ou patinando, precisaríamos aumentar o número de matrículas”, diz.

Cara ressalta que isso é necessário até mesmo no ensino fundamental, tido como universalizado. “Temos 1% das crianças fora da escola, não pode sobrar ninguém. Para aquele 1%, a educação é definitiva para várias possibilidades na vida. Educação não pode ser secundarizada, tem que ver as opções orçamentárias que o Brasil faz”.


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Educação

Escola infantil de Capinzal do Norte está em estado precário

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Caos. Essa é a palavra que define a atual rede de ensino municipal de Capinzal do Norte.

A Unidade Escolar Domingos Soares, localizada no Povoado Santa Cruz, naquela cidade, é única unidade de ensino infantil da região e está em situação de calamidade pública.

Os banheiros são improvisados com lonas pretas, pois o único que existe não funciona; não há salas de aula e nem bebedouros. A água é armazenada em galões sem qualquer higiene. Além disso, segundo informações, os alunos não tem merenda escolar.

A escola está completamente abandonada.

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Educação / Poder / Política

Alunos e professores denunciam a precariedade da Educação em Pedro do Rosário

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Prefeito Irlan

As escolas municipais de Pedro do Rosário estão numa situação caótica. Além das péssimas condições estruturais, faltam merenda de qualidade, água e até banheiros. A situação está insustentável e compromete o aprendizado das crianças e adolescentes que dependem das unidades de educação do Município. Alunos e professores sofrem com o descaso e falta de compromisso da gestão municipal, que é comandada pelo prefeito Irlan Serra.

Uma aluna indignada denunciou que as escolas não tem nada. “É uma vergonha. Não tem água, o banheiro não presta, não tem ventilador e nem merenda. Não tem nada na escola”. Ela ainda relatou que há poucos dias uma aluna chegou a passar mal na unidade por causa do calor. “Mesmo no inverno faz calor. Imagina como vai ser no verão”, disparou.

O discurso se repete com os funcionários. “Se quer ver a atual administração é só dar uma olhada nas escolas. Já está com mais de 20 dias que as aulas começaram e não tem merenda, água e nem banheiro. A escola Pedro Cunha, que é a maior do Município, está parecendo com o presídio de Pedrinhas. A unidade está sucateada, e não só ela, mas todas as escolas da sede” desabafou uma servidora do Município.

O prefeito Irlan deve explicar o que fez com os recursos federais destinados ao Município no ano de 2015, que totalizaram R$ 56.560.892,25. Só para a Educação, o Governo Federal destinou a quantia de R$ 29.546.946,68. A maior parte, R$ 24.931.447,52, proveniente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Os alunos e servidores se queixam da falta de merenda, mas o intrigante é que o Governo Federal destinou R$ 1.190.192,00 do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Afinal, onde foram parar esses recursos?

pedro


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Educação

Flávio Dino nomeia 1.500 professores aprovados no concurso

O governador do Maranhão, Flávio Dino, acabou de nomear 1.500 professores da rede estadual de ensino. O anúncio foi feito por meio das rede sociais do gestor.

Os profissionais foram aprovados no último concurso promovido pela Secretaria de Estado de Educação e terão uma remuneração de R$ 5.000 mil.

“Nomear nos termos do inciso I do art. 12 da Lei nº 6.107, de 27 de julho de 1994, para a Secretaria de Estado de Educação, a fim de exercerem o cargo de Professor, do Quadro de Cargos Estatuários do Poder Executivo, os candidatos aprovados e classificados no concurso público regido pelo Edital nº 01, de 6 de novembro de 2015, publicado na Edição nº 205 do Diário Oficial do Estado, conforme Anexo Único deste Ato.”, afirmou o governador Flávio Dino no ofício publicado.

DINO


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Educação

Escola é abandonada pela Prefeitura de Capinzal do Norte

Mais uma vez a situação de uma escola do Maranhão é alvo de denúncia. O caso agora é no Povoado Ipiranga, no município de Capinzal do Norte.

O abandono toma conta da Unidade Escolar Tomás Moreira, que está velha, suja e precária. Os banheiros estão completamente impróprios para uso. A merendar é armazenada de forma irregular. Não há bebedouros no local. A água dada às crianças é colocada dentro de galões, permitindo assim proliferação de bactérias.

Esse é o retrato do descaso da Prefeitura de Capinzal do Norte para com a educação municipal. Agora cabe ao Ministério Público ir em loco verificar as condições da escola, para que assim o gestor público cumpra com o seu dever que é de dar uma educação de qualidade para a população da cidade.

Veja as fotos e o vídeo que retratam as condições da escola:

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Educação

Professores do Programa Segundo Tempo cobram salários atrasados à Seduc

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Professores de Educação Física que atuam no Programa Segundo Tempo (PST) reclamam dos salários atrasados. A pendência financeira ocorre desde novembro de 2015, conforme denúncias recebidas pelo Blog.

Além das pendências salarias, os professores que atuam como monitores no PST queixam-se também dos baixos valores pagos pelo Governo do Estado aos profissionais. Eles recebem uma média de R$ 450 mais um vale de R$ 70.

A situação demonstra uma falta de respeito do Governo com a categoria, que além de ganhar uma mixaria ainda recebe com muito atrasado. Os professores de Educação Física do Programa Segundo Tempo estão indignados. Eles relatam que procuraram o adjunto da pasta de Educação, diversas vezes,mas não obtiveram nenhuma resposta satisfatória, apenas embromações.

O Programa Segundo Tempo é uma ação do Governo Federal que tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte de forma a promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida, prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social.

No Maranhão, o Programa é realizado em 150 núcleos, distribuídos nos quatro municípios da Região Metropolitana: São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Cerca de 15 mil crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idade entre 6 e 17 anos são beneficiados no Estado.

Mas, com tamanho desrespeito aos profissionais que atuam no Projeto no Maranhão, as ações podem ser interrompidas.

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Educação

Alunos reclamam do abandono de escola em Peritoró

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Prefeito de Peritoró, Jozias Oliveira.

A educação brasileira está sucumbindo diante do descaso do Poder Público. Crianças e adolescentes estão sendo submetidos a um ensino de péssima qualidade, a escolas precárias, degradantes, sem qualquer estrutura física digna.

A escola municipal Mendonça, localizada na zona rural da cidade Peritoró, é um exemplo concreto do abandono e da falta de sensibilidade por parte da Prefeitura. O local, feito de taipa, é totalmente impróprio para ministrar uma aula e para os alunos estudarem. Não há banheiro, cozinha, quadro, salas que diferenciam as séries, e carteiras.

Indignados com a atual situação em que se encontra a escola, os estudantes resolveram fazer um manifesto clamando por socorro. “Estamos precisando de carteira, de um banheiro, de uma escola. A gente está estudando em um casebre” afirma um aluno revoltado no vídeo gravado dentro da escola.

Outra aluna fala das péssimas condições físicas do local e diz que outro estudante machucou a boca em uma das carteiras quebradas.

O depoimento dessas crianças é revoltante. É necessário uma ação de urgência por parte do Ministério Público no município de Peritoró, uma vez que o prefeito Jozias Lima Oliveira não tem arcado com o seu compromisso, enquanto gestor público, de garantir uma educação de qualidade para crianças e adolescentes, assim ferindo o Art. 53 da Lei 8.069/90, onde afirma que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.

Diante de tais informações, fica um questionamento: se os Governos Federal e Estadual repassam verbas para os municípios com o objetivo de custear demandas da educação, então porquê a gestão municipal não aplica, proporcionando, assim, um ensino digno aos cidadãos de Peritoró?

Confira o vídeo abaixo:

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Educação

Escolas de Cajari estão abandonadas

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As escolas de taipas, denunciadas pela TV Globo durante o programa Fantástico, em 2014, continuam sendo uma triste realidade para os maranhenses.

Na zona rural do município de Cajari, em especial nos Povoados Regalo, Canarana e São João dos Costas, os alunos estudam em locais completamente sujos, deteriorados, sem estruturas físicas adequadas. Não tem cozinha e muito menos banheiro.

Segundo denúncias, uma escola é abrigada em uma igreja, que está sem receber o aluguel há dez meses, pois a gestão municipal não conseguiu construir um local digno para que os estudantes pudessem assistir às aulas.

Os professores, que também estão sujeitos a passar por essa situação humilhante, estão há seis meses sem receber o salário.

Um absurdo! É necessário que o Ministério Público tome alguma atitude em relação ao caso, pois a Prefeitura de Cajari abandonou a educação do município.

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Educação

Prefeitura realiza VIII Congresso Municipal de Educação em Trizidela do Vale

Entre os dias 1 a 4 de março, a Prefeitura de Trizidela do Vale, por meio da Secretaria Municipal de Educação, irá promover o VIII Congresso Municipal de Educação.

O evento acontecerá no Auditório da cidade e contará com diversos palestrantes, como a professora Silvânia Campelo, o Dr. Emmanuel Sabino, do país Mocambique.

Além destes nomes, o Congresso receberá ainda os professores Alainy e Joiza Leitão, Hamilton Werneck, Alex Corrêa e Paulo Bazar.

O evento visa discutir novas formas de inovar e melhorar a Educação no município, proporcionando, assim, um ensino de qualidade para os alunos.

Portanto, não perca esta oportunidade de colaborar com o ensino de Trizidela do Vale.

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