Poder

Negligência da faculdade Maurício de Nassau afeta alunos também em Aracaju

A situação dos alunos da faculdade Maurício de Nassau continua complicada. Assim como os estudantes de São Luís (reveja), os alunos da cidade de Aracaju (SE) também não estão conseguindo realizar o aditamento do contrato do Fies. O prazo encerra na próxima segunda-feira (31), e os alunos estão aflitos com essa circunstância.

Conforme relatos enviados ao Blog do Neto Ferreira, na noite de ontem (27), houve uma reunião com os líderes de turmas da unidade de ensino em Aracaju, direção e um funcionário responsável pelo Fies, mas nada foi resolvido. A justificativa dada já era de conhecimento dos alunos. Na ocasião, foi dito aos alunos que a faculdade havia solicitado ao MEC atualização dos dados no sistema, com a troca de nome e de endereço da instituição de ensino.

Com a atualização, o MEC cancelou o cadastro da faculdade Tobias Barreto (Sergipe), antigo nome, e não substitui pela Maurício de Nassau, gerando todo esse problema. Segundo a direção, os funcionários da unidade farão um plantão neste fim de semana a fim de tentar solucionar o problema.

“Nós, alunos, estamos muito preocupados, pois a grande maioria não tem condições de arcar com as despesas das mensalidades. A única promessa que temos é de que até o dia 31 de outubro o aditamento estará disponível. Enquanto isso, estamos preocupados com possibilidade da perda do benefício do Fies”, lamenta um estudante.

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Poder

Negligência da faculdade Maurício de Nassau pode deixar 870 alunos sem Fies

870 alunos da faculdade Maurício de Nassau, em São Luís, ainda não conseguiram renovar o contrato do Fies. O prazo estipulado pelo MEC para realizar o aditamento encerra no próximo dia 31. Com a proximidade do fim do prazo, e a possibilidade da não concessão do financiamento para  próximo semestre, os alunos estão desesperados.

Conforme relatos dos estudantes, enviados ao Blog Neto Ferreira, o problema consiste na não identificação do novo CNPJ da empresa no sistema do Fies. “Ocorre que a faculdade Mauricio de Nassau mudou de endereço e de nome também (antiga Unisil) já há 2 anos. O MEC não liberou o aditamento dos alunos por conta de um erro que persistiu no sistema do Fies,  que ainda consta como faculdade Unisil”, pontuou um aluno.

Os estudantes estão pressionando a unidade de ensino, mas ainda não obtiveram a resposta concreta para a solução do problema. Em conversas do grupo do Whatsapp da diretora e líderes Nassau é notória a preocupação e o medo dos alunos, que dependem do financiamento para continuar estudando. “Acredito que são muitas interrogações e receios por parte dos alunos, pois muitos dependem deste programa para conseguir a tão sonhada carreira”, expõe um dos alunos do grupo.

A diretora Luzia, que aparece nas conversas, tenta a todo custo suavizar a situação e dizer que vai ficar tudo bem. “Não vamos permitir que vocês sejam prejudicados. O jurídico do grupo já está acionado e cuidando da situação”, frisou. Em outro ponto ela diz ainda: “Estou em contanto direto com a mantenedora. Jamais vamos querer perdê-los porque também saímos perdendo”.

Mesmo com as palavras otimistas da diretora, os alunos estão temerosos com a situação. Na tentativa de resguardar seus direitos, muitos já pleitearam um mandado de segurança. Além deste mecanismo judicial, os estudantes estão se organizando para realizar um protesto em frente à faculdade Maurício de Nassau para reivindicar contra esse empecilho travado nesse semestre na renovação do Fies. Da porta da unidade de ensino, os alunos disseram que só vão sair após a direção passar um posicionamento real e certo para eles.

Os alunos não sabem como vai ficar a situação deles a partir do próximo semestre, caso não consigam o aditamento.

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Cidade

Prefeitura rejeita problemas na instalação de Universidade em antiga fábrica da Merck

Noticiamos na última semana, que a prefeitura de São Luís está alterando leis municipais para permitir a instalação de uma nova sede do Centro Universitário Maurício de Nassau, no Ivar Saldanha. Antes a instituição de ensino funcionava em uma parte do prédio do Colégio Batista Daniel de La Touche, no bairro Renascença.

Falamos sobre os transtornos que essa instalação pode causar à população, visto que a mobilidade urbana na cidade é caótica. Porém, há outro ponto bem mais agravante para se tratar em relação a esse assunto, que é o próprio funcionamento da universidade em um prédio onde já funcionou uma indústria química.

Colocamos um depoimento do atual Secretário Adjunto de Urbanismo, Praxedes Sousa Marques, afirmando que “o imóvel se encontra na ZR-3, zona onde não é permitida a atividade de faculdade, não pode ser liberado”, em uma entrevista ao Jornal Pequeno, no dia 12 abril.

A Merck iniciou suas atividades industriais no Maranhão em 1968, abastecendo a indústria farmacêutica com a extração de produtos da flora para fabricação de medicamentos. Em abril de 2010, a Quercegen adquiriu a Divisão de Produtos Naturais da empresa, para ser o principal produtor do flavonóide quercetina no estado, para combater os radicais livres (moléculas que prejudicam as células).

No portal da universidade Maurício de Nassau, a informação é clara: – O local, que possui várias edificações construídas, passará por reformas e abrigará 250 salas de aula, além de laboratórios para várias áreas e bibliotecas, auditório, amplas áreas de convivência, setor administrativo, ginásio esportivo, estacionamento, etc. As obras serão iniciadas ainda este semestre e a expectativa era de que a primeira etapa ficasse pronta em agosto de 2014. O projeto final deve ficar pronto até dezembro de 2016.

Com isso, mesmo que o habite-se seja liberado pela prefeitura de São Luís, porque as obras no terreno já estão acontecendo de forma silenciosa, as instalações do prédio precisam ser atestadas pelo órgão sanitário, para constatar que o mesmo está livre de contaminação. Ou será que isso é menos ainda, comparado com as revisões do Plano Diretor da cidade e a Lei de Zoneamento, Parcelamento e Uso e Ocupação do Solo?

É provável que a população ludovicense fique sem mais esta resposta, mas vamos questionar enquanto for necessário. Afinal, estamos falando de pessoas que circularão diariamente pelas vias de acesso próximo ao terreno e dentro do prédio. Mas é necessário que os possíveis frequentadores do local tenham conhecimento da situação.


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