Crime

Após matar líder facção em Pedrinhas, assassino de Décio Sá tem nova prisão decretada

Simulação do assassinato do jornalista Décio Sá em 2012.

Na manhã desta terça-feira (9), o juiz da Central de Inquéritos de São Luís, Flávio Roberto Ribeiro Soares, ratificou a homologação da prisão em flagrante e decretou a prisão preventiva de Jonathan de Sousa Silva, suspeito de assassinar o presidiário Alan Kardec Dias Mota, no último final de semana, na Penitenciária de Pedrinhas. Jonathan Silva cumpre pena na Penitenciária pela morte do jornalista Décio Sá, ocorrida em abril de 2012.

A decretação da nova prisão ocorreu durante Audiência de Custódia, no Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau), com a presença de representantes do Ministério Público Estadual (MPMA) e Defensoria Pública Estadual. A promotora de Justiça, Marinete Avelar, manifestou-se favoravelmente à manutenção da prisão do acusado.

O juiz entendeu que a prisão em flagrante foi legal, decretando sua prisão preventiva pelas circunstâncias e gravidade do crime. Ele considerou a personalidade do réu voltada para o crime; condenações anteriores por outros delitos, entre outros. Na audiência, o acusado confessou o crime e alegou legítima defesa.

AUDIÊNCIA – A Audiência de Custódia consiste na efetivação do controle judicial do ingresso do preso no sistema carcerário, por meio da apresentação, no prazo de 48h, da pessoa autuada em flagrante delito ao juiz. O objetivo é submeter ao crivo judicial a necessidade e aplicabilidade da prisão do autuado.

Durante a audiência, o juiz ouve o preso, avalia as circunstâncias do flagrante, a conduta criminal do autuado e decide, conforme o caso, pelo relaxamento da prisão, pela concessão da liberdade provisória – sem ou com o cumprimento de medida cautelar -, ou, ainda, pela conversão da prisão provisória em prisão preventiva.

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Crime

Em depoimento, assassino de Décio Sá diz que estava sendo ameaçado por líder de facção

O pistoleiro e assassino do jornalista Décio Sá, Johnathan de Sousa Silva, afirmou em seu depoimento à polícia que já estava sendo ameaçado de morte por Alan Kardec Dias Motas, líder da facção do Bonde dos 40 em São Luís. Ambos estavam presos na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL 4).

No relato obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, o criminoso garantiu que as ameaças vinham sendo feitas desde 2016. Johnathan disse ainda que se desentendeu várias vezes com o líder do Bonde dos 40 nesse período e que o mesmo incitava os outros detentos a agredi-lo.

“Que depois que foi ameaçado de morte, teve um desentendimento com Alan Kardec em um jogo de bola, indo às vias de fato, sendo necessária a intervenção de outros internos para separar a briga; que Alan Kardec gritava para os internos apoiarem ele”, relatou Johnathan.

No depoimento, o pistoleiro revela tambéme que o líder da facção o chamava de “pistoleiro” e “safado” e por isso deveria ser espancado até a morte.

Há duas semanas, conforme foi relatado à polícia, ambos se envolveram em outra briga durante um jogo de xadrez, onde Alan teria dito a outro interno que resolveria as diferenças com Johnathan na quadra do presídio e que “se não fosse do jeito dele, iria esfaqueá-lo”.

Durante o banho de sol deste domingo (7), já bastante ameaçado e após ter ouvido facas sendo amoladas em outra cela, Jonathan pegou um “chuço”, que afirma ter encontrado no banheiro do pátio do presídio e enfiou no peito de Alan, que não reagiu.

A vítima foi socorrida em seguida pelos agentes penitenciários, mas não resistiu e morreu.

Entenda o caso

Neste domingo (7), o assassino confesso do jornalista Décio Sá, o paraense Johnathan de Sousa Silva, feriu Alan Kardec Dias Mota com um pedaço de ferro na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL 4) em um briga durante o “banho de sol.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Maranhão informou que o ferido Alan Kardec foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão 2), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A polícia abriu inquérito para investigar o caso. O detento Johnatan de Sousa Silva foi condenado pelo assassinato do jornalista Décio Sá em abril de 2012.


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Crime

Assassino confesso de Décio Sá mata líder de facção em Pedrinhas

Neste domingo, o assassino confesso do jornalista Décio Sá, o paraense Johnathan de Sousa Silva, feriu Alan Kardec Dias Mota com um pedaço de ferro na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL 4) em um briga durante o “banho de sol.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Maranhão informou que o ferido Alan Kardec foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão 2), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Johnathan de Sousa Silva foi encaminhado ao Plantão Central da Vila Embratel, onde prestou depoimento. Ainda não houve divulgação do teor do depoimento e a motivação da briga.

A Polícia Civil abriu inquérito para apuração dos fatos. Detentos da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 4 (UPSL 4) serão ouvidos nas próximas horas.

Facção

Alan Kardec era apontado como fundador da facção criminosa Bonde dos 40 e era um criminoso considerado de altíssima periculosidade. Em janeiro de 2014, chegou a ser transferido junto com outros oito detentos para um presídio federal. Assim como Jhonatan, ele era custodiado em cela individual, na UPSL 4.

Assassino confesso

Jhonatan Sousa Silva, de 24 anos, confessou ter assassinado o jornalista Décio Sá, com cinco tiros, em um bar da Avenida Litorânea, orla de São Luís, no dia 23 de abril. O pistoleiro confessou à polícia que matou o jornalista à mando de um consórcio de agiotagem, formado por seis pessoas, presas no dia 13 de junho.

Os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho (34), seu pai, José de Alencar Miranda Carvalho (72), José Raimundo Sales Charles Jr. (38), Fábio Aurélio do Lago e Silva (32), Airton Martins Monroe (24) e o subcomandante da Polícia Militar do Maranhão, Fábio Aurélio Saraiva (conhecido como Fábio Capita), foram apontados por Jonathan, como envolvidos na morte do jornalista Décio Sá.

Jhonatan relatou, inclusive, que teriam encomendado o crime por R$ 100 mil, mas o valor não foi integralmente, o que motivou seu retorno para São Luís, no intuito de cobrar a dívida. Todos os suspeitos continuam presos e o homem, identificado como Diego, que pilotou a moto para Jhonatan no dia do crime, continua foragido.


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