Poder

Construservice de Eduardo DP é investigada em Goiânia por superfaturamento em obras

Eduardo DP, sócio oculto da Construservice.

Localizada no interior do Maranhão, a Construservice Empreendimentos e Construções Ltda se tornou alvo de uma investigação instaurada pela Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal de Goiânia, capital do Goiás, que visa apurar supostas irregularidades em contratos milionários firmados entre a construtora e a Prefeitura da cidade.

Segundo informações do Jornal Opção, a empreiteira, que tem como sócio oculto Eduardo DP, foi contratada pela gestão do ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB) para a execução dos serviços de reconstrução e restauração da pavimentação asfáltica das regiões norte, leste, oeste, noroeste, sudoeste e centro do município. O valor total do serviço é de R$ 173.835.290,16 milhões.

A CEI do Asfalto, como foi denominada, é comandada pelo vereador Santana Gomes e tem como principal motivação as denúncias sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa responsável pela pavimentação na capital.

De acordo com o parlamentar goiano, há suspeita de superfaturamento e desvio de recursos nas obras envolvendo a empresa maranhense, que teria relação com o crime organizado, conforme apontou investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil do Maranhão.

Diante das suspeitas, a presidência da Câmara de Goiânia autorizou a contratação de uma equipe técnica para aprofundar as denúncias sobre uma eventual ilegalidade por parte da empresa.

Em 2015, a Construservice foi alvo da operação Imperador I deflagrada contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão.

De acordo com investigadores da Polícia Civil e do Gaeco, a empreiteira pertence no papel os empresários Rodrigo Gomes Casanova Júnior e Adilton da Silva Costa, mas é operada no submundo do crime pelo empresário-agiota Eduardo José Bastos Costa, o Eduardo DP ou Imperador.

Na Operação Imperador I, a construtora foi alvo de mandados de busca e apreensão e Eduardo DP, de prisão.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Aluno abre fogo em escola e deixa mortos e feridos em Goiânia, diz PM

Do G1

Um tiroteio ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (20) no Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros e com a Polícia Militar, dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos na unidade, localizada no Conjunto Riviera, bairro de classe média.

O tiroteio ocorreu por volta do meio-dia. O suspeito pelos disparos é um adolescente, estudante do 8º ano do colégio, que está apreendido. Ele é filho de militares, segundo confirmou ao G1 o coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz. “Informações preliminares dão conta que ele estaria sofrendo bullying, se revoltou contra isso, pegou a arma em casa e efetuou os disparos”, disse.

Um estudante de 15 anos, que estava na sala no momento do tiroteio, também contou que o adolescente era vítima de chacotas.

“Ele sofria bullying, o pessoal chamava ele de fedorento pois não usa desodorante. No intervalo da aula, ele sacou a arma da mochila e começou a atirar. Ele não escolheu alvo. Aí todo mundo saiu correndo”, relatou.

Os baleados foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, um dos feridos foi atendido pelo Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da Polícia Militar e levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Outros quatro, segundo a corporação, foram levados a unidades de saúde por terceiros.

O Instituto Médico Legal (IML) informou que, até as 13h, os corpos dos dois estudantes não tinham sido identificados e seguiam na escola.

O suspeito pelos tiros foi levado à sede da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) e, em seguida, encaminhado para o IML para os exames de corpo de delito. Posteriormente, deve retornar à delegacia.

O Corpo de Bombeiros relatou ainda que uma mulher ligou no 193, se identificando como professora, e disse que uma pessoa invadiu a escola e fez diversos disparos.

Pânico

O Colégio Goyases tem turmas do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, com crianças e adolescentes de idades entre 6 e 15 anos.

A coordenadora da unidade escolar afirmou que toda a equipe está “consternada” e que a administração da escola não irá se manifestar por enquanto.

Outra estudante, que estava dentro do colégio no momento do tiroteio disse, emocionada, o que aconteceu. “Ele saiu dando tiro em todo mundo da sala. Eu segurei na mão da minha amiga e fui até a polícia. Não sabia o que fazer”.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.