Cultura

Boi de Morros promete agitar o Arraial do Angelim nesta sexta

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Às véspera do dia de São João, o arraial Fofinho da Roça, no Angelim, em São Luís, promete agitar essa noite tão festiva!

O Fofinho da Roça apresentará atrações imperdíveis, com o Boi de Morros, umas das brincadeiras mais esperada e amada pelo público da capital da maranhense.

Além de se divertir com as apresentações, você também poderá degustar comidas típicas deliciosas e se refrescar com uma cerveja gelada!


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Cultura

Segunda edição da Feirinha São Luís consolida opção de lazer na cidade

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Sucesso de público, a segunda edição da Feirinha São Luís celebrou toda a diversidade de ritmos, formas, cores e sabores do Maranhão. A iniciativa da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), tem como proposta revitalizar o espaço da praça, incentivar a pequena produção e promover o intercâmbio sociocultural. Unindo o que há de melhor da culinária, arte, produção rural e cultura regional, o evento ocorre todos os domingos, na Praça Benedito Leite (Centro), das 7h às 15h.

O titular da Semapa, Ivaldo Rodrigues, atribui o sucesso do projeto à variedade de opções. “A proposta de reocupar o Centro Histórico aos domingos, por orientação do prefeito Edivaldo, é de grande responsabilidade, reunimos o melhor que tem em nossa terra, como nossas brincadeiras folclóricas, o artesanato, artes plásticas, a culinária peculiar, que agrega sabores do norte e nordeste, a produção agrícola, além da literatura, para valorizar os escritores e poetas da ‘Atenas brasileira’. Tudo isso agregou valor ao projeto, que já foi abraçado pela população, atraindo turistas e gerando renda”, garante Ivaldo Rodrigues.

Celebrando o mês junino, as apresentações culturais da segunda edição da feirinha, vieram em clima de São João, animando os presentes, o grupo de Cacuriá Assacana, Boi Pirilampo (orquestra), Grupo Lamparina e encerrando as atrações culturais, o boi Encanto da Ilha (orquestra). A Banda da Feirinha já é atração confirmada em todos os eventos.
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O presidente do Boi Pirilampo, Renato Dionísio, frisa a importância da iniciativa. “Estou extremamente contente com essa iniciativa, de estabelecer uma atividade e revitalizar esse conjunto de casarios fantásticos, dando uma alternativa turística para o dia na cidade com essa feira. A nós, representantes culturais, cabe apoiar e incentivar as boas ações que são realizadas”.

O paulista Marcos Almeida Gomes, que há 3 anos mora em São Luís, elogiou a feirinha. “Os alimentos frescos, com preços bons, vemos a qualidade de tudo, com muita segurança. A Prefieura está de parabéns e deve dar continuidade a este projeto que mostra uma parte da riqueza do Maranhão”, disse.

GASTRONOMIA

Um dos pontos altos dos apaixonados pelos sabores maranhenses é a Barraca do Chef, que dá espaço a nomes reconhecidos da culinária maranhense e apresenta ao público pratos diferenciados, tradicionais e novidades. Quem comandou o espaço neste domingo, foi o chef Luciano Rosa, do Supermercado Mateus, que para agradar o paladar do público, trouxe pratos típicos do período junino como torta de camarão, arroz de cuxá e Maria Isabel, bolos de macaxeira e tapioca e mingau de milho com amendoim.

A proposta é que a cada edição, seja apresentado um cardápio com a marca maranhense. Na primeira edição, realizada no último domingo (11), o chef Melquíades Dantas optou por um cardápio surpresa, divulgado apenas na hora do evento. O profissional brindou o público com pratos típicos do período junino como torta de sururu, mingau de milho, compotas e bolos diversos.

Criada no Centro, a escritora Odacir Mesquita se disse feliz em ver a Praça Bendito Leite sendo bem utilizada. “São Luís precisava ter o Centro recuperado, uma área muito bonita e a Prefeitura acertou na realização desta feirinha. Fico muito feliz e acredito que todos os moradores desta área também”, disse.

O PROJETO
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Participam da feirinha 11 polos que comercializam produtos diversos a preços competitivos distribuídos em 61 barracas, sendo 25 para produtores rurais, 25 para artesanato e 11 para gastronomia, além dos food trucks.

No evento são expostos e comercializados produtos da agricultura familiar e seus derivados, como frutas, legumes, verduras, hortaliças, doces, compotas, queijos e comidas típicas do estado. “É uma boa oportunidade para prestigiar nossa cultura e consumir produtos de qualidade”, destaca o titular da Semapa.

“As vendas estão maravilhosas, eu faço zoada para chamar o freguês e vender limão, cebola, tomate. Está sendo um trabalho muito válido poder comercializar no domingo nossos produtos, principalmente para aquela clientela que não tem tempo de ir à feira durante a semana, vem cliente de todos os cantos da cidade”, observa a presidente do Sindicato dos Feirantes, Ivanilde Sampaio.

A iniciativa tem parceria com as demais órgãos do município, o Banco do Nordeste, Governo do Estado, Supermercados Mateus, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Comercial do Maranhão (ACM).

Apoiam ainda o evento, o Senac, Academia Maranhense de Letras, Sub-Prefeitura do Centro-Histórico, Associação dos Moradores do Centro, Secretaria de Estado da Cultura e Turismo, Iphan-MA, Arquidiocese de São Luís, Sindicado dos Trabalhadores Trabalhadoras Rurais de São Luís.


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Cultura

Boi de Nina Rodrigues agitou o Arraial do Angelim

O Boi de Nina Rodrigues agitou o Arraial do Angelim, na última terça-feira (20), em São Luís.

Com toadas antigas e novas, a dança folclórica botou todo mundo para dançar. Além dele, o local apresentou brincadeiras maravilhosas, que fecharam a noite com chave de ouro.

O Arraial está com uma programação imperdível até o dia 29 de junho e você não pode perder!

Programação desta quinta-feira (22)

20h-Quadrilha Estrela do sertão

21h-Dança Portuguesa Arte e Beleza de Portugal

23h-Quadrilha Ousados


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Cultura

Instituto anuncia cancelamento do festejo de São Marçal, em São Luís

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O Instituto São Marçal acabou de anunciar o cancelamento do festejo de São Marçal, um das mais populares do estado. A festa tradicional, que acontece há 90 anos é organizada pelo instituto há pelo menos 30 anos.

Os organizadores do evento procuraram a prefeitura de São Luís com o planejamento, detalhando todos os custos do festejo, que totalizava 100 mil reais, mas o município autorizou apenas R$ 20 mil.

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Raimundo Moraes, Presidente do Instituto São Marçal

Raimundo Moraes, Presidente do Instituto São Marçal, diz que o orçamento foi encaminhado com antecedência, mas “acho que eles nem olharam, porque nunca nem quiseram falar com a gente”, afirma.

Em nota os organizadores lembram que no dia 30 de julho, dia de São Marçal, além de acontecer o tradicional encontro dos bois de matraca, também são comemorados o Dia Nacional do Bumba-meu-boi e o Dia Municipal do Boeiro, todos instituídos por leis.

O festejo de São Marçal leva, no dia 30 de julho, ao bairro do João Paulo cerca 300 mil pessoas e mais de 50 batalhões de bumba-meu-boi. Além disso, a festa de São Marçal foi declarada Patrimônio Cultural e Imaterial, através da Lei municipal 4626/06.

Casa a prefeitura queira tomar a frente e organizar ela mesma o festejo, tem, ainda 10 dias de prazo.

Do Portal Guará


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Cultura

Arraial Pertinho de Você prossegue com rica diversidade cultural

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Bastante frequentado pelo público, o Arraial Pertinho de Você, localizado na Cohama, ao lado da nova Batuque Brasil, terá mais duas noites com intensa programação que começa neste sábado (17 e segue até o domingo, dia 18, com o melhor da nossa cultura popular, passando por cacuriá, grupos de bumba meu boi, shows de forró da Banda Moleca 100 Vergonha, e até a apresentação do espetáculo da pela ‘Pão com Ovo’.

A programação festiva do sábado (17) acena a passagem do Cacuriá da Cor do Pecado, Dança Portuguesa Arte e Beleza de Portugal. No sotaque de orquestra, sobem ao palco, os Bois Encanto do São Cristóvão, Encanto do Olho d’ Água. Encerrando com forró da Banda Moleca 100 Vergonha.

O domingo (18), o roteiro da festança, começa com as luzes da ribalta do espetáculo Pão com Ovo, que pela primeira vez se apresenta no Arraial Pertinho de Você. A comédia é estrelada por César Boaes, Adeílson Santos e Charles Jr (Clarisse, Dijé e Zé Maria, respectivamente).A noitada terá ainda o Boi de Morros, Boi Lendas e Magias do Centro Histórico, do bairro do Desterro; encerrando a programação com o Boi Brilho da Ilha, da região do Ipase. Todos estes grupos no sotaque de orquestra.

Tudo isto pode ser visto em um ambiente preparado com bom gosto e bem decorado com bandeirinhas, figuras dos nossos festejos juninos e balões, além de segurança e um conjunto de barracas, onde é oferecido o melhor da rica articularinária maranhense, com doces da época e comidas típicas.

O Arraial Pertinho de Você terá programação até o dia 28 de junho, véspera de São Pedro, e a direção artística do terreiro já confirmou o show de encerramento com a maranhense Alcione Nazareth, a Marrom. Vale ressaltar que toda programação do Arraial é gratuita, inclusive os shows.

Sábado – Dia 17 de junho

20h00 – Cacuriá da Cor do Pecado
21h00 – Dança Portuguesa Arte e Beleza de Portugal
22h00 – Boi Encanto de São Cristóvão
23h00 – Boi Encanto do Olho D’ Água
00h00 – Show Moleca 100 Vergonha

Domingo – Dia 18 de junho
20h00 – Espetáculo Pão com Ovo
21h00 – Boi de Morros
22h00 – Boi Lendas e Magias do Centro Histórico
23h00 – Boi Brilho da Ilha


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Cultura

Abertura do arraial Pertinho de Você foi um sucesso

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“Não imaginei que as festividades juninas em São Luís fossem um verdadeiro espetáculo”. Essa foi a declaração da enfermeira Diones Rose Freitas de Araújo, uma capixaba de 45 anos, que escolheu a capital maranhense para passar férias. Ao lado de um grupo de conterrâneos, Diones ficou encantada com o que viu na primeira noite do Arraial Pertinho de Você, que fica localizado na Cohama, ao lado da Batuque Brasil.

O arraial, que é uma realização do Instituto Lógica, com o apoio do Governo do Estado, Prefeitura de São Luís e do presidente da Câmara de São Luís- vereador Astro de Ogum, funcionará até o dia 03 de julho e, tomando por exemplo a noite de sábado (03), repetirá o feito dos dois anos anteriores, quando se sagrou o melhor e maior arraial da cidade.

No primeiro dia de festança, a cantora Natália Leite fez bonito. A maranhense, primeira a subir ao palco, agitou a galera. Logo em seguida, a beleza de cores, o rico figurino e o bailado das índias e índios do Boi Pirilampo encantou as centenas de pessoas que foram ao arraial.

O boi da Pindoba invadiu o terreiro com o seu batalhão. Terceira brincadeira a subir ao palco, o som das matracas, pandeirões e a voz inconfundível do cantador Chagas emocionaram o público. A última e mais esperada atração da noite ficou por conta do Forro dos Plays.

Desde cedo acompanhando o entra e sai do público, o vereador Astro de algum, amante e um dos maiores incentivadores da cultura maranhense, não escondia sua enorme satisfação. “Estamos aqui há a mais de 20 dias, ininterruptamente, trabalhando no sentindo de deixar tudo pronto para a temporada junina. E admito que esse momento seja mágico. Não tenho palavras para definir o amor que tenho por aquilo que faço. Amo a cultura maranhense. As nossas festividades são inigualáveis”, finalizou o vereador.(ICL)


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Cultura

Megaempresário estaria em negociata com certificado que abate imposto

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Um megaempresário, que expandiu os negócios na capital maranhense, atua de maneira fraudulenta para obter vantagens indevidas em uma espécie de negociata.

De acordo com relatos, uma associação, um instituto ou artista apresenta um projeto de cunho cultural, com um determinado orçamento, à Secretaria de Estado da Cultura, para ser aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura.

Caso tenha o aval do governo na aprovação, recebe um certificado de mérito cultural com o valor já preestabelecido, e vende por um menor preço ao interessado. Por exemplo, se o certificado é R$ 300 mil, o empresário paga apenas R$ 200 mil.

Por sua vez, o empresário usa o certificado para abater impostos, como ICMS, desse modo, lucrando através de esquema, ou melhor, negociata.

Segundo as informações, há muitas negociações explícitas pois o titular do certificado tenta vendê-lo pelo valor dado pelo governo, mas é obrigado durante negociata a vender por apenas 60 ou 70% a menos do valor original.

A bomba vai estourar e pode resultar em prisão de megaempresários que negociam o certificado para abater no imposto de empresas.


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Cultura

A importância de Astro de Ogum para Cultura Popular Maranhense

Astro de Ogum tem importância destacada na área cultural.

Há exatos 60 dias, insistentemente, os convênios firmados com o Poder Público, mas, especificamente, a Prefeitura de São Luís e o Instituto Lógica, entidade sem fins lucrativos, fundado pelo matemático e bacharel em Direito – Itamilson Lima, que também é o atual Diretor Administrativo da Câmara Municipal de São Luís, portanto, um dos principais assessores do presidente daquela Casa, o vereador Astro de Ogum -, vêm sendo alvo de inúmeros ataques.

O valor do convênio, num total de mais de sete milhões de reais usado para a realização das festas juninas e carnavalescas, além da ligação do assessor com o assessorado, são os principais tópicos abordados. No entanto, ou por desconhecimento da atividade precípua que regulamenta o chamado terceiro setor, categoria em que o Instituto Lógico se enquadra ou, ainda, maldade mesmo, a importância do convênio para o fomento das atividades culturais na capital maranhense não foi abordado.

Os representantes da entidade, o próprio presidente Astro de Ogum, o atual diretor da CMSL, bem como o Parque Estadual, órgão que fiscaliza tais entidades, e com a emissão de certidões tem o condão de autorizar ou não a liberação de recursos públicos, mediante convênio, jamais foram procurados.

E o que é pior, nenhum integrante do movimento cultural foi ouvido para se pronunciar o que representou a liberação do montante já afirmado. O retorno para o município, em termo de recursos, com a realização de ambas as festas também passou despercebido. Ou seja, de fato, todas as publicações, nem de longe, atenderam ao regramento que deve pautar o jornalismo, digo, a divulgação de uma informação precisa e imparcial.

Para o movimento cultural, as intervenções do vereador Astro de Ogum, por meio de emenda parlamentar, mecanismo este amparado por lei (Lei de Diretrizes Orçamentárias), têm sido de fundamental importância para manter acesa a chama da cultura popular no Estado. Em um rápido bate papo com dezenas de representantes de diferentes entidades culturais, facilmente podemos detectar o sentimento de gratidão e respeito pelo trabalho realizado pelo vereador em prol da cultura, como segue abaixo.

“A importância do vereador Astro de Ogum para a cultura popular é algo inegável, mesmo para aqueles que não gostam dele. O vereador se envolve e luta por nós. Ele figura como um ponto de apoio para as inquietações e reivindicações de todos que fazem parte da cultura local, seja no Carnaval, São João, Procissão dos Orixás, Festa para Yemanjá, Festa do Divino e em outras ações culturais. Enfim, ele é o elo principal de muitasiniciativas para o segmento artístico. Louvo a sua motivação que sempre o leva a buscar melhorias, e quando a gente acha que tudo está perdido, ele consegue desenrolar sempre os nossos anseios. Astro de Ogum é um homem de fé, luta e, acima de tudo, coragem para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, afirmou Clodenir Araújo , o Zeca da Cultura, presidente da União Folclórica e Cultura Luso Brasileiro do Maranhão e participante da comissão da Federação Folclórica.

Quem também ressaltou a contribuição e importância do vereador Astro de Ogum para a cultura popular, foi à comunicadora Helena Leite, que comanda o programa ‘Canta Maranhão’ pelas ondas da Rádio Difusora AM, de segunda a sexta-feira, das 14 às 16h. “Tenho respeito e admiração pelo vereador Astro de Ogum, por tudo que ele representa ao povo da cultura popular. Com ele podemos contar como o único ponto de apoio. Ao longo de décadas, ele é que tem feito intervenções junto aos governos do Estado e Município, o que só tem garantido muitos ganhos às nossas manifestações folclóricas. E foi em boa hora que o governo do estado devolveu o comando do Parque Folclórico da Vila Palmeira à Federação das Entidades Folclóricas e Culturais do Estado do Maranhão” afirmou a comunicadora, que também é uma das incentivadoras do Boi da Pindoba.

Pensamento similar é o que comunga a presidente do Boi da Floresta, Nadir Cruz. “Tenho uma grande admiração pelo vereador Astro de Ogum porque ele tem um olhar diferenciado para a cultura, por isto é reeleito sempre. E nós concordamos com este trabalho que vem desenvolvendo há mais de duas décadas. Ele sempre está a serviço da cultura popular. Eu aprecio a posição, como parlamentar, de defesa da cultura popular. Se pelo menos oitenta por cento dos parlamentares tivesse esta mesma dedicação que ele desenvolve, estaríamos numa posição melhor”, finalizou.

“Sempre digo que seria muito bom para nós da cultura popular, se tivesse colaboradores como o vereador Astro de Ogum. Ele ajuda sempre, e é impossível não reconhecer o trabalho desenvolvido por ele em favor do movimento cultural. Fiquei mais feliz ao saber que ele vai coordenar o Arraial do Parque Folclórico da Vila Palmeira. O arraial vai voltar a ter um novo visual e será mais um espaço para apresentações e inclusões de nossas manifestações culturais, declarou, o folclorista Zequinha de Coxinho, presidente do Grupo Fruto da Raça Show.

“Não tem como não reconhecer que o vereador Astro de Ogum é profundo amante e conhecedor de todas as manifestações culturais da nossa terra, seus atores e suas carências, sendo uma voz firme na defesa e manutenção da cultura popular”. Tony Mota, ex -presidente da União das Escolas de Samba do Maranhão , vice Presidente da Escola de Samba Túnel do Sacavém.

“Um notável apaixonado, admirador e articulador da nossa rica diversidade cultural. O vereador Astro de Ogum tem demonstrado todo seu amor ao povo da cultura popular e em todos os momentos, seja no carnaval ou nos festejos juninos, com comprometimento e atenção” (Brasa Santana, presidente da Associação Maranhense de Blocos Carnavalescos).

Portanto, os depoimentos acima conseguem evidenciar a importância do vereador Astro de Ogum para aqueles que realmente fazem cultura popular, fato esse que também não foi mencionado em qualquer publicação feita até então envolvendo o Instituto Lógica, o diretor da Câmara e o próprio presidente.

No fundo, em tese, temos a nítida impressão que as informações divulgadas têm o fito propósito de induzir o leitor a pensar que, de fato, o montante do convênio fora desviado pelo Instituto visando beneficiar ao vereador.

Ao falar sobre o assunto, o presidente Astro de Ogum mostrou bastante tranquilidade. “Ao longo dessas duas décadas aprendi que política tem dessas coisas. Estou bastante tranquilo em relação a tais colocações. Por noite, milhares de pessoas visitaram o Arraial Pertinho de Você bem como o Carnaval na passarela do samba, e submeto-me ao julgamento do povo. Os amantes da cultura popular maranhense, de fato, podem falar da grandiosidade dos nossos eventos. Temos um alto custo que precisamos custear, principalmente com os grupos folclóricos, por isso, essa colocação infundada não tem o menor cabimento”, afirmou o presidente.

Também não foi informado que o terceiro setor, segmento que o Instituto Lógica está inserido, não visa ao lucro, razão pela qual se permite, legalmente, a parceria público/privado, haja visto que ambos têm o bem comum da coletividade como finalidade primordial.

“O objetivo das parcerias do poder público com o terceiro setor — termo utilizado para definir organizações de iniciativa privada, sem fins lucrativos e que prestam serviços de caráter público — “não é o lucro, mas o ganho social”, essa foi à declaração de Itamilson Lima, à equipe do Jornal ‘Câmara News’, informativo que vai ao ar todas as sextas, das 12h às 13h, pela Rádio Difusora AM (680).

Durante a entrevista, o diretor admitiu que, de fato, foi um dos fundadores do instituto, mas renunciou ao cargo de presidente mesmo antes de findar seu mandato, na época e, desde então, não possui qualquer ligação com a entidade. Aclareou, ainda, algumas informações equivocadas sobre recursos de emendas apresentadas por vereadores ao Orçamento do Município, por meio do qual o parlamentar utiliza para financiar uma obra ou projeto.

“É importante deixar claro que as matérias parecem maldosas, uma vez que elas denotam um ganho de uma entidade sem fins lucrativos, sem explicar qual é a destinação ou o objetivo desses repasses?”, questionou o diretor da Casa Legislativa.

Itamilson, que é mestrando em Estatística e formado em Direito, afirmou também que uma emenda destinada, quando é executada, imperativamente será para cumprir o termo proposto entre entidade e ente público.

“Nenhum poder público vai repassar para uma entidade sem fins lucrativos qualquer que seja o valor, que não seja para cumprir um plano de trabalho. Os valores que são repassados, necessariamente serão para cumprir o termo proposto entre entidade e ente público, seja prefeitura, governo do estado ou união”, esclareceu.

O diretor da Câmara assegurou que não há qualquer ilegalidade na destinação de emendas de vereadores para a entidade filantrópica e lamentou como as informações estão sendo divulgadas de forma distorcida.

“Quando o profissional de imprensa é correto, as informações são corretas. Como é que divulgam os valores dos recursos, mas ignoraram os custos? Qualquer entidade que recebe recursos para cumprir o termo proposto com o poder público precisa apresentar sua prestação de contas com os custos detalhando qual foi a destinação ou o objetivo desses repasses, por exemplo. Assim como o poder público, o objetivo do terceiro setor não é o lucro, mas o ganho social”, pontuou.

“CUSTO CULTURA”

Durante a entrevista, Itamilson, que também atua na área cultural apresentou, brevemente, alguns aspectos que mostram os custos do setor cultural. Foram relacionadas algumas despesas como mão de obra e serviços, além de gastos com som e palco, seguranças, ornamentação, alimentação, entre outros. Ele explicou ainda que entre os serviços, o que mais encarece um projeto cultural são as despesas com energia (iluminação e estrutura de som), segurança, mão de obra para confeccionar a ornamentação e cachês das apresentações.

“Quando se falam em aplicação de recursos públicos para projetos na área cultural não se leva em consideração, por exemplo, o custo para se montar a estrutura do espetáculo. Existe toda uma despesa com mão de obra, som e palco, ornamentação e alimentação. Além disso, tem ainda o gasto com seguranças, energia e o pagamento dos cachês das apresentações que é o que mais encarece um projeto cultural”, concluiu.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

TERCEIRO SETOR?

O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais. O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais. Com a falência do Estado, o setor privado começou a ajudar nas questões sociais, através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Ou seja, o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.

EMENDAS PARLAMENTARES?

Colocando de forma simples e direta, as emendas parlamentares são uma maneira que os legisladores brasileiros têm à sua disposição para direcionar recursos do orçamento público. Em outras palavras, é por meio delas que Vereadores, Deputados Estaduais e Deputados Federais podem influenciar no que o dinheiro público será gasto.

No Brasil, quem elabora o orçamento (ou seja, o documento que define quanto dinheiro o governo pretende arrecadar e gastar durante o ano) é o poder Executivo (Presidente, Governadores e Prefeitos). Por isso, a participação direta dos parlamentares nessas decisões é feita por meio das emendas.


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Cultura

O primeiro São João maranhense

thumbnail_IMG-20160624-WA0023Quem vê a alegria e a riqueza do São João do Maranhão dos dias atuais, não imagina o quanto foi diferente da primeira vez que os maranhenses se manifestaram e se apresentaram para o mundo no dia de São João, fato ocorrido no dia 24 de junho de 1613, em Paris.

O período junino é uma herança que nos orgulha e enche os nossos olhos, além de um convite ao visitante para ver de perto as manifestações, o colorido das indumentárias, a alegria contagiante e a degustação de uma das mais ricas culinárias.

A diversidade de ritmos, sotaques e sons do bumba-meu-boi; as danças e a percussão do tambor de crioula, recentemente contemplado como patrimônio cultural imaterial brasileiro; o cacuriá; as quadrilhas; a dança do Coco; a dança do Lelê e várias outras revelam a diversidade e a riqueza cultural deste estado que já foi pioneiro, muito empreendedor e, consequentemente, um dos cinco mais ricos e importantes do Brasil nos anos mil e oitocentos.

O primeiro São João maranhense não teve a marca da irreverência das manifestações populares atuais, mas a pompa do luxo e da homenagem à realeza. Isso aconteceu quando os tupinambás do Maranhão foram enviados à corte francesa por Daniel de La Touche e conduzidos pelo Lugar Tenente-General Francisco de Razilly, primo do futuro cardeal de Richelieu e pelos frades capuchinhos. A cerimônia aconteceu no dia de São João de 1613 no então Palácio do Louvre, hoje o maior museu do mundo.

Os anais dos antecedentes daquele memorável cenário nos mostram uma colônia recém iniciada no Maranhão, que precisava do apoio da coroa francesa para se manter viva e cumprir os objetivos propostos pelas lideranças. Para conseguir os resultados era preciso demonstração do que por aqui se passava, e isto demandava mais do que palavras e documentos, era preciso mostrar à corte a evolução da colônia no norte do Brasil e celebrar definitivamente o pacto da aliança franco-maranhense.

Os chefes da colônia conheciam muito bem a máxima do marketing: uma imagem vale mais que mil palavras. E eles o fizeram com maestria. Levaram um nativo de cada região da França Equinocial, que começava no Ceará e se estendia até o Pará. Dos sete índios que foram levados à França três morreram, provavelmente, vítimas do frio boreal e de infecção pulmonar. São eles Caripira (entre 60 e 70 anos de idade) era da nação dos Tabajaras vindos da Serra Grande. Respeitado guerreiro, venceu mais de 20 batalhas. Viajou à França recomendado pelos seus pares de Uçaguaba (atual Vinhais Velho). Recebeu o nome cristão de François (Francisco).

Foi o primeiro dos três índios a morrer em solo gaulês e foi enterrado no convento dos Capuchinhos, em Paris. Patuá (15 a 16 anos), originário da Ilha Grande, onde seu pai era um dos principais. Adoeceu no mesmo dia da morte de Caripira. Faleceu após 8 dias de febre. Batizado Jacques (Tiago) por pedido do Senhor Du Perron. Faleceu no dia 06 de maio de 1613. Manén (20 a 22 anos). Natural da “terra dos Cabelos Compridos – vizinha do Amazonas – que habitavam a oeste, ao longo de um bonito rio chamado Pará”.

Recebeu nome de batismo de Anthoine (Antonio), por sugestão do senhor Beauvais Nangis. Outros três tiveram melhor sorte, pois além de sobreviverem e participarem da solenidade do dia de São João prestando honras ao rei menino Luís XIII e à rainha regente, receberam vestes e presentes reais, casaram-se com mulheres francesas e retornaram com toda pompa ao Maranhão. Eles foram batizados com nomes franceses e receberam o nome do rei, Luís. Itapucu “Barra de ferro” (38 anos, aproximadamente).

Natural da Ibiapaba. O pai dele era o principal de Caietê. A partir da viagem exploratória de Daniel de La Touche às Guianas, em 1604, passou a viver como um verdadeiro aventureiro francês, cruzando o Atlântico várias vezes em direção à Europa. Itapucu fez brilhante discurso diante do rei Luís XIII, quando do imortalizado evento do dia 24 de junho. Segundo Abbeville, este nativo era um dos “melhores instrumentos na conversão dos seus semelhantes”.

Recebeu o nome cristão de Louis Marie. Uaroio (22 anos). Natural do Mucuripe (hoje Fortaleza), onde o pai Uirao Pinobonich “Pássaro azul sem penas na cabeça” era o principal de sua aldeia. Tinha a pele mais clara que os demais índios, de rosto “mais parecido ao de um francês do que ao de um selvagem”. Recebeu o nome cristão de Louis Henri. Japuaí (perto de 22 anos). Natural da Ilha Grande. Filho de Tangará “Casca de Ostra”. Foi batizado com o nome cristão de Luís de São João, por ter sido batizado no dia 24, dia de São João. Um quarto índio, um tapuia chamado Pirauauá (Luís Francisco), de 12 anos, escravo dos tupinambás da Ilha Grande, ficou na França “empregado nos serviços do rei”.

A partida da Ilha Grande aconteceu no dia 1º de dezembro de 1612. La Touche e o frei Arsênio de Paris acompanharam a embarcação que levava os tupinambás até o dia 8, quando retornaram para São Luís após despedidas, lágrimas e um tiro de canhão disparado pela embarcação da missão, que chegou em Paris no dia 12 de abril de 1613 e logo eternizada pelo famoso poeta Francisco de Malherbe. Era tão grande a multidão querendo ver os nativos que os padres tiveram que fechar as portas do convento.

Segundo o padre Claudio de Abbeville “moveu-se toda a cidade de Paris, mostrando-se todos contentes”, afluindo para o convento franciscano da Rua de Santo Honorato. Vinha gente distante vinte léguas para ver e participar daquele momento onde os nativos da nova colônia francesa no Brasil se tornaram a grande novidade. Depois disto o senhor de Razilly os conduziu ao Louvre para a grande cerimônia.

A seleção de convidados foi rigorosa a ponto de muitas pessoas importantes da corte francesa terem sido impedidas de participar. O cenário majestoso e bem iluminado do salão real, o teto alto, as paredes com toda sorte de quadros e gravuras francesas, flamencas, italianas, os móveis, as louças, os enfeites, e uma turba de cortesãos e curiosos, tudo isso não chegou a intimidar o trio nativo. O mais fluente deles, Itapocu, em nome dos maranhenses, proferiu ao rei um belo discurso que a todos encantou. A cena do batismo passou para a história imortalizada pelas mãos de Frans Pourbus – o Jovem, de Antuérpia, um dos maiores pintores da Europa daquele início de século.

A primeira comemoração de São João por maranhenses pode não ter sido uma festa popular nos moldes atuais, mas sem dúvida não poderia ter sido mais deslumbrante e majestosa. Muito provavelmente nenhum outro fato na história francesa tenha tido tanto protagonismo e badalação de maranhenses quanto o que ocorreu naquele 24 de junho de 1613. Ao menos, foi o evento mais documentado e imortalizado de todos os tempos. Apenas no século dezenove é que soprariam os bons ventos da terra das palmeiras, com Gonçalves Dias e outros escritores e poetas.

Seguir o exemplo de outras gerações de maranhenses, que desprendidas de xenofobias e preconceitos, com um norte definido e sempre olhando para o progresso, souberam produzir e fazer do Maranhão e, principalmente da sua capital, um lugar destacado e empreendedor, onde a riqueza, o conhecimento e a civilidade coexistiam e se congraçavam, esse parece ser um dos nossos grandes desafios.

Por Antônio Noberto

Turismólogo e membro-fundador da Academia Ludovicense de Letras – ALL


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Cultura / Educação

Secretário do Rio assume Cultura de Temer após 5 mulheres recusarem

Do UOL
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O atual secretário municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, será o novo secretário nacional de Cultura.

Ele foi convidado na noite da última terça (17) e, em seguida, informou o prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre sua intenção de aceitar o cargo. Mais cedo, Calero teve encontro com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para anunciar sua decisão.

Nesta quarta (18), Calero está em Brasília para acertar os detalhes sobre a sua participação no governo. No início da tarde, ele foi ao Palácio Jaburu, em Brasília, para se encontrar com o presidente interino Michel Temer. Calero assume em meio a uma revolta da classe artística contra a extinção do Ministério da Cultura e sua integração ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).

O convite a Calero representa um recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão. Nos últimos dias o governo interino sondou diversas, mas foi recusado por todas.

Cinco mulheres disseram ter sido sondadas para o cargo e o recusaram: a antropóloga Cláudia Leitão, a consultora de projetos culturais e coordenadora de curso de pós­graduação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Eliane Costa, a atriz Bruna Lombardi, a cantora Daniela Mercury e jornalista e apresentadora Marília Gabriela, que, mesmo sem receber convite oficial, declinou da possibilidade.

Em entrevista coletiva, O ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, justificou o fim do Ministério da Cultura alegando que a existência de um ministério exclusivo para a área não seria garantia de recursos para a área. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18) durante uma entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto para apresentar o novo secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero. “O fato é que um ministério que cuida da Cultura não garante naturalmente recursos que possam ser alocados na área da cultura. Não é o nome ‘ministério’ que pode produzir a diferença”, afirmou.

A extinção do Minc e sua subordinação ao Ministério da Educação têm sido alvo de críticas de diversas entidades, artistas e até mesmo de políticos aliados ao presidente interino Michel Temer, como o ex-presidente José Sarney (PMDB), criador da pasta.

Mendonça Filho afirmou que a fusão das duas pastas dará mais “poder de fogo” durante negociações por mais recursos na definição do orçamento de 2017. “Toda a discussão orçamentária que será dada no Ministério do Planejamento e da Fazenda terá que ser considerada num bloco maior envolvendo. Para mim, isso fará com que se estabeleça vantagem no processo de negociação […] Vamos juntar para ampliar, não para diminuir”, afirmou.


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