O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, não honra seus acordos e age de forma irresponsável com o transporte coletivo da capital maranhense. No ano passado, a Prefeitura de São Luís firmou acordo com a Justiça do Trabalho para repassar subsídios ao transporte coletivo, visando regularizar salários e evitar greves dos rodoviários.
À época, Braide condicionou que o valor do subsídio fosse usado exclusivamente para honrar os salários e os vales-refeição dos trabalhadores. No entanto, o prefeito de São Luís resolveu usar o valor para pagar corridas de aplicativo aos usuários do transporte coletivo. Em apenas três dias, a insensatez custou R$ 30 milhões aos cofres públicos.
O valor astronômico superou em 10 vezes a quantia que deveria ser paga aos empresários do transporte coletivo. Por conta própria, Braide resolveu torrar o dinheiro público como bem queria, sem medo de punição ou qualquer fiscalização. O próprio STF reconheceu que o subsídio do transporte não deveria ter sido usado para bancar as corridas de aplicativo.
O Sindicato das Empresas (SET) já havia notificado, neste mês, a Prefeitura de São Luís por atraso no repasse do subsídio do mês de dezembro de 2025, no valor de R$ 6,1 milhão; desconto indevido de R$ 1,5 milhão do subsídio; e descumprimento fo acordo firmado com a Justiça do Trabalho.
Com a nova greve deflagrada hoje, Braide toma a mesma atitude descabida: não paga os valores atrasados, evita a negociação com os trabalhadores e os empresários, e ainda vai torrar mais dinheiro com vouchers de aplicativo de corrida.
Até quando a população de São Luís vai assistir às arbitrariedades do prefeito Eduardo Braide?
