Política

Eliziane Gama tenta negar que tem apoio de Waldir Maranhão

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A candidata a prefeita de São Luís, Eliziane Gama (PPS), negou que tem o apoio de Waldir Maranhão (PP) em sua campanha eleitoral.

No entanto, é de conhecimento de todos que o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), que compõe a chapa de Gama, está sob a direção de Maranhão, portanto o vice-presidente da Câmara dos Deputados está sim apoiando a candidata do PPS.

Eliziane Gama se pronunciou em relação ao apoio de Waldir Maranhão após Wellington do Curso (PP) afirmar, durante a sabatina do jornal O Estado do Maranhão, que o deputado federal não era figura presente em sua candidatura, uma vez que ele estava na direção de outro partido, que no caso é o PTdoB.

Veja a nota de Eliziane Gama abaixo:

A candidata a prefeita de São Luís, Eliziane 23 vem a público informar que o deputado federal Waldir Maranhão é filiado ao Partido Progressista (PP) e não integra o grupo de apoiadores da sua campanha, já que a legenda em São Luís tem uma candidatura própria.


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Política

Interinidade de Waldir Maranhão foi marcada por polêmicas e confusões

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Sem traquejo político, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), vai deixar o cargo sem, na prática, quase nunca tê-lo exercido. A presidência caiu no seu colo, com o afastamento de Eduardo Cunha pelo Supremo, mas ele demonstrou pouco preparo para o cargo. Quase nunca conseguiu presidir uma sessão de votações, e ainda protagonizou algumas trapalhadas.

No caso mais barulhento, ele assustou o mundo político ao anular, numa canetada, a aprovação do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, pela Câmara. Diante da confusão, acabou recuando e anulando o próprio ato. E ficou marcado pelo recuo.

De poucas palavras, e econômico na retórica, Maranhão, diferentemente de Cunha, evitou a imprensa o tempo inteiro. É raro vê-lo circulando pelos corredores. Sua relação com Cunha alternava bons e maus momentos. Tomou decisões que favoreceram o peemedebista, como, por exemplo, o afastamento do deputado Fausto Pinato (PP-SP) da relatoria do processo contra Cunha no Conselho de Ética. Mas sua decisão que alcançou maior repercussão foi também a que o inviabilizou de vez como presidente interino: a tentativa de anular o impeachment de Dilma, em 5 de maio. A partir daí, sua vida virou um inferno no plenário da Câmara sempre que tentou presidir as sessões.

— Sai dessa cadeira que não te pertence, deputado Waldir Maranhão — disse a ele, certa vez, o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).

Na votação do impeachment, em abril, Maranhão ficou a favor de Dilma, mas fez uma declaração de fidelidade a Cunha, que tinha garantido sua eleição para vice-presidente da Câmara, em 2015.

— Quero dizer, meu presidente querido, que continuarei sendo leal à sua pessoa — disse Maranhão, ao microfone.

Assim como Cunha, Maranhão também é investigado na Lava-Jato. Segundo o delator Alberto Youssef, seu nome consta na lista de parlamentares do PP que recebiam mesadas entre R$ 30 mil e R$ 150 mil. Ele nega a acusação e aposta que não será denunciado no STF.

O Globo


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