Geral

Crianças que atrasam dois minutos são barradas em porta de escola

Uma medida adotada pelo colégio Sesi/Anna Adelaide Bello está revoltando pais de alunos. Por atrasos de apenas dois minutos, crianças do ensino fundamental estão sendo impedidas de assistirem às aulas. A Unidade de Ensino, localizada no bairro Alemanha, é vinculada ao sistema da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema).

Escola Sesi.

Escola Sesi.

Mãe de aluno na escola, a jornalista Conceição Castro publicou um desabafo em seu perfil na rede social Facebook, na tarde de ontem (26), depois do filho ser impedido de assistir aula. Segundo a mãe, a criança de 12 anos chegou ao local de estudo em sua companhia e ainda entrou no pátio, mas não pôde seguir para a sala de aula. Ainda segunda ela, não teria sido a primeira ocorrência da escola em barrar o aluno. O fato também vem se repetindo com outros estudantes desde o retorno às aulas após as férias de julho.

“Atenção Promotoria da Educação! Colégio Sesi está impedindo alunos que chegam com minutos de atraso de assistirem às aulas. Nesta segunda-feira (21), devido a lentidão no trânsito na Avenida dos Franceses, acabei me atrasando cinco minutos. Ele ainda adentrou ao pátio, mas a escola foi implacável e o barrou, impedindo a sua participação não apenas na primeira aula, mas em todas as atividades do dia, inclusive a realização de uma prova bimestral”, denunciou a jornalista.

Ainda conforme a publicação, a intransigência e o desrespeito da direção do Sesi seriam tamanhos que, nem mesmo acompanhado de algum familiar ou responsável, os alunos têm a permissão para entrar em sala de aula se não chegarem religiosamente dentro do horário fixado.

A Promotoria da Educação deve se manifestar e evitar que a escola continue com uma conduta que afeta diretamente náo só uma, mas várias crianças.


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Política

Pedro Fernandes é pressionado sobre falta de aulas em escolas do estado

O promotor de justiça Paulo Silvestre Avelar Silva, titular da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de São Luís, recebeu na manhã desta quarta-feira, 8, o secretário de Estado da Educação, Pedro Fernandes e representantes da sua equipe e pediu que o titular da pesta se manifestase sobre a falta de aula em escola do estado. Entre os temas discutidos estiveram a greve dos professores, o déficit de profissionais nas escolas e as reformas no Centro Integrado Rio Anil (Cintra) e no Centro de Ensino Governador Edison Lobão (Cegel).

Secretário Pedro Fernandes terá que se manifestar.

Secretário Pedro Fernandes terá que se manifestar.

A respeito da greve, o secretário afirmou que há escolas com paralisação total, outras funcionando parcialmente e algumas em ritmo normal. A questão salarial, de acordo com o secretário, está sendo discutida diretamente entre os professores e a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Gestão e que o estado fez uma proposta aos professores, que seria levada a conhecimento da classe em assembleia. É aguardada uma resposta até o final da semana.

A questão da falta de professores em sala de aula também foi discutida na reunião. O coordenador da Unidade Regional de São Luís explicou o processo de remapeamento de pessoal nas escolas. Um sistema informatizado vai concentrar as informações a respeito dos professores e servidores administrativos na rede, cruzando dados e verificando a necessidade real existente. O prazo para a conclusão desse trabalho é de 60 dias.

A Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, que realizou um levantamento recentemente, com dados fornecidos pelos gestores das escolas de São Luís, encaminhará esses dados ao secretário, para que ele se manifeste sobre o assunto. “A situação é urgente e não podemos aguardar 60 dias para resolvê-la. Há escolas em que nenhuma aula foi ministrada até agora em determinadas disciplinas”, enfatizou Paulo Avelar.

O secretário Pedro Fernandes afirmou que o Estado tem a intenção de realizar um novo concurso para professores ainda em 2013, mas que depende da conclusão do levantamento sobre a carência existente em toda a rede estadual de ensino.


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