Poder

Polícia prende 19 suspeitos de envolvimento nos ataques aos ônibus

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Até este momento, um total de 19 pessoas foram presas nesta sexta-feira (20), por participação nos ataques a ônibus na noite de quinta-feira (19). As operações das Polícias Civil e Militar continuam para identificar e prender todos os responsáveis. Entre os detidos, um líder de facção criminosa identificado como Daniel. Ação rápida dos policiais conseguiu frustrar ataques a ônibus nas imediações da Estrada de Ribamar, na Forquilha. No local, dois homens foram presos em flagrante com vasilhames de líquido inflamável. Entre os detidos, duas mulheres.

O secretário de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela, garantiu a força policial nas ruas e a ação firme para identificar e prender todos os envolvidos. Segundo ele, todos os envolvidos estão sendo identificados e presos. “Já sabemos quem são os mandantes, os executores e de onde saíram as ordens para os ataques. Alguns têm ligação com a quadrilha que realizou ataques semelhantes a dois anos. Estes criminosos sentirão o poder da força da Segurança”, ressaltou o Portela.

O titular da Segurança destacou, ainda, a distribuição estratégica das equipes de polícia nas áreas onde ocorreram os ataques, e também nas adjacências, para monitoramento permanente. Além disso, a presença firme das Polícias nos terminais de integração e nas principais avenidas da cidade.

As informações levantadas pela investigação da Segurança foram apresentadas ao Poder Judiciário ainda na manhã desta sexta. O secretário Portela reuniu com dois juízes da Vara de Execuções Penais para solicitar a imediata emissão do mandado de prisão em flagrante dos suspeitos. “Esses criminosos foram presos na ocasião do primeiro evento, há dois anos, e deveriam permanecer presos. Querem implantar o mesmo clima de terror que houve em 2014, mas isso não será aceito”, afirmou Jefferson Portela.

Sobre a motivação dos ataques, o secretário Jefferson Portela ressaltou se tratar tanto de represálias dos criminosos às ações que as polícias vêm realizando com mais intensidade, impedindo, por exemplo, o tráfico de drogas. Segundo ele, a polícia tem focado na prisão dos grandes traficantes e no fechamento das chamadas ‘bocas de fumo’ nos bairros, além das interceptações e apreensões de armas e drogas causando, assim, grandes prejuízos às organizações criminosas.


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Poder

Jefferson Portela diz que não tem nome e nem patrimônio que impeça a repressão policial

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Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira (19), na SSP, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, esclareceu os motivos da prisão da ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros e de outros gestores, durante a segunda fase da Operação Imperador, deflagrada pela Polícia Civil.

A ex-gestora e o seu filho, Eduardo DP, já haviam sidos presos em outra operação, e estava-se especulando de que se tratavam de detenções políticas.

Jefferson Portela afirmou que houve tentativa de obstrução de provas e por isso foi pedido à Justiça um novo mandado de prisão para todos. “A conduta dos autores do desvio de dinheiro público não atinge o patrimônio individual, atinge a coletividade. É uma prática de lesividade social. Portanto, é grave e merece repressão”, declarou, Jefferson Portela.

Ainda segundo o chefe da Segurança Pública, as acusações são as mesmas que recaem sobre os envolvidos no esquema fraudulento que são desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, houve interferência dos denunciados na instrução processual, a Justiça pode decretar uma nova prisão.

Durante a entrevista, Jefferson Portela negou que tais prisões tinham viés político. “Nessa gestão, não tem nome e nem patrimônio que impeça a repressão policial. Pode ter os seus milhões guardados, vai para cadeia do mesmo jeito. Aqui a Lei é Lei e nós cumprimos a Constituição e a igualdade perante a Lei será respeitada”.

Conforme explicou também o delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Mello, não está sendo criada uma nova investigação sobre os ex-gestores. “Não se está inventando uma nova investigação, uma Ação Penal. Tudo isso é decorrente de todos os atos que foram produzidos nos últimos anos e que foram acompanhados pela imprensa e pela sociedade maranhense. Nesse contexto, as pessoas que hoje foram presas e as que estão envolvidas na dilapidação do Erário, no desvio de verbas públicas do município de Dom Pedro ocasionalmente cometeram tais crimes em outro municípios do Maranhão, e em razão desses outros desvios, também ocorreram investigação, que concluíram pelo indiciamento de alguns desses envolvidos e isso vai gerar novas ações penais, e novas prisões serão decretadas, porque são nocivas a sociedade”, destacou Mello.

A ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros, seu sobrinho, o seu filho, Eduardo DP, A empresária Débora de Oliveira Amaral e Zacarias Neto Moreira Mesquita foram presos, na manhã desta quinta-feira (19), pela Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECCOR), durante a operação Imperador.

Maria Arlene Barros é investigada pelo envolvimento em esquemas de agiotagem para fraudar licitações naquela cidade. De acordo com as investigações, mais de R$ 5 milhões foram desviados da prefeitura entre 2009 e 2012, e já havia sido presa na primeira fase da referida operação.


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Brasil

Nova fase da Operação Lava Jato cumpre 30 mandatos

Presidente afastado da Eletronuclear, Othon da Silva

Presidente afastado da Eletronuclear, Othon da Silva

Batizada de operação “Radioatividade”, a 16ª fase da Operação Lava Jato realizou na madrugada desta terça-feira, dois mandatos de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 23 de busca e apreensão em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Barueri (SP).

No Rio de Janeiro foram presos, por um prazo de cinco dias, Othon Luiz Pinheiro da Silva, diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, afastado do cargo em abril deste ano, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa, que é uma subsidiária da Eletrobras, e Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez. As prisões podem prorrogadas ou convertidas em preventiva enquanto os réus estiverem à disposição da justiça.

A Polícia Federal, que realizou a operação, teve como objetos da apuração a formação de cartel, o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3 e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal. Angra 3 será a terceira usina nuclear do país e está em construção na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Ela terá potência de 1.405 megawatts (MW) e gerará energia suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte por um ano.

O envolvimento dos presos durante a operação foi confirmado no depoimento de Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa, em abri deste ano, que disse que houve “promessa” de pagamento de propina ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear nas obras da usina nuclear Angra 3.

Segundo Avancini, a Camargo Corrêa foi informada em agosto de 2014 de que havia “compromissos” de pagamento de propina equivalente a 1 por cento dos contratos das obras da usina ao PMDB e aos diretores da Eletronuclear. Somados, os contratos de Angra 3 chegam a R$ 3 bilhões, de acordo com o executivo.


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Poder

Operação Lava Jato: primeira sentença condena executivos de construtoras

Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler foram condenados (Foto: Reprodução G1)

Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler foram condenados (Foto: Reprodução G1)

Deflagrada em março de 2014, a Operação Lava Jato foi criada para investigar um grande esquema de lavagem e desvio bilionário de dinheiro envolvendo políticos, a Petrobras e grandes empreiteiras do país.

Várias prisões foram feitas desde então e ontem (20), saiu a primeira sentença contra executivos de construtoras, que condenou os réus da 7ª fase da operação.

Dalton Avancini, Eduardo Leite e João Ricardo Auler, executivos afastados da Camargo Corrêa logo após serem presos, estão entre os condenados. Além de Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e um dos subordinados dele, o policial federal Jayme Alves de Oliveira, que era quem entregava as remessas de dinheiro.

Essa primeira condenação refere-se aos crimes cometidos em contratos e aditivos com a Petrobras para obras da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, da Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco; e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

As condenações foram feitas pelo juiz federal Sergio Moro, com sentença por crimes de corrupção ativa, penitência a organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Também respondia a este processo o presidente da UTC, Ricardo Pessoa. As acusações contra ele foram desmembradas para outra ação penal a pedido do MPF, em virtude das tratativas com o réu para um acordo de delação premiada.

Penas

Eduardo Leite – 15 anos e 10 meses de prisão. Com um acordo deve cumprir dois anos de prisão, com recolhimento domiciliar e tornozeleira eletrônica, a partir de março de 2016.

João Ricardo Auler – 9 anos e 6 meses de reclusão. Desde abril, ele cumpre prisão domiciliar, porém, com a decisão do juiz, Auler deverá voltar à prisão para o início de cumprimento da pena em regime fechado.

Dalton Avancini – 15 anos e 10 meses de reclusão. Avancini cumpre prisão domiciliar sendo que, a partir de março de 2018, poderá progredir para o regime aberto.

Paulo Roberto Costa – 12 anos de prisão. O ex-diretor de Abastecimento deve cumprir mais um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, contado partir de 1º de outubro de 2014.

Alberto Youssef – 8 anos e 4 meses de reclusão. A pena do doleiro já é descontada desde quando foi preso, no dia 17 de março de 2014.

Jayme Oliveira Filho -11 anos e 10 meses de reclusão. Inicialmente, a pena deve se cumprida em regime fechado, com a possibilidade de progressão de pena. Além disso, a sentença determina a perda definitiva do cargo de policial federal.


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