Crime

Polícia desarticula quadrilha interestadual de roubo a bancos

Do Estado do Maranhão

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Uma operação das polícias do Maranhão e Piauí resultou na desarticulação de uma quadrilha interestadual de roubo a bancos no sábado, dia 24. Houve confronto com a polícia e dois assaltantes foram mortos. As informações foram repassadas pelo delegado Tiago Bardal, responsável pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). As ações foram desenvolvidas em conjunto pela Seic e as polícias Civil e Militar do Piauí.

Operação Durante a operação foram presos Alexandre Soares Martins Braz e Luís Carlos Rodrigues de Oliveira. Eles foram detidos na cidade de José de Freitas, no Piauí. Eles são suspeitos de participarem de assaltos a bancos nos municípios maranhenses de Coelho Neto, Gonçalves Dias e Eugênio Barros. Durante o confronto com a polícia, dois suspeitos reagiram e foram mortos.

Um deles foi identificado como José Carlos da Silva Magalhães, conhecido como Bara. Ele já havia sido preso suspeito da realização de assaltos com explosivos. O outro morto foi identificado como Antônio Francisco da Costa e Silva e seria foragido do sistema prisional.

O grupo é suspeito de realizar o assalto a um carro forte na BR­316, em Campo Maior (PI), no dia 23 de novembro e um o assalto a um carro forte em Coelho Neto (MA) no dia 1º de novembro deste ano. Eles também seriam responsáveis pela explosão de caixas eletrônicos no município de Demerval Lobão (PI), no dia 16 de dezembro.

No sítio em que os suspeitos utilizavam como local de apoio os policiais apreenderam um farto material utilizado nas ações criminosas. Foram encontrados três carros roubados, quatro fuzis, três submetralhadoras, três pistolas, dois revólveres, além de 28 bananas de dinamites e equipamentos para explosões de cofres.

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Poder

Organização criminosa usava esquema complexo na SEFAZ

sefazA atuação da organização criminosa, que se instalou na Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ), no governo Roseana Sarney, foi destrinchada pelo Ministério Público Estadual. A quadrilha, muito bem orquestrada por poderosos, dilacerou os cofres públicos do estado do Maranhão,  instalando filtro no software da secretaria, com a finalidade de desviar recursos provenientes da arrecadação de impostos (ICMS), simulando débitos do Estado sob o argumento de que se tratavam de precatórios legalmente devidos.

“O modus operandi da organização criminosa envolvia um esquema complexo, revestido de falsa legalidade, baseada em acordos judiciais que reconheciam a possibilidade da compensação de débitos tributários (ICMS) com créditos não tributários (oriundos de precatórios ou outro mecanismo que não o recolhimento de tributos). Não bastasse isso, em diversas ocasiões, foi implantado um filtro para mascarar compensações realizadas muito acima dos valores decorrentes de acordo homologado judicialmente”, detalha o Ministério Público.

O esquema foi descoberto em janeiro de 2015, mediante procedimento investigatório criminal, instaurado pela 27ª Promotoria de Justiça Especializada, por meio da Portaria n.º 02/2015, para apurar suposta prática de crime de lavagem de dinheiro praticado por um dos envolvidos. A apuração desencadeou a descoberta da existência da organização criminosa no âmbito da SEFAZ, instalada com a nomeação de Cláudio José Trinchão Santos para o cargo de secretário de Estado.

O promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos destaca que para consolidar a sangria dos cofres públicos, sem gerar qualquer suspeita, os secretários de Estado da Fazenda de 14 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2014 deixaram de aprimorar o sistema de tecnologia da informação da SEFAZ, o que permitiu aos membros da organização criminosa reativar frequentemente parcelamento de débitos de empresas que nunca pagavam as parcelas devidas e, ao mesmo tempo, excluir indevidamente autos de infração do banco de dados, acarretando ainda mais prejuízos aos cofres públicos em proveito próprio e de terceiros.

Para engrenar a quadrilha, a SEFAZ substituiu, apenas formalmente, a empresa  Auriga Informática e Serviços Ltda, que prestava serviços de tecnologia da Informação, pela Linuxell Informática e Serviços Ltda. Na prática, as duas empresas atuavam na secretaria. O Ministério Público verificou que a SEFAZ pagou ao mesmo tempo as duas empresas para realizar o mesmo serviço,que até então era executado por apenas uma. “Alguns funcionários da terceirizada Linuxell Informática e Serviços Ltda eram, ao mesmo tempo, comissionados da SEFAZ, o que demonstra a grande ousadia da organização criminosa, respaldada pela convicção de que todos os crimes praticados permaneceriam impunes” evidencia a denúncia.

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Crime

Agiotas movimentaram mais de R$ 4 milhões em Bacabal

Foi apresentado, na tarde desta terça-feira (19), o relatório parcial da quarta operação deflagrada somente em 2015 pela Polícia Civil no combate ao crime de agiotagem envolvendo prefeituras do Maranhão. Nesta etapa, o alvo foi a Prefeitura de Bacabal. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e um de condução coercitiva.

Ex-prefeito de Bacabal sendo conduzido pelos policias.

Ex-prefeito de Bacabal sendo conduzido pelos policias.

Foram presos o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Nonato Lisboa; o ex-presidente da Câmara dos vereadores de Bacabal, Manoel Moura Macedo; o ex-presidente da Comissão de Licitação, Aldo Araújo de Brito; e o dono de uma distribuidora de medicamentos, Francisco de Jesus Silva Soares. Também, foi cumprido um mandado de condução coercitiva em desfavor da ex-secretária Municipal de Cultura de Bacabal, Maria do Carmo Xavier. Todos foram conduzidos à sede da Seic.

O resultado da operação foi apresentado em coletiva de imprensa, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Participaram da coletiva, o delegado geral, Augusto Barros; o adjunto da Polícia Civil, Lawrence Melo; e o promotor de Justiça do Ministério Público, Valentim Pinheiro.

A operação é coordenada pela Comissão de Investigação de Agiotagem, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público. Iniciada na terça-feira (19), a operação foi denominada ‘El Berite’, nome hebraico, que significa ‘Deus de Concreto’, em alusão a uma das empresas usadas para desviar recursos públicos. A ação é mais uma etapa no combate ao crime de agiotagem envolvendo prefeituras do Maranhão. Esta é a terceira operação desencadeada no mês de maio e a quarta deste ano. O delegado geral informou que mais de R$ 4 milhões foram movimentados de forma irregular.

De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Augusto Barros, a operação El Berite é mais uma etapa no combate à agiotagem no Maranhão, envolvendo várias empresas, inclusive de construção civil. “As operações são parte da política de combate à corrupção do governo Flávio Dino. Nosso objetivo é responsabilizar gestores, ex-gestores públicos e particulares que formam quadrilhas especializadas em fraudar processos licitatórios e desviar recursos públicos”, pontuou. O delegado geral destacou que essa etapa ainda não foi concluída, e que diligências ainda estão sendo realizadas no interior. “O objetivo é localizar determinadas pessoas para ouvi-las e interroga-las” informou.

O promotor de Justiça Valentim Pinheiro, destacou a atuação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público. “Parceria de algum tempo e que estamos mantendo com resultados muito satisfatórios. Além da prisão dos envolvidos, foi realizado o sequestro e bloqueio dos bens dos presos”, evidenciou.

Combate contínuo à agiotagem

No dia 5 de maio foram deflagradas as operações ‘Morta-Viva’ e ‘Maharaja’, envolvendo as prefeituras dos municípios de Marajá do Sena, Bacuri e Zé Doca, que culminou com as prisões do prefeito de Bacuri, Richard Nixon Monteiro dos Santos; o prefeito e o ex-prefeito de Marajá do Sena, Edvan Costa e Perachi Roberto Moraes, respectivamente; o contador da Prefeitura de Marajá do Sena, José Epitácio Muniz Silva, o Cafeteira; e Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, apontado como agiota nas investigações.

A 1ª operação deflagrada neste ano no combate ao desvio de recursos públicos ocorreu no dia 31 de março, denominada ‘Imperador’. A ação culminou com a prisão temporária da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros; e do filho dela, Eduardo Barros, apontado nas investigações como o líder do grupo.


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Poder

Weverton Rocha é amigo íntimo de membro de organização criminosa

Weverton Rocha e as relações perigosas com Erlânio Xavier, apontado como membro de (ORCRIM).

Weverton Rocha e as relações perigosas com Erlânio Xavier, apontado como membro de ORCRIM.

Denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) por irregularidades no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem Urbano), o ex-secretário de Estado de Esporte e Juventude e deputado federal, Weverton Rocha Marques de Sousa (PDT), não perde o costume de ter como amigos íntimos pessoas envolvidas em escândalos à nível nacional, à exemplo do vice-prefeito eleito de Igarapé Grande, Erlânio Furtado Luna Xavier (PDT), que teve sua residência como alvo de busca e apreensão, além de monitoramento (sim, o mesmo de ser preso) com tornozeleira da Operação Allien, da Polícia Federal.

Mesmo a PF desencadeando Operação no dia 20 de setembro do ano passado, as relações perigosas não impediram que Weverton Rocha fosse prestigiar ao aniversário do amigo íntimo que ocorreu no dia 22 do mesmo mês. Erlânio Xavier foi preso em Igarapé Grande por atuar diretamente no esquema de desvio de recursos do Fundeb de Paço do Lumiar, por meio de sua empresas Luna e Macedo Xavier.

A intimidade e as relações perigosas entre eles fez com que o parlamentar fizesse uma surpresa para seu amigo correligionário Erlânio Xavier. No aniversário do empresário/político, que é apontado pela Polícia Federal como “membro de organização criminosa”, o deputado chegou à fazenda no município de Igarapé Grande e participou do almoço de comemoração como se nada estivesse acontecido.

Emocionado com a presença de Rocha , o vice-prefeito mostrou total intimidade ao dizer. “Meu núcleo de amizades fiéis continua grande”, ponderou.

Erlânio Xavier foi pego em escutas autorizadas pela Justiça Federal que revelam sua participação e dos seus irmãos Kleverson Furtado Luna Xavier e Arlindo de Moura Xavier Júnior na (ORCRIM). Confira abaixo dados da Polícia Federal:

Documento da Polícia Federal.

Documento da Polícia Federal.


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