Poder

Em Lago do Junco, o voto de cabresto impera

Em Lago do Junco, o voto virou uma espécie de moeda de troca para os universitários que estudam em outros municípios e dependem do transporte da Prefeitura. A denúncia do abuso de poder político foi encaminhada ao Blog Neto Ferreira pelos acadêmicos que não votaram no atual prefeito e tiveram seus direitos cerceados pelo poder público municipal.

Os estudantes encaminharam o print de uma conversa envolvendo o titular da pasta de Educação de Lago do Junco, Marcony Wellython Oliveira. No texto, o secretário chama os acadêmicos de traíra e manda um recado aos estudantes universitários, que dependem do ônibus da prefeitura para se deslocarem até a universidade e não votaram no prefeito Osmar Fonseca (PT): “Traíras, no ônibus não tem mais espaço para vcs. Arrumem outro carro a partir de hoje”.

O secretário disse ainda:  “Quando foi pra pedir ônibus estavam todos lá prontos para ajudar e serem ajudados. E agora??? Tenho dito: TRAÍRA É TRAÍRA”. A atitude reprovável e inadmissível do gestor precisa ser apurada e punida, com urgência, pelos órgãos competentes. Os estudantes prejudicados com a atitude ilegal do secretário de Educação moram em Lago do Junco e estudam em Pedreiras.

Os acadêmicos dependem do transporte ofertado pela Prefeitura para chegar nos locais que estudam. Eles foram coagidos a votar no atual prefeito para “terem direito” ao transporte diário.  Muitos, contrários a gestão de Osmar Fonseca, votaram contra o  prefeito, e estão sendo punidos. O secretário de Educação tem impedido os alunos de chegar em suas respectivas universidades. Ele tem se apropriado de um bem público para “castigar” a população acadêmica contrária aos seus ideais. Um verdadeiro absurdo, que não pode ficar impune.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral(TSE), o abuso do poder político ocorre nas situações em que o detentor do poder, […] vale-se de sua posição para agir de modo a influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto. Caracteriza-se dessa forma, como ato de autoridade exercido em detrimento do voto. Essa conduta ilícita pode conduzir  à inelegibilidade do candidato por oito anos, conforme a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010).

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